domingo, 29 de janeiro de 2006

Ano novo Chinês

Comemorações do Ano novo Chinês (Dragão), no 13º arroundissement de Paris (Fevereiro 2002)


Começa hoje o ano do Cão.

De acordo com alguns entendidos no assunto, o ano do Cão (Yang), ensina aos homens lições tais como, a cautela, a defesa dos mais fracos e o fair play. A justiça internacional vai estar no centro das atenções, em 2006. Luta por causas e protestos definem este ano.
Das complexidades intensas, emergirão simplicidades intensas...

Em 2002, tive a oportunidade de assistir, em França, aos festejos do ano do Dragão, o meu signo zodiacal chinês. Uma festa cheia de alegria, cor e entusiasmo, que percorreu todas as ruas do bairro chinês parisiense, sendo saudada não só por asiáticos, como pelos próprios franceses e pessoas de outras nacionalidades.

Gung Hay Fat Choy!

sábado, 28 de janeiro de 2006

Ser criança nos anos 80

Imagens disponíveis em: http://jeunesse80.free.fr/


Cortesia do meu irmão (que é informático, mas acha esta coisa dos blogs uma moda pegada que não leva a nada, para além de olharmos para o nosso próprio umbigo!), recebi ontem por e-mail este link, que me fez relembrar bons velhos tempos!...
Muito obrigada, maninho!

Bem sei que já muitos e-mails circularam pela internet com textos falando dos gloriosos anos 80 da nossa infância e tudo o mais. Mas vale mesmo a pena irem dar uma vista de olhos por este site que, para além das músicas das séries e desenhos animados dessa época, contém, também, muita informação sobre marcas que usámos e, na grande maioria dos casos, já desapareceram... E recordarem um pouco as vossas infâncias!

Os mais sérios poderão chamar-lhe revivalismo ou saudosismo, em termos psicológicos poderá tratar-se apenas da crise dos 30 e uma forma de evitar enfrentar os problemas da idade adulta... Chamem-lhe o que quer que seja, mas a verdade é que, em determinados momentos das nossas vidas, por uma razão ou outra, todos gostamos de recordar os tempos maravilhosamente despreocupados que vivemos enquanto crianças.

E, nesse sentido, verdade seja dita, os desenhos animados e séries da nossa infância (daqueles que nasceram em finais dos anos 60 e durante a década de 70) deixaram-nos a todos uma marca bem profunda!...

Actualmente, passados tantos anos, é impossível não nos lembrarmos, por exemplo, do genérico d’”A Abelha Maia” ou dos ensinamentos que aprendíamos no final de cada episódio d’”As Misteriosas Cidades de Ouro” (quando contrapunham o que sucedera no episódio com aspectos reais da cultura Maia e Asteca), do assobio da música do “Verão Azul” ou até mesmo do que chorámos com as vidas da Candy Candy ou a Heidi.

Para nós, estas eram (e continuarão a ser) as melhores séries e desenhos animados de todos os tempos (porque, verdade seja dita, também, não tínhamos grande termo de comparação –como sucede hoje em dia-, pois encontrávamo-nos limitados a 2 canais de televisão).

Talvez, de facto, os tempos fossem outros e, ingenuamente (ou talvez não!), estes programas fossem “limpinhos” demais, apenas mostrassem os aspectos bons da vida (as histórias terminavam sempre bem) sem entrarem em grandes devaneios pela parte mais malévola da história ou do personagem (que, também, existiam, mas a quem não era dado tanto relevo).

No entanto, foi com estes desenhos animados e séries que crescemos!...

