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terça-feira, 25 de agosto de 2009

PARA ADOPÇÃO - MUITO URGENTE





Fotografias de Daniela
Arte final de Alexandra Carvalho

[Clicar na foto para ampliar]



Ler mais informações aqui.







quarta-feira, 5 de agosto de 2009

GV






Segundo alguns indivíduos, a escassez de meios financeiros é sempre uma "desculpa" para não se fazerem as coisas como se devem.

Eu acredito que, em tudo na nossa vida, quando se gosta daquilo que se faz, conseguimos sempre desenvencilharmos-nos (por vezes nem sabemos bem como!), dar o nosso melhor e proporcionar algo de bom e belo, em qualquer trabalho que estejamos a realizar.




Fotografias de Alexandra Carvalho



Esta manhã, tive oportunidade de visitar as instalações da GV (Grupo de Voluntários), que auxilia gatos de rua na zona de Cascais, e fiquei maravilhada com o que vi: um espaço, que poderia não ser o ideal, foi transformado em algo de possível e muito adequado para os animais que aí são recolhidos, tratados e dados para adopção.
Animais esses que, a julgar pelo que vi e aqui partilho em fotos, são felizes.

Muitos parabéns a todos os voluntários da GV pelo EXCELENTE trabalho!

Se todos nós fizéssemos um pouco naquilo que está ao nosso alcance, o mundo seria, de facto, um lugar muito mais bonito para se viver!




Nas instalações da GV encontram-se inúmeros gatos adultos e bebés a aguardarem que apareça alguém que lhes queira dar um lar, que se transforme no primeiro dia das suas novas vidas... conheça-os através do website da GV e dê um final feliz à estória de vida de um destes animais!






sexta-feira, 24 de julho de 2009

Resgatados do Canil/Gatil Municipal de Lisboa




Como não há uma sem duas sem três, este ano tivemos que voltar a entrar no Canil/Gatil Municipal de Lisboa...






... saiba mais sobre os animais resgatados, que se encontrarão brevemente para adopção, aqui.









domingo, 19 de julho de 2009

MIMI - Gatinha para adopção responsável







Fotografias de Maria P.
Arte final de Alexandra Carvalho



Caso esteja interessado em adoptar esta linda gatinha, clique na fotografia acima e contacte a Maria.

Ver mais informações aqui.

Lembre-se que adoptar um animal é um acto que implica responsabilidades, na medida em que a vida desse ser vivo passa a depender de si... seja responsável!









sábado, 16 de maio de 2009

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A Pantufinha já foi esterilizada










A Pantufinha foi esta tarde esterilizada.

Afinal, aquilo que presumíamos ser uma eventual gravidez, não passava de gordura a mais (acumulada nos tempos em que viveu sozinha nos quintais e, pelos vistos, era demasiado bem alimentada pela minha vizinha).



Um agradecimento muito especial à Cristina R., pelo importante apoio que nos deu!

E um imenso obrigada, também, à minha vizinha de baixo e a todos aqueles que com a aquisição de uma t-shirt do Bazar dos Ronrons contribuíram para esta esterilização.






terça-feira, 14 de abril de 2009

Mimos de Gata








Ao fim de, apenas, quatro dias, a Pantufinha começou a demonstrar a gata meiga que é.

Após lhe ter feito uma festinha no pescoço, derreteu-se toda (quiçá, relembrando os tempos em que tinha a atenção da sua dona) e, no dia seguinte, já me dava marradinhas nas pernas e miava a pedir mimo.

Ainda não ganhei a sua confiança plena, na medida em que, por vezes, quando lhe faço festas ainda me bufa e se esconde. Mas a seu tempo, a Pantufinha voltará a redescobrir os humanos.








terça-feira, 7 de abril de 2009

Estórias com Gatos - 29




- A Pantufinha -




Ainda não refeita da saga com a Luana, a meio da semana passada, duas das minhas vizinhas pediram-me ajuda para tentar encontrar dono para uma gata que ficara votada ao abandono num quintal, há já mais de um mês, após a filha da sua proprietária ter levado a mãe para sua casa.
Estas duas vizinhas tinham-me ajudado aquando do desaparecimento da Luana e, também, não conseguia virar costas após ter sabido a estória da pobre gata...

