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sábado, 9 de janeiro de 2010

Notas Soltas - 144




- A minha (nova) Caixa de Costura -






Para que os materiais para confecção dos sacos Capri-Sonne não se percam, ou sejam surripiados pelas miúdas cá de casa.

2€ na loja dos 300 aqui perto.




- "Petstages" -





A "Petstages, Inc." é uma empresa de design, confecção e distribuição de artigos inovadores para cães e gatos, especificamente dirigidos às necessidades de cada fase etária da sua vida.

Tive conhecimento destes artigos quando, há 2 anos atrás, tive que comprar brinquedos que ajudassem a "canalizar" os dentinhos das ninhadas dos "7 Gatos dos Quintais" para outro lado que não os meus braços.





Desta vez, optei por adquirir um bonequinho com catnip e um saco térmico (para que não seja só eu, cá em casa, a beneficiar das suas mais-valias)... e as "'nininhas" adoraram.





segunda-feira, 20 de julho de 2009

Notas Soltas - 143




- 40º aniversário -




R.E.M. & Bruce Springsteen - "Man on the Moon" (OST filme "Man on the Moon")





- (Re)Nascer -





A minha Tillandsia prestes a florir.









domingo, 7 de junho de 2009

Notas Soltas - 142




- "Sling" para Felinos -






A Ciara sempre foi a mais enfezadazinha e adoentada de uma das ninhadas que esteve comigo há 2 anos atrás (e, talvez por isso mesmo, acabei por ficar com ela).

Esta manhã, só não ralhei com ela por isso mesmo... porque com um ano de idade o seu peso é tão ténue, que até acabei por achar piada ao local onde ela se foi colocar a dormir.






- Baínha Improvisada -


No Inverno, gosta delas bem compridas, quase a arrastarem pelo chão, com boca larga. Mas, durante o Verão, a situação complica-se porque, com as sandálias, as calças compridas quase que me fazem andar a tropeçar a todo o instante.

Fazer baínhas estava completamente fora de questão, sobretudo em calças de "meia estação" (o que quer que isso signifique actualmente!), que teria que usar em ambas as estações, o que implicava fazê-las e voltar a retirá-las.

Este ano, para remediar a situação, fez-se por momentos luz, e eis como solucionei a questão...








E devo dizer (sem me querer estar a gabar!), que, pela sua originalidade, já está a fazer sucesso... e ainda se transforma numa moda, durante o próximo Verão!








sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Notas Soltas - 141







... Passou a ser às Sextas, há cerca de 2 semanas, por um curto período de tempo (esperemos!).





A L. trabalha numa empresa de limpeza que nos faz serviço no Centro e vive ali no mesmo bairro.

Esta tarde ao subir a rua à pressa, para ir apanhar a camioneta, vejo a L. a conversar com um vizinho... e sou surpreendida pelas tonalidades bastante originais de um pequeno gato, que ali se encontrava, junto ao seu portão.

Passa mais outro vizinho e pergunta-nos se queremos apanhar o gatinho. Tenta em vão, com o fio do seu porta-chaves chamar a atenção do gatinho quase dálmata (pelas cores que possui).

L., sempre muito despachada e risonha, abre o portão do seu quintal e entra por ali a dentro, determinada a apanhar o seu gatinho, para que lhe possa tirar uma fotografia.

Kitty deixa-se, finalmente, apanhar pela sua dona, aquela que a resgatou das ruas do bairro quando tinha apenas 2 meses e por ali jazia abandonada ao frio.

L. pede-me muitas desculpas por a casa não estar arrumada, senão convidar-me-ia a entrar. Fica para uma próxima ocasião.

No pequeno e aprazível quintal de L. convivem harmoniosamente a pequena Kitty, Bambi o cão de guarda, o pato e uma trupe de pombos enclausurados.

Eu, menina da (grande) cidade, aí nascida e criada, fico fascinada, por largos minutos, a observar aquela tranquilidade campal, no final de uma semana.






A Bobadela é como que uma aldeia, com leves rasgos de modernidade.

As ruas têm nomes bonitos e poéticos, os bairros estão imersos em hortas e os animais por ali se passeiam livremente (não sendo raro, por vezes, ver um pastor com as suas ovelhas a pastarem no terreno mesmo em frente do Centro).

Às vezes, sabe bem dizer que se trabalha assim tão perto do campo!...








