segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

O Porta-Moedas...


... ideal para quem anda sempre com uma mala à la Sport Billy, como eu!
Com esta florzinha na ponta, é garantido que o encontro, onde quer que se esconda! ;)

Made by Rayher.


domingo, 3 de dezembro de 2006

Sugestão do Sítio do Costume


Domingo de chuva, com uma incomodativa gripe que me sobreveio durante a noite de ontem (devido à chuva apanhada 6ª feira à noite)... E pouca vontade para ficar em casa, apesar dos ténues laivos de febre.

Depois de almoço, sigo para uma das salas de cinema aqui perto de casa, para ver o tão "falado": "Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan".
Como já vem sendo meu hábito, não ia com grandes expectativas, pura e simplesmente, porque há longos anos que deixei de ler as críticas cinematográficas antes de ir ver os ditos cujos filmes.
Por isso, este Borat foi mesmo uma enorme surpresa a todos os níveis (se bem que diga, antecipadamente, que não se trata de um filme brilhante, mas sim de um filme de razoável humor para um domingo de neura)!

Primeiro estranha-se, e depois entranha-se... é o melhor lema para caracterizar este filme e o seu personagem!
A própria ideia de criar um personagem ficcional, jornalista de profissão, oriundo do longínquo Kazaquistão (país do qual, praticamente, nenhum mortal comum sabe grande coisa e, logo, todos os estereótipos podem advir da própria imagem do personagem), é brilhante!
Coloca-nos não só perante a eterna questão do "Outro" ser sempre diferente de nós (e, consequentemente, mais estranho do que nós e poder ser portador de todos os males do universo - para os quais nós estaríamos, supostamente, salvaguardados), bem como, face às hipotéticas entrevistas que esse "Outro" vai realizando, coloca-nos perante os pensamentos mais profundos e verdadeiros dos incautos "apanhados" nesta trama (como os típicos adolescentes de uma fraternidade universitária americana, que se acabam por revelar misóginos; ou o velho adepto dos rodeos, um anti-semita de primeira linha).

Cada filme vale o que vale...
E este terá o seu eventual mérito, numa abordagem mais antropológico-psicológica (que poderá escapar ao público mais geral).

O único senão foi mesmo ter visto/ouvido as músicas de Goran Bregovic escarrapachadas na película (uma idiossincrasia, já que o Kazaquistão fica bem longe da antiga Jugoslávia), sem que houvesse menção ao seu autor no final.

sábado, 2 de dezembro de 2006

Notas Soltas - VII

- Se as pedras pudessem falar… -



Ontem foi a primeira 6ª feira do mês de Dezembro e lá realizámos o 3º Jantar da Alegre Confraria (aka: Trio Maravilha ou Irmandade dos Cabeçudos).

Para não perder o ritmo da coisa, e seguir o mote da variedade étnico-gastronómica que tem sido dado desde o 2º jantar, o T. levou-nos ontem a um óptimo restaurante indiano, ali para os lados do miradouro da Graça, na Travessa do Monte.
A casa é pequena, mas está sempre apinhada de gente, não fosse a comida do melhor que há (aconselho vivamente o chicken dasaag, com espinafres… de chorar por mais!).

Mais uma vez, terminámos a noite no Bairro Alto (deviam passar mais vezes o Sporting Vs. Benfica, para conseguirmos encontrar lugar em todos os bares da capital!), a relembrar tempos de antigamente, numa conversa bastante intimista…

"É tão bom uma amizade assim
Ai, faz tão bem saber com quem contar (...)"


Antes de partirmos para aquele bar que nos acompanhou durante toda a Fac., deixámos o nosso nome gravado na pedra (ou melhor, no tecto).

E, no final da noite, a chuva que caía, ajudou-nos a “lavar” algumas ideias… apesar de hoje a constipação ser descomunal.

Para o mês que vem não há jantar do Trio, dado que um dos seus membros se encontrará no estrangeiro. Mas a odisseia gastronómica segue em Fevereiro/07!...



- Cores de Outono




Para meu grande desgosto (e, sobretudo, cansaço físico), tenho o enorme defeito de sempre que saio e fico acordada até mais tarde, em vez de conseguir colocar o sono em dia, ter sempre uma noite muito agitada e não conseguir dormir mais do que umas 5 horas… andando completamente “aos caídos” no dia seguinte.

