quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

terça-feira, 26 de dezembro de 2006

Para que serve um blog?


Seguindo o mote dado pela Sushi Lover, escrevo hoje sobre algo que, há bastante tempo, me tenho vindo a interrogar… Para que serve um blog? Porque continuo a postar, quase diariamente? Posto para mim ou para os outros que me lêem?

O meu irmão, que é informático e percebe muito destas coisas, considera os blogs apenas uma moda passageira, de gente que não sabe fazer melhor do que olhar para o seu próprio umbigo.

Existem inúmeras razões para se ter um blog, havendo por aí excelentes blogs, em estilos consideravelmente diferentes, como este ou este outro, que leio diariamente. Normalmente, as pessoas falam sobre um assunto de que gostam ou sobre o qual sabem bastante, outras há que falam apenas sobre si próprias e as suas vidas. No entanto, o que se torna interessante, neste mundo em constante mudança é o facto de, como alguém dizia, os blogs se terem transformado em “diários virtuais”, registos da mentes de homens e mulheres de hoje, que constituirão a História de amanhã.

No que me diz respeito, poderia discorrer aqui, quase diariamente, sobre uma centena de assuntos nos quais me fui especializando na minha actividade profissional… mas para isso já tenho o meu emprego, funcionando este blog, sobretudo, como um tubo de escape à própria rotina do quotidiano.

Por isso mesmo, decidi juntar duas coisas de que gosto muito…




As imagens que, cada vez mais, fazem parte do meu imaginário.
E as palavras, as quais (verdade seja dita) nem sempre profiro da melhor forma.
Juntando muitas imagens, algumas palavras e toda a minha imaginação exacerbada, foi nascendo este blog

De início era algo muito diferente do que se foi, posteriormente, desenvolvendo. Ou então, simplesmente, fui eu que fui mudando, crescendo, sentindo as coisas de forma diferente do que sentia.
Se fosse hoje, por exemplo, talvez, este texto ou este outro fossem redigidos de um forma completamente diferente. Mas o que interessa é a própria cristalização do momento que deu origem a esses dois textos e à forma (e sentimento) com que os escrevi.

Penso que os intuitos originais deste blog se mantêm até hoje: - ir exorcizando de uma forma, por vezes, humorística, outras vezes, mais circunspecta, todas estas coisas e situações sem graça e irreais que nos vão sucedendo no dia-a-dia; - e “deitar cá para fora” uma série de ideias, pensamentos e ilusões que se vão criando na minha cabeça (as quais, normalmente, deixava escritas em pequenos cadernos… e agora, me passaram, também, a acompanhar neste blog).

E, ao longo deste ano e tal, é engraçado verificar que o pensamento acaba por já estar quase pré-formatado para o facto de ter um blog!
E, por vezes, na minha vida diária, acaba por ser demasiado viciante, pois dou comigo a pensar que determinada imagem ou pensamento eram óptimos para colocar no blog.
Por outro lado, a obsessão adquire dimensões tão grandes que, também, já pus a minha própria família e amigos a pensarem no mesmo que eu (tendo, até, alguns amigos contribuído com as suas próprias imagens para o meu blog ou deixado dicas para posts futuros a conceber).

Para que serve um blog, afinal de contas?
Por vezes, correndo mesmo o risco de parecermos demasiado pessoais ou expostos, no fundo, um blog serve apenas e tão somente para registar as nossas próprias ideias e para as partilhar com outrém.


segunda-feira, 25 de dezembro de 2006

Vestígios de Natal

Nota: - Muito obrigada a todos os amigos que contribuíram com os seus postalinhos para a minha árvore de Natal deste ano!



Naquele ano não houvera árvore de Natal, porque a Senhora da Casa, enleada em mil e um afazeres e dores, não tinha tido tempo para a conceber, apesar de antecipadamente ter comprado todos os apetrechos necessários.

Por isso, naquela noite, os 5 tiveram que partir (mais) juntos em busca dos verdadeiros vestígios de Natal
E a noite de consoada tornou-se ainda mais bela e rica do que em anos já passados.





No dia seguinte...



... outro tipo de restos do Natal de muita gente jaziam decrépitos pela cidade adormecida.



Mais um ano, mais um Natal... como manda a tradição!


domingo, 24 de dezembro de 2006

sábado, 23 de dezembro de 2006

Notas Soltas - XIV


- Férias adiadas, Natal adiado… -

Depois de ter tido que adiar as (tão merecidas) férias que tinha marcado para a semana passada, devido a um trabalho urgente e inadiável, que tinha que ser entregue antes do fim do ano; e de, juntamente com alguns colegas, ter trabalhado ontem de manhã, quando nos tinham dado o dia…
Encontro-me, FINALMENTE, de férias!!!

O tempo parece ter passado a correr (todos os anos dizemos o mesmo!). E este ano parece ter passado, ainda, mais depressa do que os anos anteriores. De uma forma tão veloz que quase nem me apercebi da chegada do Natal! Provavelmente, também, devido à sobrecarga de trabalho que tivemos durante o resto do ano.
Mas, quando olho à minha volta, parece-me ter sucedido o mesmo com toda a gente.
O tempo passa cada vez mais veloz… ou, simplesmente, as nossas vidas se tornaram mais apressadas e pouco tempo temos para fazer aquilo de que realmente gostamos!


