quarta-feira, 16 de novembro de 2005
Semana Diabólica
domingo, 13 de novembro de 2005
Coisas de que não gosto:

Coisas de que gosto:
Um jantar entre amigos, numa casa super-agradável, com conversas interessantes e brincadeiras com gatas até às tantas da matina...
Muito obrigada, Nina & João! :)
sexta-feira, 11 de novembro de 2005
Já que estamos numa de falar sobre trabalho...
quarta-feira, 9 de novembro de 2005
Ceuta & Melilla & Paris


(Cima)- Polícia vigiando o bairro social de Les Mureaux, Paris - Associated Press/Francois Mori.
Porém, os últimos acontecimentos de Ceuta e Melilla e agora, mais recentemente, o que se tem passado nos subúrbios de Paris, conseguiram mesmo dar-me a volta ao estômago... e, quando isso acontece, não consigo estar calada!
Em finais de 1999, quando comecei a trabalhar na área das migrações, uma amiga de longa data disse-me que “as migrações iam ser a nova doença do século XXI”. Na altura, achei esta opinião um pouco exagerada mas agora, olhando para tudo o que tem sucedido nos últimos anos, constato que, efectivamente, a Europa está a ficar doente, quando trata desumanamente todos aqueles que tentam ultrapassar as suas fronteiras em busca de uma vida melhor, ou quando durante anos fecha os olhos à exclusão a que são remetidos milhares de jovens oriundos de famílias de imigrantes instaladas nos seus países!...
Durante um ano (2002) vivi em Paris, enquanto fazia um mestrado em “Migrations et Relations Interethniques”, e tive oportunidade de verificar em teoria e in loco como se vive num país onde já existem imigrantes há pelo menos mais 30 anos do que cá em Portugal e onde, supostamente, isso deveria fazer com que existisse uma “Política de Imigração” coerente e tendente a uma integração harmoniosa.
"Política de Imigração" essa que é muito diferente, em termos comparativos da anglo-saxónica ou, até mesmo, da portuguesa (apesar de, no nosso caso, não se poder dizer que esta exista sequer!).
Em França, Estado laico por excelência (em que a Igreja Católica não mete o bedelho no que quer que seja relacionado com a política estatal), acreditava-se que qualquer imigrante que chegasse ao país teria as mesmas hipóteses que um cidadão nacional de se integrar na sociedade francesa, através de uma Escola e de um Estado Republicano igualitários para todos.
Só que, há 12 dias atrás, as provas de que esse modelo não era o garante da “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” para todos começaram a ser cada vez mais exteriorizáveis.
Em França, contrariamente a Portugal, uma criança nascida de um casal de imigrantes (mesmo que ilegal) adquire automaticamente a nacionalidade francesa. O que, à partida, já é um bom começo para uma futura integração.
O problema é que a nacionalidade não se demonstra apenas por um cartão de identidade ou pelo facto de se falar a mesma língua. A nacionalidade é fruto, sobretudo, do direito a poder exercer a sua cidadania, do direito de fazer ouvir a sua voz, de ser respeitado pelos outros cidadãos e de poder ter os mesmos sonhos e expectativas de realização de vida do que os nacionais desse país.
E em França, tal como numa série de outros países europeus, isso, infelizmente, não sucede!...
"(...) Momo (diminutivo de Mohammed), apenas 16 anos, relativiza: "Mesmo com o bac+5 [mestrado] não me dão emprego. Vêem o meu nome, que vivo na Forestière [um bairro desfavorecido] e o posto já não existe."
"Chamas-te Rachid e queres ser médico? Na escola mandam-te estudar para canalizador", indigna-se... Rachid. (...)
"Sou francês", intervém Mikael, um grandalhão com pele de ébano, "e dizem-me que tenho de me integrar. Não sou imigrante, sou francês! "Dá raiva." "Dá ódio", repetem todos. "Agora foram buscar o recolher obrigatório da guerra da Argélia. Para eles, somos todos argelinos. Nascemos aqui, mas para eles não somos daqui."
Excertos do artigo "Chamas-te Rachid e queres ser médico?", PÚBLICO - 10/11/05.
Não sucede porque, apesar de tudo o que se diz (e da necessidade real da Europa receber um maior número de imigrantes, por forma a colmatar a taxa demasiado baixa de nascimentos existentes nos seus Estados-Membros), os imigrantes, em qualquer país que seja, são sempre encarados como cidadãos de 2º tipo, desde que tentam entrar num país de acolhimento até à chamada fase de integração… tornando-se esta situação ainda mais grave no que diz respeito às 2as e 3as gerações.
De facto, estas últimas, ao não se sentirem integradas no país onde nasceram, e não tendo qualquer contacto com o país de origem dos seus pais, acabam por se sentir perdidas e desligadas de qualquer ponto de referência. Idealizam, então, uma cultura alternativa com fragmentos de uma idealização desses outros mundos que não conheceram (como sucedeu, por exemplo, quando jovens nascidas e criadas em França, de pais que nunca foram fundamentalistas muçulmanos, começaram a querer usar sistematicamente o véu), mas que lhes confere uma outra identidade em que podem acreditar.
De modo algum quero estar a fazer uma apologia de desculpabilização do que se tem passado nos subúrbios de Paris e de outras cidades francesas nas últimas semanas, porque a violência gratuita não leva a lado nenhum!...
De qualquer modo, penso que, no momento actual, se torna demasiado urgente que, em vez de criarem leis de urgência (cada vez mais restrictivas) ou de expulsarem indivíduos que se encontram legalmente num país ou que aí nasceram, os políticos pensem no que está efectivamente por detrás dos actos de vandalismo a que temos vindo a assistir!!!!
É preciso chamar a atenção para a forma como os imigrantes são guetizados durante anos a fio em bairros sociais nos subúrbios das grandes cidades (a Paris intra-muros turística, que afasta os mais pobres, os excluídos para a periferia é um exemplo claríssimo disso! Mas, também, os nossos bairros de barracas ou o realojamento social efectuado sem qualquer critério!), “ignorados” pela outra sociedade e sem que consigam sair dessas franjas mais baixas da sociedade actual.
Alguns links de interesse:
http://www.noborder.org/news_index.php
http://www.migreurop.org/article887.html
domingo, 6 de novembro de 2005
Gata para Adopção

