terça-feira, 29 de novembro de 2005

Colecções: Placas de Metal Publicitárias


Quando era pequena, como a grande maioria das meninas que passaram a sua infância na década de 80, fazia colecção de folhinhas (daquelas muito pequeninas, que eram arrancadas de caderninhos muito lamechas, quase sempre em tons de rosa e azul) e de borrachas perfumadas (com as formas, cores e tamanhos mais disparatados que se possam imaginar para dar a uma criança - recordo-me de uma, em particular, que tinha um cheiro intenso a baunilha e a forma de uma torrada... como devem imaginar, foi bem difícil de resistir a esta! ;).

Para além disso, o meu avô (que trabalhou nos CTT) começou, também, a fazer-me uma colecção de selos, daqueles que eram enviados expressamente aos coleccionadores, em tiragens únicas e muito bonitas, sem uma única marca de tinta de carimbo.

Deve ter sido por tudo isso que ainda hoje tenho esta pancada (que me persegue) de fazer colecções!!
Logicamente, que os objectos coleccionáveis para mim mudaram bastante, desde há 20 anos atrás!...

Entre outras coisas (àcerca das minhas restantes colecções falarei noutro post), colecciono placas de metal publicitárias... daquelas estilo antigo, que se colocavam nas entradas e interiores das lojas especializadas em determinados artigos.

Tudo começou numa viagem de trabalho à Alemanha, mais exactamente a
Erfurt (ex-Alemanha de Leste), quando descobri uma fabulosa placa em tons de azul a anunciar uma pasta dentífrica (Foto 1 - cima, lado esquerdo).
Desde então, tem sido um descalabro, pois descobri o "Mémoire d'un Mur" (onde, apesar das encomendas virem via Air Mail, sempre nos sai mais barato -para grandes quantidades- do que a loja "Mil Folhas" do C. C. Colombo - que vende destas placas a um preço disparatado!!!), a parede central da minha cozinha tem ficado consideravelmente mais bonita (Foto 2 - cima, lado direito) e a casa-de-banho ganhou mais uma plca de 20x30 para fazer companhia à primeira (Foto3 - baixo, lado esquerdo).

A última folie que cometi foi mesmo comprar umas
mini-placas (Foto 4 - baixo, lado direito) com "dizeres" bem engraçados, numa loja online que vende daquelas placas estilo tipicamente francês (como as que existem em Paris com os nomes das ruas).

Tuchinha operada




Para além da anestesia a ter deixado mesmo em baixo (coitadinha!), também, tem andado muito infeliz com aquele "colar" que os Vets. colocam, para as gatas não darem cabo dos pensos.
[Foto da menina para breve - quando ela já estiver melhorzinha! - Tal como prometido, foto tirada a 01/12/05, com a Tuchinha já mais recomposta!]
Muito obrigada por tudo, Anabela! :)

domingo, 27 de novembro de 2005

Flores de Inverno - II

Os meus Helleborus Niger começaram, finalmente, a dar uma flor muito miudinha, branca com uns laivos esverdeados.

Por alturas do Natal já deverei ter a minha varanda repleta desta "Rosa branca de Natal".

sábado, 26 de novembro de 2005

A Velhice


Desde que me conheço a mim própria que sempre tive a sensação de não querer chegar aos 60, 70 anos!...
Talvez fosse melhor ficar pelo caminho!

É verdade que, para a maior parte das pessoas que alcançam estas idades, deve ser uma sensação agradável o culminar de toda uma vida, repleta de momentos intensos, de inúmeras histórias, de encontros e desencontros, do próprio acompanhar da História humana (ainda que, muitas vezes, a memória os atraiçoe e faça com que permaneçam desfasados da época em que vivem, relembrando apenas os tempos de ouro em que outrora viveram).

Mas, quando vejo estas pessoas sentadas nos bancos dos jardins à espera de algo incerto que nunca chega, tenho sempre a vaga impressão de que a grande maioria delas não é feliz!...

Não devem ser felizes porque ser feliz é estar contente de viver no mundo e no tempo em que vivemos...
E deve ser mesmo muito triste quando nos apercebemos que a maioria dos nossos amigos já partiram, que somos olhados pelo resto da sociedade como um fardo e, no fundo, que já não temos mais nada a esperar nas nossas vidas.

Tudo isto para dizer que é muito triste quando assistimos de perto ao envelhecimento de alguém que nos é querido!...

