domingo, 17 de dezembro de 2006

"Festa de Fim de Ano"









Todas as outras empresas e locais de trabalho, nesta altura do ano, têm uma série de almoços e jantares para os seus colaboradores.
Nós, também, já tivemos isso, noutros tempos... Mas, como o dinheiro vai escasseando e a nossa associação subsiste apenas devido ao financiamento de projectos, este é o 2º ano consecutivo em que apenas temos a “Festa de Fim de Ano”.

A Festa de Fim de Ano é idealizada muito mais para os nossos utentes do que para nós próprios. E, este ano, com a quantidade de actividades e de trabalho que tivemos, ao longo do ano, chegámos todos estafados e com muito pouca vontade para mais uma festa!...
No entanto, à semelhança do que aconteceu o ano passado, correu tudo às mil maravilhas, as pessoas divertiram-se e o Festival Multicultural de Sabores foi um sucesso (tendo tudo isto acontecido já no nosso novo espaço, que, finalmente, se encheu de vida).

sábado, 16 de dezembro de 2006

As Verdadeiras Iluminações de Natal


Depois de por duas noites seguidas ter passado na Baixa de carro para “ver” as iluminações (1º na 5ª feira, depois de um jantar de Natal do grupo de trabalho da construção; 2º na 6ª feira com uma amiga e a sua mãe), hoje, finalmente, aproveitei o final de tarde para tirar a barriguinha de misérias e ver verdadeiramente todas as iluminações… o que, para mim, equivale a dizer, fotografá-las!


Como num conto de fadas, as velas passaram a envolver os candeeiros da Praça da Figueira.


Não é só na superfície que existem iluminações.
As melhores fotos são aquelas que fazemos quando nos pomos a olhar para o céu - Rua Augusta.


5 cães brancos que aguardam zelosamente a chegada do seu dono. Vislumbrei-os pela primeira vez há um ano, num dos pátios do Chiado. O homem anda com os cães e um cristal branco ao peito para todo o lado. E, curiosamente (ou não), hoje assentou arraiais precisamente junto à loja "Jivago", como que relembrando as origens dos canídeos que o acompanham.
A Baixa está repleta de personagens assim, que nos deixam a imaginar 1001 histórias (pelo menos a mim!).
Visto aqui também. – Rua Augusta


Subindo para o Chiado quase acreditaríamos existir uma estranha associação entre a época natalícia e os Santos Populares… Lisboa em toda a sua graça!


Mais um personagem da Baixa: o nouveau-anarca, que vive nas ruas pedindo esmola, acompanhado do seu enorme cão (o qual, antes desta fotografia ser tirada, lambia a cara toda do seu dono, dando-lhe mimos como a uma criança).


E, tal como as ruas da cidade, as lojas também se embelezam, para atrair os clientes.


A Baixa, com a sua vida muito própria, este ano ficou ainda mais bonita!!!
Mais fotografias, aqui.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Notas Soltas - XII


Ainda assim, a natureza a desfalecer assume uma tonalidade de cores do mais belo que há... e nas quais me perco completamente!!!



- Paisagens Kitsch

Cervejaria “Falésia das Olaias” (junto ao metro das Olaias).



Na ala dos não-fumadores, o chão é construído sob um aquário gigante, repleto de corais (a meio da refeição, começamos até a temer ser, a qualquer momento, atacados por tubarões).
A não perder, também, na ala dos fumadores a mesa redonda (para grandes grupos), com um aquário no meio e o imenso candelabro da sala.


- Paisagens Kitsch II –



A GRANDE árvore de Natal de toda a Europa e arredores parece, na verdade, meio descontextualizada ali na Praça do Comércio. Como se um ovni psicadélico tivesse tombado em plena Baixa pombalina e não soubéssemos lá muito bem o que fazer com ele.
Em todo o caso, continua a prestar-se a excelentes fotos das suas iluminações e a um engarrafamento constante no trânsito!...


- Final de uma Semana... -

... que começou de uma forma meio surreal e agora termina num apogeu de insanidade (quase) completa: a ter que adiar as minhas férias por causa de um trabalho hiper-urgente.

Já reina o caos e a agitação costumeiras desta época natalícia (até no trânsito e na forma como as pessoas se tratam umas às outras se nota a diferença!)...
E eu sem tempo algum para ir fazer as minhas compras de Natal... e o cansaço que, também, não ajuda nada!...

