terça-feira, 27 de setembro de 2005

15/09/05 - Ninushka






Hoje comecei a dar ração seca a uma gata que anda nos quintais das traseiras do meu prédio, e que adora pôr-se a olhar quando estou à janela com uma das minhas gatas (a Mary Poppins).



06/09/05 - 19h00 - Na varanda de minha casa






Na varanda de minha casa...
Rego as plantas todos os dias e gosto das cores e formas que as flores vão tomando, porque dá também um bocadinho de cor ao meu dia, quando olho para elas.

Na varanda de minha casa, esta tarde, enquanto regava as plantas, passou uma senhora de idade que, acompanhada pelo seu marido, me perguntou:
- "São naturais?"

Olhei, sorri e disse-lhe que sim.

E a senhora sorriu também e respondeu-me:
- "São muito bonitas. Está muito bonita toda a varanda."

- "Muito obrigada" - respondi-lhe e sorri.
E sorrimos os 3.

Num mundo onde já ninguém sorri a ninguém na rua, porque, aparentemente, já não há motivos para o fazer, é bom saber que a varanda de minha casa e as minhas plantas puderam dar assim um pouco de alegria a alguém que passava.

sexta-feira, 2 de setembro de 2005

Realidade Vs. Ficção Científica

"Pilhagens em Nova Orleães. Militares prontos para matar."
In "Expresso Online" - 02/09/05

Trezentos soldados de regresso do Iraque, armados com espingardas de assalto M-16, estão em Nova Orleães com autorização para abrir fogo sobre os autores de pilhagens. A governadora do Luisiana, Kathleen Blanco, confirmou que «300 soldados da Guarda Nacional do Arkansas que chegaram a Nova Orleães. Estão de regresso do Iraque, bem treinados, aguerridos, e com ordens minhas para assumirem o controlo das ruas» da cidade.
«Estão equipados com M-16 carregadas. Sabem como atirar e matar e são mais do que voluntários para o fazer se necessário. Espero que o façam», acrescentou Blanco, num tom extremamente firme. Por seu lado, o coronel Harry Whitehorn da Polícia do Estado da Luisiana indicou que a segurança na cidade, devastada pelo furacão «Katrina» e as inundações, é «má». O militar referiu que a anarquia que reina em torno do estádio Superdome, onde se encontram milhares de pessoas, assim como no bairro central de negócios «estabilizou».
(...)
Depois do que se passou em Inglaterra com a morte do cidadão brasileiro (confundido com um suposto terrorista pela polícia londrina), após os atentados de Julho, realmente, esta notícia agora dos Estados Unidos é mesmo de bradar aos céus, tal é a estúpidez!!!!
Quando nos pomos a imaginar que "contrataram" militares para tomarem conta da situação anárquica que se vive em Nova Orleães (ainda por cima, com ordem para matar!!!), após a passagem do furacão Katrina, só podemos sentir que este mundo está mesmo de pantanas e está tudo a ficar louco!...
Pensamos, então, que estamos, efectivamente, cada vez mais perto daquelas imagens dos filmes de ficção científica: em que a vida neste planeta deixou de ser possível, tudo é controlado por forças armadas a mando de alguns governos, a liberdade de expressão deixou de existir e a natureza já não é aquela que conhecíamos há alguns anos.

quinta-feira, 1 de setembro de 2005

A Indiferença

Hoje deixo-vos aqui um daqueles "forwards" que recebi por e-mail... que espelha bem o estado a que algumas pessoas já chegaram!...


Saiu no New York Times

"Os gerentes de uma Editora estão a tentar descobrir, porqueninguém notou que um dos seus empregados estava morto, sentado à sua mesa há CINCO DIAS, antes que alguém lhe perguntasse se estava bem?!

George Turklebaum, 51 anos, que trabalhava como Verificador de Texto numa firma de Nova Iorque há 30 anos, sofreu um ataque cardíaco no andar onde trabalhava (open space, sem divisórias) com outros 23 funcionários.
Ele morreu tranquilamente na segunda-feira, mas ninguém notou até ao sábado seguinte pela manhã, quando um funcionário da limpeza o questionou, porque ainda estava a trabalhar no fim de semana.
O seu chefe, Elliot Wachiaski disse:"O George era sempre o primeiro a chegar todos os dias e o último a sair no final do expediente, ninguém achou estranho que ele estivesse na mesma posição o tempo todo e não dissesse nada. Ele estava sempre envolvido no seu trabalho e fazia-o muito sozinho. "
A autópsia revelou que ele estava morto há cinco dias, depois de um ataque cardíaco.