Segundo me contaram a dona da gata já tinha 80 anos e nada pode fazer contra o acto da sua filha (que nunca gostara de animais), pelo que se tornava urgente encontrar um dono para o animal, dado que a casa onde sempre vivera iria, brevemente, entrar em obras.

Combinei com as duas vizinhas ir tirar fotografias à gata, para fazer um apelo e a colocar para adopção. E, na 6ª feira ao fim da tarde, fui com elas verificar o tal quintal, pelo muro das traseiras do mesmo, que dá para a rua.
Era, também, através deste muro que uma das minhas vizinhas continuava a alimentar a tal gata, com uma engenhoca semelhante à que eu própria costumo utilizar para dar comida à Misha e à Luana.

A Pantufinha (assim se chama a gata, devido às suas tonalidades) apenas se deixou vislumbrar passado muito tempo, depois da vizinha que a alimenta a chamar repetidas vezes.





A Pantufinha é uma gata muito meiga, com cerca de 5 anos, nasceu naqueles mesmos quintais e acabou por se transformar na companhia da Dª. Q., idosa também esquecida pela família.
Durante o dia, a Pantufinha deliciava-se na companhia da sua dona, ora estando aninhada aos seus pés enquanto esta via televisão, ora brincando ao seu colo embrulhada pelo seu robe. À noite, era obrigada pela filha da Dª. Q. a ir dormir para o quintal, já que esta não se compadecia com a existência de animais dentro de casa.

Votada ao abandono durante mais de um mês, a Pantufinha começava agora a perder a confiança nos humanos, escondendo-se sempre que ouvia alguma voz... apenas continuando a chamar ao apelo daquela que a continuava a alimentar.

Perante tal cenário, já para não falar nas obras que ali iriam começar, bem como no facto da comida da Pantufinha estar empestada de moscas varejeira e o quintal num estado de grande sujidade; vi-me na contingência de anunciar às minhas vizinhas que não podíamos deixar a gata naquele local, como elas pretendiam (e que lá se fosse posteriormente buscá-la quando se encontrasse um dono).
A Pantufinha teria que re-ganhar bem depressa a confiança nos humanos, para que não se tornasse arisca e pudesse cativar o coração de alguém interessado em a adoptar.

Nesse sentido, durante o fim-de-semana, empreendemos diversas tentativas para apanhar a Pantufinha através da colocação de um isco com comida na transportadora, mas nada conseguimos.
Até que, vencida pela persistência e desconfiança da Pantufinha, no domingo ao fim da tarde, resolvi pedir ajuda a uma amiga, para que me emprestasse a sua armadilha, de modo a capturá-la mais facilmente.







No domingo à noite, a Pantufinha foi, finalmente, apanhada; encontrando-se agora em FAT (Família de Acolhimento Temporário), de modo a que possa recuperar a confiança nos humanos e vir, um dia mais tarde, a ser adoptada.










sábado, 4 de abril de 2009

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Bombom - ADOPTADO








O Bombom foi recentemente adoptado.

Quando chegara à APCA, apesar de aí ter sido muito bem tratado, continuava muito amedrontado e receoso dos outros cães (uma vez que, enquanto vivia na rua, havia sido mordido gravemente por um cão).

O Bombom é agora "filho único" de um casal que adora cães, tendo todas as atenções só para ele.
A sua nova dona estava desejosa de ter um cão, pois a sua cadela que teve durante 15 anos morrera e precisava de companhia.
Com o dono sempre em casa, mimos não faltarão, certamente, a este cãozinho tão meigo!

Muito obrigada a todos os que ajudaram na divulgação deste apelo!

Tomara que a estória do "meu" Snoopy, também, tivesse assim um final (muito) feliz!






sábado, 6 de dezembro de 2008

Snoopy (?) - Bombom - PARA ADOPÇÃO







O Snoopy apareceu no bairro onde fica localizada a sede da ONG em que trabalho há cerca de 5 anos... 2 ou 3 meses depois de eu própria lá ter chegado.

O Snoopy fora adoptado por uma criança que morava nesse bairro social, que o considerara muito bonitinho por ser pequenino.
No entanto, quando este cão começou a crescer (e note-se que nem sequer era um animal de grande porte, mas isso foi o de somenos importância nesta estória!), perdeu toda a graça que tivera quando o adoptaram e foi posto na rua, com a desculpa que de manhã bem cedo acordava todas as pessoas que residiam naquele lar para ir à rua fazer as suas necessidades.