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

3 meses


Fotografias de S&T


O meu afilhado fez hoje 3 meses.
Muitos parabéns ao pequerrucho e aos seus "papás" babados! ;)

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Notas Soltas - XI


- Breve Explicação –

A rubrica “Notas Soltas” iniciou-se neste blog um pouco por si própria em Outubro, numa altura em que andava carregadinha de trabalho no emprego e o meu cérebro funcionava quase em modo automático. As ideias e actividades que tinha que desenvolver iam sendo mais que muitas e não as conseguia gerir todas em simultâneo, sem recorrer às notas que ia tomando em pequenos papéis soltos (que, logicamente, acabava por ir perdendo).

Esse aspecto profissional terá, também, perpassado de alguma forma para aquilo que escrevia e fotografava nessa altura... Daí que, face a uma concentração anómala de ideias para cada post diário (até aí, normalmente, apenas escrevia 1 post/1 assunto por dia), implementei esta rubrica, podendo assim subdividir cada post da melhor forma, apesar de escrever sobre uma série de assuntos (na maioria dos casos) sem qualquer ligação entre eles.



- Sugestão do Sítio do Costume -


Depois de uma manhã inteirinha passada à volta de orçamentos, nada melhor do que ir desanuviar a cabeça e almoçar num local diferente: "Go Natural".
Adorei o risotto de salmão e o iogurte com canela!
A não perder!...



- Actualização do Estado Gripal -

Ao fim de quase 2 semanas de gripe, já me começo a sentir voltar à minha forma do costume... apesar do nariz continuar ligeiramente a pingar e de ainda não me ter voltado o olfacto.
Em todo o caso, já consegui passar o vírus a dois colegas no emprego... por isso, já não o tenho cá para a troca! ;)



- Especismo e Boas Festas -

Hoje recebi dois e-mails com uma mensagem comum, que passo a transcrever na íntegra, por ser demasiado importante para que continuemos de braços cruzados!

"O especismo é uma discriminação. Muito arraigado culturalmente, baseia o tratamento de um indivíduo de acordo com a sua espécie e não em função das suas características e aptidões naturais.
Sendo mais generalizada a discriminação dos humanos em relação a todas as outras espécies, é também frequente o especismo selectivo, que escolhe uma ou mais espécies como alvo de favoritismo: muitos humanos defendem a integridade física e psicológica de um cão ou de um gato, mas ignoram estes direitos relativamente a um boi ou a um frango.

O que é que determina uma espécie e os seus direitos?
Apenas a genética determina a fronteira entre uma espécie e outra, por isso o especismo aceita a atribuição de direitos baseada nos genes, esquecendo que são também os genes que distinguem a raça ou género. Sabemos quais os genes que determinam a cor dos olhos ou a cor da pele ou o sexo. Mas qual será o gene que determina a atribuição de direitos?
Uma sociedade de direito promove e defende a integridade física e psicológica dos seus indivíduos humanos, partindo do pressuposto de que é inaceitável a sujeição de humanos ao horror da privação, da mutilação, do cativeiro, do medo, da angústia.
A fisiologia e o comportamento dos outros animais assegura-nos de que estes também experimentam o medo quando ameaçados, a dor quando mutilados, o tédio e a frustração, a ansiedade e a desorientação, quando em clausura e confinamento. Não seria então lógico reconhecer-lhes direitos inerentes à sua condição?

De que espécie sou eu? E de que espécie és tu?
Como indivíduos capazes de acção moral, como seremos nós, espécie humana, capazes de justificar e aceitar, ainda que maioritariamente de forma passiva, a exploração contínua das suas vidas e a responsabilidade da sua morte?





“Nenhum dos argumentos que provam a superioridade do homem consegue esconder este facto terrível: no sofrimento, os animais são nossos iguais.” P. Singer


Nota: - Este texto vinha acompanhado de uma outra fotografia no e-mail original que recebi. Mas como estamos na época natalícia, seria uma boa ocasião para enviar à Câmara Municipal de Lisboa o postal de boas festas (que recebi no 2º e-mail que mencionei acima) cuja imagem juntei... relembrando-os da barbárie que se vive, diariamente, no seu Canil Municipal!!!

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

Adoro...



... o ar blasé que os gatos fazem, quando se colocam em inesperadas posições (como se não fosse nada com eles)!