Sugestão: De vez em quando acene aos seus colegas de trabalho. Certifique-se de que eles estão vivos !

Moral da história: Não trabalhe demais. Ninguém nota ou se importa mesmo.


Por isso, já sabem: sempre que virem um colega parado por mais de 5 minutos, ou sempre que chegarem aos empregos e já lá estiver alguém atrabalhar, dêem-lhe um encontrão, não vá o colega ter quinado...

segunda-feira, 29 de agosto de 2005

As 2ª feiras... e outros dias que tais!

Sempre me fez bastante confusão à cabeça, quando vou ou regresso do trabalho de metro, aquela agitação estúpida do pessoal que entra e sai das carruagens!...
Isto já para não falar que uma coisa que ultrapassa mesmo de todo esta minha consciência é o facto de de manhã, por volta das 8h, as pessoas irem todas agitadas, em carreiros como se fossem formigas, seguindo-se meticulosa e apressadamente para os seus locais de trabalho... ao passo que, à tarde, a partir das 18h30, o pessoal parece que vem todo a morrer e a arrastar-se nas escadas e corredores do metropolitano de Lisboa.
Se calhar sou eu que estou errada por não compreender minimamente este ritmo de todo e qualquer ser humano que trabalhe!...
Nã...
O mais certo, mesmo, é que tenho um metabolismo completamente disfuncional e diferente do dessa gente que, também, utiliza o metro.
Senão, vejamos: apesar de entrar às 9h30 da manhã, tento sempre apanhar os transportes meia hora mais cedo, que é para não "levar" com aquela gente toda que vem dos subúrbios e que impesta os transportes públicos com os seus cheiros... por isso, na maioria dos casos, não preciso de ir a correr e aos tropeções no metro, para conseguir chegar atempadamente ao escritório. Voilà!
Por outro lado, apesar de ter tirado o curso de Antropologia (área que aqui por estas bandas é o que se sabe!), tenho a sorte de trabalhar numa área que gosto muito (o que já não se poderá, talvez, dizer de cerca de 99% da população portuguesa!), e, talvez, por isso, à tarde, quando regresso do trabalho, não me sinto como alguém que tenha andado a correr a meia maratona (à semelhança das figurinhas dos meus "companheiros" de carruagem), nem me arrasto como um zombie...
O que me apetece mesmo, é chegar a casa sempre bem depressinha!... Ao aconchego do lar, ao meu espaço de tranquilidade.
Voilà!
Está, assim, visto que, realmente, o meu metabolismo é que deve funcionar 180º ao contrário do da maioria da população portuguesa... mas não me arrependo, porque, pelo menos, devo ganhar menos cabelos brancos e rugas do que eles! ;)

sexta-feira, 26 de agosto de 2005

As Sextas-Feiras são terríveis!...




... Felizmente, o fim-de-semana já aí está quase à porta!

quinta-feira, 25 de agosto de 2005

A Maldade Humana


Ontem de manhã, por volta das 8h, fui interpelada na rua por 2 senhoras "dos Jeovás" (que me enganaram bem, porque nem sequer levavam daquelas maletas "estilo Congresso", com as quais, normalmente, as topamos à distância!)... que me queriam "passar" a revelação divina que: "(...) a maldade humana existe neste mundo!".

Ora que rica revelação, ah?! Até parece que acabámos de descobrir a pólvora!...

Que o mundo está cheio de gentinha má e mesquinha, já nós sabíamos, certo?!
O que eu, muito sinceramente, continuo a não compreender é qual será o prazer mórbido destas pessoas em andarem a calcorrear as ruas da cidade a espalhar esta "boa nova"... quando, sobretudo, e na grande maioria dos casos, não fazem nada para ajudar a mudar esta situação!!

terça-feira, 23 de agosto de 2005

Tranquilidade...

[Foto: - Oceanário de Lisboa - Agosto 2005]
A imensa serenidade do fundo do mar... Que tranquilidade!
Seria bom se os nossos dias pudessem ser sempre assim.