Através de um espelho mágico distorcido, a natureza vai mudando as suas cores...
quinta-feira, 21 de dezembro de 2006
quarta-feira, 20 de dezembro de 2006
terça-feira, 19 de dezembro de 2006
Anatomia da Cura para uma Neura
neura s. f. adj. 2 gén.
s. f.,
vd. neurastenia;
neurastenia
do Gr. neûron, nervo + asthéneía, fraqueza
s. f.,
Espécie de neurose em que o principal sintoma é um estado de cansaço que não é provocado por anemia, infecção, subnutrição ou qualquer outra doença identificada;
Estado de esgotamento nervoso;
Nervosismo.
Há dias em que uma mínima coisinha de nada nos pode colocar neste estado terrível de aborrecimento com tudo e com todos; invadidos, simultaneamente, por uma imensa tristeza.
No fim da tarde, sem mais nem menos, fiquei assim!...
Curiosamente, acabei por descobrir a cura para o meu mal, ao aplicar ao mesmo as leis da homeopatia: similia similibus curantur ("os semelhantes curam-se pelos semelhantes").

Falaram-me sobre “Requiem for a Dream” (“A Vida não é um Sonho”, na tradução em Português) pela primeira vez, em 2001, quando fui ao País Basco francês ao casamento de uns amigos. Como o noivo é cineasta, colocou em cada uma das mesas do jantar de casamento o nome de cada um dos seus filmes predilectos. E a nós, calhou-nos este filme!
Na altura ainda não o tinha visto, mas disseram-me maravilhas sobre o mesmo.
Agora, acabadinha de o ver em DVD, estou sem palavras!...
A única coisa que me ocorre dizer é que se trata de um verdadeiro murro no estômago, para quem está com uma neura descomunal como eu estava... e que ficou curada rapidamente!
Discorrendo sobre vários tipos de adições a que podemos estar sujeitos na vida, este filme fala-nos, em termos mais gerais, do escape à realidade quotidiana através da sua própria negação e da sobrevalorização que cada um dos personagens faz de memórias passadas mais felizes… o que, indubitavelmente, os acaba por conduzir à sua própria ruína.
Este filme é de um brilhantismo e duma mise en scéne incríveis… só mesmo vendo!
segunda-feira, 18 de dezembro de 2006
Notas Soltas - XIII
- Canecas –
Nova aquisição, para juntar à colecção.
A Tuchinha também gostou muito (e, sem querer, acabou por ficar uma fotografia muito original).
- Associação de Ideias… -
Falando em canecas, lembro-me de café… café bem quente em casa, logo pela manhãzinha, com a possibilidade de fazer, também, um cremoso cappucino…
E a minha máquina de café de sonho, da Krups (vista sábado à noite, numa loja na Rua da Trindade).
Esteticamente é do mais belo que há!...
- Emília, que estava para adopção –

Há algumas semanas atrás, falei-vos aqui da gatinha Emília, que aparecera abandonada e grávida na minha rua.
Ficou em regime de FAT em casa da minha mãe. Já foi esterilizada e encontra-se em rápida recuperação.
E, maravilha das maravilhas, consegui convencer a minha mãe a ficar com ela (porque, às vezes, há coisas do destino muito estranhas!).
Muito obrigada ao Escorpião Tinhoso e a todos os que ajudaram a divulgar este caso!
- Construção da Árvore de Natal (2º) –
Depois de colocada na parede a árvore de Natal (como é minimalista, deu-me mesmo um trabalhão, como devem calcular!), há que aguardar pela chegada dos seus pequenos “enfeites”.
O primeiro a chegar, via CTT, veio directamente de Londres, da minha amiga grega Vasso (thank you so much, my dear friend!).
Agora há que esperar pelos restantes, para a árvore ficar completa!...
E construir, assim, uma árvore de Natal dá muito mais gozo (e sai bem mais barato!) do que os tradicionais enfeites da época.
Quanto aos meus postais, tal como tudo este ano, foram submersos pelo excesso de trabalho que tenho tido (e pelo imprevisto de última hora que me obrigou a adiar as férias desta semana) e a sua saída aqui de casa está bem atrasada!
