quarta-feira, 10 de maio de 2006

terça-feira, 9 de maio de 2006

Trapos

Depois de, ainda há pouco, ter estado a arrumar umas roupinhas, fui assomada por uma súbita vontade de aqui deixar um post sobre um assunto um tanto ou quanto fútil: roupas.
Para começar, devo esclarecer que não gosto, nem nunca gostei de me vestir de um modo "igual ao dos outros".
Para mim, o importante é sentir-me bem com o que visto e, sobretudo, saber que não existe a mais ínfima hipótese de sair à rua com algo vestido semelhante ao que toda a gente anda a usar, apenas porque, supostamente, está na moda (afinal de contas, o que é isso de "moda"?! Mais um termo inventado pelo capitalismo, para nos fazer consumir. Cada um deveria era inventar a sua própria moda).
Bem sei que quando as roupas são feitas e desenhadas para o mais comum dos mortais (sem falar, claro está, nas roupas que os estilistas famosos desenham para os VIP's), são feitas em série, logo restringirá bastante a hipótese supra mencionada.
Chamem-me louca ou o que quiserem, mas a verdade é que o meu espírito Aquariano é demasiado individualista e criativo para ser confrontado com o facto de, ao sair de casa de manhã, se deparar com mais 3 ou 4 mulheres no café ou na paragem do autocarro com uma saia (vestido, camisola, calças, écharpe, etc.) igualzinho ao que levo nesse dia.
Em minha opinião, o que conta verdadeiramente numa peça de roupa (para além de me sentir bem com ela) é a sua originalidade conjugada com a minha maneira de ser e de estar (a qual, em suma, poderá ir variando de dia para dia).

Por isso, hoje deixo-vos aqui alguns links de lojas/criadores (online) do mais original que há:
- Accessorize (adoro o estilo super étnico-chic, apesar de ser carissíma! Conhecia-a quando ainda não existia em Portugal, através das prendas que a minha amiga Vanessa me enviava de Londres);
- Agnès B. (uma das mais interessantes criadoras de prê-á-porter francesas. Apesar de ter sido, também, numa das suas lojas em Paris que me deparei com o dado antropológico de os vestiários para experimentar roupa nas lojas não serem individuais por toda a Europa);
- Antoine & Lili (mais original é impossível!!!);
- Rushcollection (para terminar, uma mega loja online onde se vende ao desbarato peças normalmente muito caras).

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Gentinha


Há gente que só está bem é a chatear a cabeça aos outros... Até parece que tiram um qualquer prazer mórbido disso!...
Não há pachorra!!!!

E, para variar, eu até tinha começado bem a semana!...

domingo, 7 de maio de 2006

Mãe



"Com três letrinhas apenas,
se escreve a palavra Mãe.
É das palavras pequenas,
a maior que o mundo tem."

(Poema Infantil)


Muito obrigada por tudo o que tens feito por mim, Mãe!

sábado, 6 de maio de 2006

Sugestão do sítio do costume


"Ao longo do século XX, Portugal foi uma terra de emigrantes. O país tinha tão pouco para oferecer que quase metade da população activa partiu à procura de melhores salários. A economia nacional sobreviveu durante décadas graças aos envios de dinheiro destes emigrantes.
Alguns anos após a integração de Portugal na Comunidade Europeia, a situação inverteu-se...
Cerca de um milhão de imigrantes chegaram a Lisboa em pouco mais de uma década. Uma parte importante destes imigrantes veio da Europa de Leste e tem um nível de instrução mais elevado do que a média portuguesa. Mas também brasileiros, chineses, indianos, africanos...
Será que vão mudar Lisboa e Portugal (que ainda é um dos países mais pobres da Europa)? Será que se vão deixar resignar pela resignada indolência do país?"
(In Sinopse do filme, no programa do Indie Lisboa 2004)


