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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Nova Guarida







Devido às obras que começaram no quintal onde sempre viveram, Mailea e as suas filhas andaram, durante as últimas semanas, muito agitadas e sem saberem bem onde permanecer (sobretudo, depois da destruição do telheiro que lhes dava abrigo).

Finalmente, Mailea parece ter encontrado uma nova guarida no quintal de uma das minhas vizinhas do R/c.
E o mais engraçado é que parece já se ter habituado aos meus horários, pois mal abro a janela do quarto de manhã ou à noite para dar comida a Misha, Luana e Mikado, ouço-a também a miar-me desse quintal.





Como, infelizmente, a Luana não aceita nada bem Mailea (devido a questões de territorialidade felina), cada vez que esta última aparecia por debaixo da minha janela para comer, Luana perseguia-a, batendo-lhe e escorraçando-a para outros quintais.

Assim, pedi ajuda a essa minha vizinha do quintal do R/c, onde Mailea pernoita, e tenho-lhe cedido ração que ela, generosamente, deixa à gatinha, debaixo do seu telheiro.






quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Obras









As obras no quintal onde habitam Mailea e as suas duas filhas começaram no passado dia 30/11/09.
Esta manhã, os trabalhadores retiraram os últimos zincos, onde, durante anos a fio, as gatinhas se abrigaram da chuva e do frio.

Depois de terem ficado "esquecidas" no quintal, quando a sua dona partiu para a terra, as 3 gatas têm sido alimentadas por 2 vizinhos desse prédio e Mailea, por vezes, procura comida junto da minha janela.








domingo, 15 de novembro de 2009

De T0 a T1









Na passada 3ª feira de manhã, antes de partir para Roma, Mikado dormia refastelado dentro da casota, enquanto Misha e Luana estavam do outro lado dos quintais, junto do terraço que pertencera à sua dona.

Esta manhã, ao acordar, deparei-me novamente com Mikado todo alongado dentro da casota, impossibilitando assim que Misha e Luana lá entrassem.

Devido ao frio e à chuva que tem caído, depois do WC que lá instalara há algum tempo, foi agora altura de colocar mais um anexo no T0 da Misha e Luana (uma transportadora grande cá de casa, toda forrada com plástico), de modo a que os 3 se possam reorganizar e dormir todos no quentinho, sem se molharem.

Fotos desta recuperação habitacional prometidas para quando deixar de chover.





quinta-feira, 22 de outubro de 2009

De volta à casota






Misha e Luana voltaram hoje a re-habitar a sua casota, depois de, durante algumas noites, aí ter pernoitado o Pelé.

Sinal de que o Inverno se aproxima...





sexta-feira, 25 de setembro de 2009

"Lullaby" para o Boneco








Boneco, um dos filhotes da Luana (o mais meiguinho e pachorrento), que havia sido adoptado e posteriormente devolvido, juntamente com um dos seus irmãos...

Depois de uma luta (inglória) de várias semanas contra uma doença terrível, onde tudo tentámos fazer para o salvar (incluindo uma transfusão sanguínea), teve que ser "adormecido" esta noite na clínica veterinária... a sua respiração era cada vez mais ténue, a temperatura corporal descera consideravelmente e os olhos tornaram-se vítreos...

A decisão nunca é simples, mas nada mais havia a fazer senão poupá-lo a um sofrimento maior...

Restam-nos as memórias do tempo que com ele passámos, das brincadeiras com os irmãos e de acompanharmos o seu desenvolvimento... E a certeza de que se tivéssemos deixado nos quintais, há já muito tempo que teria partido.





domingo, 20 de setembro de 2009

Domingo




Manhã de Domingo...






Composição de Misha e Luana nas suas lides ao sol e pequeno apontamento inicial de uma bebida de água conjunta com caudas entrelaçadas.




Fim de tarde de Domingo...





Mailea e uma das suas filhas a comerem.

Actualmente, já vêm as 3 gatas (cuja dona deixou abandonas nos quintais) comer por debaixo da minha janela.
E a julgar pela forma faminta como comeram ontem à noite, deixando o prato sem ração nenhuma, há já bastantes dias que quem quer que seja deixou de as alimentar.






quinta-feira, 13 de agosto de 2009

WC novo









Misha e Luana têm, desde ontem ao fim da tarde, um WC com areão nas traseiras da sua casota.