Mas como há tradições que não gosto de deixar morrer, hoje vou ter serão!...
domingo, 17 de dezembro de 2006
"Festa de Fim de Ano"
Todas as outras empresas e locais de trabalho, nesta altura do ano, têm uma série de almoços e jantares para os seus colaboradores.
Nós, também, já tivemos isso, noutros tempos... Mas, como o dinheiro vai escasseando e a nossa associação subsiste apenas devido ao financiamento de projectos, este é o 2º ano consecutivo em que apenas temos a “Festa de Fim de Ano”.
A Festa de Fim de Ano é idealizada muito mais para os nossos utentes do que para nós próprios. E, este ano, com a quantidade de actividades e de trabalho que tivemos, ao longo do ano, chegámos todos estafados e com muito pouca vontade para mais uma festa!...
No entanto, à semelhança do que aconteceu o ano passado, correu tudo às mil maravilhas, as pessoas divertiram-se e o Festival Multicultural de Sabores foi um sucesso (tendo tudo isto acontecido já no nosso novo espaço, que, finalmente, se encheu de vida).
sábado, 16 de dezembro de 2006
As Verdadeiras Iluminações de Natal
Depois de por duas noites seguidas ter passado na Baixa de carro para “ver” as iluminações (1º na 5ª feira, depois de um jantar de Natal do grupo de trabalho da construção; 2º na 6ª feira com uma amiga e a sua mãe), hoje, finalmente, aproveitei o final de tarde para tirar a barriguinha de misérias e ver verdadeiramente todas as iluminações… o que, para mim, equivale a dizer, fotografá-las!
Como num conto de fadas, as velas passaram a envolver os candeeiros da Praça da Figueira.
As melhores fotos são aquelas que fazemos quando nos pomos a olhar para o céu - Rua Augusta.
A Baixa está repleta de personagens assim, que nos deixam a imaginar 1001 histórias (pelo menos a mim!).
Visto aqui também. – Rua Augusta
Mais um personagem da Baixa: o nouveau-anarca, que vive nas ruas pedindo esmola, acompanhado do seu enorme cão (o qual, antes desta fotografia ser tirada, lambia a cara toda do seu dono, dando-lhe mimos como a uma criança).A Baixa, com a sua vida muito própria, este ano ficou ainda mais bonita!!!
Mais fotografias, aqui.
sexta-feira, 15 de dezembro de 2006
Notas Soltas - XII
Ainda assim, a natureza a desfalecer assume uma tonalidade de cores do mais belo que há... e nas quais me perco completamente!!!
- Paisagens Kitsch –
Cervejaria “Falésia das Olaias” (junto ao metro das Olaias).
Na ala dos não-fumadores, o chão é construído sob um aquário gigante, repleto de corais (a meio da refeição, começamos até a temer ser, a qualquer momento, atacados por tubarões).
A não perder, também, na ala dos fumadores a mesa redonda (para grandes grupos), com um aquário no meio e o imenso candelabro da sala.
- Paisagens Kitsch II –
A GRANDE árvore de Natal de toda a Europa e arredores parece, na verdade, meio descontextualizada ali na Praça do Comércio. Como se um ovni psicadélico tivesse tombado em plena Baixa pombalina e não soubéssemos lá muito bem o que fazer com ele.
Em todo o caso, continua a prestar-se a excelentes fotos das suas iluminações e a um engarrafamento constante no trânsito!...
- Final de uma Semana... -
... que começou de uma forma meio surreal e agora termina num apogeu de insanidade (quase) completa: a ter que adiar as minhas férias por causa de um trabalho hiper-urgente.
Já reina o caos e a agitação costumeiras desta época natalícia (até no trânsito e na forma como as pessoas se tratam umas às outras se nota a diferença!)...
E eu sem tempo algum para ir fazer as minhas compras de Natal... e o cansaço que, também, não ajuda nada!...
quinta-feira, 14 de dezembro de 2006
quarta-feira, 13 de dezembro de 2006
Notas Soltas - XI
- Breve Explicação –
A rubrica “Notas Soltas” iniciou-se neste blog um pouco por si própria em Outubro, numa altura em que andava carregadinha de trabalho no emprego e o meu cérebro funcionava quase em modo automático. As ideias e actividades que tinha que desenvolver iam sendo mais que muitas e não as conseguia gerir todas em simultâneo, sem recorrer às notas que ia tomando em pequenos papéis soltos (que, logicamente, acabava por ir perdendo).
