segunda-feira, 24 de outubro de 2005

Quando o Natal se aproxima...

Há uma coisa para a qual ainda não consegui encontrar uma explicação minimamente lógica, plausível e aceitável: porque é que, quando as lojas começam a colocar nas suas montras, para venda, aqueles enfeites e decorações alusivos ao Natal (como sucedeu este fim-de-semana que passou), as pessoas começam a andar muito mais agitadas, com pressa e sem nenhum respeito pelas outras pessoas?
Compreendo, perfeitamente, que tal possa suceder algumas semanas antes do Natal, quando andamos todos um bocado à nora à procura de 2 ou 3 últimas prendas para a família.
Mas a verdade é que acho bastante curioso e, para ser franca, de uma imbecilidade atroz, que tal aconteça, nesta altura, única e simplesmente, por causa de enfeites de Natal!!!
Porque, se formos a ver bem as coisas, não é como se todos os enfeites e decorações de Natal fossem desaparecer, de um momento para o outro, a quase 2 meses do Natal, esgotando-se, assim, os seus stocks nas lojas, e não se realizando o Natal, certo?!
Então, continuo na minha, porque é que as pessoas começam a ficar assim tão agitadas e stressadas com esta época (dita, supostamente, de paz e alegria)??
Se calhar, não tem mesmo explicação possível!...
De qualquer modo, falando de Natal e de agitação...
Este ano, consegui ser (ainda) mais rápida do que as lojas nos centros comerciais a colocarem nas montras as decorações e enfeites de Natal para venda... e, no final do mês passado, já tinha conseguido reunir todos os postais que vou enviar este ano aos amigos (alguns que costumo mandar imprimir na Foto-Flash com fotos tiradas por mim e mais uns quantos da UNICEF - que, este ano, tem postais magníficos!)!

Eu sei que pode parecer um bocado antiquado, na actual época da globalização das comunicações, estarmos a enviar postais, ainda por cima, escritos à mão!... Sobretudo, quando, também, não damos um grande significado ao Natal.
Mas a verdade é que, para além de eu ter uma pancada mesmo muito forte por postais (aliás, por quase todos os artigos de papelaria, com maior ênfase nos cadernos e blocos, que se vão acumulando lá em casa, sem grande utilização), continuo a achar imensa piada a poder transmitir desta forma alguns pensamentos aos amigos mais chegados.

domingo, 23 de outubro de 2005

Pequenos Tesouros



Esta tarde, enquanto arrumava a minha antiga escrivaninha, em casa da minha mãe (uma das 2 ou 3 coisas que ainda ficou pendente, após a minha mudança para a casa nova), descobri uma série de coisas das quais já nem me recordava: fotografias antigas em que já nem sequer nos reconhecemos, cartas e postais de amigos (alguns dos quais nunca mais voltámos sequer a rever), poemas da adolescência, cadernos do liceu, transcrições de letras de músicas antigas, posters, cartões da escola onde andámos...
Enfim, aquelas coisas que vamos acumulando ao longo dos anos porque, pura e simplesmente, achamos sempre que, um dia mais tarde, hão de servir para algo (nesse ponto, "saio" um bocado ao meu avô, que, até hoje, continuo a guardar o mais ínfimo papelinho que seja), ou porque na altura em que as guardámos não nos apetecia desfazermo-nos delas pois tinham um qualquer significado importante para nós... significado esse que, agora, já não recordamos exactamente.
E assim, ao fim de um certo tempo, porque já não temos mesmo onde ir guardando tantas recordações paupáveis das nossas vidas (no fundo, é isso que elas são!), acabamos por ter que proceder a uma árdua selecção e deitar algumas delas para o lixo... porque vamos sempre tendo que arranjar espaço para outras recordações "mais novas" que vão aparecendo.
A vida é assim mesmo, e não há nada a fazer (quando não, as nossas casas acabariam por se assemelhar a grandes depósitos de tralha, como numa loja de ferro-velho)!...
De qualquer modo, apesar de ser quase sempre angustiante ter que fazer esta selecção (pelo menos para mim, é!), hoje sinto-me alegre como uma criança de 2 anos, pois o facto é que, no meio de tanta tralha, acabei por descobrir alguns tesouros (esses sim!) inestimáveis para mim, como estes desenhos que fiz em 1994/95, a primeira edição em BD do "Star Wars - O Regresso de Jedi" e estas bonecas feitas em palha (que sempre adorei).