- "Cidadania LX" -







A freguesia de Benfica vai passar a estar também um pouco mais presente aqui, no "Cidadania LX", um blog em que a única preocupação é a de "uma Lisboa pelos lisboetas e para os lisboetas".

Muito obrigada ao Paulo Ferrero pelo convite!









segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Notas Soltas - 140




- Fim de Tarde com Livros -





Quem ama verdadeiramente os livros, oferece-os aos amigos, em singelas e bonitas alusões... e um simples "obrigada" não é suficiente para agradecer toda a amizade e companhia que nos são concedidas!

"Salva" anda fora e dentro, numa liberdade que espelha a sua alma felina... mas regressa sempre à Casa-Mãe.

Naquele mundo que é seu, aproxima-se devagarinho de quem lhe quer bem e por ali fica a brincar displicentemente... Lá em baixo, na cave, faz a festa com um pequeno novelo de linha verde, emaranhado numa das cadeiras. De quando em vez, num terno miado de mimo, chama a sua protectora, deixando-a fazer-lhe algumas ténues festinhas na cauda.
Depois, cansada de tanta brincadeira, aninha-se na sua caminha e ali fica, a dormir o sono dos justos... com um olho sempre aberto, permitindo que a objectiva da máquina fotográfica e as minhas mãos se aproximem cada vez mais.

"La vraie liberté c'est de pouvoir toute chose sur soi"... tal como os gatos.






- Regar as Plantas -


22h... e a chuva continua a cair incessantemente...

Desço para ir deitar o lixo fora e deparo-me com a porta do prédio completamente escancarada, com um dos vasos da entrada da escada a servir-lhe de travão.
Lá fora, no patamar coberto, a minha vizinha de baixo, em roupão, a guardar um outro vaso de uma das plantas da escada... que se encontra perto do caixote do lixo, a ser regada pela chuva.

No inusitado da cena, a Dª. L. parece nem sequer me vislumbrar, tal é o acentuado do odor a etílico.
Aparece o vizinho do 3º andar Esq., meteorologista de profissão. E a Dª. L. pergunta-lhe se no dia seguinte irá continuar a chover.






- 1 semana -


Depois de uma semana, hoje, finalmente, consegui chorar.

Tenho andado, desde essa data, a meter tudo para dentro e a acumular... parecendo quase uma bola de neve, prestes a rebentar.








quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Notas Soltas - 139




- Na Casa Nova -






No domingo passado, de manhã, instalámo-la.

Nesse final de tarde, elas vieram comer por debaixo da janela do quarto como vem sendo hábito... olharam e re-olharam para a casota de plástico e nada... depois de saciadas, resolveram afastar-se para o pequeno terraço que fora de Dª. Luísa (o que, afinal de contas, até é bem normal, dado que a Luana foi apanhada um pouco "à traição", para ser esterilizada, através de uma transportadora semelhante a esta casota).

Na 2ª feira seguinte, ao fim da tarde, depois de terem comido, qual não foi o meu espanto quando vejo a Luana entrar ligeira para dentro da casota, logo seguida pela Misha.
O entardecer trouxera já consigo a escuridão. E eu debruçava-me na janela, para tentar perceber se as gatinhas estavam mesmo lá dentro... quando me deparo com 2 pares de olhos a mirarem-me de dentro da casota.

No dia seguinte, de manhã, aí ficaram, com olhinhos piscos de sono, até quase à 9h30; rumando, em seguida para o terraço que fora de Dª. Luísa, para apanharem sol.
Às 17h desse mesmo dia, voltaram à sua nova casa e aí ficaram à espera que lhes descesse a comida.
Mais tarde apercebi-me, através da janela da cozinha, que andava uma outra gata a rondar a comida de Misha e Luana, tendo sido furiosamente perseguida por Luana, convencida que aquele novo espaço é o seu próprio território.

E não mais se ouviram nos quintais os miados tristes e dolorosos de Luana, como sucedia nas últimas semanas.

Misha e Luana passaram a ter um abrigo este Natal frio. E eu fico muito mais tranquila de as saber ali tão perto de mim.