Esse aspecto profissional terá, também, perpassado de alguma forma para aquilo que escrevia e fotografava nessa altura... Daí que, face a uma concentração anómala de ideias para cada post diário (até aí, normalmente, apenas escrevia 1 post/1 assunto por dia), implementei esta rubrica, podendo assim subdividir cada post da melhor forma, apesar de escrever sobre uma série de assuntos (na maioria dos casos) sem qualquer ligação entre eles.
- Sugestão do Sítio do Costume -
Depois de uma manhã inteirinha passada à volta de orçamentos, nada melhor do que ir desanuviar a cabeça e almoçar num local diferente: "Go Natural".
Adorei o risotto de salmão e o iogurte com canela!
A não perder!...
- Actualização do Estado Gripal -
Ao fim de quase 2 semanas de gripe, já me começo a sentir voltar à minha forma do costume... apesar do nariz continuar ligeiramente a pingar e de ainda não me ter voltado o olfacto.
Em todo o caso, já consegui passar o vírus a dois colegas no emprego... por isso, já não o tenho cá para a troca! ;)
- Especismo e Boas Festas -
Hoje recebi dois e-mails com uma mensagem comum, que passo a transcrever na íntegra, por ser demasiado importante para que continuemos de braços cruzados!
"O especismo é uma discriminação. Muito arraigado culturalmente, baseia o tratamento de um indivíduo de acordo com a sua espécie e não em função das suas características e aptidões naturais.
Sendo mais generalizada a discriminação dos humanos em relação a todas as outras espécies, é também frequente o especismo selectivo, que escolhe uma ou mais espécies como alvo de favoritismo: muitos humanos defendem a integridade física e psicológica de um cão ou de um gato, mas ignoram estes direitos relativamente a um boi ou a um frango.
O que é que determina uma espécie e os seus direitos?
Apenas a genética determina a fronteira entre uma espécie e outra, por isso o especismo aceita a atribuição de direitos baseada nos genes, esquecendo que são também os genes que distinguem a raça ou género. Sabemos quais os genes que determinam a cor dos olhos ou a cor da pele ou o sexo. Mas qual será o gene que determina a atribuição de direitos?
Uma sociedade de direito promove e defende a integridade física e psicológica dos seus indivíduos humanos, partindo do pressuposto de que é inaceitável a sujeição de humanos ao horror da privação, da mutilação, do cativeiro, do medo, da angústia.
A fisiologia e o comportamento dos outros animais assegura-nos de que estes também experimentam o medo quando ameaçados, a dor quando mutilados, o tédio e a frustração, a ansiedade e a desorientação, quando em clausura e confinamento. Não seria então lógico reconhecer-lhes direitos inerentes à sua condição?
De que espécie sou eu? E de que espécie és tu?
Como indivíduos capazes de acção moral, como seremos nós, espécie humana, capazes de justificar e aceitar, ainda que maioritariamente de forma passiva, a exploração contínua das suas vidas e a responsabilidade da sua morte?

“Nenhum dos argumentos que provam a superioridade do homem consegue esconder este facto terrível: no sofrimento, os animais são nossos iguais.” P. Singer
Nota: - Este texto vinha acompanhado de uma outra fotografia no e-mail original que recebi. Mas como estamos na época natalícia, seria uma boa ocasião para enviar à Câmara Municipal de Lisboa o postal de boas festas (que recebi no 2º e-mail que mencionei acima) cuja imagem juntei... relembrando-os da barbárie que se vive, diariamente, no seu Canil Municipal!!!
Nota: - Este texto vinha acompanhado de uma outra fotografia no e-mail original que recebi. Mas como estamos na época natalícia, seria uma boa ocasião para enviar à Câmara Municipal de Lisboa o postal de boas festas (que recebi no 2º e-mail que mencionei acima) cuja imagem juntei... relembrando-os da barbárie que se vive, diariamente, no seu Canil Municipal!!!
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