terça-feira, 31 de janeiro de 2006

Pensamentos


Hoje acordei com uma daquelas dores de cabeça persistentes (ainda não me largou!), que põem qualquer pessoa com uma neura dos diabos e a pensar só em coisas estúpidas!...

O pensamento de hoje, então, foi mesmo daqueles super deprimentes e irritantes:

- Durante as 24 horas do dia, passamos imenso tempo no emprego (cerca de 8h –para aqueles que têm um trabalho das 9h30 às 18h, com hipóteses de prolongamentos extraordinários, como é o meu caso), restando-nos apenas 16h…
Dessas 16h, 2h são gastas no trajecto entre casa e o emprego - ida e volta, outras 7h para dormirmos (e tentarmos restabelecer forças) e, apenas, e tão somente, 7h livres para fazermos o que realmente gostamos ou nos interessa!...


P.S. - Hoje à noite tenho reunião de Condomínio... por isso é que a minha cabeça não deve estar lá muito bem!...

SPT # 6 - Personal History

Para concluir o desafio de Janeiro do SPT, decidi aqui colocar uma fotografia que já tinha aparecido neste blog, associada a uma história bem engraçada.
Quando era pequena, os meus avós maternos tinham este hábito de ir comigo e com o meu irmão, em cada aniversário, tirar o retrato a um daqueles fotógrafos antigos (que colocavam nas suas montras, todas as fotos que tiravam).
Pois bem, alguns dias antes do meu 2º aniversário, pedi a uma amiga (3 anos mais velha que eu) para me cortar a franja, à semelhança de uma qualquer actriz de uma telenovela brasileira da altura.
Com este lindo corte de cabelo (tão direitinho!), podem bem imaginar que a minha mãe ia dando em doida, quando me viu!...

Mais SPT's, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2006

Corners of my Home # 2


Este é um dos cantinhos de minha casa que mais aprecio (apesar da desarrumação)!...

Desde o momento em que vi este armário pela primeira vez, soube logo que, mais tarde ou mais cedo, teria que o transformar na minha casinha do chá & café. E assim foi!
Tirando 2 conjuntos de saleiro/pimenteiro (estas coisas de ter alguns acessórios em duplicado ou triplicado acontecem, quando no Natal e aniversários se começam a receber mais prendas para a casa do que para nós próprias), que se encontram na 3ª prateleira, tudo o resto são chás, apetrechos para o chá, café, cappucino, o açucareiro fora do vulgar, máquina de fazer espuma no cappucino, etc. e tal...
E agora, mais recentemente, o bom do chocolatezinho para beber quentinho com leite.

Mais "cantos" aqui e aqui.

O Gato & o Rato


Composição criada com fd's Flickr Toys


Recebi hoje estas imagens por e-mail.
Não sei quem é o seu autor (se, por acaso, alguém souber, que me avise, para lhe dar o devido crédito aqui no blog!), mas são bem divertidas (sobretudo, para quem conhece os hábitos destes felinos e convive com eles bem de perto :)

Reenviei o e-mail a alguns amig@s e, na volta do correio, recebo uma das histórias (verídicas) mais hilariantes que já algum dia ouvi (e pensava eu que, normalmente, era só a mim que me costumavam acontecer cenas caricatas!).

Uma amiga da Vanessa tem uma gata, que se chama Sylvie. Segundo a Vanessa, a gata Sylvie é 100% psicopata (sem que tenhamos entrado em grandes considerações sobre o significado deste conceito no que diz respeito a um gato :)
Ora um belo dia, a amiga da Vanessa foi dar com a gata Sylvie, muito entretida, a brincar com um atacador de sapato dentro da boca.
Como qualquer dono de gato que se preze, tentou, calmamente, retirar o atacador de dentro da boca da sua gata (não valia a pena entrar em grandes stresses, porque quando isso acontece os gatos ainda fazem mais asneiras... parece que é só mesmo para nos irritar).
Puxou o atacador, puxou... e a gata Sylvie a esboçar uma expressão de tigre da Malásia... continuou a puxar... E eis senão quando, de dentro da boca da gata Sylvie sai, não um atacador, mas sim um ratinho bébé!

Gritaria generalizada no apartamento!!!

