Eu sei que pode parecer um bocado antiquado, na actual época da globalização das comunicações, estarmos a enviar postais, ainda por cima, escritos à mão!... Sobretudo, quando, também, não damos um grande significado ao Natal.
Mas a verdade é que, para além de eu ter uma pancada mesmo muito forte por postais (aliás, por quase todos os artigos de papelaria, com maior ênfase nos cadernos e blocos, que se vão acumulando lá em casa, sem grande utilização), continuo a achar imensa piada a poder transmitir desta forma alguns pensamentos aos amigos mais chegados.
segunda-feira, 24 de outubro de 2005
Quando o Natal se aproxima...
domingo, 23 de outubro de 2005
Pequenos Tesouros

sábado, 22 de outubro de 2005
Dica sobre Orquídeas
sexta-feira, 21 de outubro de 2005
Postcrossing
Postal de Genevieve Casey, adaptado de uma fotografia que tirou,em dupla exposição, a borboletas "Monarch" no seu jardim.
Apesar da chuva, do dia triste e cinzento, do mau humor e falta de paciência das pessoas nos transportes públicos... o meu dia terminou melhor do que começou ;)
Ao chegar a casa, tinha na minha caixa de correio, o 1º postal recebido através do "Postcrossing", um projecto muito interessante de troca de postais com outros utilizadores (em vários pontos do mundo), através de um sistema random criado por um português (imagine-se! ;)
Adorei a experiência!...
Dia de Chuva...

quinta-feira, 20 de outubro de 2005
O meu Prédio
O meu prédio foi construído em 1950 e pertencia, segundo consta na certidão da 5ª Conservatória do Registo Predial de Lisboa, a famílias de militares.
Aliás, lá na minha rua, há para aí uns 6 prédios - todos lado a lado - com a mesma traça arquitectónica, cuja utilização, provavelmente, se prendia com os mesmos fins.
De há uns tempos para cá que, como boa antropóloga que se preze, tenho vindo a reparar numa série de características dos habitantes do meu prédio, que me levam a acreditar piamente que eles mais parecem saídos da ficção. Ou seja, nunca o surrealismo teve um sinónimo tão exacto e perfeito como aqui no meu prédio!...
Desta forma, talvez o facto de, há cerca de 10 meses, ter começado a viver num microcosmos proporcionalmente bem mais pequeno, me tenha afectado o juízo e feito distorcer um pouco a forma como vejo a realidade.
De qualquer modo, a verdade é que esta nova vidinha de habitante de um prédio de 3 andares se tem revelado muito interessante… daí ter resolvido escrever sobre os meus vizinhos, sem que isso implique, logicamente, que esteja a dizer mal deles ou o que quer que seja! Apenas os acho interessantes e dignos de figurarem nestas parcas 4 páginas (se este post tivesse sido publicado em versão Word, note-se de passagem!).
Por uma questão de privacidade, optei por os mencionar apenas pela primeira letra do seu nome (de modo, também, a que nenhum deles possa, eventualmente, descobrir este post na Internet... e depois ainda venho a ter problemas).
Curiosamente, nunca me interessou muito saber quem é que viveu no meu andar (o 1º Esq.), antes de mim!...
Porque, como diz a Vanessa, uma amiga minha que mora em Londres (num daqueles apartamentos do século passado, em que existem ratos nos esgotos, de um tamanho inverosímil, como os que dizem existir no Convento de Mafra), nunca se sabe se o anterior proprietário ali morreu e em que condição poderá o seu fantasma regressar (o que quer que isso queira dizer!).
A Dª. L é a inquilina do R/c Dto. (um dos que ainda é pertença dos supra mencionados Dr. J e da Dª. ML).
A Dª. L tem uma gata preta (que, segundo ela, ri –ou faz um som similar ao do riso humano-, quando lhe fazem cócegas na barriga) e o cabelo mais negro que já vi em dias da minha vida (apesar de a senhora já ter para aí uns 60 e poucos anos)… conjugação essa que, inicialmente, das inúmeras vezes que a via à sua janela a observar quem passava, fazia com que, aos meus olhos, a Dª. L se assemelhasse a uma daquelas bruxas das histórias para crianças.
Mais tarde, depois de inúmeras conversas de vão de escada sobre felinos (acaba por ser o nosso ponto comum, uma vez que, também, tenho 2 gatas em casa), vim a perceber que, afinal, a Dª. L é uma pessoa muito sofrida, a quem dois dedos de conversa bastam para preencher o dia.
Por isso, cada vez que a volto a encontrar, mesmo que esteja muito cansada ou sem paciência alguma, acabo sempre por falar um pouco com a senhora sobre inúmeros assuntos, assim meio dispersos (sobretudo, quando ao final do dia, os vapores etílicos já lhe aqueceram a alma e a puseram de bom humor e a rir descontroladamente).