Esta manhã, descobri, finalmente, o antídoto para o “andar aos caídos” no dia seguinte: uma boa caminhada a pé, logo pela manhãzinha… para ficar ainda mais exausta e ter uma noite reconfortante.

Hoje aproveitei para passar por alguns locais que vislumbrara durante a semana, enquanto me dirigia de autocarro para o emprego… e pôr, assim, em dia algumas fotos que já ansiava por fazer.

As cores são (ainda) de Outono, mas a chuva da noite anterior ajudou a criar um colorido diferente, numa paisagem aparentemente à beira da morte.



- Sugestão do Sítio do Costume –





Pashminas indianas à venda, nas bancas de artesanato junto às diversas entradas do supermercado Continente do C. C. Colombo… a 7€.

As cores são lindíssimas, existindo em versão brilhante ou normal… e, cada pashmina, pode ser usada dos 2 lados, o padrão é o mesmo mas as cores variam.
A não perder (pois servem sempre como prendas de Natal muito originais, quando o nosso orçamento anda pelas ruas da amargura)!...

quinta-feira, 30 de novembro de 2006

Dias de trabalho na Gulbenkian





2 dias de congresso na Fundação Calouste Gulbenkian... bem aproveitados para saborear os seus magníficos jardins.
Quem me dera trabalhar (sempre) num local com esta vista maravilhosa!!!

terça-feira, 28 de novembro de 2006

Mais Iluminações...


Este ano, a minha "pancada" não são tanto as decorações kitsch de Natal, mas sim as luzes... as iluminações (umas demasiado belas, outras nem por isso!) que têm enchido a cidade e me deixam completamente em êxtase perante a infindade de possibilidades de fotografias a serem produzidas aqui para documentação do blog!

A ver se arranjo tempo para passar novamente, um dia destes, por Campo de Ourique, onde uns belos e simples pendentes tombam das árvores, produzindo um efeito espectacular, como se se tratassem de lágrimas iluminadas.

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

domingo, 26 de novembro de 2006

Cheirinho a Antropologia!...


Como muitos outros, desiludidos com o rebuliço da vida nas grandes cidades, também, o meu irmão começou a desejar retornar ao campo e ao contacto mais directo com a natureza (apesar de ser alfacinha de gema e, por assim dizer, não ter um local ao qual poder chamar terra)… sendo, desde 6ª feira passada, o feliz proprietário de uma casa no lugar de Vila Pouca (freguesia de Enxara do Bispo, concelho de Mafra).

Hoje fui conhecer o local e a casa em questão.

Pela descrição da minha mãe (sempre eloquente e com uma incapacidade crónica de conseguir contar uma história em tempo considerado útil, mas parca em pormenores que nos relevem alguma visualização imaginativa), que já tinha visitado o sítio, imaginava ir deparar-me com um local ermo, distante de todo e qualquer traço civilizacional, onde o meu irmão acabaria os seus dias votado ao abandono, cercado unicamente pelos seus 3 computadores e sem vivalma com quem falar ou que, eventualmente, o pudesse socorrer caso tivesse algum problema (os traços de preocupação no carácter denotam os longos anos de experiência enquanto irmã mais velha).




E eis senão quando, chegados ao lugar de Vila Pouca, me deparo com um pitoresco aglomerado de casinhas fincadas umas às outras, criando ruelas estreitas, no que se poderia apelidar de uma pequena colina, onde não falta mesmo o característico largo de aldeia – junto à igreja – com os seus banquinhos e a paragem da carreira.
Por momentos, até consegui sentir saudades da Azóia de Cima, aldeia ribatejana onde, há 9 anos atrás, realizei o meu primeiro trabalho de terreno no curso de Antropologia.

Ainda mal tínhamos entrado em casa, enquanto a inspeccionávamos do exterior, deparámo-nos logo com uma vizinha, de negro vestida, que nos olhava no terreno mesmo junto à casa, apoiando-se num estendal.
Aproveitou para se apresentar e perguntar se éramos os novos donos daquela casa.