O Snoopy passou então a deambular sozinho por aquele bairro, correndo inúmeros perigos, entre os quais o de ser atacado por um dos outros cães que ali existem e são utilizados pelos seus donos para a prática de bárbaras lutas entre animais.

Apesar de, supostamente, continuar a ter donos, o Snoopy passou a ser completamente ignorado e votado, em certa medida, ao abandono.







A partir daí, e durante aproximadamente 2 anos, comecei a alimentar e acarinhar este animal, juntamente com um colega de trabalho.
Durante cerca de 2 anos, todas as manhãs, quando chegava ao bairro, encontrava o Snoopy já à porta do escritório, aguardando por mim. E, ao final do dia, era também ele quem me acompanhava até à estação de metropolitano, como se me estivesse a guardar.

Nessa altura, cheguei inclusive a falar com a avó da criança que adoptara aquele animal, pedindo-lhe que se não o quisesse para mo entregar, que me encarregaria de lhe arranjar novos donos.

No dia 27/04/05, o Snoopy não apareceu à porta do meu emprego como costumava fazer...
Estranhei esse facto e, quando consegui falar com a avó da criança que o adoptara, vim a descobrir que, aproveitando o facto de eu me encontrar de férias, essa senhora dera o Snoopy a uma outra pessoa, segundo me disse mais tarde, para o cão servir de guarda numa obra em Carcavelos.
Um animal extremamente dócil, que tinha o ar mais brincalhão e patusco que alguma vez vira, ia agora servir de guarda numa obra!...

Fiquei muito revoltada nesse momento... E ainda pensei em ir até Carcavelos, procurar em todos os locais em construção a quem é que aquele animal havia sido entregue (se é que, de facto, ele tinha sido entregue a quem essa senhora dizia).
Infelizmente, nessa altura, não estava tão embrenhada na questão da defesa dos direitos dos animais e não sabia o que fazer, como o fazer ou a quem me dirigir...
E, por isso mesmo, acabei por nunca mais procurar o Snoopy, perdendo o rasto a um animal a quem me afeiçoara bastante... permanecendo sempre até hoje uma mágoa muito forte dentro de mim, por não ter conseguido fazer nada para salvar aquele animal.




Fotografia de Sara L.



No dia 27/11/08, passados 3 anos sobre a estória que aqui contei, recebo por e-mail, através de uma amiga, um apelo sobre o caso de um cão que se encontrava nas piores condições possíveis e imagináveis à beira de uma estrada no Montijo (tendo, inclusivamente, já sido mordido por um outro cão).

Curiosamente, conforme as fotografias o comprovam, esse cão era extremamente parecido com o "meu" Snoopy.





Fotografias da APCA




O Bombom fora resgatado por alguém com um coração enorme, que não o conseguia ver na situação em que se encontrava e não ficou de braços cruzados perante a mesma.

Graças ao apoio de uma outra pessoa, o Bombom deu entrada na APCA, onde se encontra juntamente com outros 200 cães a quem a vida também (ainda) não sorriu.

Esta tarde fui visitar o Bombom à APCA, em São Pedro de Sintra, de modo a tirar todas as minhas dúvidas e confirmar se se tratava ou não do Snoopy (e quem sabe, como diria o meu colega que também havia tratado do Snoopy, se fosse o mesmo animal ele me viesse a reconhecer).

Infelizmente, apesar das semelhanças físicas serem consideráveis, o Bombom trata-se de um cão distinto do Snoopy.
O que avivou consideravelmente a dor e mágoa que eu senti ao longo destes 3 anos por nada ter feito para ir procurar o Snoopy!...






O Bombom é um cão jovem (cerca de 4 ou 5 anos), extremamente meigo (fez as primeiras vacinas e foi-lhe colocado o microchip sem que se queixasse uma única vez) e um pouco assustado (fruto de todos os males pelos quais já deve ter passado na rua)... mas que, passados alguns minutos na nossa presença, se sente mais confiante e nos brinda com este arzinho tão ternurento.

O Bombom precisa de um lar, onde lhe seja dado todo o amor e carinho que merece, com a certeza da devida responsabilidade pela adopção de um ser vivo...
Para que não se perpetuem os casos semelhantes ao da adopção do Snoopy.

