sábado, 29 de outubro de 2005

Fechado para Balanço!...

Imagem da autoria de: "Objectos"


Depois da grandessíssima neura com que estive esta tarde (pode ter sido da chuva, ou então, de ter tido que trabalhar ao sábado de manhã, quiçá!), decidi fechar o blog para balanço!...

sexta-feira, 28 de outubro de 2005

Postcrossing





Esta semana recebi mais 3 postais, directamente via Postcrossing!...

O primeiro da Rússia (obrigada, Kseniya Vaskina! ;) e os 2 últimos dos E.U.A. (Novo México), com uma foto maravilhosa de Roma (tirada pela Rachel Rodgers).

quinta-feira, 27 de outubro de 2005

Os meus Animais








Enquanto procedia a algumas arrumações, a semana passada, descobri estas fotos, de 2 gatos que me acompanharam durante praticamente toda a minha vida... e que já não se encontram entre nós!...
Em memória deles, e devido aos belos momentos passados (como os que vêm aqui ilustrados nas fotos), decidi escrever este post, sobre os animais que já tive (alguns ainda presentes, outros já ausentes)!



Praticamente desde que me conheço que sempre tivemos animais lá em casa!...

Felizmente para mim e para o meu irmão, a nossa mãe sempre achou muito saudável a convivência das crianças com os animais (ao contrário de algumas “ideologias” mais retrógradas que por aí veiculam agora, e devido às quais existem muitos cães e gatos abandonados!), porque podíamos aprender uma série de coisas com eles, entre as quais 2 muito importantes: o respeito pela natureza e pelos outros seres vivos.

De início, quando ainda morávamos num T1 na Calçada do Tojal, tivemos 2 cágados e 2 rãs... que tiveram finais de vida um pouco tristes!...
A um dos cágados, na minha inocência infantil, tentei desenhar 2 olhos com uma caneta BIC como fazia aos meus bonecos. Se repararem bem, os olhos de um cágado mal se vêem... e provavelmente, eu terei pensado que lhe fazia falta ter 2 olhitos. Claro está que lhe faziam mesmo falta, e o pobre do cágado acabou por cegar, tendo eu ficado com grandes problemas de consciência devido ao que fiz até hoje! De qualquer modo, e sem me querer estar a isentar de culpas, diga-se de passagem que, há quem faça bem pior, como o caso de um amigo meu que só por ter sido mordido por um periquito, lhe retirou, propositadamente, uma a uma, todas as suas penas, escondendo-as nos bolsos do seu roupão.
As rãs viviam felizes e contentes num pequeno lago improvisado, numa varanda enorme que tínhamos... lago esse onde os 2 cágados, também, costumavam ir beber água. Tendo um dos cágados comido, por engano, uma das tartarugas, enquanto bebia água.
Quanto ao 2º cágado (o que não era cego), quando mudámos de casa, perdeu-se na camioneta da empresa de mudanças... ou então, decidiu mesmo fugir de vez de uma casa tão alucinada.

Já na casa nova, fartava-me de pedir à minha mãe para ter um gatinho... que, pelo menos, sempre era um animal mais interactivo e interessante para brincar connosco.
Até que um dia, tinha eu 6 anos... nunca me hei de esquecer do momento em que regressei a casa, vinda de um almoço com os meus avós... e, ao entrar no quarto do meu irmão, dou de caras com um belo gato tigrado que viera directamente do quintal de uma colega da minha mãe... o Garoto.
O Garoto foi o meu 1º gato, o grande companheiro de brincadeiras... e, em suma, de uma vida. Era um gato muito meigo e dedicado a nós. A forma como, após 15 anos connosco, num certo sábado fatal, já quase a desfalecer (devido a um problema de rins – que afectam sempre grande parte dos gatos na velhice), nos miou de uma forma diferente do habitual, esperando que estivéssemos os 3 junto dele, para fechar os olhos de vez, impressiona-me até hoje.