Já no interior, aproveitei para me ir entretendo, captando algumas imagens em filme, para que o meu irmão pudesse posteriormente visualizar melhor a casa com vista à sua decoração.
Curiosamente, na casa-de-banho, deparo-me com uma janela que dá paredes-meias com uma das estreitas vielas que compõem aquela aldeia (ainda pensava eu que a minha casa-de-banho em Lisboa, que dá para alguns quintais, ficava demasiado perto dos prédios da rua das traseiras. Mas aqui o perto é mesmo sinónimo de quase em cima da casa-de-banho do vizinho!). Por momentos, enquanto avanço com a objectiva, penso que, dali a nada, ainda me aparece alguém na rua, do outro lado da janela… e, bem dito, bem feito, deparo-me com uma velhota que, ao passar, e ver as janelas abertas, olha sorrateiramente lá para dentro. Fugimos as duas. E penso para mim própria: - “Já fiz porcaria, como é meu hábito… mas, pelo menos, fico aqui com um documentário antropológico digno de renome!”.
[Nota: - podem ver o filme, aqui.]

Coincidência ou não, algumas horas mais tarde, deparamo-nos com a dita cuja senhora, vizinha de uma das casas ao lado, sentada na soleira da sua porta, acompanhada de duas mulheres mais novas e de 3 gatos, amarrados a umas trelas.
E as 3 mulheres não cabiam em si de curiosidade perante aquelas 3 outras alminhas que ali andavam de um lado para o outro, dentro de uma casa de janelas abertas de par em par (mais tarde, nesse dia, viríamos a saber que os antigos proprietários nunca abriam as janelas – o que a aldeia em peso considerava deveras estranho -, para além do mofo e musgo que se fora criando nas soleiras das janelas)… E, muito logicamente, desde que a mais velha fora filmada enquanto inspeccionava a casa-de-banho do vizinho, estavam desejosas de meter conversa com aquelas novas pessoas que pareciam caídas de pára-quedas em Vila Pouca.

A minha mãe fez-lhes o gostinho ao dedo, ao assomar à janela e começar a falar sobre os gatos que a senhora mais velha (a mesma que fora filmada) tinha presos pelas coleiras.

Conversa puxa conversa, e ficámos a saber que a casa que o meu irmão adquirira já tinha tido 3 proprietários (incluindo o meu irmão) e que, curiosamente ou não, quando me viram pensaram que se tratasse da Mena, a primeira proprietária, que era cabeleireira e muito parecida comigo (“até no corte de cabelo e tudo”, segundo mencionaram).
Depois falaram sobre os segundos proprietários, e o seu grave problema em abrir janelas de par em par, fazer limpeza da casa e tratar das plantas que envolviam a casa.
E, na nossa família, ficámos com a ténue sensação que o meu irmão vai ser o próximo a ser falado no lugar de Vila Pouca (sobretudo, porque ele já tinha a intenção de retirar dali as plantas, que viemos a saber terem sido plantadas pelas 2 mulheres mais novas)… felizmente, que, durante os próximos tempos, ele só lá irá aos fins-de-semana, para ir fazendo trabalhos de recuperação na casa.

Aproveitando o facto de se ir divagando sobre plantas, a mais nova das 3 mulheres quis então mostrar-nos a sua casa e o terraço onde guarda as flores e plantas que cultiva.
Chegados ao local, dois passos a seguir, na rua das traseiras da casa do meu irmão, deparamo-nos com uma casa enorme, composta por vários aglomerados e escadas, num projecto arquitectónico neo-minimalista, com alguns traços de fortaleza… denotando que esta senhora seria uma das principais “notáveis” do lugar de Vila Pouca.
O tal recanto das suas plantas não passava, praticamente, de uma selva (e pensava eu que a minha mãe tinha muitas plantas na varanda da sua casa!), onde mal nos conseguíamos mover, temendo sempre pisar algum vaso ou dar cabo da folha de alguma planta. Mas a minha mãe ficou encantada e, ainda, conseguiu voltar carregadinha de flores para Lisboa!
Já a “notável” vizinha dizia-nos constantemente que lhe tinha acontecido uma desgraça e que agora já não era a mesma, já não conseguia tratar das suas plantas como antigamente. Calávamo-nos os 3, temendo intrometer-nos na vida da dita cuja senhora. Mas nem 5 minutos tinham passado, e a senhora voltava ao mesmo, numa estranha ânsia de partilhar a sua desgraça com 3 estranhos. Com a curiosidade que me caracteriza, também, já não conseguia suportar mais aquela situação… até que a senhora lá acabou por nos contar que era casada há 20 anos e na passada 6ª feira, quando celebrava o aniversário de casamento, o seu marido saíra de casa, largando-a com um filho de 15 anos, para se juntar à amante de 20 anos, que conhecera por vias da Internet.
Neste ponto, o meu irmão terá, eventualmente, pensado que teria que se lembrar sempre, das próximas vezes que retornasse a Vila Pouca, de nunca contar à senhora que trabalhava em Informática, ou correria o risco de ser ainda mais mal-falado na aldeia do que por causa das simples plantas.