Caso esteja interessado em adoptar o Bombom, entre em contacto com a APCA (Natália Correia - 91. 513 30 63 ou 96. 453 04 19 - info@apca.org.pt) ou visite-o nas instalações desta associação zoófila (Rua do Canil, 8 - São Pedro de Sintra).





Actualização de 30/01/09:

Soube esta manhã que o Bombom foi recentemente adoptado. Esperemos que encontre muita felicidade no seu novo lar.

E muito obrigada a todos os que ajudaram na divulgação deste caso!





sábado, 29 de novembro de 2008

Boneco e Neko - ADOPTADOS









O Boneco e o Neko vão ser adoptados juntos. E não podíamos ter ficado mais contentes com esta notícia!

O Boneco sempre foi o bebé da Luana mais mole e que nos deixava fazer as festinhas e mimos todos, nunca fugindo de nós.
Em contrapartida, o seu mano Neko - o último a ter sido apanhado -, depois de 3 meses de sociabilização, apenas agora começa a dar os primeiros passos para não ter receio de humanos; mas, certamente, que nunca será um gatinho de colo.

Nesse sentido, muito nos apraz que os 2 manos sigam juntos para a mesma casa.

Muito obrigada ao T. e à E. por esta adopção (tão) especial!
Estaremos sempre à vossa disposição, caso seja necessário algo.


Como já aqui tínhamos dito, os bebés serão dados para adopção já castrados (a operação será no decorrer da próxima semana).









quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Negrito - ADOPTADO






O Negrito, um dos filhotes da Luana - o mais frágil, que esteve muito adoentado e, finalmente, recuperou bastante bem, sendo, actualmente, um gatinho muito forte -, foi ontem adoptado.

Ficará em casa da FAT (Família de Acolhimento Temporário) que recebeu estes 6 bebés há 4 meses atrás.


Muito obrigada por tudo, M.!
Votos de muitas felicidades para ti e para os teus miúdos!



Se tudo correr conforme esperamos, dentro em breve, também os seus restantes 4 irmãos terão uma nova casinha e famílias 5 estrelas!

Todos estes bebés serão dados para adopção devidamente castrados e esterilizados.





domingo, 12 de outubro de 2008

Risquinhas - ADOPTADO






Fotografia de MCC



Da ninhada da Luana, o Risquinhas foi o primeiro bebé a ficar mais manso, dengoso e cheio de mimo (com a imprescindível ajuda da FAT em que se encontrava)...

Curiosamente, foi, também, o primeiro a ser hoje adoptado pelo simpático casal que conheci na 6ª feira à tarde na Clínica Veterinária Ani Aid.

Ansiosos por adoptarem um gatinho, renderam-se de imediato aos encantos desta foto, o que fez com que este pequerrucho se tenha passado a chamar "Spock" (o que é uma coincidência bem engraçada, dado que ele tem umas orelhitas bem grandes, tal como o personagem com o mesmo nome) e tenha ganho um lar e uma família 5 estrelas.



Votos de que sejam muito felizes e um imenso obrigada à L. e ao J.!
Estaremos sempre à disposição para o que necessitarem.







quinta-feira, 9 de outubro de 2008

PARA ADOPÇÃO





Fotografia de MCC




O Risquinhas, o Negrito e o Boneco não são apenas as carinhas larocas que deram origem à concepção deste postal e deste saco...

Tal como os seus restantes 4 irmãos, nasceram num quintal (onde sempre viveu, também, a minha Ninushka), do qual foram retirados para não correrem risco de vida.

Já têm cerca de 5 meses e continuam a aguardar que alguém se encante com eles e lhes queira dar um lar repleto de amor e carinho.

Caso esteja interessado em adoptar um destes 6 gatinhos-maravilha (ou conheça alguém que queira adoptar), por favor, veja este anúncio.







quarta-feira, 10 de setembro de 2008

6 gatinhos bebés para adopção






Fotografias de MCC




Parece que o tempo passa sempre por nós a correr... e, desde, a última "aventura felina" em que me envolvi, tanta coisa já se passou, que quase daria para escrever um livro (se, ao menos, eu tivesse ainda tempo disponível para isso!).

O Bolacha e o Neko (nas fotos em cima), assim como os seus 4 irmãos (Risquinhas, Boneco, Negrito e Pantufinha) já estão com cerca de 4 meses.