Já agora, para quem não saiba, esta moda dos websites revivalistas dos desenhos animados dos anos 80 não nasceu em Portugal, mas sim em França, em finais de 2001.
O fenómeno do revivalismo das séries dos anos 80 para crianças, em Paris, foi ainda mais apoteótico do que cá, na medida em que se realizaram matinées aos fins-de-semana, em que uma artista (bem ao estilo da nossa “desaparecida” Suzy Paula, do Areias, que era um camelo) cantava os genéricos dessas séries, com plateias de trintões ao rubro cantando como se fossem ainda crianças (um pouco à semelhança do que viria a suceder cá em Portugal, em alguns núcleos mais restrictos de amigos -recordam-se, S&T?! ;)
Outro facto curioso, em França, foi a abertura deste bar, onde as bebidas são servidas em biberons e têm nomes de personagens e séries dos anos 80.

O Documentário


Para terminar bem a semana, a meio da tarde, recebo um convite da Sónia para ir à Sessão de Abertura do "Panorama".

Acabadinha de chegar do Fórum Lisboa, não podia vir melhor impressionada com o que se vai fazendo neste género cinematográfico, no nosso país (se bem que não sou grande conhecedora do filme de documentário, em particular)!
Mas, a ideia de num festival apresentar ao público, lado a lado, de uma forma muito democrática, docs. de realizadores já conceituados e outros de gente mais nova pareceu-me muito boa(parabéns, Nina, pelo trabalho da APORDOC!).

Dos docs. a destacar...

O "Cold Wa(te)r" de Teresa Villaverde (documentário integrado no projecto
"Visions of Europe", uma série de 25 docs. criados por outros realizadores europeus, com o intuito de apresentarem as suas próprias visões da Europa)...
"Não há uma pessoa no mundo que tenha escolhido o lugar para nascer. Há fronteiras que basta um braço estendido para serem atravessadas. Para que serve uma fronteira?"
(in Sinopse do filme no catálogo do PANORAMA).
5'56 min. dum sucedâneo de imagens (brutais), que passaram em todos os telejornais do mundo. Imagens daqueles que tentam alcançar a fortaleza Europa e são aprisionados, imagens dos corpos daqueles que pereceram às portas da dita fortaleza, imagens de um tema muito actual... E que Teresa Villaverde congregou num todo -como se de uma única notícia se tratasse-, para melhor transpôr para o público a essência daquilo que, na maioria das vezes, os mass media apenas tratam pela rama.

O "Inimigo", de Bruno Caracol.
"Tem muitos nomes que é como quem não tem nenhum. Espreita-se nas sombras, estremece-se. Uma viagem ao norte de Portugal, zona fronteiriça, Minho, Trás-os-Montes e Espanha.Procuram-se outras formas de ver a realidade, de lidar com o inominável"
(in Sinopse do filme no catálogo do PANORAMA).
Uma revelação bastante interessante, a falar-nos de uma forma quase antropológica (dando voz aos principais "actores") de crenças tradicionais, mas, também, a reunir uma série de imagens da natureza e das suas metamorfoses de rara beleza (quase como fotografias).

Um festival a não perder!...


sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

Para animar o dia!...

Composição criada com fd's Flickr Toys



Fotografias das minhas Primulas Acaulis, para ver se animo o dia!...

A Joana
hoje, também, já falou sobre estas flores... para além da grande lição que, outro dia, me deu (mas, também, não é qualquer um que sabe destas coisas!).

quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

Corners of my Home # 1



Composição criada com fd's Flickr Toys



Através da
Sónia, descobri este grupo no Flickr, o qual teve origem numa ideia lançada pela autora deste blog.

A ideia, em termos fotográficos, parece bastante interessante... sobretudo, para quem, tal como eu, comprou a sua 1ª casa há pouco tempo e gosta de ver a evolução que a mesma vai sofrendo ao longo do tempo (aliás, ir tirando fotografias de cada um dos espaços, desde que entrei na minha casa pela primeira vez, até à presente data, é um dos meus hobbies favoritos).

