quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

Corners of my Home # 1



Composição criada com fd's Flickr Toys



Através da
Sónia, descobri este grupo no Flickr, o qual teve origem numa ideia lançada pela autora deste blog.

A ideia, em termos fotográficos, parece bastante interessante... sobretudo, para quem, tal como eu, comprou a sua 1ª casa há pouco tempo e gosta de ver a evolução que a mesma vai sofrendo ao longo do tempo (aliás, ir tirando fotografias de cada um dos espaços, desde que entrei na minha casa pela primeira vez, até à presente data, é um dos meus hobbies favoritos).

Para iniciar esta rubrica no blog (e, também, no "Corners of my Home Group"), deixo aqui algumas imagens de um espaço da minha casa que é adorado não só por mim, como, também, pelas minhas 3 gatas: a marquize da cozinha.
O local onde tenho a máquina de lavar roupa, alguns cactos e apetrechos de limpeza... que está, estrategicamente, posicionado para a mais bela vista sobre os quintais das traseiras, sendo, consequentemente, ponto de passagem de inúmeros pombos e pardais (que dão com a Mary Poppins, Boneca e Tucha completamente em tontinhas :)


Por falar em gatos...
A Cláudia encontrou ontem, no Porto, um lindo e meigo gato, que podem ver aqui e aqui. Precisa de um dono responsável e que não acredite naquelas palermices que se costumam dizer sobre os gatos pretos.
Se estiverem interessados em o adoptar, contactem a Cláudia.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

Um dia "daqueles"!...

Hoje tive um dia "daqueles"!...

Desde manhã bem cedinho, foram logo orçamentos para aqui e para acolá, prazos de entrega ultra-mega-urgentes, ficar no escritório à hora de almoço a trabalhar, gente a stressar imenso à minha volta e eu já sem poder ver tantos números à frente (logo a mim, que sempre odiei Matemática, é que me havia de calhar uma cena destas!) e, depois, o chegar a casa a horas "indecentes"... um verdadeiro inferno!

De qualquer modo, apesar do cansaço, não podia deixar de passar por aqui hoje, para enviar um enorme muito obrigada aos 5 novos
amig@s aqui da blogosfera que responderam ao meu e-mail (não vale a pena mencionar nomes, porque eles sabem quem são :)
Prometo uma resposta indivualizada, para breve, a cada um deles!

terça-feira, 24 de janeiro de 2006

Os Taxistas

Ser taxista deve ser uma daquelas profissões bastante solitárias, apesar de todo o movimento dos clientes... ou então, cerca de 90% destes profissionais devem sofrer de sérias perturbações mentais.

Durante as minhas viagens de táxi (aqui há uns anos atrás, quando regressava a casa, depois das noites passadas com os amigos no Bairro Alto; actualmente, quando surge alguma urgência em termos profissionais), cheguei à conclusão que não há melhor caso de estudo para um trabalho de campo em Ciências Sociais do que a análise in loco desta profissão (o pior seria mesmo a conta astronómica que se teria, após conclusão do dito cujo trabalho).

De início, pensei que era só comigo que se passavam situações estranhas e algo caricatas, quando viajava de táxi (das duas uma: ou porque tenho cara de parva, ou então, porque tenho um ar amigável e qualquer pessoa se sente logo mais à vontade)... mas, em diversas conversas com amigos e gente conhecida, apercebi-me que não!...

De facto, já quase todos, ao utilizarem um qualquer táxi como meio de transporte, devem ter ouvido as habituais conversas sobre o clima, os políticos, o trânsito, o estado da nação e a crise ou o problema que estiver mais na berra nesse dia!...

Pois, a mim, para além desses tópicos, apanho sempre um ror infindável de conversas dos senhores taxistas: ora sobre a história da sua vida desde criancinhas, ora sobre os problemas que tinham lá em casa com o filho ou a mulher, ou então a descrição histórica ao pormenor de um qualquer bairro de Lisboa... isto para já não falar dos casos mais surreais, em que as suas conversas são totalmente incompreensíveis.

Na verdade, deve haver um qualquer sintoma patológico que se vai produzindo ao andarmos a guiar um carro para cima e para baixo, por toda a cidade, com uma enorme panóplia de clientes sempre a entrarem e a saírem... porque, cá para mim, não é muito normal que, alguém que não conhecemos de lado nenhum, nos conte a história da sua vida em apenas 15 minutos!...

Em minha opinião, andar de táxi é como ir à cabeleireira: apenas precisamos de mostrar boa educação cumprimentando as pessoas, dizemos o que desejamos, agradecemos, pagamos e sorrimos.
E, nos entretantos, enquanto estamos a ser atendidos, temos imenso tempo para pensar nos nossos próprios problemas, no trabalho que temos em atraso, decidir o que é que vamos fazer para o jantar, ou o que quer que seja - eu, pelo menos, ando sempre com um ror de ideias e pensamentos a fervilharem na cabeça, e uns tempinhos assim, para estar sozinha com eles, sabem-me mesmo bem!
Por isso é que, quando nos perturbam esse momento de silêncio com conversas, torna-se mesmo muito irritante!...