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

Cenas Surreais numa 2ª feira


A minha mãezinha - que, não desfazendo, é uma pessoa maravilhosa - tem a mania (como todas as mães) de me estar constantemente a dizer que sou uma cabeça no ar, que nunca presto atenção ao que as pessoas me estão a dizer e que, por isso, acabam por me suceder, quotidianamente, uma série de estranhas situações.
Apesar da parte da distracção até ser verdade, o facto é que nunca tinha conseguido congregar um sucedâneo de tantas situações bizarras num único dia só (ainda por cima numa 2ª feira!).
Senão vejamos:


1. (Quase) acidente de autocarro

Tendo-me atrasado um pouco esta manhã, acabei por ter que apanhar o autocarro das 8h30 e não o das 8h16.
Ainda nem sequer íamos a meio do trajecto quando, subitamente, o motorista faz uma semi-travagem brusca e continua em alta velocidade, para, um pouco mais à frente, fazer nova travagem brusca. E eu, que ia distraída a pensar na minha vida, bato com toda a força com os joelhos no banco da frente.
Naqueles breves e velozes segundos, enquanto pensava que iria ficar com mais umas nódoas negras (porque tenho um bocado de sensibilidade cutânea), olho para o lado e dou de caras com uma senhora de idade (que ia sentada junto a mim, no último banco do autocarro), ser completamente projectada em voo rasante para a frente do veículo. Valeu-lhe o facto de uma gorda senhora lhe ter amparado a queda.
O autocarro encosta junto à berma. Não há mortos nem feridos e a senhora de idade apenas esfolou o braço. E, para grande azar do condutor que efectuou a manobra perigosa (um jovem de olhos muito avermelhados, acompanhado de uma rapariga), um carro da polícia encontrava-se mesmo ali, junto ao ocorrido (ainda dizem as más-línguas que nunca os vêem em lado nenhum, quando há situações perigosas!).
Preparávamo-nos para ficar uma boa meia hora ali especados, para que os agentes da lei tomassem conta do ocorrido.
Metade do autocarro decidiu sair a correr, olhando desesperadamente para os relógios, tendo permanecido uns míseros 5 ou 6 gatos pingados, entre os quais me incluía (porque ainda ia meia a dormir e, mal por mal, de qualquer das formas, já iria chegar atrasada ao emprego... por isso, para quê sair do autocarro e correr para apanhar outro?).
Curiosamente, foi das cenas mais ordeiras a que já assisti (até parecia meio em décalage da própria realidade social portuguesa): resolveu-se tudo para aí em 15/20 minutos, sem insultos ou injúrias físicas... Um dos polícias teve, apenas, que pedir calma a uma velhota mais aguerrida que queria bater no jovem infractor (quando este último e o próprio condutor do autocarro permaneceram sempre com uma atitude muito serena).


2. (Quase) Queda no metro

Como no "acidente" anterior só os joelhos é que sofreram e já ia mais que atrasada, ao descer as escadas do metro, quase me estatelava completamente ao comprido entre dois degraus. Valeu-me uma qualquer força sobrenatural ou um equilíbrio de origem mais terrena, que me impediram de ir direitinha para o hospital com uma perna partida. Por momentos, depois do quase-acidente com o autocarro, até me passou pela cabeça que as forças do universo estivessem a conspirar contra mim (repare-se que foi dito em tom irónico), para que não chegasse ao emprego num dos dias que mais odeio: as segundas-feiras!


3. E-mails enganados ou duplicidade de nomes

A meio da manhã, envio um forward de um e-mail a uma amiga, a "Ana R.". Apercebendo-me, mais tarde, que quem o recebeu foi uma outra "Ana R." (o sobrenome é igualzinho, sem tirar nem pôr!) da minha lista de endereços.
Nada de espantar até aqui... uma situação banal que pode ocorrer a qualquer um de nós, certo?!
Qual a probabilidade, no entanto, de em 10 milhões de portugueses essa outra Ana R. ter, também, uma amiga com o mesmo nome e apelido que eu… e, logicamente, responder ao meu e-mail-enganado, como se se tratasse da sua outra amiga?
Parecia uma conversa de loucas... e ninguém se percebia!
Há cenas mesmo levadas da breca!!!
Quando esta me aconteceu, comecei mesmo a achar que esta 2ª feira estava a ser bem diferente do habitual.