- O Natal do Gato G. -


A noite de consoada fora passada em família, como todos os anos. E o gato G. estava contente, contentíssimo.
Desde que ouvira a sua voz, quando ela chegara, que não parava de a seguir pela casa toda com aquele seu ar pachorrento, brincando exaustivamente com os bonecos que ela lhe atirava, voltando depois até ela.
Mais tarde juntaram-se à pequena família os últimos convivas, os avós. E o gato G. delirou quando os viu chegar.
Acompanhou os seus passos ligeiros até à mesa da consoada, e ficou a admirá-los entre as cadeiras de ambos. Dava a cabeça para festinhas e ainda se tentou sentar ao colo do avô.
Depois, cansado de tantas emoções, aninhou-se por debaixo da cadeira da avó, onde permaneceu durante praticamente toda a noite.

A noite de consoada fora uma noite mágica para o gato G., que, através dos avós, se recordou, certamente, do outro casal de idade que lhe dera um lar durante cerca de 2 anos, antes de falecerem; recordou-se também da voz de quem o retirou do Canil/Gatil naquele fatídico dia, que o viria, também, 3 meses mais tarde a resgatar de novo.

E dava gosto ver como o gato G. estava contente nessa noite, contentíssimo!








sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Notas Soltas - 138



- PROCURA-SE: Charlie, gatinho cinzento muito meigo -







O gato Charlie foi encontrado a vaguear à noite na rua pela Rodrigues há 2 anos atrás. A Rodrigues não o conseguiu deixar sozinho na rua e arranjou-lhe um novo lar.

Acompanhei esta história bem de perto e sei como a minha amiga está a passar um mau bocado com toda esta situação. Por isso mesmo, lanço aqui o apelo , na esperança que ainda consigamos encontrar o Charlie.

Já se passou muito tempo desde o seu desaparecimento, mas existem casos extraordinários de gatos que são encontrados muito tempo depois de terem desaparecido... ver aqui.






O Charlie desapareceu em meados de Fevereiro de 2007, perto dos Capuchos (Caparica).

O seu dono sofreu um acidente de viação num cruzamento em Lazarim, perto do colégio Campo de Flores, e o Charlie fugiu assustado. Este cruzamento fica a cerca de 1,5 Km de casa (na Rua da Estrelinha, nos Capuchos). Na altura, procurou-se por todo o lado, sem êxito.

Continuamos à procura do Charlie, na esperança de que alguém saiba do seu paradeiro ou o tenha visto na estrada, nessa data.


Características do Charlie:

- gato adulto muito meigo e calmo;

- pêlo cinza (cor principal) e branco (cor secundária);

- mancha distintiva, de cor cinza, no lado esquerdo do nariz;

- olhos amarelos;

- porte médio (aspecto robusto);

- na altura do seu desaparecimento, não tinha coleira.


Contactos:


José Rendeiro - 91 811 19 08 / jrendeiroy@hotmail.com


Rosa Caldeira – 91 902 55 55 / rosacaldeira@gmail.com














Depois da "depressão" de ontem, nada melhor do que um miminho como este, terminando a tarde entre os colegas a ver fotografias de outros tempos.

Estamos mesmo a ficar velhos!...







- Brites -






A Brites (ex-Myrna) é uma das filhas da Aiko. Nascida dentro do Canil/Gatil Municipal de Lisboa, e daí retirada juntamente com a sua mãe e irmãos a 17/04/08.

Em Julho foi adoptada por um casal de amigos, ganhando também um novo "irmão" que, por acaso, é meu afilhado.




Esta noite fomos fazer companhia ao "pai" das crianças, por a "mãe" estar longe e ele estar quase a enlouquecer por apenas falar com os "filhos" nestes últimos dias.

Até deu gosto ver as duas crianças em cenas tão ternurentas!...






quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Notas Soltas - 137




- Os gatos não pertencem às pessoas... Eles pertencem aos lugares -



A casa ficou pronta, aguardando a chegada de novos habitantes que a preencham com vida.







Sentada no parapeito da marquise, na janela que ficou entreaberta por esquecimento, Luana mira o pequeno terraço vazio. Depois salta para o interior da marquise e desaparece do meu campo de visão.

Misha e Luana continuam a habitar o pequeno terraço que pertencera a Dª. Luísa, como se ela ainda fosse viva.

"Os gatos não pertencem às pessoas. Eles pertencem aos lugares." - Wright Morris

Esta manhã, Misha e Luana, depois de comerem, ficaram paradas por debaixo da minha janela do quarto mais tempo do que o habitual (depois de saciadas, normalmente, costumam retornar ao terraço onde sempre viveram): pareciam olhar algo ao longe ou, talvez, apenas ansiassem por um abrigo seguro, como o que outrora possuíram.







