Seguindo o
mote dado pela
Sushi Lover, escrevo hoje sobre algo que, há bastante tempo, me tenho vindo a interrogar… Para que serve um
blog? Porque continuo a
postar, quase diariamente?
Posto para mim ou para os outros que me lêem?
O meu irmão, que é informático e percebe muito destas coisas, considera os
blogs apenas uma moda passageira, de gente que não sabe fazer melhor do que olhar para o seu próprio umbigo.
Existem
inúmeras razões para se ter um
blog, havendo por aí excelentes
blogs, em estilos consideravelmente diferentes, como
este ou
este outro, que leio diariamente. Normalmente, as pessoas falam sobre um assunto de que gostam ou sobre o qual sabem bastante, outras há que falam apenas sobre si próprias e as suas vidas. No entanto, o que se torna interessante, neste
mundo em constante mudança é o facto de, como
alguém dizia, os
blogs se terem transformado em “diários virtuais”, registos da mentes de homens e mulheres de hoje, que constituirão a História de amanhã.
No que me diz respeito, poderia discorrer aqui, quase diariamente, sobre uma centena de assuntos nos quais me fui especializando na minha actividade profissional… mas para isso já tenho o meu emprego, funcionando este
blog, sobretudo, como um tubo de escape à própria rotina do quotidiano.
Por isso mesmo, decidi juntar duas coisas de que gosto muito…

As imagens que, cada vez mais, fazem parte do meu imaginário.
E as palavras, as quais (verdade seja dita) nem sempre profiro da melhor forma.
Juntando muitas imagens, algumas palavras e toda a minha imaginação exacerbada, foi nascendo este
blog…
De início era algo muito diferente do que se foi, posteriormente, desenvolvendo. Ou então, simplesmente, fui eu que fui mudando, crescendo, sentindo as coisas de forma diferente do que sentia.
Se fosse hoje, por exemplo, talvez,
este texto ou
este outro fossem redigidos de um forma completamente diferente. Mas o que interessa é a própria cristalização do momento que deu origem a esses dois textos e à forma (e sentimento) com que os escrevi.
Penso que os intuitos originais deste
blog se mantêm até hoje: - ir exorcizando de uma forma, por vezes, humorística, outras vezes, mais circunspecta, todas estas coisas e situações sem graça e irreais que nos vão sucedendo no dia-a-dia; - e “deitar cá para fora” uma série de ideias, pensamentos e ilusões que se vão criando na minha cabeça (as quais, normalmente, deixava escritas em pequenos cadernos… e agora, me passaram, também, a acompanhar neste
blog).
E, ao longo deste ano e tal, é engraçado verificar que o pensamento acaba por já estar quase pré-formatado para o facto de ter um
blog!
E, por vezes, na minha vida diária, acaba por ser demasiado viciante, pois dou comigo a pensar que determinada imagem ou pensamento eram óptimos para colocar no
blog.
Por outro lado, a obsessão adquire dimensões tão grandes que, também, já pus a minha própria família e amigos a pensarem no mesmo que eu (tendo, até, alguns amigos contribuído com as suas próprias imagens para o meu
blog ou deixado dicas para posts futuros a conceber).
Para que serve um
blog, afinal de contas?
Por vezes, correndo mesmo o risco de parecermos demasiado pessoais ou expostos, no fundo, um
blog serve apenas e tão somente para registar as nossas próprias ideias e para as partilhar com outrém.