Há semanas em que não acontece nada de especial nas nossas vidas...
E outras, em que tudo parece acontecer-nos ao mesmo tempo!...
E ficamos sem tempo para conseguir dedicar a cada um desses acontecimentos.
quarta-feira, 23 de novembro de 2005
Tinta-da-China
terça-feira, 22 de novembro de 2005
Sugestão do sítio do costume:
segunda-feira, 21 de novembro de 2005
Tristeza

Pensamos quase sempre que os nossos problemas são os maiores e mais terríveis do mundo...
Mas o mais detestável, de facto, é quando, por vezes, nem sequer conseguimos suportar o peso dos maiores problemas dos nossos Amigos... por sabermos que vamos ficar sufocados numa tristeza incomensurável, devido a vermo-los numa situação delicada e não podermos (sequer) fazer nada para os ajudar.
Detesto:
1)- Gente idiota e fútil que se acha o supra-sumo do "máximo" e, na verdade, não vale nada (nem tem nenhuma competência pela qual se possa valorizar);
2)- A hipocrisia daquela gente que acha que deve ajudar os "pobrezinhos e desgraçadinhos" deste mundo, como forma de se auto-promoverem a si próprios;
3)- Gente que trata os outros como se não valessem nada, apenas porque não têm tantas posses financeiras ou porque estão a fazer um trabalho mais humilde em termos profissionais.
...
domingo, 20 de novembro de 2005
A tradição de ir tirar o "Retrato"

