Uma coisa que me consegue irritar sobremaneira e tirar do sério são aquelas pessoas que acham que são o centro do mundo (delas e do dos outros)!...
Tudo o que fazem, pensam e dizem gira egocêntrica e doentiamente à sua volta… nunca conseguindo sequer ouvir ou deixar falar os outros e, no meio deste solilóquio todo, conseguem mesmo tirar a paciência a um santo!
A situação torna-se pior ainda quando, em casos concretos e muito pontuais, essas pessoas passam a azucrinar obsessivamente a vida de alguém!...
Imaginem, por exemplo, quando alguém termina uma relação de namoro, aos 20 e poucos anos, porque as coisas não estavam bem… e terminam por, também, não acabar bem, havendo dissabores de parte a parte.
Imaginem, então, que, passados 5 anos desse término, uma das partes envolvidas continua a querer manter contacto com quem terminou a relação: enviando e-mails, descobrindo o novo contacto da pessoa, colocando outras pessoas a tentarem interceder na relação, metamorfoseando-se sempre como se quisesse continuar nosso amigo.
Isto para mim não é normal!...
Quando uma relação termina bem e as pessoas são suficientemente maduras, é normal que, após um certo período de “luto”, se reate uma amizade e as pessoas até cresçam com essa situação; mas, na minha maneira de ver as coisas (que pode ser um pouco dura e cruel! Lamento!), quando algo acaba mal, está acabado… já não se deve sequer falar mais nisso, correndo-se o risco de se estar a querer ressuscitar um morto (o que, também, não é muito normal, diga-se de passagem)!
Logo, também, não é muito normal que passados mais 3 anos (8 no total, desde que a relação terminou) sobre o facto de a pessoa ter levado com os pés novamente, continue a tentar reatar o que quer que seja, chegando mesmo ao ponto de procurar o nosso nome na Internet, descobrir um fórum online onde estamos e nos passar a enviar mais mensagens, tentando reatar uma suposta relação de amizade… falando egocentricamente sobre si e sobre o facto de nunca o termos voltado a contactar.
Por tudo isto é que hoje me sinto mesmo como se tivesse entrado direitinha no Bates Motel do “Psycho”!...