A conversa foi-se alongando e a tarde caía rapidamente, com um vento frio a começar a enregelar-me os pés e as mãos. Apesar de entusiasmada (quase em ebulição!) com todo este cheirinho a bom terreno de Antropologia que imperava naquele lugar, comecei a desligar completamente das restantes conversas; não sem que antes tivesse, finalmente, compreendido o motivo pelo qual aquelas mulheres protegiam tanto os seus gatos, amarrando-os a trelas, quando a aldeia parecia tão pacata… os caçadores da zona haviam, recentemente, morto uma série de gatos abandonados que por ali abandonavam (sendo alimentados por algumas pessoas da aldeia), com medo que estes lhes comessem os coelhos que iriam caçar.




Regressámos a casa, em Lisboa, por entre risos e gargalhadas, ao lembrarmo-nos deste nosso regresso ao campo e das nossas primeiras impressões sobre tudo o que nos acontecera.
E eu, apesar de enregelada e prestes a chocar uma gripezita, fiquei em pulgas para voltar a Vila Pouca, Enxara do Bispo… dando graças ao meu maninho por ter comprado uma casa na aldeia!

Notas Soltas – VI

- Banda Sonora para uma Semana –

No meu grupo de amigos, quando temos “serão para cafézinho” em casa uns dos outros (sim, sim, esta é mais uma prova de que estamos a ficar velhotes e já não aguentamos, como outrora, a pedalada das noitadas no Bairro Alto e afins!), instituiu-se, há já algum tempo (se a memória não me falha, fruto de mais uma invenção do Tiago), o agradável hábito de, ao longo da noite, cada convidado ir escolhendo um CD, que vai acompanhando as nossas conversas e divagações.

Um pouco à semelhança desse hábito, cá em casa, quando chego extenuada, depois de um dia de trabalho, gosto de colocar logo alguma música a tocar, para me ir “embalando” o espírito durante as habituais/rotineiras tarefas domésticas, bem como no jantar (sim, porque não tenho por hábito ver o telejornal enquanto como, que é para o meu débil estômago não sofrer nenhuma indigestão!).

Aqui deixo a sugestão da minha banda sonora da semana que passou:

(2ª feira) – Tom canta Vinicius (ao vivo)
(3ª feira) – Seu Jorge – “The Life Aquatic”
(4ª feira) – Bach – “Violin Concertos – Orquestral Suite nº 3”
(5ª feira) – Yann Tiersen – “Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain (original soundtrack)”
(6ª feira) – La Rue Kétanou – “En attendant les Caravanes”
(Sábado) – Goran Bregovic – “Arizona Dream (original soundtrack)”



- Pequenas Coisas Simples da Vida –

(25/11/06)

Uma tarde (muito) bem passada a pôr a conversa em dia com a minha amiga A.
A. é, talvez, das únicas amigas com quem consigo ter conversas sérias sobre a vida e os nossos problemas, tentando sempre enfatizar o aspecto positivo de tudo e brincando mesmo com as situações mais graves… quando, normalmente, eu própria não sou lá muito optimista!
Comparativamente, A. consegue ser ainda mais pessimista do que eu e para piorar a situação, há algum tempo atrás, foi-lhe diagnosticada a doença bipolar.
Se, normalmente, nunca é fácil aguentarmos as nossas próprias neuras, aguentarmos as neuras dos outros quando não nos sentimos bem torna-se ainda pior (daí que aqui faça o mea culpa por, nem sempre, dar a atenção que a minha amiga A. necessita)...
A verdade é que, quando somos Amigos de alguém, temos sempre que tentar fazer um “esforço” redobrado neste tipo de casos, porque, pura e simplesmente, a Amizade assim o impõe.

