Hoje recebi um e-mail (bem simpático!) da
Rosa (obrigada! :), que me deixou a reflectir sobre uma daquelas coisas que me está constantemente a atravessar o pensamento, mas na qual não posso pensar muito: - as diferentes formas que existem de trabalhar consoante, por um lado os horários laborais que nos são impostos, e por outro lado os horários mais flexíveis e compatíveis com os ritmos da nossa própria criatividade individual.
Pensei nisto hoje porque, regra geral, sou uma pessoa muito atreita a que os diferentes estados climatéricos influenciêm os meus próprios estados de espírito. Ou seja, quando chove sinto-me sempre um pouco deprimida, se está nevoeiro pareço ficar com claustrofobia, o vento deixa-me nervosa...
E, nesta precisa altura do ano (que começou ontem), quando os primeiros raios de sol primaveril começam a aparecer (mas a Primavera ainda não chegou de facto), sinto-me sempre enebriada pelo esplendor que a natureza nos oferece! Por isso é que acho que deve ser mesmo bom não termos horários laborais e podermos reger o nosso tempo profissional de uma forma bem mais leve (sem ficarmos encafuados dentro de um escritório sem janelas, das 9h30 às 18h). Para que pudéssemos sair de casa logo de manhãzinha e irmos passear (ganhando, assim, forças para qualquer trabalho que em seguida tivéssemos de realizar), num dia maravilhoso. Aproveitarmos estes dias maravilhosos que se têm feito sentir em Lisboa, em que já se vislumbram as cores resplandecentes das flores nas árvores das ruas... em que os dias começam a ficar, cada vez, mais longos e bonitos, impregnados daquela luminosidade (especial) que só Lisboa tem!
Ontem, às 19h, captei este belo momento: ainda era de dia e, simultaneamente, já se encontrava no céu esta fabulosa lua cheia.

Felizmente que ainda existem outros povos em que estes pequenos momentos de comunhão com a natureza são sentidos e vivenciados de uma forma bem mais intensa do que a atitude que se lhes concede nas sociedades ocidentais.
Na Índia, por exemplo, comemorou-se hoje o
"Holi", uma festa para saudar a chegada da Primavera; em que, segundo a tradição, se deve deitar pó colorido sobre as outras pessoas.
A alguns poderá parecer uma tradição muito
sui generis e estranha, a outros uma brincadeira de crianças... mas, para mim, não há nada de mais bonito do que a simplicidade dos gestos e dos momentos.
Fotografia de: REUTERS/Punit Paranjpe