Surge a Vanessa, que mora no apartamento em frente. E, em desespero de causa, decidem recolher o ratinho bébé dentro de uma lata de whiskey, para o irem soltar no jardim de uma igreja, ali perto.
Efectuada a operação, começam as 2 a correr, desenfreadamente, pela rua abaixo, com umas luvas de borracha amarelas enormes nas mãos, segurando uma lata de whiskey a dois palmos de distância do corpo. E, cada vez que a lata de whiskey tremia, a Vanessa e a amiga gritavam.
Só mais tarde, depois de soltarem o pobre bicho, é que começaram a pensar que, provavelmente, como o coitado era bébé deveria estar cheio de fome.
Tudo isto passou-se num daqueles bairros chiques de Londres... o que torna a situação ainda mais engraçada!

Resta-me acrescentar 2 pontos importantíssimos: - a gata Sylvie não é a gata que aparece nestas fotografias; - e esta história verídica foi aqui publicada com a devida autorização de uma das implicadas na mesma.


domingo, 29 de janeiro de 2006

Confirma-se...



... que está mesmo a nevar!

Não é nada comparado com o nevão que apanhei, pela primeira vez, em Paris (em 2003), mas pelo menos sempre dá para encher o olho aos lisboetas e para ir acumulando algum gelo na roupa que tinha desde ontem à tarde a (tentar) secar à janela.

Neve em Lisboa





No comments!...

Ano novo Chinês

Comemorações do Ano novo Chinês (Dragão), no 13º arroundissement de Paris (Fevereiro 2002)


Começa hoje o ano do Cão.

De acordo com alguns entendidos no assunto, o ano do Cão (Yang), ensina aos homens lições tais como, a cautela, a defesa dos mais fracos e o fair play. A justiça internacional vai estar no centro das atenções, em 2006. Luta por causas e protestos definem este ano.
Das complexidades intensas, emergirão simplicidades intensas...

Em 2002, tive a oportunidade de assistir, em França, aos festejos do ano do Dragão, o meu signo zodiacal chinês. Uma festa cheia de alegria, cor e entusiasmo, que percorreu todas as ruas do bairro chinês parisiense, sendo saudada não só por asiáticos, como pelos próprios franceses e pessoas de outras nacionalidades.

Gung Hay Fat Choy!

sábado, 28 de janeiro de 2006

Ser criança nos anos 80

Imagens disponíveis em: http://jeunesse80.free.fr/


Cortesia do meu irmão (que é informático, mas acha esta coisa dos blogs uma moda pegada que não leva a nada, para além de olharmos para o nosso próprio umbigo!), recebi ontem por e-mail este link, que me fez relembrar bons velhos tempos!...
Muito obrigada, maninho!

Bem sei que já muitos e-mails circularam pela internet com textos falando dos gloriosos anos 80 da nossa infância e tudo o mais. Mas vale mesmo a pena irem dar uma vista de olhos por este site que, para além das músicas das séries e desenhos animados dessa época, contém, também, muita informação sobre marcas que usámos e, na grande maioria dos casos, já desapareceram... E recordarem um pouco as vossas infâncias!

Os mais sérios poderão chamar-lhe revivalismo ou saudosismo, em termos psicológicos poderá tratar-se apenas da crise dos 30 e uma forma de evitar enfrentar os problemas da idade adulta... Chamem-lhe o que quer que seja, mas a verdade é que, em determinados momentos das nossas vidas, por uma razão ou outra, todos gostamos de recordar os tempos maravilhosamente despreocupados que vivemos enquanto crianças.

E, nesse sentido, verdade seja dita, os desenhos animados e séries da nossa infância (daqueles que nasceram em finais dos anos 60 e durante a década de 70) deixaram-nos a todos uma marca bem profunda!...

Actualmente, passados tantos anos, é impossível não nos lembrarmos, por exemplo, do genérico d’”A Abelha Maia” ou dos ensinamentos que aprendíamos no final de cada episódio d’”As Misteriosas Cidades de Ouro” (quando contrapunham o que sucedera no episódio com aspectos reais da cultura Maia e Asteca), do assobio da música do “Verão Azul” ou até mesmo do que chorámos com as vidas da Candy Candy ou a Heidi.