Ainda o Garoto era vivo, e a minha mãe decidiu fazer a vontade ao meu irmão, e deixá-lo escolher mais um gato para levar lá para casa. Nessa altura, a gata de um vizinho tinha tido filhotes e foi assim que o Fofinho (inicialmente, Fofinha, por erro de visualização!) assentou arraiais lá em casa. Apesar de, inicialmente, termos pensado que o Garoto (na altura, já adulto) fosse matar o Fofinho (uma coisita de 2 meses e pouco), por ciúmes, eles acabaram por se entender muito bem, parecendo quase pai e filho.

A seguir veio a Maruska (que apareceu ao parapeito da nossa janela, perdida ou abandonada, numa noite de chuva), quando o Garoto já estava doente.
Da gravidez dela (o pai foi o Fofinho, apesar da minha mãe sempre ter pensado que, devido à estreita convivência com outro gato adulto, ele fosse homossexual) nasceram lá em casa (e, qualquer nascimento que seja, de um animal ou de um ser humano, é uma coisa verdadeiramente extraordinária de se assistir): a Xaninha, o Tristão e o Bócas (derivado das famosas “Bombócas”, lembram-se?!), com os quais acabámos por ficar, por não conseguirmos mesmo resitir àqueles focinhos lindos.

A partir daí, foi o descalabro na nossa paixão felina!...
Seguiram-se a Selma (gata bébé encontrada perdida num tecto falso do emprego da minha mãe), a Joana (gata muito delicada que vivia numa colónia, a quem a minha mãe dava comida, perto da Praça de Benfica ), a Alexia (gata tripé - como os meus amigos gostam de dizer -, por ter sido atropelada ainda bébé... que eu salvei de um destino selvagem e incerto... a Lécas, de meia leca, como lhe chamamos carinhosamente), a Bruma (gata que foi salva de uma tentativa de enforcamento com arame farpado num parque do Inatel, e por quem a minha mãe se apaixonou), a Bia (gata muito nervosa... o que é, perfeitamente, normal, depois de ter sido por 2 vezes baleada e ter estado à beira da morte) e, por último, a Estrelinha... que foi lá para casa, este ano, já depois de o Fofinho (quase com 16 anos) ter morrido, em Março 05, após um sofrimento atroz e indescritível.

Pelo meio, entremeado com os gatos, tivemos 2 peixes (que foram, logicamente, comidos pelo Garoto e substituídos por outros peixes em casa dos meus avós), inúmeros hamsters, periquitos, 1 novo cágado (de seu nome “Touché”, que adorava brincar à bola com 2 das gatas – sendo ele a bola, claro está!)... e, no meu emprego, "tive" um cão de nome Snoopy, a quem costumava dar comida.

Já na minha casa nova, há cerca de 10 meses, não me consegui despegar desta paixão por felinos e adoptei 3 gatas (sobre as quais já está prometido que escreverei num outro post)... tendo uma 4ª gata "protegida", que vive nos quintais das traseiras.

Outro dos princípios muito importantes que a minha mãe sempre me dizia, em pequena, que deveria aprender, na convivência com os animais, era o facto de todos os seres vivos nascerem, crescerem e, um dia, terem que morrer… e que isso deveria ser encarado com naturalidade.

Mas a verdade é que, até hoje, e já lá vão 29 anos, continuo a chorar baba e ranho de cada vez que morre algum dos meus animais “de estimação” (palavra bem estranha de se utilizar para um bicho que, praticamente, nos acompanhou em grande parte da nossa vida)... porque, só quem já teve animais, poderá saber e compreender que, por mais estúpido que possa parecer, quando “perdemos” um gato (ou um cão ou o que quer que seja), é como se estivéssemos a perder alguém de quem gostamos muito.
Porque os animais gostam de nós e estimam-nos sem pedir nada mais em troca do que um pouco de atenção...

quarta-feira, 26 de outubro de 2005

Gravidez Colectiva - Versão II




Foto disponibilizada por: Susana & Carlos


Esta foto era para ter sido inserida conjuntamente com um outro post, em que falava da forma como, entre este ano e o ínicio de 2006, o sexo masculino iria dominar o planeta... devido ao número de nascimentos previstos de rapazes, no meu círculo mais próximo de amigos.
Como só agora tive, novamente, acesso a ela... Aqui fica o meu testemunho, não só aos futuros papás da criança (2 pessoas excepcionais!), como, também, às novas tecnologias e à forma como elas permitem agora ver numa ecografia como uma criança xuxa no dedo!

terça-feira, 25 de outubro de 2005

Dia de Nevoeiro...