4. Coisas que não se devem meter no congelador

Depois do jantar, recebo uma chamada da minha avó, a perguntar-me se eu já tinha aberto o saco de carne que me tinha dado no sábado (os meus avós como acham que me alimento sempre muito mal, de vez em quando, mandam cá para casa alguns géneros alimentícios... quase sempre, carne) e se vira o que lá estava.
Respondo-lhe que não, que apenas o metera dentro do congelador, uma vez que, de antemão, sabia tratarem-se de costeletas.
- "Ah, pois é... mas tens que ir tirar uma caixa de cartão que lá estava dentro do saco, num saco à parte... porque é uma coisa que não convém nada estar no congelador!", diz a minha avó, num tom muito calmo.
Desligo o telefone e vou ver o que se encontraria, afinal de contas, também, dentro do saco da carne. E deparo-me com...




este mini ferro de engomar...
Mais uma indirecta da minha avó, só que colocada dentro do saco errado!


Se todas as minhas 2ª feiras fossem como esta, já dava para escrever o guião para um filme do Almodóvar! ;)

domingo, 10 de dezembro de 2006

Notas Soltas - X


- Dia Internacional dos Direitos Humanos -

Um casal de amigos meus tem em sua casa um stock de garrafas de champanhe que vai abrindo, religiosamente, de cada vez que morre um ditador no mundo.
Verdade seja dita, nos últimos anos, penso que eles não têm tido necessidade de repor o stock porque, como é bem sabido, apesar das atrocidades cometidas, esta "espécie" tem uma vida longa.

A morte de Pinochet hoje, depois de uma lenta agonia física e de longas (e infrutíferas) batalhas judiciais (levadas a cabo por todos aqueles que queriam ver reposta a justiça no caso dos desaparecimentos do Chile), precisamente, no Dia Internacional dos Direitos Humanos, não podia ser mais exemplificativa de que o destino tem estranhas formas de ser exercido.
Ou melhor, que cada um paga, nesta vida (com o sofrimento lento, apesar da justiça não ter chegado a ser executada), pelas acções que pratica e cada qual tem aquilo que merece.

Bem sei que uma humanista como eu não deveria dizer este tipo de coisas... mas há dias assim!!



- Se (eu tivesse o hábito de jogar e) me saísse o Euromilhões –

Era nesta casa que aplicaria metade do dinheiro que ganhasse!
Cada um tem os seus (estranhos) sonhos!...




Desde que nasci, sempre vivi em Benfica e não conheço outra freguesia melhor para viver do que esta (digam o que disserem os seus detractores, pois sou bairrista qb.)!
Nesta antiga região saloia, para onde vinham em tempo de férias os senhores do reino, persistiam ainda algumas casas apalaçadas que nos relembravam esses tempos ancestrais.

Quando era pequena, depois de almoço, costumava dar longos passeios com o meu avô pelas ruas e ruelas de Benfica.
E ficava sempre maravilhada e com a imaginação a funcionar a 160km/h [quem me conhece bem sabe que faço sempre grandes “filmes” na minha cabeça com o que quer que seja – tenho que deixar aqui a nota para, um destes dias, escrever sobre como tudo isso começou, em criança!], quando passávamos no meio da Rua Cláudio Nunes e via os portões daquela enorme quinta, onde sobranceira se erguia uma casa apalaçada, de onde pendiam lindíssimas flores em forma de campainhas roxas a enfeitar os muros.
No fim da Calçada do Tojal, havia também outra casa, mais pequena, que me deixava em êxtase contemplativo. Tinha um sótão que, visto assim da rua, parecia enorme e no qual me imaginava a brincar com o meu irmão.
Depois, já na Estrada de Benfica (onde hoje se situa a estação dos CTT e a loja do “Calçado Guimarães”), havia aquela magnífica casa de que todos falavam nas redondezas, mas cujas minhas lembranças já são mais ténues.

Todas elas desapareceram, qual testemunhos que teimam em ser apagados pelos enormes prédios que foram tomando os seus lugares.
Uma das últimas extinções ocorreu a meio deste ano, depois de ter tombado uma das suas torres, acabaram por deitar também abaixo o edifício do antigo Colégio Grão Vasco (ala dos rapazes), onde, em tempos mais recentes, funcionara o recinto da Praça (ou mercado) de Benfica.

