sábado, 15 de julho de 2006
sexta-feira, 14 de julho de 2006
Finalmente FÉRIAS!!!
Depois de uma semana de loucos, sem internet no emprego (graças à famigerada Telepac), estou FINALMENTE de férias!
2 semaninhas para descansar e pôr uma série de coisas em dia... já que as mini-férias na semana dos feriados em Junho, souberam a pouco!
quarta-feira, 12 de julho de 2006
Maruska -(1992 - 12/07/06)
2002
A Maruska apareceu abandonada na escada de serviço do prédio da minha mãe, há cerca de 14 anos. Na altura, recolhêmo-la para lhe dar de comida, pois estava muito magrinha. Acabou por ficar lá em casa, pois não tivémos coragem de a voltar a colocar na rua.
Tinha um feitio muito especial, um pouco senhora do seu nariz e, por vezes, muito mázinha para algumas das outras gatas lá de casa. Mas tinha uma adoração louca pelo meu irmão, a quem lambia a cabeça todas as noites, antes de adormecer na sua cama.
Há alguns meses atrás, começou a emagrecer bastante e a ficar mais isolada dos restantes gatos.
Desde o início desta semana, andámos com ela todos os dias no veterinário, pois a minha mãe começou a achar a respiração dela bastante estranha, apesar de, aparentemente, ela estar bem.
Hoje, depois de terem chegado os resultados das análises que lhe tinham feito na 2ª feira, foi-lhe diagnosticada PIF na sua forma mais grave: começava já a formar um edema pulmonar e, apenas um dos seus pulmóes funcionava.
Estava a sofrer e, segundo o veterinário, poderia vir a morrer de falta de ar, uma das piores formas. O único tratamento seria efectuar punções pulmonares, para lhe extrair o líquido que tinha nos pulmões - mas esse tratamento não era eficaz e causaria bastante dor.
Esta tarde, a minha mãe, irmão e eu, tivémos que tomar a triste decisão da eutanásia.
Não foi uma decisão fácil, mas pensámos sobretudo nela, coitadinha, que estava a sofrer.
O meu irmão e eu assistimos a tudo (no meu caso, pela segunda vez), para que se sentisse acompanhada nos seus últimos instantes de vida... a minha mãe não conseguiu.
Quem tem animais e já passou por uma situação destas, compreenderá bem a dor que sinto neste momento.
É muito triste entrarmos no veterinário com um animal, sabermos que, aparentemente, ele está bem e depois vermo-lo, assim, deixar a vida... parece tudo meio irreal.
Mas foi melhor assim, do que prolongar um sofrimento crescente.
segunda-feira, 10 de julho de 2006
O que farias se...

... te montassem uma tenda de campismo apenas a alguns metros da janela do teu quarto?
Os meus vizinhos se não existissem teriam mesmo que ser inventados!!!
Só espero que aquilo esteja para ali a secar ou qualquer coisa do género, porque senão vou ter mesmo que me chatear!!!
Continuo a dizer que as segundas-feiras não são mesmo o meu dia de eleição!
quinta-feira, 6 de julho de 2006
Os Olhos mais Lindos

Nada melhor do que um final de tarde passado com a minha melhor amiga, o seu marido e este bébé (lindíssimo, super risonho e bem simpático).
Entre comprar para o bébé, uma óptima oportunidade de pôr a conversa em dia!...
Para a próxima vez que vierem a Lisboa, já sabem que podem contar comigo para baby-sitter, que o miúdo é INCRÍVEL!!! ;))
quarta-feira, 5 de julho de 2006
(Ainda) no rescaldo do jogo...

... fiquei sem palavras!
Mas podem ler uma boa análise de tudo o que se passou, aqui.
Foto: Kevork Djansezian/EPA
terça-feira, 4 de julho de 2006
Fotografia (Arte)
Fotografia de Ana Maria Duarte (Zanzibar - Junho/06) Já uma vez aqui falei sobre ela e o trabalho que vai fazendo por esse mundo fora.
Hoje volto a falar nas suas fotografias, que impressionam, não tanto por se tratarem de países e povos distantes, mas sim porque captam a profundidade de um olhar, a beleza de um lugar.
A descobrir, aqui!
domingo, 2 de julho de 2006
Grande jogo!!!!

Como algumas (escassas) pessoas neste país, eu até nem gosto de futebol (nunca gostei!!), mas, verdade seja dita, nos jogos do "Mundial" vibro sempre bastante com a nossa selecção (já em 2002 foi a mesma coisa - mas, talvez, com uma intensidade mais forte, por me encontrar longe, a estudar em França e as saudades serem muitas)!...
Não sou muito dada a demonstrações de alegria esfusiantes (é o meu feitio, ou defeito!), por isso, nunca venho para a rua gritar "Portugal, Portugal" ou apitar a buzina do carro (que nunca tive), como 90% das pessoas aqui do meu bairro (e, também, não tenho a bandeira nacional colocada na janela)... mas abro sempre a janela da sala e fico a vislumbrar a alegria dos outros, sorrindo a quem passa e acenando aos vizinhos do prédio em frente, que repletos de alegria me chamam.
Existe, de facto, algo (um sentimento?) muito forte que consegue juntar assim as "massas" (em qualquer país que seja), fazendo-as transformarem-se num uníssono a clamar pela sua própria nação.
Antropologicamente falando, nem sequer é o simples jogo de futebol que interessa para este sentimento, mas sim algo de muito mais forte: o querermos ser melhores do que o "Outro", do que aquele que é diferente de nós, do que aquele que é nacional de um país diferente do nosso. A diferença que sempre exitiu e continuará a existir entre grupos diferentes, que se diferenciam, precisamente, como forma de valorização pessoal de cada um dos grupos.
Não se pode dizer que este sentimento de comparação, competição e superação do "Outro" seja maléfico ou tenha laivos de xenofobia e nacionalismos exacerbados (como alguns actualmente pretendem fazer crer), quando o mesmo é enquadrado de uma forma "desportiva" e "saudável". Por isso achei muito acertada a oportunidade criada pela campanha contra a discriminação para ser lançada logo no início do jogo, alertando precisamente para actos que não se devem repetir.

Continuo, também, a achar muito interessante o facto de o "Mundial" conseguir "unir" povos de países e continentes tão díspares numa amena confraternização (como aquela a que se podia assistir esta noite, na Feira de Artesanato, na FIL, enquanto expositores de diferentes países assistiam ao Brasil x França, cada um "torcendo" pela selecção que mais lhe agradava, mas sem incidentes a registar -foto em baixo)... porque isso, sim, é o verdadeiro muliculturalimo.

E, se não chegarmos à Final (ou mesmo que lá consigamos chegar), pelo menos este "Mundial" serviu para desanuviar os espíritos de todos os portugueses que continuam, no seu quotidiano, a enfrentar uma grave crise sócio-económica.
Não levem por isso mal, todos os senhor@s intelectuais que vislumbram nestes jogos um "tapar o sol com a peneira" dos reais problemas que o país vive, nem se inquitem com um eventual redobrar no nacionalismo tendente ao fachismo... porque o povo é sereno e apenas se quer distrair e divertir (tmbém o merecemos, depois de tudo aquilo que continuamos a ter que suportar)!!!
A selecção até pode nem trazer a taça, no final, para casa; e o "Mundial", também, não trará grandes alterações à vidinha em Portugal, que persistirá ainda por largos anos na mesma cepa torta burocrática... mas, pelo menos, durante um mês o povo teve alegria, motivação e esperança (algo que jamais fez parte do "ser-se português").