Fotografia com notas
(clicar para ampliar e visualizar melhor)




Como a grande maioria dos leitores deste blog sabe, na zona onde resido, protejo uma série de gatos de quintais, incluindo 2 gatas domésticas cuja dona faleceu há um ano atrás e que deambulam agora entre o terraço que pertencera à sua dona e o terraço do meu prédio (onde tive autorização do condomínio para colocar uma casota para elas se abrigarem no Inverno e onde lhes dou comida e água).

Entretanto, nestes quintais, algumas pessoas não gostam de animais, tendo já havido há um ano atrás uma queixa para o Canil/Gatil Municipal e sido apanhados alguns gatos (que consegui resgatar com a ajuda de pessoas amigas e dar para adopção).

Existem, assim, pessoas que se limitam a enxotar os gatos dos seus quintais e outras pessoas que, em minha opinião, ou são más ou doidas e têm atitudes no mínimo estranhas.

O que se tem vindo a passar é que um vizinho do prédio em frente, por norma, estava sempre a enxotar as gatas Misha e Luana, ainda que as mesmas não se encontrassem sequer no seu quintal.
Há uma semana atrás, assisti a uma cena insólita: Misha, Luana e Mikado encontravam-se no terraço que fora da senhora que faleceu, distando um prédio do quintal onde reside este vizinho. O indivíduo viu-os nesse terraço e não esteve com meias medidas, encheu por duas vezes um balde com água e atirou para o terraço desse outro prédio onde os gatos se encontravam, com um ar completamente alucinado, como se os animais lhe estivessem a fazer mal.
Anteontem, a cena repetiu-se, acrescida com a criança (que me insultara), no quintal ao lado, a incitar esse vizinho a atirar mais água para os gatos.

Por receio (de que ainda lhes fizesse um mal maior), não disse nada quando o vi fazer isto, mas, como podem imaginar, fiquei completamente transtornada.

Ontem à tarde, juntamente com a minha mãe, fomos falar com o vizinho em causa, que começou por alegar que apenas atirara água às gatas por estas se encontrarem no seu quintal e não pararem de lhe escavar os canteiros onde possui algumas plantas (apesar da cena a que eu própria assisti ser consideravelmente diferente da por ele descrita).
Depois de uma conversa inicialmente agreste, chegámos a consenso quando o senhor se comprometeu a deixar de atirar água aos gatos, tendo eu sugerido que iria pedir autorização ao meu condomínio para instalar um WC para as gatas junto à sua casota.

O que mais me impressiona nesta estória toda é o facto de sempre terem existido gatos e outros animais nestes e noutros quintais, mas só agora as pessoas se manifestarem exacerbadamente contra os mesmos.

Entretanto, nos quintais mais baixos, do lado do meu prédio, onde ocorrera a queixa há um ano atrás, abundam agora as ratazanas, que alguns vizinhos tentam caçar.





segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Regresso ao Trabalho




Depois de 3 semaninhas de férias, regressei hoje ao trabalho.

Gosto muito de trabalhar em Agosto em Lisboa: os telefones não tocam, menos colegas no escritório, nos transportes somos só nós e os turistas... E, tudo isto, numa lentidão dir-se-ia quase em modo slow motion.

Não fora o facto de estarem estas temperaturas demasiado elevadas, que quase me impedem de respirar em condições, e tudo seria perfeito neste regresso ao trabalho em pleno Agosto.

Para contrabalançar, aqui vos deixo a frescura de um vídeo-arte que descobri recentemente, via Isabel Gonçalves no Facebook.




let yourself feel. from Esteban Diácono on Vimeo.






No regresso a casa, depois deste primeiro dia de trabalho, Misha, Luana e Mikado (que já se haviam habituado a horários de refeições bem menos tardios), esperavam-me espraiados no telhado...





Enquanto Mailea (que ainda não faz propriamente parte do Trio), se encontrava dentro da casota a aguardar também a sua vez para comer.







domingo, 9 de agosto de 2009

As tentativas de apanhar o Mikado








Depois de 6 tentativas (falhadas) para apanhar Mikado, este continua a andar todo lampeiro pelos quintais.

Mikado é o único gato dos quintais que falta ser esterilizado, para além de ter a boca muito inchada (o que sugere que está com algum problema nos dentes ou nas gengivas). Há uns meses atrás, andou muito magro, quase esquelético; nessa altura, dei-lhe o desparasitante interno e começou a comer muito melhor e a engordar um pouco.