Chegaram como pequenas e bravias pestezinhas e estão transformados nuns verdadeiros mimalhas, sempre a ronronarem e prontos para a brincadeira (tudo graças à imprescindível ajuda de uma grande Amiga que, contra tudo e contra todas as opiniões, conseguiu sociabilizar estes gatinhos. O meu eterno agradecimento a ela!).

Estes 6 gatinhos continuam a aguardar que apareçam pessoas muito especiais, que lhes queiram dar um lar feliz e muito amor e carinho (sabendo, de antemão, que a adopção de um animal implica responsabilidades para cerca de 15 a 16 anos - esperança média de vida de um gato).

Estes pequerruchos já estão desparasitados e dão-se muito bem com gatos adultos (como as fotografias comprovam).

Caso esteja interessado/a em adoptar um destes bebés (ou conheça alguém que esteja), pff., entre em contacto connosco para palavraseimagens@gmail.com.







sábado, 30 de agosto de 2008

Neko - o gatinho com sorte








Tinha acabado de chegar do supermercado e os sacos das compras ainda estavam espalhados pelo hall de entrada.
No escritório, o sofá novo, que tinha ido levantar depois de almoço, aguardava também que arrumasse tudo e aspirasse, para poder ser colocado no seu lugar.

Quando chego à cozinha, começo a ouvir os gritos de G., o miúdo de 8 anos que mora com a bisavó no 3º andar de um dos prédios das traseiras, que passou a cumprimentar-me de cada vez que me via dar comida à Misha e à Luana.
Aproximo-me da janela e G. diz-me que o gatinho bebé (o único que não conseguíramos apanhar há um mês atrás) acabara de cair naquele preciso instante no quintal vizinho (um quintal abandonado, pertença de uma clínica dentária).

Há já alguns dias que, ao final da tarde, o gatinho bebé, empoleirado no algeroz dos terraços, seguia atentamente com os olhos Misha (a avó) e Luana (a mãe), quando estas vinham comer por debaixo da minha janela, ou quando iam espraiar-se nesse mesmo quintal abandonado.
Pensei então para mim própria que, muito provavelmente, na ânsia de as querer seguir, acabara por tombar.

Comecei a ficar bastante preocupada quando ouvi os miados aflitivos do pobre animal. Sem o conseguir sequer vislumbrar, era G. quem me ia descrevendo o local exacto em que ele se encontrava e que se conseguia mexer, pelo que não deveria estar magoado.
A bisavó de G. apareceu também à janela, tentando acalmar a preocupação do bisneto, dizendo-lhe que o gatinho conseguiria sair dali.
Mas G., tal como eu, não acreditava no que a bisavó lhe dizia.

Depois de um telefonema para a Dª. H. (uma das vizinhas do prédio onde Dª. Luísa morava, que me tem ajudado a ir colocar comida aos gatos), que acabou por também ficar bastante preocupada e aparecer à janela; tentei convencer o G. a pedir avó para falar com os seus 2 vizinhos da cave, que possuem quintais e através dos quais, talvez, pudéssemos tentar passar para o quintal abandonado da clínica dentária e lá ir salvar o pobre bebé.
Infelizmente, a um final de sábado à tarde, nenhum deles por lá se encontrava... e a clínica também se encontra fechada para obras.

Do alto dos seus 8 anos (e de um 3º andar bem mais elevado, em termos de perspectiva visual, do que o meu 1º andar), G. começa então a tentar convencer-me a colocar um banco no telhado da minha vizinha do R/c e saltar para cima do mesmo através da minha janela do quarto, para depois ir buscar o gatinho bebé alguns metros mais à frente, descendo pelo muro bastante alto do quintal da clínica dentária.
A esta altura da estória, um pouco sem saber o que fazer, já eu começava a desconfiar que, certamente, iria sobrar para mim.






Depois de ir falar com a Dª. M., a minha vizinha do R/c Retaguarda, regresso a casa carregada com um escadote das pinturas do seu marido… e sem ter consciência plena daquilo que me preparava para fazer.

Lá desci pelos quase 2 metros que distam da minha janela do quarto ao telhado da vizinha de baixo, com o G. a gritar para a sua bisavó: - “Ela vai descer, ela vai descer!”
E o meu pensamento (e vertigens) a dizerem a mim própria: - “É desta que te vais mesmo estatelar toda! Tu metes-te em cada uma!!”