Para iniciar esta rubrica no blog (e, também, no "Corners of my Home Group"), deixo aqui algumas imagens de um espaço da minha casa que é adorado não só por mim, como, também, pelas minhas 3 gatas: a marquize da cozinha.
O local onde tenho a máquina de lavar roupa, alguns cactos e apetrechos de limpeza... que está, estrategicamente, posicionado para a mais bela vista sobre os quintais das traseiras, sendo, consequentemente, ponto de passagem de inúmeros pombos e pardais (que dão com a Mary Poppins, Boneca e Tucha completamente em tontinhas :)


Por falar em gatos...
A Cláudia encontrou ontem, no Porto, um lindo e meigo gato, que podem ver aqui e aqui. Precisa de um dono responsável e que não acredite naquelas palermices que se costumam dizer sobre os gatos pretos.
Se estiverem interessados em o adoptar, contactem a Cláudia.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

Um dia "daqueles"!...

Hoje tive um dia "daqueles"!...

Desde manhã bem cedinho, foram logo orçamentos para aqui e para acolá, prazos de entrega ultra-mega-urgentes, ficar no escritório à hora de almoço a trabalhar, gente a stressar imenso à minha volta e eu já sem poder ver tantos números à frente (logo a mim, que sempre odiei Matemática, é que me havia de calhar uma cena destas!) e, depois, o chegar a casa a horas "indecentes"... um verdadeiro inferno!

De qualquer modo, apesar do cansaço, não podia deixar de passar por aqui hoje, para enviar um enorme muito obrigada aos 5 novos
amig@s aqui da blogosfera que responderam ao meu e-mail (não vale a pena mencionar nomes, porque eles sabem quem são :)
Prometo uma resposta indivualizada, para breve, a cada um deles!

terça-feira, 24 de janeiro de 2006

Os Taxistas

Ser taxista deve ser uma daquelas profissões bastante solitárias, apesar de todo o movimento dos clientes... ou então, cerca de 90% destes profissionais devem sofrer de sérias perturbações mentais.

Durante as minhas viagens de táxi (aqui há uns anos atrás, quando regressava a casa, depois das noites passadas com os amigos no Bairro Alto; actualmente, quando surge alguma urgência em termos profissionais), cheguei à conclusão que não há melhor caso de estudo para um trabalho de campo em Ciências Sociais do que a análise in loco desta profissão (o pior seria mesmo a conta astronómica que se teria, após conclusão do dito cujo trabalho).

De início, pensei que era só comigo que se passavam situações estranhas e algo caricatas, quando viajava de táxi (das duas uma: ou porque tenho cara de parva, ou então, porque tenho um ar amigável e qualquer pessoa se sente logo mais à vontade)... mas, em diversas conversas com amigos e gente conhecida, apercebi-me que não!...

De facto, já quase todos, ao utilizarem um qualquer táxi como meio de transporte, devem ter ouvido as habituais conversas sobre o clima, os políticos, o trânsito, o estado da nação e a crise ou o problema que estiver mais na berra nesse dia!...

Pois, a mim, para além desses tópicos, apanho sempre um ror infindável de conversas dos senhores taxistas: ora sobre a história da sua vida desde criancinhas, ora sobre os problemas que tinham lá em casa com o filho ou a mulher, ou então a descrição histórica ao pormenor de um qualquer bairro de Lisboa... isto para já não falar dos casos mais surreais, em que as suas conversas são totalmente incompreensíveis.

Na verdade, deve haver um qualquer sintoma patológico que se vai produzindo ao andarmos a guiar um carro para cima e para baixo, por toda a cidade, com uma enorme panóplia de clientes sempre a entrarem e a saírem... porque, cá para mim, não é muito normal que, alguém que não conhecemos de lado nenhum, nos conte a história da sua vida em apenas 15 minutos!...

Em minha opinião, andar de táxi é como ir à cabeleireira: apenas precisamos de mostrar boa educação cumprimentando as pessoas, dizemos o que desejamos, agradecemos, pagamos e sorrimos.
E, nos entretantos, enquanto estamos a ser atendidos, temos imenso tempo para pensar nos nossos próprios problemas, no trabalho que temos em atraso, decidir o que é que vamos fazer para o jantar, ou o que quer que seja - eu, pelo menos, ando sempre com um ror de ideias e pensamentos a fervilharem na cabeça, e uns tempinhos assim, para estar sozinha com eles, sabem-me mesmo bem!
Por isso é que, quando nos perturbam esse momento de silêncio com conversas, torna-se mesmo muito irritante!...