“Tentar saborear as pequenas coisas simples da vida, para podermos conseguir esquecer as mais desagradáveis”… é sempre um bom conselho a dar!
Alegrarmo-nos com os raios de sol que nos entram pela janela de manhã, depois de um dia de temporal…
Prolongarmos o nosso caminho diário para o emprego, fazendo uma breve incursão por um qualquer jardim, para dar mais ânimo ao dia que se inicia…

Passear de carro, sem rumo certo, junto à Marginal, simplesmente para ver o anoitecer, o mar e apanhar ar fresco!...



Rirmo-nos infantilmente e sem qualquer sentido, enquanto (os outros esperam que a GRANDE árvore se ilumine e) fotografamos as iluminações de Natal da cidade (mesmo que as consideremos o ponto alto do consumismo, não há dúvida que as suas formas são cada vez mais belas!) e não paramos de repetir incessantemente: - “Tão lindooooo!”
Como fizémos hoje!


É tão bom saborear as pequenas coisas simples desta vida… que tudo o resto parece perder qualquer sentido!...




- Ele já voltou… -





… pelo menos aqui ao meu prédio, outra vez.
Elas já por aí andam, a alastrar como uma praga maldita!



sexta-feira, 24 de novembro de 2006

O Temporal


Começou por volta das 16h. O dia transformou-se, subitamente, em noite e a chuva não parou de cair em catadupa, associada a um vento frio e forte.
E a cidade - já de si, em dias normais, pouco organizada - ficou, completamente caótica: tudo inundado (porque, seguindo uma lógica muito própria, os serviços municipalizados só às 4 horas da manhã, após ter passado o temporal, é que iniciaram os serviços de limpeza das sarjetas), o trânsito parado, os autocarros que passavam pelas paragens e não paravam… e as pessoas, depois de mais um cansativo dia de trabalho numa semana a chegar ao fim, desejosas de chegar a suas casas, começavam a deixar os seus nervos falar cada vez mais alto.

O meu percurso trabalho-casa que, num dia normal me demoraria cerca de 45 minutos (entre utilização de 2 linhas de metro e 1 autocarro), hoje foi alargado para a módica quantidade de cerca de 3 horas (uma das quais passada numa paragem de autocarro, em Telheiras, ao frio e à chuva, com os pés todos encharcados e as mãos já roxas, esperando por um autocarro que nunca mais aparecia).
E, quando, finalmente, consegui chegar a casa eram 21 horas!...

Felizmente que, para combater o stress de dias como o de hoje, existe sempre a companhia dos nossos amigos!




Muito obrigada S&T pelo serão (agradecimentos, também, ao Tarek pela partilha da sua ração com as minhas ‘nininhas) e pelos cházinhos para a troca.
Hugo, a boleia veio mesmo a calhar! Thanks!
Marta, adorei o postalinho (tinha mesmo que dar destaque aqui no post de hoje)!

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

"Spleen et Idéal"


"Quand le ciel bas et lourd pèse comme un couvercle
Sur l'esprit gémissant en proie aux longs ennuis,
Et que de l'horizon embrassant tout le cercle
Il nous verse un jour noir plus triste que les nuits;
(...)
– Et de longs corbillards, sans tambours ni musique,
Défilent lentement dans mon âme ;
l'Espoir, Vaincu, pleure, et l'Angoisse atroce, despotique,
Sur mon crâne incliné plante son drapeau noir."


Charles Baudelaire, in "Les Fleurs du Mal" - Spleen et Idéal, LXXVIII


Há dias assim, em que um imenso enjoo (de fazer, diariamente, sempre a mesma coisa... de passar sempre pelos mesmos lugares... de ver sempre as mesmas pessoas), quase nos leva à loucura!...

Mas, provavelmente, deve ser só do tempo ou do cansaço!...