Calcorreei os telhados e desci com uma escada mais alta do que o escadote (que, entretanto, a filha da Dª. M. me passou para cima do telhado) para o quintal da clínica dentária… com o G., a bisavó e a Dª. H., todos à janela, a darem palpites sobre qual a melhor forma de descer o muro.

Depois de quase 3 voltas dadas por entre aquele matagal repleto de lixo e de pombos mortos (fruto de uma vizinha do 3º andar daquele prédio, que alimenta os pombos locais e todos os restantes que a eles se juntaram), nem vivalma do pobre gatinho bebé.

Entretanto, R., a filha mais nova da minha vizinha Dª. M., já se juntara a mim no quintal abandonado, mau grado o seu receio de escadas e escadotes.

G. e a bisavó diziam-me do alto da sua janela que o gatinho já deveria ter conseguido fugir para outro quintal. Dª. H., no prédio ao lado, observava tudo silenciosamente.

Num misto de desespero e inconformidade com toda aquela situação, decido-me a fazer nova investida por entre aquelas ervas altas, desviando-as mais uma vez, tentando não reparar na imundice que empestava aquele local.

Subitamente, por entre umas ervas mais escuras, mesmo ao lado de um dos muros do quintal, deparo-me com o dorso do gatinho bebé, todo aninhado a esconder-se.
Chamo R. com a mão, sem fazer barulho, e peço-lhe em voz baixa que me traga a transportadora (nesse exacto momento, agradeci a hora em que R. se decidiu a ir ter comigo ao quintal, já que a transportadora se encontrava mesmo no extremo oposto àquele onde o gatinho estava escondido).
Com uma toalha turca lá o consegui apanhar (como sucedera aos seus 5 irmãos). Esperneou um pouco, miou bastante e, já dentro da transportadora, ainda se tentou debater para fugir.

Persistia, agora, a dúvida sobre o que fazer ao pobre animal!...

Se, por um lado, não podia concordar mais com G., quando este dizia que o bebé já aprendera a lição e seria melhor ficar com a mãe com a avó nos terraços (já que Misha é velhota e quando falecesse, Luana ficaria com a companhia do seu filho); por outro lado, não me conseguia imaginar a mim própria em novas façanhas de ginástica, caso o gatinho bebé caísse novamente para aquele quintal (havendo, também, o perigo de poder cair para os dois quintais, do meu lado da rua, onde há 5 meses atrás fizeram queixa e chamaram o Canil/Gatil Municipal de Lisboa para vir apanhar 7 gatos).

Neko, o 6º bebé de Luana, está bem, apesar do valente susto que apanhou ao cair do terraço onde habitava… e já se juntou aos seus irmãos (tal como eles, também se encontra para adopção - caso esteja interessado/a, pff., contacte palavraseimagens@gmail.com).

Quanto a mim, como dizia o marido da minha vizinha Dª. M., enquanto eu subia o escadote para voltar a entrar em minha casa pela janela do quarto, já posso alistar-me nos Bombeiros.





sábado, 9 de agosto de 2008

Os Bebés da Luana




Fotografia de MCC



O Risquinhas, a Pantufinha, o Negrito, o Bolacha e o Boneco... encontram-se disponíveis para adopção.

Caso esteja interessado/a em dar um lar muito feliz e responsável a um destes gatinhos, pff. contacte através de palavraseimagens@gmail.com.









terça-feira, 22 de julho de 2008

Luana e os seus 5 bebés




Há quem diga que tenho bicho-carpinteiro... que não consigo passar os meus dias sem me enlear em grandes peripécias ou histórias "rocambolescas"... que, quando me meto numa, sigo a velocidade tipo TGV.

Ainda mal refeita desta história, deixei de conseguir dormir sossegada quando voltei a ver vida nos quintais das traseiras... pressentindo o que, num futuro próximo, poderia suceder novamente.

Podem considerar loucura, mas como sou eu própria que aqui moro, e deixar de ir às janelas das traseiras estender roupa (por correr o risco de ver gatinhos bebés a morrerem de fome) não estava nos meus planos...
Da ideia à acção, consegui falar com as vizinhas do prédio em questão, conciliar diferentes personalidades e organizar algo.





Luana, a filha e grande comparsa de Misha, foi ontem apanhada, juntamente com 5 dos seus 6 bebés.

