
"Natal, e não Dezembro"
(de David Mourão-Ferreira)
Entremos, apressados, friorentos,
numa gruta, no bojo de um navio, num presépio,
num prédio, num presídio no prédio
que amanhã for demolido...
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos e depressa, em qualquer sítio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.
Entremos, dois a dois:
somos duzentos, duzentos mil,
doze milhões de nada.
Procuremos o rastro de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma nave...
Entremos, despojados, mas entremos.
De mãos dadas talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
talvez universal a consoada.
Para todos os que têm tido a paciência de me continuar a ler (aqui no blog), deixo-vos os meus votos sinceros de que passem um bom Natal junto das vossas famílias!
Um pensamento, também, muito especial para todos os amigos que contribuíram para o crescimento da minha árvore de Natal -[Foto 3 - canto inferior esquerdo], este ano!
numa gruta, no bojo de um navio, num presépio,
num prédio, num presídio no prédio
que amanhã for demolido...
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos e depressa, em qualquer sítio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.
Entremos, dois a dois:
somos duzentos, duzentos mil,
doze milhões de nada.
Procuremos o rastro de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma nave...
Entremos, despojados, mas entremos.
De mãos dadas talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
talvez universal a consoada.
Para todos os que têm tido a paciência de me continuar a ler (aqui no blog), deixo-vos os meus votos sinceros de que passem um bom Natal junto das vossas famílias!
Um pensamento, também, muito especial para todos os amigos que contribuíram para o crescimento da minha árvore de Natal -[Foto 3 - canto inferior esquerdo], este ano!