Gosto muito de dias de nevoeiro!...

Assemelham-se a uma tela inacabada, em que o autor se esqueceu de pintar a cor do céu... e onde existem 1001 possibilidades de tudo acontecer: um belo dia resplandecendo de sol ou um dia mais triste e enevoado.

segunda-feira, 24 de outubro de 2005

Quando o Natal se aproxima...

Há uma coisa para a qual ainda não consegui encontrar uma explicação minimamente lógica, plausível e aceitável: porque é que, quando as lojas começam a colocar nas suas montras, para venda, aqueles enfeites e decorações alusivos ao Natal (como sucedeu este fim-de-semana que passou), as pessoas começam a andar muito mais agitadas, com pressa e sem nenhum respeito pelas outras pessoas?
Compreendo, perfeitamente, que tal possa suceder algumas semanas antes do Natal, quando andamos todos um bocado à nora à procura de 2 ou 3 últimas prendas para a família.
Mas a verdade é que acho bastante curioso e, para ser franca, de uma imbecilidade atroz, que tal aconteça, nesta altura, única e simplesmente, por causa de enfeites de Natal!!!
Porque, se formos a ver bem as coisas, não é como se todos os enfeites e decorações de Natal fossem desaparecer, de um momento para o outro, a quase 2 meses do Natal, esgotando-se, assim, os seus stocks nas lojas, e não se realizando o Natal, certo?!
Então, continuo na minha, porque é que as pessoas começam a ficar assim tão agitadas e stressadas com esta época (dita, supostamente, de paz e alegria)??
Se calhar, não tem mesmo explicação possível!...
De qualquer modo, falando de Natal e de agitação...
Este ano, consegui ser (ainda) mais rápida do que as lojas nos centros comerciais a colocarem nas montras as decorações e enfeites de Natal para venda... e, no final do mês passado, já tinha conseguido reunir todos os postais que vou enviar este ano aos amigos (alguns que costumo mandar imprimir na Foto-Flash com fotos tiradas por mim e mais uns quantos da UNICEF - que, este ano, tem postais magníficos!)!

Eu sei que pode parecer um bocado antiquado, na actual época da globalização das comunicações, estarmos a enviar postais, ainda por cima, escritos à mão!... Sobretudo, quando, também, não damos um grande significado ao Natal.
Mas a verdade é que, para além de eu ter uma pancada mesmo muito forte por postais (aliás, por quase todos os artigos de papelaria, com maior ênfase nos cadernos e blocos, que se vão acumulando lá em casa, sem grande utilização), continuo a achar imensa piada a poder transmitir desta forma alguns pensamentos aos amigos mais chegados.