Para nós, estas eram (e continuarão a ser) as melhores séries e desenhos animados de todos os tempos (porque, verdade seja dita, também, não tínhamos grande termo de comparação –como sucede hoje em dia-, pois encontrávamo-nos limitados a 2 canais de televisão).

Talvez, de facto, os tempos fossem outros e, ingenuamente (ou talvez não!), estes programas fossem “limpinhos” demais, apenas mostrassem os aspectos bons da vida (as histórias terminavam sempre bem) sem entrarem em grandes devaneios pela parte mais malévola da história ou do personagem (que, também, existiam, mas a quem não era dado tanto relevo).

No entanto, foi com estes desenhos animados e séries que crescemos!...

Já agora, para quem não saiba, esta moda dos websites revivalistas dos desenhos animados dos anos 80 não nasceu em Portugal, mas sim em França, em finais de 2001.
O fenómeno do revivalismo das séries dos anos 80 para crianças, em Paris, foi ainda mais apoteótico do que cá, na medida em que se realizaram matinées aos fins-de-semana, em que uma artista (bem ao estilo da nossa “desaparecida” Suzy Paula, do Areias, que era um camelo) cantava os genéricos dessas séries, com plateias de trintões ao rubro cantando como se fossem ainda crianças (um pouco à semelhança do que viria a suceder cá em Portugal, em alguns núcleos mais restrictos de amigos -recordam-se, S&T?! ;)
Outro facto curioso, em França, foi a abertura deste bar, onde as bebidas são servidas em biberons e têm nomes de personagens e séries dos anos 80.

O Documentário


Para terminar bem a semana, a meio da tarde, recebo um convite da Sónia para ir à Sessão de Abertura do "Panorama".

Acabadinha de chegar do Fórum Lisboa, não podia vir melhor impressionada com o que se vai fazendo neste género cinematográfico, no nosso país (se bem que não sou grande conhecedora do filme de documentário, em particular)!
Mas, a ideia de num festival apresentar ao público, lado a lado, de uma forma muito democrática, docs. de realizadores já conceituados e outros de gente mais nova pareceu-me muito boa(parabéns, Nina, pelo trabalho da APORDOC!).

Dos docs. a destacar...

O "Cold Wa(te)r" de Teresa Villaverde (documentário integrado no projecto
"Visions of Europe", uma série de 25 docs. criados por outros realizadores europeus, com o intuito de apresentarem as suas próprias visões da Europa)...
"Não há uma pessoa no mundo que tenha escolhido o lugar para nascer. Há fronteiras que basta um braço estendido para serem atravessadas. Para que serve uma fronteira?"
(in Sinopse do filme no catálogo do PANORAMA).
5'56 min. dum sucedâneo de imagens (brutais), que passaram em todos os telejornais do mundo. Imagens daqueles que tentam alcançar a fortaleza Europa e são aprisionados, imagens dos corpos daqueles que pereceram às portas da dita fortaleza, imagens de um tema muito actual... E que Teresa Villaverde congregou num todo -como se de uma única notícia se tratasse-, para melhor transpôr para o público a essência daquilo que, na maioria das vezes, os mass media apenas tratam pela rama.

O "Inimigo", de Bruno Caracol.
"Tem muitos nomes que é como quem não tem nenhum. Espreita-se nas sombras, estremece-se. Uma viagem ao norte de Portugal, zona fronteiriça, Minho, Trás-os-Montes e Espanha.Procuram-se outras formas de ver a realidade, de lidar com o inominável"
(in Sinopse do filme no catálogo do PANORAMA).
Uma revelação bastante interessante, a falar-nos de uma forma quase antropológica (dando voz aos principais "actores") de crenças tradicionais, mas, também, a reunir uma série de imagens da natureza e das suas metamorfoses de rara beleza (quase como fotografias).

Um festival a não perder!...


sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

Para animar o dia!...

Composição criada com fd's Flickr Toys



Fotografias das minhas Primulas Acaulis, para ver se animo o dia!...

A Joana
hoje, também, já falou sobre estas flores... para além da grande lição que, outro dia, me deu (mas, também, não é qualquer um que sabe destas coisas!).