Claro está, que os senhores taxistas não têm sequer culpa desta minha maneira de ser...
Mas a verdade é que, se começarem a reparar bem nas vossas viagens de táxi, também se aperceberão que algo de estranho se passa nesta profissão!

SPT # 5 - Personal History


O meu irmão e eu!...

Temos 3 anos de diferença e quando ele nasceu foi uma grande festa (por ter, assim, um bébézinho tão pequenino para cuidar). D
esde pequeno que eu o mimava e protegia muito (sobretudo quando andávamos no colégio, que andava sempre atrás dele, para ver se estava tudo bem).
Agora, é um matulão e quem vai pprecisar de protecção sou eu... pois ele não vai gostar nada de ver a sua foto aqui no blog (mas como só se vêem os seus olhos ;)

Mais SPT - Personal History... aqui.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2006

Sugestão do sítio do costume:


A partir da próxima 6ª feira (27/01/06) começa o PANORAMA, Mostra do Documentário Português, organizado pela APORDOC (oi Nina! :)

Um destaque muito especial para o "Slava - As Palavras" (sobre a imigração da Europa de Leste em Portugal), da minha amiga Sónia, que passa no dia 04/02/06, às 21h.

O Dia + Deprimente do Ano


Infelizmente, já era de esperar o que se passou ontem à noite com os resultados das eleições presidenciais!... :(

E, como um mal nunca vem só (já diz o ditado!), curiosamente, hoje ao ler o jornal, esta foi a única notícia que me deu vontade de rir... num dia que não auspicia nada de bom para o país, nos 5 anos que aí vêm!...



PÚBLICO - EDIÇÃO IMPRESSA - SOCIEDADE
POL nº 5780 - Segunda, 23 de Janeiro de 2006

Investigador britânico conclui que hoje é o dia mais deprimente do ano

Conjugação de seis factores faz com que 23 de Janeiro possa ser uma data muito má para muita gente.
Em 2005 calhou na segunda-feira 24 de Janeiro. Este ano o dia mais deprimente de todos acontece hoje, voltou a prever Cliff Arnall, um eminente professor universitário britânico da Universidade de Cardiff, especialista em saúde mental.
Não se trata de futurologia, defende Arnall, mas de um cálculo matemático a partir de seis factores que se conjugam no primeiro mês do ano: o frio do Inverno, o tempo que decorreu desde o Natal, o regresso ao trabalho depois das festas, a chegada das facturas para pagar, as resoluções de ano novo frustradas e a ausência de expectativas em relação a uma melhoria do panorama nas semanas que se seguem.
Aplicando a fórmula matemática de Arnall não restam dúvidas de que o dia 24 de Janeiro tem tudo para ser o mais deprimente de todos. Só que os efeitos fazem sentir-se com mais impacto no início da semana, pelo que tudo indica que hoje será um dia em que um grande número de pessoas se sentirá mais ou menos em baixo.
Pelo menos na maioria dos países europeus, Canadá e Estados Unidos, regiões para onde as conclusões de Cliff Arnall são globalmente válidas, segundo a sua investigação e as centenas de entrevistas que realizou entretanto.
O professor recusa, no entanto, quaisquer fatalismos e diz que, a partir desta informação, a estratégia é não baixar os braços. "Encorajo as pessoas a utilizar este dado como um catalizador da mudança", explica, citado pela AFP.
Mas se há um dia verdadeiramente mau do ano, a boa notícia é que, de acordo com a mesma fórmula, existe outro que tem tudo para ser excepcional. Acontecerá a 23 de Junho, sexta-feira. Faltam 151 dias...

domingo, 22 de janeiro de 2006

Chás & Delícias

Composição criada com fd's Flickr Toys


Em domingo de eleições presidenciais, nada melhor para desanuviar a tensão do que passar a tarde com uma "velha" amiga (dos tempos de voluntariado num dos grupos locais da Amnistia Internacional, há 7 anos atrás), a Vanessa, que vive em Londres e já não via há bastante tempo!

A Vanessa é uma daquelas pessoas que não pára de nos surpreender, tal como aquelas caixinhas antigas (dos tempos das nossas avós, que continham uma bailarina dentro), que nunca sabemos muito bem qual a música que irá tocar antes de a abrirmos.
A Vanessa, também, é assim...
Sob a aparência de uma menina de posses (a quem muitos, sem a conhecerem, poderiam talvez chamar de snob -coisa que não é!), esconde-se, na verdade, uma alma demasiado pura e sincera, que luta por ideais e emana sempre uma energia muito positiva.
Daquelas pessoas com quem sabe bem estarmos...