Um imenso obrigada à minha amiga S. e ao T., que colaboraram de uma forma indescritível nesta "operação-de-amadores-inexperientes" sem recurso a armadilhas e apenas com a ajuda de um lençol turco e uma transportadora, sob a torreira do sol!!!




A gata Luana foi esta manhã esterilizada, fará o pós-operatório no Vet. e, mais ou menos, daqui a uma semana, seguirá para os quintais onde sempre viveu em paz com a sua mãe e protegida por uma grande senhora.

Os 5 bebés (4 machos e 1 fémea) seguem na próxima 6ª feira para uma FAT (Família de Acolhimento Temporário), que os sociabilizará com os humanos, dado que estes pequerruchos pouco contacto tiveram com pessoas, para além de se encontrarem muito assustados com tudo o que lhes aconteceu (o que mais me impressionou foi ver que os 5 bebés, que se encontravam dentro de uma maternidade-improvisada numa das salas do Vet., conseguiram, durante a noite, esgueirar-se por entre o gradeamento da box e saltar para junto da sua mãe).

Dentro em breve, estes bebés (com cerca de 2 meses) estarão disponíveis para adopção.
Caso estejam interessados ou conheçam alguém responsável que o esteja, entrem em contacto comigo, pff., para o endereço de e-mail que aparece no meu perfil.

Muito obrigada!





segunda-feira, 21 de abril de 2008

Notas Soltas - 119



- A recuperação de Saki -


Depois de ter passado a tarde de Domingo a ligar ao Vet., preocupada com o estado de saúde da Saki, que me parecia deteriorar-se cada vez mais…
E de ter passado esta manhã completamente em stress, só de imaginar como estaria a gatinha quando chegasse a casa ao fim do dia…
O Dr. PP. veio esta noite dar-lhe uma injecção de antibiótico. E a Saki, veloz como uma gazela, e ainda assustada com os 8 dias que passara fechada no canil/Gatil, conseguiu fugir para trás do sofá com uma seringa espetada no dorso. Felizmente, conseguimos controlar a situação e a Saki lá ficou meio rabugenta, ao lado do sofá a olhar para nós.

Entretanto, como me tornei mãe a tempo inteiro (apenas a Aiko tem estado a amamentar, pelo que tenho que orientar as mamadas das 2 ninhadas, controlando que os mais novinhos o consigam também fazer e não levem uma estalada da tartaruguita cheia de personalidade - filhota da Aiko) e estava preocupada com o estado de saúde da Saki, esta noite tive que recusar jantar com um casal de amigos (que vieram de férias da Tunísia, com muitas imagens de gatos na bagagem e nas cartas) e o H.
As minhas sinceras desculpas, Amigos! Mas fica combinado que têm que vir conhecer a Creche-felina ;)

Ao final da noite, a Saki regressou à maternidade improvisada.
Curioso, como em termos comportamentais, os animais se apercebem quando não se sentem bem, afastando-se dos filhotes, provavelmente para não os contaminar.


Um agradecimento muito especial à T., dos "Dias que Voam", pelas suas palavras amigas e todo o apoio dado, aqui!






- Fofinho, o gatinho do estacionamento: PARA ADOPÇÃO -



O Fofinho foi encontrado pela minha mãe no sábado à noite (19/04/08), num parque de estacionamento ao pé de sua casa (não nos bastava já o que temos passado com os restantes 6 dos quintais!).

Andava de um lado para o outro atrás de quem por ali passava, olhando para os carros completamente desnorteado, miando alto e bom som.

A minha mãe não conseguiu resistir a ver ali o animal naquelas condições e foi dar-lhe comida.
O Fofinho saltou-lhe para os braços, como se estivesse a pedir que o levassem dali.

O Fofinho, muito provavelmente, acabara de ser abandonado naquela zona não só devido às suas reacções, como também pelo facto de ainda se notar no pêlo do seu pescoço as marcas de que tivera uma coleira.

É um gato muito jovem e brincalhão, que gosta de dar aqueles miados de mimo, como se estivesse a falar connosco.

O Fofinho encontra-se para adopção.
Mas só será entregue a um eventual dono que saiba que a adopção não é um acto de ligeireza, e que temos que nos responsabilizar pela vida e bem-estar do animal.

Para mais informações contactar:
Cecília Carril
91. 423 06 69
carril.cecilia@gmail.com