- Ela vem cá... -




Lisa Ekdahl - "Day Break"



... e eu não tenho dinheiro para a ir ouvir!







- O Fosso -


Almoço com 3 estagiárias de 21 e 22 anos.

A meio da amena conversa, aperceber-me que sou a única que sabe o que é um Capri-Sonne... enquanto elas me olham incrédulas.

Por momentos, recordo aquele famoso e-mail que andou a circular na internet há algum tempo atrás, onde se falava das infâncias vividas nos anos 80... e uma imensa nostalgia, entremeada com uma ligeira depressão sobrepõem-se em mim.

Mesmo quando nas lojas (ou os vizinhos lá do prédio) nos teimam em apelidar de "menina", e, por vezes, até nos dizem que parecemos ter 24 anos...
Não há nada que enganar: 10 anos de diferença é um fosso colossal nos contextos e vivências diárias (uma década)...
E sentimo-nos velhas, quando alguém não sabe do que se trata um Capri-Sonne.







segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Notas Soltas - 136




- Hora de Inverno -





Ontem.
Acordar às 6h30 da manhã e já não conseguir dormir. Trabalhar em casa desde as 8h até às 11h... e, quando chegou ao meio-dia, parecia que já ia a 1000Km/hora, tal não era a infinidade de tarefas já realizadas.
Passar a tarde a pensar que o dia nunca mais termina. Lanche com uns amigos. Chego a casa ainda são 19h30... e o dia que nunca mais termina!
Finalmente, adormeço no sofá... e acordo às 2h da manhã, para me meter direitinha na cama, plena de cansaço por um dia que parece ter sido vivido a duplicar.

Porquê a mudança para a "Hora de Inverno", quando nos afecta tanto o organismo chegar a casa, depois de um dia de trabalho, e já não ter luz solar?!!!!








- Estórias com Gatos - 24 -




O Desaparecimento da Xica







A Xica é uma gata preta e branca que vivia na mesma casa do Usha; e, devido a um problema oftalmológico, já não via muito bem (tendo, também, os olhos com um formato fora do comum).

Era costume ver Usha deambular pelas ruas de Benfica, junto do Mercado, sem que ninguém se parecesse importar com a sua sorte (dando por certo e atenuante de todos os perigos o seu hábito de saltar pelo quintal, dar a volta ao quarteirão e colocar-se à porta da frente, aguardando que lha abrissem)...

Desta vez, quis o destino que fosse a gata Xica a desaparecer (não sei muito mais pormenores, mas, certamente, terá, também, fugido através do quintal), andando perdida na zona de Benfica .
A sua dona lançou este apelo acima.

Caso saiba do seu paradeiro, contacte, pff. um dos números de telemóvel indicados.







- Estórias com Gatos - 25 -










O Félix tem cerca de 2 meses e, durante algum tempo, viveu na Clínica Veterinária Ani Aid, onde era tratado como um lorde, com todos os mimos e brincadeiras... mas não aparecia ninguém interessado em o adoptar, devido a preconceitos ridículos por causa da cor da sua pelagem.

Quis a sorte (ou o destino, que escreve sempre certo por linhas tortas) que me cruzasse com ele, exactamente, uma semana após o falecimento da minha Ninushka.

Enquanto fazia a montra do "Bazar dos Ronrons" na Ani Aid, uma senhora aguardava com a sua cadela na sala de espera... Momentos mais tarde, havia de a ver estendida sobre a marquesa, enquanto a sua dona saía do consultório lavada em lágrimas.
Explicaram-me depois que a cadelinha tinha um cancro e tinha tido que ser eutanasiada, por já nada mais haver a fazer por ela.
Logo após esta explicação, perguntaram-me se já tinha visto o bebé preto que lá tinham na clínica.

Acredito que, nesta vida, nada acontece por acaso!...
Uma semana após a eutanásia da minha Ninushka, deparei-me com esta inusitada situação... E, passados 4 dias fiz aquilo que a minha consciência-lógica considerava como mais um (dos meus inúmeros) encargo, mas o meu coração me dizia ser o mais acertado.

Félix está cá em casa há 20 dias e já se "enturmou" com todos, passando horas em animadas brincadeiras... ou dormindo aninhado junto da "mamã-gata" de adopção.
Faz-me lembrar imenso o meu afilhado em bebé.