É como se a pessoa se fosse desvanecendo lentamente perante nós, sem que nos apercebamos conscientemente disso.

Apesar de um imenso número de comportamentos reveladores do envelhecimento (perdas de memória, emotividade à flor da pele, mudanças bruscas de disposição, etc.), a nossa própria memória faz com que olhemos estes factos desfocadamente... e apenas conseguimos continuar a olhar aquela pessoa como se fora o Outro que nos acompanhou desde jovens.

No fundo, para uns e para outros, a memória é traiçoeira e apenas nos faz ver aquilo de que gostávamos... e não a tristeza da velhice!

quinta-feira, 24 de novembro de 2005

E hoje um pensamento muito materialista!... Há dias assim!



Ando há um ror de tempo a "namorar" este leitor de CD's de parede, disponível na loja online da MUJI U.K. ou da MUJI France (uma loja japonesa de produtos para a casa e outros, super minimalista, mas muito "fashion", como diria um colega meu!).
Acho que tem um dos mais belos designs para equipamentos deste género... e, quando o vi a primeira vez, colocado na parede da loja MUJI de Paris de "Les Halles", foi mesmo amor à primeira vista... assemelha-se quase a um belo quadro.
Aqui fica uma dica, para as vossas prendas de Natal (e para a família que ainda não souber bem o que me oferecer! ;)

quarta-feira, 23 de novembro de 2005

Tinta-da-China

"Encre de Chine" (Porto de Biarritz - França, Setembro 2001)


Há semanas em que não acontece nada de especial nas nossas vidas...
E outras, em que tudo parece acontecer-nos ao mesmo tempo!...
E ficamos sem tempo para conseguir dedicar a cada um desses acontecimentos.

terça-feira, 22 de novembro de 2005

Sugestão do sítio do costume:

Sou daquele tipo de pessoas completamente apaixonadas por chá!...
Apesar de ser o café que me faz, realmente, acordar de manhã; o chá é, sem dúvida alguma, a minha bebida quente de eleição... quer seja no Inverno (um bom chá quentinho a qualquer hora do dia) ou no Verão (um chá fresquinho saído directamente do frigorífico).
Adoro chás exóticos (sim, que o chá preto e o chá verde que aqui costumam beber no escritório já não têm piada ou sabor nenhum!) e até costumo trocar alguns com a minha amiga Sónia, outra apaixonada desta bebida.
Em Junho de 2004, numa viagem de trabalho à Irlanda, descobri, em Dublin, no café da Cinemateca, um dos melhores chás que já experimentei até hoje: o chá de Manga/Maçã da marca Heath & Heather.
Para além desta marca de chás não ter cafeína e ser composta essencialmente por produtos naturais, este chá tem um efeito extremamente relaxante.
Mais tarde, ainda em Dublin, descobrimos que este chá se podia comprar numa loja de produtos naturais: "Down to Earth" (deixo aqui a dica, para quem passar por Dublin!). E, antes do regresso a Portugal, eu e umas colegas abastecemo-nos com uns bons 5 ou 6 pacotes deste chá.
O problema é que, cá em Portugal, nunca descobri nenhuma loja onde pudesse comprar esta marca de chá... mesmo tendo colocado, praticamente, todos os meus amigos em busca do chá perdido!
Entretanto, ontem à noite, tive a grata surpresa de receber uma encomenda da minha amiga Vanessa (que mora em Londres), com 2 caixas de chá da Heath & Heather, incluindo o "Night Time Tea" (óptimo para quem, como eu, tem problemas de sono muito leve e de insónias).
Agora, só me falta mesmo é estabelecer aí uma rede de intercâmbio com a Vanessa para, nas suas visitas a Lisboa, ela me trazer este chá tão viciante!
Muito obrigada pela lembrança, Vanessa! :)

segunda-feira, 21 de novembro de 2005

Tristeza


Pensamos quase sempre que os nossos problemas são os maiores e mais terríveis do mundo...

Mas o mais detestável, de facto, é quando, por vezes, nem sequer conseguimos suportar o peso dos maiores problemas dos nossos Amigos... por sabermos que vamos ficar sufocados numa tristeza incomensurável, devido a vermo-los numa situação delicada e não podermos (sequer) fazer nada para os ajudar.