Claro está, que os senhores taxistas não têm sequer culpa desta minha maneira de ser...
Mas a verdade é que, se começarem a reparar bem nas vossas viagens de táxi, também se aperceberão que algo de estranho se passa nesta profissão!

SPT # 5 - Personal History


O meu irmão e eu!...

Temos 3 anos de diferença e quando ele nasceu foi uma grande festa (por ter, assim, um bébézinho tão pequenino para cuidar). D
esde pequeno que eu o mimava e protegia muito (sobretudo quando andávamos no colégio, que andava sempre atrás dele, para ver se estava tudo bem).
Agora, é um matulão e quem vai pprecisar de protecção sou eu... pois ele não vai gostar nada de ver a sua foto aqui no blog (mas como só se vêem os seus olhos ;)

Mais SPT - Personal History... aqui.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2006

Sugestão do sítio do costume:


A partir da próxima 6ª feira (27/01/06) começa o PANORAMA, Mostra do Documentário Português, organizado pela APORDOC (oi Nina! :)

Um destaque muito especial para o "Slava - As Palavras" (sobre a imigração da Europa de Leste em Portugal), da minha amiga Sónia, que passa no dia 04/02/06, às 21h.

O Dia + Deprimente do Ano


Infelizmente, já era de esperar o que se passou ontem à noite com os resultados das eleições presidenciais!... :(

E, como um mal nunca vem só (já diz o ditado!), curiosamente, hoje ao ler o jornal, esta foi a única notícia que me deu vontade de rir... num dia que não auspicia nada de bom para o país, nos 5 anos que aí vêm!...



PÚBLICO - EDIÇÃO IMPRESSA - SOCIEDADE
POL nº 5780 - Segunda, 23 de Janeiro de 2006

Investigador britânico conclui que hoje é o dia mais deprimente do ano

Conjugação de seis factores faz com que 23 de Janeiro possa ser uma data muito má para muita gente.
Em 2005 calhou na segunda-feira 24 de Janeiro. Este ano o dia mais deprimente de todos acontece hoje, voltou a prever Cliff Arnall, um eminente professor universitário britânico da Universidade de Cardiff, especialista em saúde mental.
Não se trata de futurologia, defende Arnall, mas de um cálculo matemático a partir de seis factores que se conjugam no primeiro mês do ano: o frio do Inverno, o tempo que decorreu desde o Natal, o regresso ao trabalho depois das festas, a chegada das facturas para pagar, as resoluções de ano novo frustradas e a ausência de expectativas em relação a uma melhoria do panorama nas semanas que se seguem.
Aplicando a fórmula matemática de Arnall não restam dúvidas de que o dia 24 de Janeiro tem tudo para ser o mais deprimente de todos. Só que os efeitos fazem sentir-se com mais impacto no início da semana, pelo que tudo indica que hoje será um dia em que um grande número de pessoas se sentirá mais ou menos em baixo.
Pelo menos na maioria dos países europeus, Canadá e Estados Unidos, regiões para onde as conclusões de Cliff Arnall são globalmente válidas, segundo a sua investigação e as centenas de entrevistas que realizou entretanto.
O professor recusa, no entanto, quaisquer fatalismos e diz que, a partir desta informação, a estratégia é não baixar os braços. "Encorajo as pessoas a utilizar este dado como um catalizador da mudança", explica, citado pela AFP.
Mas se há um dia verdadeiramente mau do ano, a boa notícia é que, de acordo com a mesma fórmula, existe outro que tem tudo para ser excepcional. Acontecerá a 23 de Junho, sexta-feira. Faltam 151 dias...