sábado, 22 de outubro de 2005

Dica sobre Orquídeas







A primeira planta que comprei, quando me mudei cá para casa, foi uma orquídea phalaenopsis, violeta e branca.
Tratei dela cuidadosamente, seguindo todas as regras que fui aprendendo na internet, porque a verdade é que não percebia lá grande coisa destas flores (para além do simples facto de, quando vivi em França, a Line & Eric, depois de regressarem das suas viagens ao sudeste asiático na AirFrance, me oferecerem algumas destas flores em bouquets).
Entretanto, a dada altura, as flores começaram a cair, uma a uma (o que é normal!)...
O problema colocou-se foi quando, após a queda de todas as flores, tive que podar a minha orquídea!...
Cortei um bocado a mais os ramos ("pés") e a pobre coitada da orquídea ainda foi sobrevivendo a muito custo (apenas com 2 folhas, tendo nascido mais uma... o que me deixou uma réstea de esperança)... Até que hoje, deu as últimas!...
Por isso, deixo-vos aqui um conselho de jardineira (inexperiente): deixem sempre pelo menos 10 cm. de ramo, antes de se aventurarem a querer podar as vossas orquídeas.
Agora, comprei uma árvore bonsai para colocar no local onde outrora se encontrava a orquídea. Vamos lá ver se me saio melhor (apesar da tarefa também não ser nada fácil)!

sexta-feira, 21 de outubro de 2005

Postcrossing

Postal de Genevieve Casey, adaptado de uma fotografia que tirou,
em dupla exposição, a borboletas "Monarch" no seu jardim.


Apesar da chuva, do dia triste e cinzento, do mau humor e falta de paciência das pessoas nos transportes públicos... o meu dia terminou melhor do que começou ;)

Ao chegar a casa, tinha na minha caixa de correio, o 1º postal recebido através do "Postcrossing", um projecto muito interessante de troca de postais com outros utilizadores (em vários pontos do mundo), através de um sistema random criado por um português (imagine-se! ;)

Adorei a experiência!...

Dia de Chuva...


Hoje não parou de chover!...
É verdade que a chuva também já era necessária, mas o dia é que esteve mesmo triste e cinzento...
E, em dias assim, não apetece fazer nada e ficamos numa apatia e melancolia generalizadas.
Pelo menos, comigo é o que costuma acontecer, nestes primeiros dias invernais... a falta da luminosidade do sol afecta-me bastante o estado geral de humor (acho que tem a ver com neurastenia ou um outro qualquer termo técnico... e há quem sofra mais disto do que outros).
Para ver se animava um bocado, decidi aceitar o convite de 2 colegas e fomos almoçar a um novo restaurante vegetariano, ao pé da Praça do Chile.
A comida era óptima... aconselho vivamente!...
Mas continuo muito "down"!...

quinta-feira, 20 de outubro de 2005

O meu Prédio

O meu prédio tem 3 andares e fica numa daquelas ruas tipicamente lisboetas, onde praticamente todos os vizinhos e comerciantes se conhecem e dizem os “Bons dias” uns aos outros… e onde, à noite, pelo menos uma vez por semana, vem uma ambulância do INEM ou de um qualquer hospital buscar alguém, devido à média etária da população residente.

O meu prédio foi construído em 1950 e pertencia, segundo consta na certidão da 5ª Conservatória do Registo Predial de Lisboa, a famílias de militares.
Aliás, lá na minha rua, há para aí uns 6 prédios - todos lado a lado - com a mesma traça arquitectónica, cuja utilização, provavelmente, se prendia com os mesmos fins.

De há uns tempos para cá que, como boa antropóloga que se preze, tenho vindo a reparar numa série de características dos habitantes do meu prédio, que me levam a acreditar piamente que eles mais parecem saídos da ficção. Ou seja, nunca o surrealismo teve um sinónimo tão exacto e perfeito como aqui no meu prédio!...

Provavelmente, tem tudo uma explicação muito lógica e plausível, que se prende com o facto de, durante mais de 20 anos, ter vivido com a minha família num daqueles prédios enormes: com 12 andares e 5 moradores em cada um deles, onde, ao fim de um certo tempo, deixamos de conseguir conhecer a cara de toda a gente que ali mora… porque 60 famílias num só prédio, acaba por ser muita gente junta!!!
Desta forma, talvez o facto de, há cerca de 10 meses, ter começado a viver num microcosmos proporcionalmente bem mais pequeno, me tenha afectado o juízo e feito distorcer um pouco a forma como vejo a realidade.