Altaneira, quase no final da Estrada de Benfica (antes de chegarmos à Damaia), persiste ainda esta casa, que, em conjunto com uma outra do lado esquerdo, compõe aquilo que outrora foi a Vila Ventura (o tempo corroeu já alguma outra palavra que ficava entre estas duas e nos impede de saber o seu nome exacto).
Nesta casa ainda vive uma velha senhora que, por vezes, observo a dar comida a alguns gatos vadios que lhe aparecem no pequeno quintal fronteiriço. Ponho-me logo a pensar como será a vida daquela velha senhora, que habita uma casa de 100 divisões… onde, antigamente, deveriam existir crianças a correr de um lado para o outro, empregadas nas suas lides diárias e festas e soirées de gala… e a velha senhora, agora, ali permanece com a imensa carga de transportar sozinha todo o seu passado.

A casa do lado esquerdo (da qual, também, já aqui deixei registo fotográfico) está abandonada. Tendo, recentemente, sido apropriada a sua ala esquerda por alguns toxicodependentes da zona, para aí pernoitarem.
Na sua ala direita, pelo menos desde o Mundial de Futebol deste ano, vive um “ocupa”-anónimo de meia idade, que vislumbrei, um dia destes, a pintar cuidadosamente a janela oeil de boeuf (provavelmente da divisão onde habita) e a porta de entrada. E a casa, aparentemente devoluta, parece ganhar uma vida muito própria quando, em dias de jogo do Sport Lisboa e Benfica, vemos hasteada na pequena janela redonda a sua bandeira, ou, quando se aproxima o Natal, e as iluminações também lá aparecem, colocadas na pequena janela. E eu e a minha imaginação acelerada ficamos sempre a fantasiar mil e uma histórias a propósito daquele estranho que ocupou, apenas, aquela pequena divisão da casa da Vila Ventura.

E, como nada mais há a fazer do que imaginar (porque os seus proprietários ou o próprio Estado não estão interessados em recuperar a Vila Ventura nem todas as outras casas apalaçadas que existam por Benfica e arredores... a menos que isso lhes traga alguma contrapartida financeira)... hoje apeteceu-me deixar aqui um breve registo sobre a casa dos meus sonhos que, mais dia menos dia, desaparecerá também!...



- A Lua feita em pedaços -

Esta noite...



Depressão Fotográfico-Viral


Encontrando-me eu já há uma semana com a MAIOR gripe que alguma vez me atacou em 30 anos de vida, talvez por complacência ou eventual solidariedade, na passada 5ª feira, no trabalho, alguém me falou sobre as gripes que para aí andam a atacar este ano, as quais, segundo parece, têm também uma componente alergológica muito forte. Discorria, também, essa pessoa sobre a teoria avançada por um médico ancestral (que já não se encontra entre nós), o qual dizia a todos os seus pacientes para terem calma e não se assustarem pois iriam logo aperceber-se quando o vírus da gripe começasse a desaparecer do organismo: na medida em uma depressão afloraria ao paciente.

Fundamentada esta teoria (em bases científicas) ou não, a verdade é que, quando há 2 noites atrás, para combater as insónias provocadas pela sinusite, comecei a vasculhar os CD-roms de fotografias antigas (com vista à actualização do meu Flickr e, também, para iniciar a compilação para o projecto de montagem do hall of fame cá de casa – fotografias de família e amigos, que vão ficar expostas de uma forma fora do normal… o resto será surpresa!), não me passaria sequer pela cabeça que me fosse sentir tão triste e comovida como me encontro agora!...

É tão estranho olharmos para tanta fotografia daquilo que fomos, dos locais em que vivemos, das pessoas que fomos conhecendo, dos momentos bons e menos bons que vivemos e sentirmos um misto de saudade e alheamento de tudo o que, no fundo, também, foi a nossa vida!...
Como diz o famoso anúncio, tiramos fotografias “para mais tarde recordarmos”… e o mais ridículo é depois pormo-nos neste pranto idiota quando olhamos para as ditas cujas!!!
Uma incongruência completa… só pode ser mesmo o vírus da gripe a sair!!!

O único momento de razoabilidade no meio disto tudo foi quando me apercebi que, se há 5 anos atrás já tivesse a minha Nikon digital, teria feito milhentas fotografias interessantes…
Infelizmente, o tempo não volta para trás, e não dá para repetir tudo de novo em busca de boas fotografias!

sábado, 9 de dezembro de 2006

Contraste

Iluminações ricas...




Iluminações devolutas...