sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Resposta à Dúvida Gastronómica


Porque trabalho numa "ilha" (quase) isolada em termos sociais, no meio de Lisboa, cujo único local que fica perto para almoçar (para quem não possui veículo motorizado, como eu), apenas dispõe de 5 opções de escolha para os 3oo e tal dias de trabalho do ano:



- O restaurante de comida portuguesa/brasileira (que já intoxicou alguns dos meus colegas de trabalho, devido a salmonelas);

- A "Casa dos Frangos de Moscavide" (com grelhados de qualidade, mas que nem sempre nos dão prazer ao estômago);



- O "Chinês" local (onde, à parte qualquer tipo de preconceito ou discriminação, se podem mesmo encontrar moscas e bocados de vidro na comida; sendo que, também, já alguns colegas ficaram com o estômago literalmente a arder, depois de lá terem almoçado);



- A "Companhia das Sandes" (com os menús habituais de sandes de toda a ordem e feitio... mas que, nos dias de Inverno, nos passam completamente ao lado);


- E o "McDonald's" local (onde passei mesmo a ter que almoçar algumas vezes, para poder ir variando da restante comida)...




... Já que mais de metade das restantes lojas se encontram fechadas, nunca tendo sequer aberto ao público.
Por vezes, no nosso imenso desespero, ao almoço, os meus colegas e eu costumamos sonhar com os belos restaurantes de comida variada e de qualidade que ali poderiam abrir... mas trata-se, apenas, de mais um bairro social, logo votado ao (quase completo) abandono!...



quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Dúvida




Porque é que uma pessoa que durante anos a fio nunca conseguiu sequer ingerir qualquer tipo de produtos do MacDonald’s (basicamente, por ideologia e por prazer gastronómico) se vê agora “obrigada” a comer, mais ou menos, duas vezes por semana o Chicken Menu?

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Corners of my Home # 9



Mais de metade da minha mesa da cozinha é ocupada com tralha que nunca mais acaba: daquela que nunca sabemos lá muito bem onde guardar (por ainda não termos armários/estantes suficientes em casa); revistas e jornais, bem como papelada do emprego; a prenda para o filho de uma amiga (que por aqui continua há quase 1 ano, Patty! Daqui a nada, o miúdo casa e ainda cá continua a prendinha :); algumas caixas de madeira de um pequeno armário que se encontra (ainda) em fase de ser pintado, etc., etc.
Como costumo dizer, existem sempre alguma ordem no caos e desarrumação... já que a mesma não ultrapassa a metade esquerda da minha mesa da cozinha (tal como no meu lado esquerdo do cérebro).

Recantos de outras gentes, aqui.

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

1º dia de trabalho deste ano...




... e, depois de 15 dias de férias, regresso ao emprego ainda meio anestesiada e sem que nada me afecte ou stresse (chegando mesmo ao ponto de "incomodar relativamente" um dos meus colegas!), como se estivesse algures a pairar numa realidade meio alternativa.
Adoro esta sensação!... Mas até quando durará?!

Curiosamente, desde o início deste ano, que ando muito mais calma e com a iluminada perspectiva de vida do "não te rales com coisas que não valem mesmo a pena!".


domingo, 7 de janeiro de 2007

Elementos



"On the road"...


Terra...


Água...


Ar...


O poder da natureza...


E uma imensidão de espaço livre para aproveitar!...



sábado, 6 de janeiro de 2007

Quando os problemas dos outros se transformam…


Esta minha estranha propensão para que as pessoas tenham imenso à vontade e desabafem tudo e mais alguma coisa comigo, transforma-se sempre num enorme defeito de personalidade, a partir do momento, em que não me consigo abstrair o suficiente, tento ajudar e acabo por começar a "viver" os problemas dos meus amigos com tal intensidade e preocupação, como se se tratassem dos meus próprios problemas.

Deveria existir um antídoto para isto... porque tive duas semanas de férias tão agitadas como se continuasse a trabalhar!


sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

Notas Soltas - XVIII


- Há já muito tempo que não me “cultivava”... -

04/01/07


Concerto de Ano Novo pela Banda Sinfónica da G.N.R…


numa das salas de espectáculos mais bonitas de Lisboa.

Apesar do ambiente geral ser militarista, soube mesmo bem voltar a ouvir música clássica ao vivo!




- Passeio na Baixa –

05/01/07

Esta manhã, cheia de nevoeiro, sol e fumo do assador de castanhas.


Quando o Pai Natal já se foi, há muito tempo, embora…


... mas o seu trenó permanece, com as fiéis renas, deambulando pelas ruas de Lisboa...



... ruas ainda engalanadas...


... e cheias de vida...


... onde, por terrível contraste, alguns preferem, apenas, dormir… para se esquecerem (ou serem esquecidos)!



quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

A Saga das Estantes continua…



Desde esta altura, ainda não tinha conseguido comprar estantes para o escritório cá de casa, porque o parco orçamento familiar, infelizmente, não dá para tudo e há sempre que ter prioridades!
Por isso, metade dos livros que possuo continuava em casa da mãe e os outros guardados na tal caixa de papelão (que tem vindo, nestes últimos tempos, a ser alvo do ataque das unhas das minhas gatas).