No entanto, como fiquei preocupada com o estado de saúde daquele gato, já me havia decidido a tentar apanhá-lo durante estas férias.







Numas das muitas tentativas de o apanhar, coloquei apenas uma transportadora com comida no fundo aberta no terraço, de modo a verificar se ele aí entraria. E Mikado, demonstrando plena confiança em quem o tem vindo a alimentar, de facto, entrou dentro da transportadora para comer, mantendo apenas uma das suas patas traseiras de fora, como quem diz que em caso de emergência, "pernas para que te quero".

Curiosamente, aquando da 4ª tentativa, na 5ª feira passada, ao descer ao terraço para montar a armadilha, Mikado - sempre muito medroso - quase não se assustou com a minha presença, tendo apenas afastado-se um pouco para o telhado de uma das minhas vizinhas e aí ficado durante todo o tempo a observar o que eu fazia.

Voltei a subir para dentro de casa e Mikado, muito curioso, aproximou-se logo da armadilha, onde o cheiro das sardinhas, colocadas dentro de um pratinho, imperava. E Mikado começou a entrar dentro da armadilha.
E eis senão quando, uma criança de 8 anos (que mora num dos prédios das traseiras e, inicialmente, me insultava quando eu alimentava os gatos, tendo depois, desde que eu fui falar com a avó dele, começado a atazanar-me a cabeça com infindáveis conversas sobre gatos), que assistia a toda a cena, começado a bater palmas.
Mikado assustou-se e saíu de dentro da armadilha; tendo, ao sair, destravado o gancho que se encontrava preso na patilha da entrada, e feito com que a armadilha se fechasse mesmo à sua frente.

Mikado assustado fugiu para o telhado da vizinha de baixo, não muito longe, o qual confina com o quintal da tia da dita cuja criança (a quem não foi dada nenhuma educação) que, não contente com o facto de me ter começado a insultar por causa do gato não ter entrado dentro da armadilha, começou a enxotar Mikado para longe (tendo feito o mesmo mais tarde, quando Misha e Luana se preparavam para vir comer).
Esta desagradável situação, que me irritou consideravelmente, foi prontamente resolvida com a avó da criança.

Quanto a Mikado, nos dias seguintes, apesar de ter vindo comer às horas habituais, nem sequer se aproximou mais da armadilha ou sequer da transportadora. O que quer dizer que terei que re-conquistar a sua confiança, perdida assim em poucos minutos devido à falta de educação e maldade de uma criança.









sábado, 1 de agosto de 2009

Estórias com Gatos - 31




- A nova Comensal -



Num dos quintais mais afastados, o qual se assemelhava a um pequeno recanto bucólico, com uma frondosa árvore ao centro, viviam 3 gatas, uma tigrada já velhinha e as suas duas filhas pretas.

Segundo por ali se ouvia dizer, a clínica veterinária local havia esterilizado essas gatas e a dona desse quintal ficara responsável pelas mesmas: apesar destas continuarem a viver nos quintais (e serem, assim, gatas de rua), dormiam mais protegidas no seu telheiro e tinham a garantia de serem alimentadas diariamente.






Há já largos meses que corriam, naquele bairro, os boatos de que essa vizinhas do R/c do quintal mais afastado onde estas gatas viviam iria, brevemente, mudar de casa, mas não levaria consigo as 3 gatas (segundo, também, constava, porque não a deixavam levar animais para a sua nova habitação).

Na altura em que me vieram contar estes rumores, fiquei muito preocupada com a ideia, ao imaginar estas 3 gatas a deambularem pelos quintais em busca de comida: uma vez que, para além delas nunca se aventurarem mais além por apenas estarem habituadas ao local amplo onde vivem e eram protegidas, certamente que por questões territoriais Misha e Luana nunca as deixariam juntar-se a elas (já por diversas vezes assisti a Luana expulsar algumas destas gatas do seu território, quando elas se aventuravam a lá chegar).








Esta manhã, já depois de Misha, Luana e Mikado terem comido, observei ao longe a gata tigrada a olhar para o bebedouro de água por debaixo da minha janela e começar a aproximar-se um pouco a medo.
Desci um dos comedouros e, qual não foi o meu espanto, quando a gata veio a correr veloz e se pôs a comer com uma grande sofreguidão, olhando para todos os lados a medo.