Depois de alguns meses agitados e sem tempo para ir ao cinema, fui hoje ver "Lisboetas", o filme-documentário de Sérgio Tréffaut.
Devo confessar que depois de ver "Slava - As Palavras" (no Panorama), aguardava algo de (tão ou) mais brilhante por parte dos "Lisboetas". No entanto, cada filme vale o que vale!... E se em "Slava" se mostrava um processo de integração dos imigrantes de países do Leste europeu na sociedade portuguesa, este outro filme, em 2h30, consegue ser como que uma chamada de atenção, uma leitura mais cívica de como devemos tratar o Outro (que, no fundo, é como se fossemos nós próprios). Uma das cenas mais cruas e duras é, precisamente, aquela em que diversos imigrantes (a grande maioria ilegais) tentam vender o seu trabalho aos sub-empreiteiros que passam de automóvel no Campo Grande.
Gostei, sobretudo, pela forma como o filme é "conduzido": um excelente encadeamento de pequenos apontamentos, em que vamos conhecendo "personagens" de países tão díspares e as suas vivências no nosso país (seja pela cena inicial, onde acompanhamos o processo de entrega de documentos para a legalização de diferentes indivíduos; a aula de português; as cerimónias religiosas; a procura de trabalho, mesmo que encontrando-se em situação ilegal)... encadeamento esse, entrecortado pela voz de uma locutora de uma rádio russa em Portugal (que ajuda a explicitar situações, sentimentos, expectativas e sonhos destes imigrantes).
E, talvez, como diz um jovem russo, cujo rosto banhado pelo sol de Lisboa, é filmado em grande plano, "o paraíso seja aqui, seja onde nascemos ou onde temos que viver. Porque o paraíso somos nós que o fazemos".

sexta-feira, 5 de maio de 2006

1 ano na Blogosfera


Este blog faz hoje 1 ano!...

Começou porque sempre gostei de escrever e, quando a imaginação/criatividade nos atormenta muito o espírito, não há nada melhor do que deitar tudo cá para fora!...
Estávamos no início da moda dos blogs. E, apesar de ter aberto o meu, ainda não sabia lá muito bem o que ali deixar, naquele espaço.

2 meses de interregno (sem escrever nada, após a sua abertura) serviram-me para repensar o que iria fazer com este espaço... apesar de os posts dessa altura me parecerem agora, ligeiramente, desprovidos de conteúdo e de interligação (provavelmente, continuava, ainda, a tentar perceber qual o meu espaço na blogosfera!).

Depois, as coisas mudaram, comecei a focalizar exactamente aquilo que queria aqui deixar, os pensamentos, as fotos, alguns textos.
Por vezes, ainda, sentia que a linha que dividia este espaço de acesso público da minha própria intimidade era demasiado ténue. Mas cedo me apercebi que somos sempre nós próprios, autores dos blogs, que reforçamos ou desenvencilhamos essa mesma linha.
Este tornou-se, então, um espaço para mim própria, para deixar jorrar aquelas ideias (meio lunáticas) que me passam pela cabeça e se perdiam no ar; um espaço, também, para os amigos e família; e, sobretudo, para todos aqueles que o foram descobrindo ao longo deste ano.
É bem verdade... Pelo caminho, foram aparecendo novos blogonautas (de quem também comecei a ler os blogs), pessoas que tenho a certeza que se, um dia, encontrar na vida real serão verdadeiros Amigos. Outros, foram apenas gente que por aqui passou, deixando os seus comentários (por vezes, muito pouco construtivos).
Mas a todos quero agradecer, por aqui terem estado e/ou por continuarem a visitar o "Palavras&Imagens"!...

Nos últimos dias, as imagens têm ganho terreno sobre as palavras, talvez, porque tenho vivenciado situações demasiado intensas na "vida real", as quais ainda não ganhei coragem (e a distanciação suficiente) para deitar para o papel (ou para um post).
De qualquer modo, espero poder ter inspiração e vontade para aqui continuar a escrever (pelo menos, por mais um ano)!...

quinta-feira, 4 de maio de 2006

Desilusão


A esperança é a última a morrer (como se costuma dizer)!...

Porém, há certos casos (situações ou indivíduos) em que já não existe qualquer esperança possível.
E é sempre muito triste quando sabemos que a única coisa que nos resta é desligarmo-nos de vez, por já não podermos fazer mais nada!...

quarta-feira, 3 de maio de 2006

A Memória


É tão estranho não conseguirmos esquecer os aniversários de eventos que já terminaram!...

"La mémoire du dégoût est plus grande que la mémoire de la tendresse!"
(Milan Kundera, in "Le livre du rire et de l'oubli")

segunda-feira, 1 de maio de 2006