NOTA: - Ambas as fotografias da autoria do Estúdio Fotográfico "Águia de Ouro".
Não há nada mais irritante do que os domingos!...
Como dia da semana, já são o que são: entediantes, pois nunca sabemos bem o que fazer quando já sentimos um leve trago a fim do descanso e início de mais uma semana de trabalho!...
Mas com chuva, praticamente o dia todo, tornam-se muito piores ainda!...
Depois de ter arrumado + ou - a casa e de ter ido tomar café com a minha mãe (para a fazer desanuviar), consegui ficar ainda mais entediada e, para além disso, irritada, com as musiquinhas (electrónicas) de Natal que agora se ouvem por todas as lojas e outros afins!
Foi, então, que me pus a navegar ao acaso na net e descobri este site com um conceito bem interessante: colocar online as fotografias de pessoas quando elas eram bebés e de como são actualmente.
Certamente que, todos aqueles que nasceram no final dos anos 70, ainda se lembrarão daquele costume (hábito ou tradição) que, sobretudo, os nossos avós tinham, de nos levar àqueles fotógrafos antigos (aqueles que tinham uma série de papéis-de-fundo diferentes para alegrar as nossas fotos, que tinham como flash um enorme chapéu-de-chuva prateado e dos quais tínhamos de esperar, pelo menos uma semana, para receber as nossas fotos), para tirarmos o retrato?!
Acredito que se lembrem, pois foram gerações e gerações de crianças martirizadas (até poderíamos criar um site só para partilhar esse nosso trauma :)!!!
Em minha casa, essa tradição tornava-se, ainda, mais agonizante na medida em que a data fatídica escolhida pelos nossos avós para irmos ao fotógrafo era, precisamente, o dia do nosso aniversário!...
Durante anos e anos sem fim, durante o mês de Fevereiro e o mês de Abril, lá íamos, eu e o meu irmão, àquela loja de fotografia antiga, ao fundo da rua onde eles moram, para ver a fotógrafa... uma senhora, de meia idade, sempre com um sorriso muito irritante -e falso- nos lábios, que nos pedia para sorrirmos para a foto. E o mais grave de tudo é que, mesmo que não quiséssemos sorrir, éramos obrigados a isso, pois ela continuava a disparar aquele flash prateado sobre nós vezes e vezes sem conta até que esboçássemos o sorriso idealmente perfeito para ela.
Apesar desta tradição, também, ser interessante como ideia, já que ao fim de um certo tempo, dava para irmos verificando as nossas transformações físicas, através de todos os retratos tirados... O facto é que, para aí a partir dos 15 anos, nos começámos a fartar um bocado de toda esta situação e démos o nosso grito do Ipiranga!!!
De qualquer modo, aqui fica para a posteridade o ar de reguila que eu tinha na altura e o nariz de batatinha, com o qual toda a gente se metia dizendo que mo iam roubar -o que me irritava à brava- (foto da esquerda - com 1 ano).
Do lado direito (com 2 anos), mais uma foto de mais um aniversário!... Esta, por sinal, tem uma história bem engraçada: quando eu era pequenina, ficava entregue à porteira dos meus avós (porque todos trabalhavam lá em casa), uma senhora a quem eu chamava muito carinhosamente « Amiguinha ». Com essa senhora, ficava também uma miúda do prédio dos meus avós, mais velha que eu. Um belo dia, influenciada por uma qualquer novela brasileira da época, eu pedi-lhe para ela me cortar um pouco a franja... Resta dizer que, para além do meu cabelo ter ficado neste lindo estado, a minha mãe ia dando em doida quando me viu!
Paisagem Ambivalente
Foto: Perto de Ourém, onde o fogo consumiu toda a paisagem, no Verão... começam agora a nascer alguns arbustos, que se abraçam às árvores "enlutadas". Ontem...
Um dia cheio de mistura de sentimentos e ambivalências!...
Daqueles dias que nos fazem sentir que vivemos a 100% e que já não temos cabeça para pensar em mais nada.
- Um casamento simples e maravilhoso de 2 amigos que já se amam há uma catrefada de anos (a Ana, miúda que nunca deixa transparecer que está triste e que tem o som de riso mais sincero que conheço + o Marco, o contestatário mais brincalhão de todos os tempos... dando provas disso ao escolher uma música de Zeca Afonso para terminar a cerimónia religiosa na igreja);
- O "nosso" António Pedro no seu 1º evento social (a portar-se lindamente!); numa imagem muito terna, a adormecer agarrando-me com as suas pequeninas mãos um dos meus dedos (enquanto olhava por ele, para os pais irem dançar um pouco).
sexta-feira, 18 de novembro de 2005
A Gripe e a Voz
Parece que é um vírus qualquer que para aí anda (sem ser o da gripe das aves, claro está!) que ataca a garganta e nos bloqueia as cordas vocais.
Conheço pelo menos 5 pessoas (incluindo uma no estrangeiro) que já tiveram isto.
Mas, no fundo, é um bocado estranho pensar que o vírus da gripe todos os anos se metamorfoseia e se prepara para nos atacar a todos de uma foma diferente!
Sobretudo, porque, face ao caso presente, é complicado imaginar um mundo onde todas as pessoas começassem, de um momento para o outro, a ficar afónicas!...
quinta-feira, 17 de novembro de 2005
O Trabalho Humanitário
Sempre admirei bastante (e "invejei" um pouco) aquelas pessoas que partem em trabalho humanitário para África e outros continentes, na tentativa de ajudar os povos mais carenciados!...
E, também, já senti muita vontade de um dia o fazer...
Não porque sinta que tenho um espírito de Madre Teresa de Calcutá (aliás, a minha família e amigos mais chegados sabem bem que, de vez em quando, tenho uns certos laivos no meu feitiozinho que são mesmo muito ruins!), mas, pura e simplesmente, porque, de vez em quando, também me apetece fugir daqui, da monótona rotina do dia-a-dia... e, sobretudo, porque acho que sou daquele tipo de pessoas que, como dizia o poeta, "só se sente bem onde não está"!...
A Ana Maria é uma dessas pessoas que já partiu para o trabalho humanitário e por lá foi ficando!
Tudo começou há cerca de um ano e pouco, quando foi aceite para integrar uma equipa no Sudão. Desde então, já passou, também, pelo Chade, pela Venezuela e, actualmente, encontra-se no Ruanda (porque, segundo sizem, apesar de todas as contrariedades e precariedade pelas quais se tem que passar para fazer um trabalho deste género, o mesmo acaba por ser bastante viciante).
Conhecemo-nos no trabalho, cá em Portugal, e, apesar da nossa relação profissional não ter começado lá muito bem, (penso que posso dizer que) acabámos por nos tornar Amigas... por uma série de razões, entre as quais o facto de, em determinados momentos das nossas vidas, ambas termos vivido em França e partilharmos assim alguns points de repére comuns.
Quando olhamos para a Ana Maria, uma miúda de aspecto tão sereno e tranquilo e, simultaneamente, de uma sensibilidade à flor da pele, nenhum de nós pensaria que ela seria capaz de fazer um trabalho deste género.
Mas, actualmente, constatamos que, de facto, a Ana Maria foi feita para isto: para estar no terreno (mesmo que longe e, muitas vezes, em situações de perigo) a implementar projectos que, de certa forma, contribuam efectivamente para ajudar aqueles que mais necessitam (no caso dela, os refugiados)... e não para continuar sentada a uma secretária, como muitos de nós, a trabalhar em projectos ("experimentais") financiados pela Comissão Europeia, em que nunca vemos os frutos reais do nosso trabalho.
Por vezes, nas férias, a Ana Maria volta a Portugal (sempre dividida entre a família em Paris, e os amigos em Lisboa) para nos ver e estar connosco... Mas agora, já cá não vem há algum tempo.
Como ontem recebi algumas das fotos que ela vai tirando por esse mundo fora (a Ana Maria é daquele tipo de fotógrafas-amadoras que consegue mesmo captar, através da câmera, a alma de qualquer indíviduo e lugar), fiquei com muitas saudades da minha Amiga... e apeteceu-me escrever sobre ela!
Gata (que estava) para Adopção

Por isso, aqui fica o aviso que, a partir de hoje, a Tucha já não está para adopção! :)