Pretensiosismo à parte… cada vez que "dou" um pouco de conversa à Dª. L, sinto-me sempre como a Amélie Poulain (personagem principal no filme de Jean Pierre Jeunet), na cena em que ela sussurra ao ouvido de um cego - como se de uma dança se tratasse - a descrição de tudo aquilo que há de maravilhoso e belo no quotidiano da Rue Lepic, em Montmartre.
Claro está que Benfica não tem o mesmo tipo de encantos que o 18º arroundissement de Paris (cada cidade tem a sua beleza muito própria!); mas, pelo menos, sinto que ao dar um pouco de atenção à Dª. L (de quem nem sequer conheço a história da tal vida sofrida, que se lhe espelha no rosto!) lhe alegro um pouco o dia e a sua existência de vizinha mais bem informada do prédio.
O Dr. AJ, cinquentão, é médico de clínica geral mas, como partilha o seu consultório com um psicólogo, deve ter sofrido algumas das suas influências, porque também adquiriu aquele ar meio alucinado e despistado que todos os psicólogos têm (como se, também, eles precisassem de se deitar num divan ou numa méridienne –como a de Sigmund Freud- para falar sobre os seus problemas).
Fora os seus horários de consulta, o Dr. AJ não passa muito tempo lá no prédio, mas mantém uma relação afável praticamente com todos os vizinhos (tendo, até, cedido parte do quintal que lhe pertencia -e se encontrava ao abandono- aos vizinhos do R/c Fundos, a Dª. M e o seu marido, o Sr. S).
Segundo consta nos ancestrais arquivos do meu prédio (ou seja, na memória da Dª. M), em tempos que já lá vão, a família do Dr. AJ morava praticamente toda lá no prédio. Existindo até um tia do Dr. AJ que, à semelhança da actual proprietária do 1º Esq., gostava muito de dar comida aos gatos que viviam por ali nos quintais das traseiras (a única particularidade que destoa na loucura das duas figuras é que a actual moradora do 1º Esq. escolheu apenas 1 gata dos quintais para sua "protegida", ao passo que a tia do Dr. AJ era aos 20 e aos 30 gatos!).
No R/c Fundos (uma porta que mal se vê quando entramos no prédio, pois fica meio desnivelada entre o R/c Dto. e o R/c Esq., ao fundo de umas escadas), moram a Dª. M, o Sr. S, seu marido e a R, filha de ambos.
A Dª. M vende peixe congelado na Praça (ou mercado) de Benfica (curiosamente, na banca ao lado da senhora onde a minha mãe já costumava comprar peixe, o que fez com que, desde a minha mudança lá para o prédio, se criassem alguns laços mais estreitos entre as nossas famílias – sobretudo, porque a Dª. M pensa que eu sou daquele tipo de vizinhas que não dá trabalho nenhum e não chateia ninguém), mas continua a manter alguns dos maneirismos da sua antiga profissão, pois é ela quem recebe sempre (quase) de braços abertos os novos vizinhos que se mudam lá para o prédio e quem continua a colocar o caixote do lixo na rua (tarefa partilhada com a Dª. L do R/c Dto.).
O seu marido, o Sr. S, oito anos mais velho do que ela, trabalha no ramo da construção civil (o que dá sempre jeito, quando temos algum problema na canalização e outros afins) e, apesar de ser muito castiço, quando o encontramos nas escadas ou na rua, temos que fingir que vamos sempre com muita pressa, porque ele fala pelos cotovelos (daquele “falar” que se assemelha mais a um monólogo).
A R, tem 18 anos (é a filha mais nova, fruto de uma gravidez tardia, que a médica de família pensava ser apenas um tumor no estômago da sua mãe) e entrou agora para a universidade... tal como duas das suas irmãs, para um curso que lhe dê para ser professora.
Consta que foi habitação de uma senhora de ascendência inglesa, que de lady não tinha nada, na medida em que, segundo consta nos autos dos vizinhos, deixou dívidas em todas as lojas da vizinhança e na conta do Condomínio, bem como o apartamento hipotecado em 3 instituições bancárias.
Há alguns largos meses, começou a haver um corrupio lá na porta ao lado, com gente a entrar com ferramentas e a sair com baldes de areia. Tendo o Sr. S descoberto que o apartamento fora vendido a um outro senhor, que o comprara para oferecer à filha. Até à data, continua a não morar lá ninguém (felizmente para mim! Só espero que o mesmo permaneça assim por muitos e longos anos!) e as obras tornaram-se mais esporádicas, já parecendo as famosas “obras de Santa Engrácia”.
Por cima do meu andar, no 2º Esq., mora uma senhora com a filha.
O seu apelido é “Manso”, mas de tranquila ela não tem nada, pois os sons que vêm lá de cima, a altas horas da noite, e me entram pela casa abaixo, mais parecem provocados pelos pés de um elefante ou pelas mãos de um hipopótamo.
A senhora “manso” trata-me sempre com um misto de cautela, olhar de louca e uma delicadeza demasiado forçada… talvez porque, quando fomos apresentadas, o seu primo (que, por acaso, até é o actual administrador do Condomínio) pediu-me, em tom de brincadeira, para o avisar se a sua prima fizesse muito barulho (como nunca o fiz até à data, a senhora “manso” deve andar sempre na expectativa... o que deve ser mesmo aterrador!).