Quando, finalmente, encontrei, as estantes ideais em termos de relação preço/qualidade/estética, juntou-se o útil ao agradável e acabei por, mais ou menos na mesma altura, receber o muitíssimo adiado pagamento por um trabalho de investigação que fizera para um centro de estudos em França.

Nessa altura, passei a sentir-me nas nuvens, só de imaginar que iria por fim ter tudo arrumadinho cá em casa!
Até fiz meticulosamente o desenho do modelo de estantes que queria, tudo concebido com o maior detalhe, para conseguir, não só guardar os livros, como também os inúmeros CD’s e DVD’s que fui acumulando ao longo dos anos.

O que eu não contava é que hoje, quando, finalmente, consegui ter tempo para me dirigir à loja IKEA e formalizar a compra das ditas cujas estantes (com entrega em casa e montagem incluída)… me deparasse com mais um obstáculo!

Depois de um atendimento agradável, prestável e simpático, em que me foi fornecido o orçamento das várias composições para as minhas estantes, bem como a indicação dos corredores onde estava localizada cada uma das embalagens… a empregada acaba por me dizer que, apesar de eu ter solicitado entrega e montagem das estantes, teria, de qualquer das maneiras, de ir recolher as 47 embalagens (que compõem os vários módulos das estantes que concebera), passar pela caixa para pagar e levar tudo para um outro guichet para tratar da entrega/montagem.

Até compreendo que, sendo a IKEA uma loja de preços mais acessíveis, os clientes não possam ter as mesmas mordomias que têm, por exemplo na Bo Concept ou na Cerne.
No entanto, no meio desta salganhada pegada, o que eu não compreendo mesmo, de modo algum, é porque é que quando comprei esta escrivaninha (um item bem mais pequeno e que vinha numa única embalagem), apenas tive que me dirigir à caixa para pagar com a nota de reserva passada pelo empregado e posteriormente me entregaram o dito pacote num outro guichet… não tendo eu sequer pedido entrega nem montagem.

Será que não faria muito mais sentido que me entregassem 47 embalagens num guichet à parte (em vez de as ir eu recolher – que nem sequer deverão existir carros que comportem uma tal carga!)?
Ou será que o espírito perfeccionista sueco da IKEA já estará a assimilar o sistema das burocracias locais do nosso país?!

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Notas Soltas - XVII


- Novo Ano... -


Folhas novas...


"Roupa" velha!...



- Sugestão do Sítio do Costume -

Primeiro dia do ano (a sério! Já que ontem era feriado), primeiro filme do ano...



Já tinha lido sobre este filme, aqui e aqui... uma vez que continuo a seguir o meu bom velho lema de não ler as críticas dos filmes nos jornais (especialmente as do "Público"!) antes de os ir ver ao cinema.
Ainda para mais, agora que já vi o filme em questão, acabo de ler esta crítica e sinto-me profundamente ofendida com a forma como este senhor - a quem pagam para escrever sobre cinema - consegue descaracterizar e tornar vazio um filme.

Não conhecia a obra cinematográfica de Alejandro González Iñárritu, mas fiquei agradavelmente surpreendida com este "Babel"!

Partindo de uma história, aparentemente, simples sobre uma espingarda, o filme transporta-nos para uma deambulação sobre a vida (e o drama emocional e existencial) de diversos personagens - todos eles com algum ponto de ligação entre si - em pontos díspares do globo: Norte de África, México, Japão e E.U.A.

Numa época de globalização em que, apesar das culturas e mentalidades continuarem a ser muito diferentes entre si, os meios de comunicação se desenvolveram a um tal ponto em que, aparentemente, todos se deveriam compreender entre si... todas as personagens deste filme (mesmo que falando uma mesma língua entre si) parecem vaguear no vazio e na solidão de uma aparente incompreensão ou malentendidos.

Porque, para que possamos ser compreendidos pelos outros, temos, antecipadamente, que os saber ouvir!
E é, essencialmente, sobre isso que este filme fala. De uma forma, por vezes, demasiado pungente e angustiante (como no caso da história da adolescente japonesa surda-muda); outras vezes, expondo o terrível egoísmo do ser humano dos países ditos "mais desenvolvidos", por contraposição à entreajuda ainda existente em pequenas comunidades; noutras, ainda, de uma forma claustrofóbica e enervante (tal como no drama da ama mexicana e do seu sobrinho, "barricados" e provocados, apenas, por serem estangeiros).

Curiosamente (ou, talvez, não), a cena deste filme em que nos apercebemos de uma verdadeira comunicação/compreensão entre personagens é aquela em que a ama mexicana fala em espanhol com as duas crianças americanas de quem trata... e estas, percebendo o que lhes fora dito, lhe respondem em inglês.
Porque, na verdade, não precisamos de falar uma mesma língua, para sermos compreendidos... basta-nos sabermos escutar!

Um filme a não perder... e as 2h30 de duração do mesmo, passam num instantinho!

segunda-feira, 1 de janeiro de 2007