De qualquer modo, a verdade é que esta nova vidinha de habitante de um prédio de 3 andares se tem revelado muito interessante… daí ter resolvido escrever sobre os meus vizinhos, sem que isso implique, logicamente, que esteja a dizer mal deles ou o que quer que seja! Apenas os acho interessantes e dignos de figurarem nestas parcas 4 páginas (se este post tivesse sido publicado em versão Word, note-se de passagem!).
Por uma questão de privacidade, optei por os mencionar apenas pela primeira letra do seu nome (de modo, também, a que nenhum deles possa, eventualmente, descobrir este post na Internet... e depois ainda venho a ter problemas).

Curiosamente, nunca me interessou muito saber quem é que viveu no meu andar (o 1º Esq.), antes de mim!...
Porque, como diz a Vanessa, uma amiga minha que mora em Londres (num daqueles apartamentos do século passado, em que existem ratos nos esgotos, de um tamanho inverosímil, como os que dizem existir no Convento de Mafra), nunca se sabe se o anterior proprietário ali morreu e em que condição poderá o seu fantasma regressar (o que quer que isso queira dizer!).
Parece que o meu andar foi pertença do Dr. J e da Dª. ML, 2 velhinhos muito bem dispostos que, nas reuniões de Condomínio, me tratam sempre como se fosse uma neta e passam mais de três quartos da reunião a relembrar como o prédio e os seus sucessivos habitantes eram, quando eles ainda eram novos (aliás, até há bem pouco tempo atrás, antes de ter sido constituída a propriedade horizontal do edifício, eram eles os donos de mais de metade do prédio).
O Dr. J e a Dª. ML alugavam regularmente o meu actual apartamento; sendo que o último inquilino terá sido um velhote, que faleceu, mas do qual ainda hoje recebo as missivas do Ministério das Finanças.

A Dª. L é a inquilina do R/c Dto. (um dos que ainda é pertença dos supra mencionados Dr. J e da Dª. ML).
É a típica vizinha que sabe (e conta) a vida de todos os vizinhos do prédio… com a leve nuance de não o fazer por mal, mas, pura e simplesmente, porque, para além de guardar religiosamente o correio XL (extra-large) que chega para os vizinhos e de tratar dos afazeres de uma velhota de um prédio do outro lado da rua, não tem mais nada para fazer.
A Dª. L tem uma gata preta (que, segundo ela, ri –ou faz um som similar ao do riso humano-, quando lhe fazem cócegas na barriga) e o cabelo mais negro que já vi em dias da minha vida (apesar de a senhora já ter para aí uns 60 e poucos anos)… conjugação essa que, inicialmente, das inúmeras vezes que a via à sua janela a observar quem passava, fazia com que, aos meus olhos, a Dª. L se assemelhasse a uma daquelas bruxas das histórias para crianças.
Mais tarde, depois de inúmeras conversas de vão de escada sobre felinos (acaba por ser o nosso ponto comum, uma vez que, também, tenho 2 gatas em casa), vim a perceber que, afinal, a Dª. L é uma pessoa muito sofrida, a quem dois dedos de conversa bastam para preencher o dia.
Por isso, cada vez que a volto a encontrar, mesmo que esteja muito cansada ou sem paciência alguma, acabo sempre por falar um pouco com a senhora sobre inúmeros assuntos, assim meio dispersos (sobretudo, quando ao final do dia, os vapores etílicos já lhe aqueceram a alma e a puseram de bom humor e a rir descontroladamente).
Pretensiosismo à parte… cada vez que "dou" um pouco de conversa à Dª. L, sinto-me sempre como a Amélie Poulain (personagem principal no filme de Jean Pierre Jeunet), na cena em que ela sussurra ao ouvido de um cego - como se de uma dança se tratasse - a descrição de tudo aquilo que há de maravilhoso e belo no quotidiano da Rue Lepic, em Montmartre.
Claro está que Benfica não tem o mesmo tipo de encantos que o 18º arroundissement de Paris (cada cidade tem a sua beleza muito própria!); mas, pelo menos, sinto que ao dar um pouco de atenção à Dª. L (de quem nem sequer conheço a história da tal vida sofrida, que se lhe espelha no rosto!) lhe alegro um pouco o dia e a sua existência de vizinha mais bem informada do prédio.
Ao lado (no R/c Esq.) é o consultório do Dr. AJ (onde se costumam realizar as reuniões de Condomínio), que já servia as mesmas funções, anteriormente, para o seu pai. Ou seja, a tradição do negócio de família tem vindo a manter-se!...
O Dr. AJ, cinquentão, é médico de clínica geral mas, como partilha o seu consultório com um psicólogo, deve ter sofrido algumas das suas influências, porque também adquiriu aquele ar meio alucinado e despistado que todos os psicólogos têm (como se, também, eles precisassem de se deitar num divan ou numa méridienne –como a de Sigmund Freud- para falar sobre os seus problemas).
Fora os seus horários de consulta, o Dr. AJ não passa muito tempo lá no prédio, mas mantém uma relação afável praticamente com todos os vizinhos (tendo, até, cedido parte do quintal que lhe pertencia -e se encontrava ao abandono- aos vizinhos do R/c Fundos, a Dª. M e o seu marido, o Sr. S).
Segundo consta nos ancestrais arquivos do meu prédio (ou seja, na memória da Dª. M), em tempos que já lá vão, a família do Dr. AJ morava praticamente toda lá no prédio. Existindo até um tia do Dr. AJ que, à semelhança da actual proprietária do 1º Esq., gostava muito de dar comida aos gatos que viviam por ali nos quintais das traseiras (a única particularidade que destoa na loucura das duas figuras é que a actual moradora do 1º Esq. escolheu apenas 1 gata dos quintais para sua "protegida", ao passo que a tia do Dr. AJ era aos 20 e aos 30 gatos!).