Em alguns momentos, tenho a certeza absoluta que há uma luzinha lá longe - onde quer que seja - que nos continua a acompanhar e a velar por nós.










domingo, 7 de setembro de 2008

Notas Soltas - 135





- Estamos a ficar velhos!... -


Sentimos que começamos a ficar velhos quando também passamos a ser, regularmente, convidados para as festas de aniversário dos filhos dos nossos amigos... e já lá vão dois anos!






- Hairport's Weblog -





O WIP já tem um blog (bem interessante, por sinal)!...

Um agradecimento muito especial ao H. pelo destaque dado ao "Palavras & Imagens" e ao "Bazar dos Ronrons".




domingo, 31 de agosto de 2008

Notas Soltas - 134





- Redescoberta -





O famoso Capri-Sonne da nossa infância!...
Ou, pelo menos, da infância de alguns de entre nós, que, quando lêem textos como este, ficam logo com a lágrimazita ao canto do olho!

Actualmente já não existe apenas na versão "laranja", mas numa infindável panóplia de paladares, cores, feitios e novos desenhos nas embalagens.






- "Corners of my Home" (Once a Week)" # 31 -



Depois de (quase) mais de um mês à sua espera, ei-lo, finalmente, no escritório: o meu novo sofá-cama.

Ainda teve que aguardar meio dia (numa ingrata posição) para ser montado e colocado no seu novo lugar...





As fotografias não fazem jus ao produto, porque ficaram péssimas, devido à luminosidade extrema que entrava esta manhã pela janela.

A colcha indiana já rematou o toque final cá de casa!






- Vizinhos -



Os meus vizinhos de cima julgam-se os reis do karaoké (desde que receberam um desses aparelhos de convívio comunitário) ...
Mas, sinceramente, já não pachorra para os ouvir cantar sempre (mal) as mesmas músicas!!!







sábado, 23 de agosto de 2008

Notas Soltas - 133




- Foto-Passado -


E se uma fotografia do Presente se pudesse converter em algo vindo do Passado?





Foto original aqui. Feito com esta ferramenta.

Visto aqui.






- Coisas que me irritam consideravelmente -


- Pessoas que não conseguem assumir aquilo que fazem, dizem ou pensam (invocando o facto de quererem estar bem com toda a gente, para não arranjarem problemas).

- Pessoas que preferem ficar de braços cruzados a verem os outros tentar resolver os problemas, enquanto vão falando sobre os 1001 problemas para resolver esses mesmos problemas... mas continuam sem nada fazer.






domingo, 17 de agosto de 2008

Notas Soltas - 132




- Estórias com Gatos - XXI -



- Usha, o gato que se passeia -





Ontem à noite, depois de jantar, descemos para ir deitar fora o lixo e tomar um café ali perto de casa.

Enquanto o H. lutava ferozmente com o caixote verde para lá conseguir enfiar o saco do lixo e eu estava parada ao lado a olhar para ele, aparece-nos vinda a correr do outro lado da rua, direitinha a nós, uma gata alaranjada a miar.
Faço-lhe festas na cabeça e começa a roçar-se pelas minhas pernas, enquanto continua a miar; e reparo que tem uma coleira castanha com aplicações em forma de peixinhos.

Seguimos caminho para o café e a gata vem atrás de nós.
A esta altura, começa o meu coração a bater mais forte e o estômago a ficar todo embrulhado, só de pensar na hipótese do pobre animal poder ter sido ali abandonado (devido à existência de uma clínica veterinária naquela rua – e já não ser a primeira vez que realizam tal “feito”), ou de andar por ali perdido.
Duas portas mais adiante, a gata pára e ali fica, especada no meio do passeio, a olhar para nós enquanto nos afastamos.
Continuo a andar e a olhar para trás, deixando de ouvir o que quer que seja que o H. me estava a contar e salientando, apenas, que, de facto, até parece que atraio este tipo de situações inusitadas com gatos.

Quando saímos do café, peço para fazermos o mesmo trajecto.
Nem vivalma da pobre gata, penso. Eis senão quando, vinda do nada, tal como na primeira investida, aparece a felina alaranjada a miar para nós. Faço-lhe festas e aninha-se na soleira de uma porta.





Depois de uns bons 10 minutos ali parados a tentarmos decidir o que fazer, não conseguimos ignorar o pobre animal e levamo-lo para casa, ficando comodamente instalada na minha casa-de-banho.
Uma série de telefonemas mais tarde, chega a hipótese de se tratar de uma gata residente num prédio ali da rua, que alguém já socorrera do ataque de um cão e dizia tratar-se de um felino que costuma fugir de casa através de um quintal.