Detesto:

Em termos muito gerais, há algumas pessoas e situações que me conseguem mesmo dar a volta ao estômago e pôr mal disposta:

1)- Gente idiota e fútil que se acha o supra-sumo do "máximo" e, na verdade, não vale nada (nem tem nenhuma competência pela qual se possa valorizar);

2)- A hipocrisia daquela gente que acha que deve ajudar os "pobrezinhos e desgraçadinhos" deste mundo, como forma de se auto-promoverem a si próprios;

3)- Gente que trata os outros como se não valessem nada, apenas porque não têm tantas posses financeiras ou porque estão a fazer um trabalho mais humilde em termos profissionais.

...
Hoje não vou falar (escrever) muito, pois fiquei com uma grandessíssima neura, por causa de alguma gentinha do género supra-mencionado!...

domingo, 20 de novembro de 2005

A tradição de ir tirar o "Retrato"


NOTA: - Ambas as fotografias da autoria do Estúdio Fotográfico "Águia de Ouro".


Não há nada mais irritante do que os domingos!...
Como dia da semana, já são o que são: entediantes, pois nunca sabemos bem o que fazer quando já sentimos um leve trago a fim do descanso e início de mais uma semana de trabalho!...
Mas com chuva, praticamente o dia todo, tornam-se muito piores ainda!...

Depois de ter arrumado + ou - a casa e de ter ido tomar café com a minha mãe (para a fazer desanuviar), consegui ficar ainda mais entediada e, para além disso, irritada, com as musiquinhas (electrónicas) de Natal que agora se ouvem por todas as lojas e outros afins!

Foi, então, que me pus a navegar ao acaso na net e descobri
este site com um conceito bem interessante: colocar online as fotografias de pessoas quando elas eram bebés e de como são actualmente.

Certamente que, todos aqueles que nasceram no final dos anos 70, ainda se lembrarão daquele costume (hábito ou tradição) que, sobretudo, os nossos avós tinham, de nos levar àqueles fotógrafos antigos (aqueles que tinham uma série de papéis-de-fundo diferentes para alegrar as nossas fotos, que tinham como flash um enorme chapéu-de-chuva prateado e dos quais tínhamos de esperar, pelo menos uma semana, para receber as nossas fotos), para tirarmos o retrato?!

Acredito que se lembrem, pois foram gerações e gerações de crianças martirizadas (até poderíamos criar um site só para partilhar esse nosso trauma :)!!!

Em minha casa, essa tradição tornava-se, ainda, mais agonizante na medida em que a data fatídica escolhida pelos nossos avós para irmos ao fotógrafo era, precisamente, o dia do nosso aniversário!...

Durante anos e anos sem fim, durante o mês de Fevereiro e o mês de Abril, lá íamos, eu e o meu irmão, àquela loja de fotografia antiga, ao fundo da rua onde eles moram, para ver a fotógrafa... uma senhora, de meia idade, sempre com um sorriso muito irritante -e falso- nos lábios, que nos pedia para sorrirmos para a foto. E o mais grave de tudo é que, mesmo que não quiséssemos sorrir, éramos obrigados a isso, pois ela continuava a disparar aquele flash prateado sobre nós vezes e vezes sem conta até que esboçássemos o sorriso idealmente perfeito para ela.

Apesar desta tradição, também, ser interessante como ideia, já que ao fim de um certo tempo, dava para irmos verificando as nossas transformações físicas, através de todos os retratos tirados... O facto é que, para aí a partir dos 15 anos, nos começámos a fartar um bocado de toda esta situação e démos o nosso grito do Ipiranga!!!

De qualquer modo, aqui fica para a posteridade o ar de reguila que eu tinha na altura e o nariz de batatinha, com o qual toda a gente se metia dizendo que mo iam roubar -o que me irritava à brava- (foto da esquerda - com 1 ano).

Do lado direito (com 2 anos), mais uma foto de mais um aniversário!... Esta, por sinal, tem uma história bem engraçada: quando eu era pequenina, ficava entregue à porteira dos meus avós (porque todos trabalhavam lá em casa), uma senhora a quem eu chamava muito carinhosamente « Amiguinha ». Com essa senhora, ficava também uma miúda do prédio dos meus avós, mais velha que eu. Um belo dia, influenciada por uma qualquer novela brasileira da época, eu pedi-lhe para ela me cortar um pouco a franja... Resta dizer que, para além do meu cabelo ter ficado neste lindo estado, a minha mãe ia dando em doida quando me viu!