"Maylea" (nome Havaiano que significa "flor silvestre") passou a ser a nova comensal.









terça-feira, 21 de julho de 2009

3ª feira de manhã






Lavagens matinais...









E o pardalito que (não foi adoptado, mas sim) "adoptou" a minha vizinha do R/c.

Ia sendo comido pela sua gata, foi salvo e enclausurado numa gaiola para recuperar, e liberto na manhã seguinte.

Passado um dia regressou ao seu quintal para aí se alimentar - hábito que tem mantido desde então, para gáudio e felicidade da minha vizinha de baixo (pessoa a quem as agruras da vida já muito devem ter tecido).









domingo, 12 de julho de 2009

Mikado... o Trio








Afinal, contrariamente ao que pensava, o gato Mikado não era protegido pelo casal de idade, que falecera há um ano atrás naquela vizinhança (esse casal protegia estes outros gatos, que se viriam a transformar nos "7 Gatos dos Quintais").

Mikado, pai dos bebés da Luana, apesar de deambular assiduamente por aqueles quintais, vinha de longe, de parte incerta... Por vezes, passava as tardes espraiado ao sol, junto a Misha e Luana, outras vezes, aparecia só à noitinha, perto das 22h, e, depois de comer, voltava a desaparecer.
Só há muito pouco tempo tive conhecimento que, afinal, Mikado era um dos felinos-habitantes da casa que fora recentemente demolida (sem que ninguém se preocupasse com os seres vivos que aí se encontravam).

Na semana seguinte à demolição do seu habitat, que, curiosamente, coincidiu com as capturas levadas a cabo pelos funcionários do Canil/Gatil Municipal de Lisboa dos animais que aí se encontravam; Mikado passou a pernoitar nos quintais e a deitar-se todas as tardes por debaixo da minha janela do quarto.
Estranhei tal facto... que só viria a compreender mais tarde, quando me contaram o que se passara com a captura dos animais da casa demolida.

Mikado conseguira escapar...










domingo, 21 de junho de 2009

Excertos de uma Tarde Abrasadora







Misha e Luana à procura do melhor lugar à sombra... onde ainda corra alguma aragem fresca.









sábado, 6 de junho de 2009

Alterações Climáticas







Esta manhã de sábado começa esplendorosa, com um sol radioso. Nos quintais, Misha delicia-se a aquecer-se à entrada da sua casota.





Com o calor, Misha sai da casota e vem deitar-se do lado de fora, banhando-se nos raios solares, como se estivesse na praia.

Entretanto, o sol começa a esconder-se por detrás de uma nuvem bem cinzenta. Luana aproxima-se da sua mãe e cheira-a.
Começa a pingar...

Luana aninha-se dentro da casota.





A mãe Misha só mais tarde a ela se juntará, dado que o seu pêlo denso de "Bosques da Noruega" a impede de sentir logo a bátega de água que começa a cair.

Com todas estas alterações climáticas, não admira nada que eu esteja desde ontem à tarde com a maior gripe que se possa imaginar, em plena Primavera!...









quinta-feira, 28 de maio de 2009

domingo, 24 de maio de 2009

Instalação







Cabeça de Misha com pata da Luana, formando à primeira vista um único gato.

Com o regresso da chuva e do vento, Misha e Luana voltaram a dormir dentro da sua casota.









sexta-feira, 17 de abril de 2009

Os Gatos dos Quintais








A minha vida dava um verdadeiro filme... e com (muitos) gatos à mistura!

Depois da saga da busca pela Luana, desta feita, apareceu-nos nos quintais das traseiras um gato preto enorme, o qual não parava de perseguir desalmadamente Luana e de bater em todos os restantes machos.

Mais tarde, veio a descobrir tratar-se do velhote Pelé, um dos gatos que vive neste jardim comunitário, e daí tinha fugido com o cio.






segunda-feira, 16 de março de 2009

Em Casa...







Como era de esperar, ontem à noite, Luana não veio comer por debaixo da minha janela (provavelmente, ainda um pouco receosa depois da queda que lhe viria a custar 9 dias longe de sua casa).

Esta manhã, pelo contrário, quando abri a janela do quarto, já tinha a Luana, juntamente com a sua mãe Misha, à minha espera.
Luana miou com algum mimo, enquanto lhes descia a comida pela janela.

Depois, entrou para a casota e ali ficou enroscada, fazendo patinhas na barriga da sua mãe.