Está em minha casa desde 6ª feira passada, em regime de acolhimento temporário porque, para agravar o seu estado, os donos já não a queriam manter, tendo "combinado" com o gatil da Câmara Municipal de Lisboa (onde os gatos não adoptados ou reclamados são "abatidos" ao fim de 8 dias) ir lá deixá-la.
De momento, encontra-se a recuperar de toda a situação de stress que tem vivido nos últimos tempos, mas quem estiver interessado em a adoptar pode contactar-me através do e-mail:
NOTA: - O Daniel, também, está a fazer um apelo urgente para adopção de uns cães que se encontram no Canil Municipal de Évora.
1.000
quinta-feira, 3 de novembro de 2005
Hoje não consigo...
quarta-feira, 2 de novembro de 2005
E a Vida!...
Foto: Mãozinhas do António Pedro, junto da mão direita do Tiago S.[NOTA: - Por uma questão de respeito pela privacidade do bébé e dos seus pais, optei por não expôr aqui a sua foto.]
Ontem fomos (finalmente) numa alegre comitiva, a Alcácer do Sal, visitar o António Pedro e os seus papás babados!...
Se pensar na morte custa tanto (como dizia no post anterior), assistir a um nascimento é algo de “milagroso”!...
Mais sublime e precioso ainda se torna ver uma criança, actualmente, com 2 semanas e pouco, tão pequenina, que, dentro em breve, vai crescer!
A Morte...
Apesar de ser algo pelo qual já todos aguardavam (sobretudo devido à idade da senhora), este acontecimento (natural) da vida humana deixou-me impregnada de uma estranha mistura de sentimentos (nada agradável)!...
Para além da compreensível compaixão (sentimento que, logicamente, gera sempre alguma tristeza) pelo Bruno e pela sua família... às tantas, dei comigo a pensar em algo que, por hábito, faço sempre por tentar esquecer: que, efectivamente, um dia, mais tarde ou mais cedo, todos nós (bem como aqueles que amamos) temos que morrer... porque a vida é mesmo assim e não há nada a fazer contra isso!
Coisa, no entanto, em que é sempre complicado pensarmos, uma vez que, pelo menos comigo o que sucede, é que acho que temos sempre mais qualquer coisinha a fazer por cá... por isso, o tempo da morte nunca é o ideal para chegar. Para além de que se torna sempre estranho pensar que após a morte, já está, acabou-se, deixamos de ser quem somos e passamos a fazer parte de um vazio, de um nada!...
Por outro lado, é também nestas alturas, que, um pouco por compaixão de vivências com quem está a sofrer uma perda, começamos a pensar na própria perda daqueles que nos são queridos... o que também não é nada agradável de se pensar: como seria a vida a partir daquele momento, em que já não temos cá determinada pessoa.