Esta manhã, comecei em vão a busca desesperada pelos seus donos...
O facto de ser fim-de-semana prolongado não me ajudou em nada, nem tão pouco um casal de vizinhos (muito pouco compreensivo e solidário) dos donos do animal.
Já quase em desespero, ao final da tarde, deixo-lhes um pequeno bilhete com o meu contacto por debaixo da porta.

Finalmente, por volta das 21h, liga-me uma rapariga, intitulando-se como a dona do gato. Sim, porque, afinal de contas, era um gato, castrado como se fazia noutros tempos, o que dava azo a uma certa confusão.
Pego no pobre gato, num estado já meio entre o enfadado por se encontrar fechado numa casa-de-banho e o "feliz da vida e sempre com a cauda a abanar" por estar quentinho e não ao relento, e levo-o a casa da sua dona, do outro lado da rua.

Fico, então, a saber que o velhote gato Usha partilha a casa com duas gatas e que até têm direito a uma daquelas portinholas (ou "gateiras") para poderem entrar e sair de casa da dona para um magnífico quintal.
Usha apareceu há cerca de 2 anos naquele quintal e por ali foi ficando. Gosta de dar as suas voltinhas pelo quarteirão, uma vez que saindo pelo quintal nas traseiras do Mercado, contorna uma rua, dá mais uma volta e vai ter ao início da rua da sua dona... por ali ficando, à espera que alguém lhe abra a porta principal, para voltar a entrar em casa.
As voltinhas de Usha pelo quarteirão são já famosas no bairro (pelo menos para alguns residentes, nos quais eu própria não me incluía!), havendo até uma senhora que já o recolheu por duas vezes.

Segundo uma outra vizinha ("mais antiga" no bairro), Usha teria sido ali deixado naquele quintal, quando os seus donos se mudaram, sendo estes seus hábitos bem ancestrais... e, tendo ele adoptado, a nova moradora.

Usha está velho, escanzelado e enfraquecido. Tem um olhar muito triste, apesar de ser extremamente meigo.

Se apenas os animais pudessem falar... e contar-nos todas as (suas) histórias já vividas!...






- Fim de tarde nos Quintais -




Misha e Luana em contemplação... ou vice versa.





quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Notas Soltas - 131




- O Regresso de Férias -


Ainda quase que nem tive tempo de aqui mencionar que as minhas férias chegaram ao fim e regressei ao trabalho na passada 2ª feira!...

Já cheguei à conclusão que, devo ser mesmo muito diferente da grande maioria das outras pessoas, porque adoro trabalhar em Agosto!

Os transportes vão vazios e chegamos muito mais depressa ao nosso destino por não haver o trânsito de todos aqueles que se encontram em "vacances"...
O telefone no escritório não toca sequer, o que nos dá muita concentração para podermos trabalhar...
Porque, contrariamente ao que se passa nos outros empregos, no meu continuamos sempre a 1000km/hora e com imensos assuntos a tratar, mesmo durante o mês de Agosto.

Stresses à parte, o que gosto mesmo muito no regresso de férias é aquela sensação de ainda estar a léguas de distância dali e de as situações mais incómodas do dia-a-dia me passarem completamente ao lado!...





- "Corners of my Home (Once a Week)" # 30 -



Outra das coisas de que gosto particularmente, no regresso ao emprego após as "férias grandes", é o rever os colegas-amigos, aqueles que, por um motivo ou outro, nos são mais "chegados" ou com quem fomos criando mais afinidades... Aqueles de quem, verdadeiramente, vemos que sentimos falta, ao regressarmos.

O ZA é um deles!...






O ZA também esteve de férias na sua terra-natal e trouxe-me de lá estes dois magníficos ímans para a colecção "on my fridge".

Obrigadão!






Mas o ZA é hoje digno de menção aqui no blog por um outro motivo também, já que criou a sua conta no Flickr, através da qual nos vai espantar com o seu olho "clínico" para a fotografia.

Ficamos a aguardar!




Um grande beijinho de agradecimento para a B. (outra colega-amiga) pelo belo postal enviado dessas terras longínquas (é só descobri-lo na foto)!






quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Notas Soltas - 130





- A Dança -







O que estão estes seres humanos a fazer? A dançar.
Na Terra, muitos seres humanos exibem períodos de felicidade, sendo a dança um dos métodos de expressar livremente essa felicidade.
A felicidade e a dança ultrapassam barreiras políticas, ocorrendo em praticamente todas as sociedades humanas.