domingo, 23 de outubro de 2005

Pequenos Tesouros



Esta tarde, enquanto arrumava a minha antiga escrivaninha, em casa da minha mãe (uma das 2 ou 3 coisas que ainda ficou pendente, após a minha mudança para a casa nova), descobri uma série de coisas das quais já nem me recordava: fotografias antigas em que já nem sequer nos reconhecemos, cartas e postais de amigos (alguns dos quais nunca mais voltámos sequer a rever), poemas da adolescência, cadernos do liceu, transcrições de letras de músicas antigas, posters, cartões da escola onde andámos...
Enfim, aquelas coisas que vamos acumulando ao longo dos anos porque, pura e simplesmente, achamos sempre que, um dia mais tarde, hão de servir para algo (nesse ponto, "saio" um bocado ao meu avô, que, até hoje, continuo a guardar o mais ínfimo papelinho que seja), ou porque na altura em que as guardámos não nos apetecia desfazermo-nos delas pois tinham um qualquer significado importante para nós... significado esse que, agora, já não recordamos exactamente.
E assim, ao fim de um certo tempo, porque já não temos mesmo onde ir guardando tantas recordações paupáveis das nossas vidas (no fundo, é isso que elas são!), acabamos por ter que proceder a uma árdua selecção e deitar algumas delas para o lixo... porque vamos sempre tendo que arranjar espaço para outras recordações "mais novas" que vão aparecendo.
A vida é assim mesmo, e não há nada a fazer (quando não, as nossas casas acabariam por se assemelhar a grandes depósitos de tralha, como numa loja de ferro-velho)!...
De qualquer modo, apesar de ser quase sempre angustiante ter que fazer esta selecção (pelo menos para mim, é!), hoje sinto-me alegre como uma criança de 2 anos, pois o facto é que, no meio de tanta tralha, acabei por descobrir alguns tesouros (esses sim!) inestimáveis para mim, como estes desenhos que fiz em 1994/95, a primeira edição em BD do "Star Wars - O Regresso de Jedi" e estas bonecas feitas em palha (que sempre adorei).

sábado, 22 de outubro de 2005

Dica sobre Orquídeas







A primeira planta que comprei, quando me mudei cá para casa, foi uma orquídea phalaenopsis, violeta e branca.
Tratei dela cuidadosamente, seguindo todas as regras que fui aprendendo na internet, porque a verdade é que não percebia lá grande coisa destas flores (para além do simples facto de, quando vivi em França, a Line & Eric, depois de regressarem das suas viagens ao sudeste asiático na AirFrance, me oferecerem algumas destas flores em bouquets).
Entretanto, a dada altura, as flores começaram a cair, uma a uma (o que é normal!)...
O problema colocou-se foi quando, após a queda de todas as flores, tive que podar a minha orquídea!...
Cortei um bocado a mais os ramos ("pés") e a pobre coitada da orquídea ainda foi sobrevivendo a muito custo (apenas com 2 folhas, tendo nascido mais uma... o que me deixou uma réstea de esperança)... Até que hoje, deu as últimas!...
Por isso, deixo-vos aqui um conselho de jardineira (inexperiente): deixem sempre pelo menos 10 cm. de ramo, antes de se aventurarem a querer podar as vossas orquídeas.
Agora, comprei uma árvore bonsai para colocar no local onde outrora se encontrava a orquídea. Vamos lá ver se me saio melhor (apesar da tarefa também não ser nada fácil)!

sexta-feira, 21 de outubro de 2005

Postcrossing

Postal de Genevieve Casey, adaptado de uma fotografia que tirou,
em dupla exposição, a borboletas "Monarch" no seu jardim.


Apesar da chuva, do dia triste e cinzento, do mau humor e falta de paciência das pessoas nos transportes públicos... o meu dia terminou melhor do que começou ;)

Ao chegar a casa, tinha na minha caixa de correio, o 1º postal recebido através do "Postcrossing", um projecto muito interessante de troca de postais com outros utilizadores (em vários pontos do mundo), através de um sistema random criado por um português (imagine-se! ;)

Adorei a experiência!...

Dia de Chuva...


Hoje não parou de chover!...
É verdade que a chuva também já era necessária, mas o dia é que esteve mesmo triste e cinzento...
E, em dias assim, não apetece fazer nada e ficamos numa apatia e melancolia generalizadas.
Pelo menos, comigo é o que costuma acontecer, nestes primeiros dias invernais... a falta da luminosidade do sol afecta-me bastante o estado geral de humor (acho que tem a ver com neurastenia ou um outro qualquer termo técnico... e há quem sofra mais disto do que outros).
Para ver se animava um bocado, decidi aceitar o convite de 2 colegas e fomos almoçar a um novo restaurante vegetariano, ao pé da Praça do Chile.
A comida era óptima... aconselho vivamente!...
Mas continuo muito "down"!...