Por tudo isso, foi um almoço delicioso e um resto de tarde (para pôrmos a conversa em dia) muito bem passados no Deli Delux (do qual a Batixa tem umas óptimas fotos), mercearia fina e cafetaria com uma vista magnífica para o rio, ali para os lados de Santa Apolónia.

E, afinal, a rede de intercâmbio de chá com a Vanessa sempre funcionou na perfeição, pois consegui que ela me trouxesse 2 caixinhas do meu desejadíssimo chá de manga/maçã (para além do chá de noite -que combate qualquer insónia- e um novo produto de rosa/hibiscus).
Isto já para não falar nas petites choses da minha MUJI.

Muito obrigada por tudo, Vanessa (mas, sobretudo, pela companhia e pelas palavras amigas)!!
Quanto ao convite para a visita a Londres, vamos ver quando se poderá realizar!...

sábado, 21 de janeiro de 2006

A Vida


"Life’s but a walking shadow, a poor player
That struts and frets his hour upon the stage.
And then is heard no more; it is a tale
Told by an idiot, full of sound and fury.
Signifying nothing."


(Shakespeare, in "Macbeth" - Acto V)





"Meeting of the Waters" (Irlanda, Abril 2004)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2006

Estamos sempre a aprender!...

Por força do meu trabalho, hoje tive que participar num daqueles acontecimentos deveras peculiares, daqueles em que nos sentimos sempre um pouco como "outsiders" (do género dos "casamentos" em que ficamos completamente à toa, devido à roupa de cerimónia que temos que levar vestida e por apenas conhecermos os noivos e pouco mais do que 2 ou 3 convidados).

Pois é, esta tarde participei num daqueles almoços festivos, que se realizam na construção civil, quando se terminam os trabalhos de alvenarias e se vai dar início aos trabalhos de especialidades (ou seja, quando uma das equipas sai e entra nova equipa), e em que, normalmente, o empreiteiro convida, também, o dono de obra a participar.

Para quem não saiba, sou antropóloga de formação (com um mestrado em Sociologia)... e nunca esperei trabalhar em projectos deste género (apesar de nós, nesta área, estarmos sempre preparados para tudo o que nos cair do céu!).

Quando entrei para a universidade, tinha a ideia demasiado utópica que, no final do curso, iria trabalhar com a tribo não-sei-das-quantas em África ou na Amazónia (coisa que apenas alguns antropólogos de posses ou famílias ricas conseguem fazer), mas cedo acabei por perder todas essas ilusões.
Depois, a partir de finais de 1999, por força das circunstâncias (e, também, muito fruto do acaso), acabei por ficar mais ligada à área das migrações, onde tenho trabalhado até hoje.

Daí que, quando me convidaram para trabalhar neste projecto em particular, acompanhando a construção de um
novo Centro de Acolhimento e todo o processo demasiadamente burocrático que conduziu até essa fase (entrega de projectos de arquitectura na Câmara, escrituras, concurso público para adjudicação da obra,etc. e tal), pensei que estavam certamente a gozar comigo e que, a partir daí, iria ter o trabalho mais estupidificante do mundo.

No entanto, ao fim de quase 3 anos de trabalho, ao acompanhar o processo de criação/construção de algo (que vai ser tão importante para as vidas de outras pessoas) e ao participar hoje no tal churrasco na obra (que, por sinal, tinha uma carninha de porco deliciosa!), não posso deixar de ter um carinho muito especial por este projecto que, inicialmente, não me dizia nada e nem me motivava sequer!...
Apercebi-me, também, que é bem verdadeiro o significado daquela expressão: "estamos sempre a aprender".

Quem é que diria que, actualmente, eu iria estar tão bem informada sobre "sapatas", "alvenarias", "gabiões" e outros termos técnicos do género, ou que iria conseguir estabelecer uma relação diplomática/impositiva Q.B. com fiscais de obra e empreiteiros?!
Quem me conhece bem sabe que esta iria ser uma tarefa praticamente inconcebível (dada a minha maneira de ser), mas tenho-a conseguido ultrapassar.

A verdade é que estamos sempre a aprender em qualquer área em que trabalhemos, mesmo que não seja aquela que escolhemos ou de que gostamos!
E o que interessa, na verdade, é que aprendemos sempre coisas novas que, eventualmente, um dia mais tarde, nos servirão para alguma coisa!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2006

Sushi

A primeira vez que comi esta iguaria deliciosa foi há 3 anos, em Paris (devo confessar que, inicialmente, com algum receio, mas logo fiquei rendida não só ao sabor como, também, à forma artística e delicada como é confeccionado!).

Desde então, tenho-me abstido de ir a qualquer restaurante japonês (falta de tempo e de conhecimento dos melhores locais).

Mas hoje tive uma agradável noite de sushi, num jantar em que tivémos a companhia de
uma amiga do meu irmão...
Agradável, sobretudo, pelo bom momento que passámos todos juntos e que me fez esquecer os tempos menos bons desta semana.