Um casal de imigrantes (portanto!), nada mal sucedido, que já conseguiu arranjar dinheiro para comprar um carrinho topo de gama (cujo alarme toca todas as noites, ao chegarem a casa) e que subalugava um dos quartos de sua casa a um outro casal de compatriotas (bem mais problemáticos do que eles, na medida em que, antes de terem sido recambiados para outro qualquer quarto subalugado, tinham todas as noites discussões de faca e alguidar).
O único conflito de culturas que temos com eles é o facto de sacudirem sempre na janela da rua principal os seus tapetes e roupas de cama, que acabam por conspurcar as varandas (que ainda não foram fechadas de alto a baixo com o “belo” do alumínio) dos restantes vizinhos.
No 3º Esq. mora o Sr. F, com a esposa e 2 filhos.
Meteorologista de profissão, é quem fornece os relatórios preliminares para os vizinhos (mais antigos) saberem se podem ir de férias no mês X ou no mês Y.
Praticamente nunca se ouvem, nem incomodam ninguém, salvo quando a A desce as escadas com os seus sapatos fashion de saltos.
Quando ambas as raparigas foram morar para o mesmo apartamento lá no prédio, apesar de todos os vizinhos comentarem que as meninas deveriam ser estudantes e partilharem a casa, estou em crer seriamente que a todos eles tenha mas é passado pelo espírito o mesmo pensamento tortuoso: que, afinal, elas formavam era um casalzinho desses mais para a frentéx. Dúvida que veio, mais recentemente, a ser esclarecida quando a A passou, algumas vezes, a entrar em casa acompanhada por um desses moçoilos finórios, com ar de quem trabalha ao balcão de uma qualquer instituição bancária.
Constatação mais recente sobre os habitantes do meu prédio (depois de ter redigido este post): - à medida que se vai subindo os andares do meu prédio, conheço menos as pessoas que moram nos andares superiores, do que nos inferiores!...
Depois faltava ainda falar dos vizinhos dos prédios ao lado… que, também, são umas boas peças sobre as quais divagar!...
Mas a esses dedicarei algum tempo noutro post, porque este já vai longo!
quarta-feira, 19 de outubro de 2005
Sugestão do sítio do costume:
Foto disponível em: http://wwws.warnerbros.fr/corpsebride/Enquanto não consigo arranjar tempo para terminar um dos muitos posts que tenho para aqui colocar, mas que ainda se encontra em versão draft...
terça-feira, 18 de outubro de 2005
As minhas 'nininhas


Como ainda não tive oportunidade de aqui escrever sobre as minhas meninas lá de casa, deixo 2 fotozinhas...
Prometendo, desde já, dedicar algum tempo às suas histórias por aqui!...
Quem vê estas duas beldades (baixo: Mary Poppins; cima: Boneca) assim tão descansadinhas a dormir, nem imagina bem as terroristas que andam à solta aqui por casa :)))
segunda-feira, 17 de outubro de 2005
A 1000 à hora!...

A única diferença é que, desta vez, o sistema de polivalência que é trabalhar numa ONG (organização não-governamental) foi levado ao rubro, quando, de há alguns meses a esta data, para além de coordenadora de projecto, passei a assumir (ou melhor, fizeram-me assumir!), também, as funções de secretária e telefonista!...
sábado, 15 de outubro de 2005
O António já nasceu!!!
Depois disso, foi a agitação do costume: um nervosismo diabólico, cigarro atrás de cigarro, o Tiago & Sónia a telefonarem a perguntar se já havia mais novidades e nada...
Até às 5h45, quando o pai da criança, o Zé, finalmente, seguindo as directivas da Patrícia, envia um sms a todos os amigos que se encontravam na tal lista que a Patrícia lhe tinha deixado, a dizer que o António já tinha nascido e que tinha corrido tudo bem.
E ainda bem!...
Mais uma vez, os novos meios de comunicação funcionaram às mil maravilhas e, ainda que não pudéssemos estar presentes num acontecimento tão importante da vida dos nossos amigos (no fundo, há que saber deixar sempre um pouco de intimidade às pessoas), pudémos partilhar um pouco da sua felicidade.
Com algum receio de o acordar, depois das horas a que tinha recebido o tal sms, liguei-lhe hoje, por volta da hora do almoço, e fiquei mesmo super contente de ouvir a sua voz ainda embevecida e toda emocionada, dizer-me que o António nasceu às 2 horas e picos da madrugada de 15/10/05, com 3 kgs. e tal e é lindo e tem umas feições muito bem delineadas e marcadas.
Os nascimentos são sempre momentos especiais... muito mais ainda quando se trata do filho dos nossos melhores amigos!
Agora, estamos todos em pulgas para conhecer o António, falar com a Patrícia e estar um pouco com eles... ainda que seja só daqui a uma semana.