No R/c Fundos (uma porta que mal se vê quando entramos no prédio, pois fica meio desnivelada entre o R/c Dto. e o R/c Esq., ao fundo de umas escadas), moram a Dª. M, o Sr. S, seu marido e a R, filha de ambos.
Como já foi dito, a Dª. M, aos 57 anos, é a memória viva do nosso prédio, o registo ancestral de todos os moradores que por ali passaram e de todas as situações que se viveram… porque, noutros tempos (antes do prédio ter passado a propriedade horizontal e de ela ter comprado a sua casa), a Dª. M era a porteira - profissão que exercia há cerca de 30 anos, desde que para ali tinha ido viver e que ali vira nascerem e crescerem os seus 5 filhos.
A Dª. M vende peixe congelado na Praça (ou mercado) de Benfica (curiosamente, na banca ao lado da senhora onde a minha mãe já costumava comprar peixe, o que fez com que, desde a minha mudança lá para o prédio, se criassem alguns laços mais estreitos entre as nossas famílias – sobretudo, porque a Dª. M pensa que eu sou daquele tipo de vizinhas que não dá trabalho nenhum e não chateia ninguém), mas continua a manter alguns dos maneirismos da sua antiga profissão, pois é ela quem recebe sempre (quase) de braços abertos os novos vizinhos que se mudam lá para o prédio e quem continua a colocar o caixote do lixo na rua (tarefa partilhada com a Dª. L do R/c Dto.).
O seu marido, o Sr. S, oito anos mais velho do que ela, trabalha no ramo da construção civil (o que dá sempre jeito, quando temos algum problema na canalização e outros afins) e, apesar de ser muito castiço, quando o encontramos nas escadas ou na rua, temos que fingir que vamos sempre com muita pressa, porque ele fala pelos cotovelos (daquele “falar” que se assemelha mais a um monólogo).
A R, tem 18 anos (é a filha mais nova, fruto de uma gravidez tardia, que a médica de família pensava ser apenas um tumor no estômago da sua mãe) e entrou agora para a universidade... tal como duas das suas irmãs, para um curso que lhe dê para ser professora.
No 1º Dto., ao meu lado, já não mora ninguém há alguns anos!...
Consta que foi habitação de uma senhora de ascendência inglesa, que de lady não tinha nada, na medida em que, segundo consta nos autos dos vizinhos, deixou dívidas em todas as lojas da vizinhança e na conta do Condomínio, bem como o apartamento hipotecado em 3 instituições bancárias.
Há alguns largos meses, começou a haver um corrupio lá na porta ao lado, com gente a entrar com ferramentas e a sair com baldes de areia. Tendo o Sr. S descoberto que o apartamento fora vendido a um outro senhor, que o comprara para oferecer à filha. Até à data, continua a não morar lá ninguém (felizmente para mim! Só espero que o mesmo permaneça assim por muitos e longos anos!) e as obras tornaram-se mais esporádicas, já parecendo as famosas “obras de Santa Engrácia”.