- Paleta de Cores de Inverno






Esta manhã, decidi juntar o útil ao agradável…
E ir ver a dança ululante das árvores que deixam cair as suas folhas, para dar lugar à paisagem da nova estação que chegou esta semana.


- Flores Artificiais –

Como ainda tinha 2 prendas de Natal em falta (depois do insucesso de ontem à tarde no Colombo, onde se encontrava mais de metade da população da cidade de Lisboa e arredores), tive a maravilhosa ideia de às 10h ir até ao novo Centro Comercial do Campo Pequeno.

A cidade estava completamente vazia (ao contrário do meu bairro, onde reinava o caos nas habituais compras no mercado), acordando a ritmo lento, nas principais avenidas.
É uma sensação muita agradável podermos passear-nos, assim, por Lisboa, como se fôssemos os únicos habitantes da cidade.




Depois das cores de Inverno dos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian, iniciei-me então noutras flores artificiais, enquanto concluía as minhas compras de Natal.









sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

A Máquina de "fazer" Natal...



... do café do meu bairro!

aqui tinha falado dela.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

Chegou o Inverno!



Através de um espelho mágico distorcido, a natureza vai mudando as suas cores...


quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Anatomia da Cura para uma Neura


neura s. f. adj. 2 gén.
s. f.,
vd. neurastenia;

neurastenia
do Gr. neûron, nervo + asthéneía, fraqueza
s. f.,
Espécie de neurose em que o principal sintoma é um estado de cansaço que não é provocado por anemia, infecção, subnutrição ou qualquer outra doença identificada;
Estado de esgotamento nervoso;
Nervosismo.


Há dias em que uma mínima coisinha de nada nos pode colocar neste estado terrível de aborrecimento com tudo e com todos; invadidos, simultaneamente, por uma imensa tristeza.
No fim da tarde, sem mais nem menos, fiquei assim!...

Curiosamente, acabei por descobrir a cura para o meu mal, ao aplicar ao mesmo as leis da homeopatia: similia similibus curantur ("os semelhantes curam-se pelos semelhantes").




Falaram-me sobre Requiem for a Dream (“A Vida não é um Sonho”, na tradução em Português) pela primeira vez, em 2001, quando fui ao País Basco francês ao casamento de uns amigos. Como o noivo é cineasta, colocou em cada uma das mesas do jantar de casamento o nome de cada um dos seus filmes predilectos. E a nós, calhou-nos este filme!
Na altura ainda não o tinha visto, mas disseram-me maravilhas sobre o mesmo.

Agora, acabadinha de o ver em DVD, estou sem palavras!...
A única coisa que me ocorre dizer é que se trata de um verdadeiro murro no estômago, para quem está com uma neura descomunal como eu estava... e que ficou curada rapidamente!

Discorrendo sobre vários tipos de adições a que podemos estar sujeitos na vida, este filme fala-nos, em termos mais gerais, do escape à realidade quotidiana através da sua própria negação e da sobrevalorização que cada um dos personagens faz de memórias passadas mais felizes… o que, indubitavelmente, os acaba por conduzir à sua própria ruína.

Este filme é de um brilhantismo e duma mise en scéne incríveis… só mesmo vendo!


segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

Notas Soltas - XIII


- Canecas –


Nova aquisição, para juntar à colecção.
A Tuchinha também gostou muito (e, sem querer, acabou por ficar uma fotografia muito original).



- Associação de Ideias… -



Falando em canecas, lembro-me de café… café bem quente em casa, logo pela manhãzinha, com a possibilidade de fazer, também, um cremoso cappucino…
E a minha máquina de café de sonho, da Krups (vista sábado à noite, numa loja na Rua da Trindade).
Esteticamente é do mais belo que há!...



- Emília, que estava para adopção –



Há algumas semanas atrás, falei-vos aqui da gatinha Emília, que aparecera abandonada e grávida na minha rua.
Ficou em regime de FAT em casa da minha mãe. Já foi esterilizada e encontra-se em rápida recuperação.
E, maravilha das maravilhas, consegui convencer a minha mãe a ficar com ela (porque, às vezes, há coisas do destino muito estranhas!).

Muito obrigada ao Escorpião Tinhoso e a todos os que ajudaram a divulgar este caso!



- Construção da Árvore de Natal (2º) –

Depois de colocada na parede a árvore de Natal (como é minimalista, deu-me mesmo um trabalhão, como devem calcular!), há que aguardar pela chegada dos seus pequenos “enfeites”.

O primeiro a chegar, via CTT, veio directamente de Londres, da minha amiga grega Vasso (thank you so much, my dear friend!).



Agora há que esperar pelos restantes, para a árvore ficar completa!...
E construir, assim, uma árvore de Natal dá muito mais gozo (e sai bem mais barato!) do que os tradicionais enfeites da época.

Quanto aos meus postais, tal como tudo este ano, foram submersos pelo excesso de trabalho que tenho tido (e pelo imprevisto de última hora que me obrigou a adiar as férias desta semana) e a sua saída aqui de casa está bem atrasada!
Mas como há tradições que não gosto de deixar morrer, hoje vou ter serão!...