Por cima do meu andar, no 2º Esq., mora uma senhora com a filha.
O seu apelido é “Manso”, mas de tranquila ela não tem nada, pois os sons que vêm lá de cima, a altas horas da noite, e me entram pela casa abaixo, mais parecem provocados pelos pés de um elefante ou pelas mãos de um hipopótamo.
A senhora “manso” trata-me sempre com um misto de cautela, olhar de louca e uma delicadeza demasiado forçada… talvez porque, quando fomos apresentadas, o seu primo (que, por acaso, até é o actual administrador do Condomínio) pediu-me, em tom de brincadeira, para o avisar se a sua prima fizesse muito barulho (como nunca o fiz até à data, a senhora “manso” deve andar sempre na expectativa... o que deve ser mesmo aterrador!).
Ao seu lado, no 2º Dto., alugou casa (a um outro morador cujo paradeiro anda, há algum tempo, desconhecido e que tem, também, bastantes dívidas no Condomínio) um casal de ucranianos com uma filha de 5 anos.
Um casal de imigrantes (portanto!), nada mal sucedido, que já conseguiu arranjar dinheiro para comprar um carrinho topo de gama (cujo alarme toca todas as noites, ao chegarem a casa) e que subalugava um dos quartos de sua casa a um outro casal de compatriotas (bem mais problemáticos do que eles, na medida em que, antes de terem sido recambiados para outro qualquer quarto subalugado, tinham todas as noites discussões de faca e alguidar).
O único conflito de culturas que temos com eles é o facto de sacudirem sempre na janela da rua principal os seus tapetes e roupas de cama, que acabam por conspurcar as varandas (que ainda não foram fechadas de alto a baixo com o “belo” do alumínio) dos restantes vizinhos.

No 3º Esq. mora o Sr. F, com a esposa e 2 filhos.
Meteorologista de profissão, é quem fornece os relatórios preliminares para os vizinhos (mais antigos) saberem se podem ir de férias no mês X ou no mês Y.
É, provavelmente, também, devido ao facto deste senhor saber tanta coisa a propósito das nuvens e da pluviosidade que a sua esposa, cada vez que sacode a toalha do jantar, deixa sempre cair no quintal da vizinha do R/c Dto. os talheres utilizados durante as refeições.
Ao seu lado, no 3º Dto. (casa que, infelizmente, esteve quase para ser minha, devido ao ror de tempo de que precisei para conseguir o empréstimo bancário… e que quase me ia fazendo perder o meu belo 1º Esq.), mora a A e uma outra rapariga.
Praticamente nunca se ouvem, nem incomodam ninguém, salvo quando a A desce as escadas com os seus sapatos fashion de saltos.
Quando ambas as raparigas foram morar para o mesmo apartamento lá no prédio, apesar de todos os vizinhos comentarem que as meninas deveriam ser estudantes e partilharem a casa, estou em crer seriamente que a todos eles tenha mas é passado pelo espírito o mesmo pensamento tortuoso: que, afinal, elas formavam era um casalzinho desses mais para a frentéx. Dúvida que veio, mais recentemente, a ser esclarecida quando a A passou, algumas vezes, a entrar em casa acompanhada por um desses moçoilos finórios, com ar de quem trabalha ao balcão de uma qualquer instituição bancária.


Constatação mais recente sobre os habitantes do meu prédio (depois de ter redigido este post): - à medida que se vai subindo os andares do meu prédio, conheço menos as pessoas que moram nos andares superiores, do que nos inferiores!...

Depois faltava ainda falar dos vizinhos dos prédios ao lado… que, também, são umas boas peças sobre as quais divagar!...
Mas a esses dedicarei algum tempo noutro post, porque este já vai longo!

quarta-feira, 19 de outubro de 2005

Sugestão do sítio do costume:

Foto disponível em: http://wwws.warnerbros.fr/corpsebride/

Enquanto não consigo arranjar tempo para terminar um dos muitos posts que tenho para aqui colocar, mas que ainda se encontra em versão draft...
Deixo-vos aqui a sugestão de um realizador (um dos meus realizadores fétiche!) e de um filme (ainda por estrear em Portugal, mas que "sai" hoje em França - tendo o Bruno enviado-me o link do site oficial francês): TIM BURTON e "The Corpse Bride".
Depois de "Charlie e a Fábrica de Chocolate" (um hino à excentricidade e ao talento de Johnny Deep), Tim Burton regressa ao filme-animação, em que se iniciou (quem não se recorda de "The Nightmare Before Christmas") e em que é simplesmente fantástico: não só pela qualidade dos seus desenhos (muitos dos quais, aliás, podem também ser encontrados em livros, supostamente, para crianças, mas que apenas os adultos deveriam ler), como, sobretudo, pela sua imaginação delirante, pelos ambientes que cria e pelas personagens meio góticos mas sempre embuídas de uma fineza muito súbtil.
Aliás, em minha opinião, uma das características mais curiosas/valiosas deste realizador é que consegue sempre contar uma história com um final mais ou menos "moralizante" sem ser tão lamechas como os filmes de Walt Disney (por exemplo: "Edward Scissorhands")... e onde, ainda, por cima, reina um humor negro muito requintado (só compreendido na íntegra pelos poucos que o sabem verdadeiramente apreciar).
Alguns links:

terça-feira, 18 de outubro de 2005

As minhas 'nininhas




Como ainda não tive oportunidade de aqui escrever sobre as minhas meninas lá de casa, deixo 2 fotozinhas...

Prometendo, desde já, dedicar algum tempo às suas histórias por aqui!...

Quem vê estas duas beldades (baixo: Mary Poppins; cima: Boneca) assim tão descansadinhas a dormir, nem imagina bem as terroristas que andam à solta aqui por casa :)))

segunda-feira, 17 de outubro de 2005

A 1000 à hora!...



Nestas últimas semanas de Outubro, recomeçou novamente o ritmo alucinante lá no emprego!...É sempre assim, antes das festas do final do ano: auditorias, 1001 sessões a preparar... Parece que é só para acharmos que estamos a terminar o ano em beleza, ou qualquer coisa do género!

A única diferença é que, desta vez, o sistema de polivalência que é trabalhar numa ONG (organização não-governamental) foi levado ao rubro, quando, de há alguns meses a esta data, para além de coordenadora de projecto, passei a assumir (ou melhor, fizeram-me assumir!), também, as funções de secretária e telefonista!...
Tem sido descomunal, como é de imaginar!...
O que me tem custado mais, à parte o ritmo alucinante, é mesmo o facto de acabar por não conseguir fazer nada de jeito das inúmeras tarefas que tenho... uma vez que se torna complicado desligar o botão do cérebro da tarefa que temos entre mãos, para sermos interrompidos e termos que pensar noutra tarefa 180º graus diferente da primeira, e, quando terminamos a 2ª tarefa, voltarmos a ligar o cérebro para a primeira tarefa que estávamos a fazer.
Logicamente, mais tarde ou mais cedo, a coisa dará para o torto, pois o sistema começará a entrar em ruptura com tanta confusão de liga e desliga.
Mas até lá...

sábado, 15 de outubro de 2005

O António já nasceu!!!

Tudo começou ontem à tarde, às 18h40, com um sms da Patrícia a dizer que lhe tinham rebentado as águas e que ia a caminho do hospital!...

Depois disso, foi a agitação do costume: um nervosismo diabólico, cigarro atrás de cigarro, o Tiago & Sónia a telefonarem a perguntar se já havia mais novidades e nada...

Até às 5h45, quando o pai da criança, o Zé, finalmente, seguindo as directivas da Patrícia, envia um sms a todos os amigos que se encontravam na tal lista que a Patrícia lhe tinha deixado, a dizer que o António já tinha nascido e que tinha corrido tudo bem.
E ainda bem!...

Mais uma vez, os novos meios de comunicação funcionaram às mil maravilhas e, ainda que não pudéssemos estar presentes num acontecimento tão importante da vida dos nossos amigos (no fundo, há que saber deixar sempre um pouco de intimidade às pessoas), pudémos partilhar um pouco da sua felicidade.

Com algum receio de o acordar, depois das horas a que tinha recebido o tal sms, liguei-lhe hoje, por volta da hora do almoço, e fiquei mesmo super contente de ouvir a sua voz ainda embevecida e toda emocionada, dizer-me que o António nasceu às 2 horas e picos da madrugada de 15/10/05, com 3 kgs. e tal e é lindo e tem umas feições muito bem delineadas e marcadas.

Os nascimentos são sempre momentos especiais... muito mais ainda quando se trata do filho dos nossos melhores amigos!

Agora, estamos todos em pulgas para conhecer o António, falar com a Patrícia e estar um pouco com eles... ainda que seja só daqui a uma semana.