Matt Harding viajou por diversas nações na Terra, começando a dançar em cada um desses locais e filmando o resultado final (muitas pessoas a ele se juntavam, começando, também, a dançar).
Este vídeo é, talvez, o exemplo dramático de que os seres humanos em toda a Terra sentem uma ligação comum, enquanto membros de uma mesma espécie.
A felicidade é frequentemente contagiosa e poucas são as pessoas capazes de assistir a este vídeo sem sorrirem!







- Esta manhã... -




... Luana veio a correr, juntamente com Misha, comer por debaixo da minha janela.









sexta-feira, 13 de junho de 2008

Notas Soltas - 129



- Pessoa -




"O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço..."

"O que há em mim é sobretudo cansaço", de Álvaro de Campos.




Na data em que se se comemoram os 120 anos do nascimento de Fernando Pessoa (ou seja, no dia de hoje), os 200 livros que constituem a sua biblioteca pessoal vão ser disponibilizados gratuitamente na Internet, aqui.
O objectivo é chegar à publicação online de 1.200 títulos, como livros, revistas e jornais, para que o universo de Pessoa continue a sua admirável expansão.






- "Histoire de Pieds" - 4 -





Pés de Verão.







domingo, 8 de junho de 2008

Notas Soltas - 128




- "Curtas" - X -





"La Vie des Chats"
Curta-metragem de
Mathieu Fauny. Com Charlotte Dehimi e Julie Delorme. Música de 9ch e Julie Delorme.



"Moi j'aime bien la musique, mais j'aime pas qu'ça crie!"
Monologue de Charlotte Dehimi, femme de 87 ans ex-voisine de cloison à Caen, qui malheureusement et décédé peut de temps après le tournage.
Témoignage d'un quotidiens "sacré!"
À part ses chats et sa télé, Charlotte vie seul, face aux traquât de la vie. Elle a connue la guerre au plus prêts et s'étonne encore aujourd'hui de l'absurdité du monde, à croire réellement que le pire est toujours avenir ! La cour des miracle : " Il a électrocuté sont père épi c'est tout!"







- O país parou... -


... ontem ao final da tarde.
E eu devo ter sido a única pessoa a não assistir ao primeiro jogo de futebol da selecção portuguesa no Euro 2008!

Com os sonos completamente em atraso devido à participação (mais que) prolongada neste evento, só me apercebi que algo de fora do comum se estava a passar quando comecei a ouvir o meu vizinho do R/c entoar orgulhosamente o hino de Portugal com a sua voz cavernosa (normalmente, só costumo ouvir a sua voz quando começa a discutir com a mulher e/ou com a filha).

É uma sensação meio estranha (e, simultaneamente, muito reconfortante) esta de nos sentirmos como que à margem de algo em que o resto do mundo participa de uma forma (quase) alienada!...

Por isso mesmo, decidi que, desta vez, me vou continuar a manter à margem, não entrando na onda geral de alienação colectiva (que o nosso país vive actualmente).
Vamos ver até quando me aguentarei, já que estas coisas das mobilizações de massas acabam sempre por dar a volta à cabeça de todos!...





sábado, 7 de junho de 2008

Notas Soltas - 127




- Um outro mundo é possível! -





4 dias passados no evento "Os Dias do Desenvolvimento" (organizado pelo IPAD) no Centro de Congressos de Lisboa, a terminarem esta tarde com uma maratona até às 13h.

Um evento que deveria ter sido muito melhor divulgado na comunicação social, de modo a que o público em geral se pudesse familiarizar com o que são os Objectivos do Milénio, o Comércio Justo e a Cooperação (conceitos de extrema importância num mundo actual, cada vez mais individualista)!






Assim, acabou por ser, apenas, mais um evento dirigido directamente às ONG's.
Com uma adesão tão fraca por parte do público que, a dada altura, apenas os técnicos das diversas ONG's presentes visitavam mutuamente os stands uns dos outros, vendo o trabalho que cada um deles tem desenvolvido.




Juntos podemos!...

A repensar futuramente o alcance deste tipo de eventos.



Mais fotos aqui.







- Sugestão do Sítio do Costume -






Na passada 4ª feira, em dia de montagem do nosso stand n' "Os Dias do Desenvolvimento", descobrimos este simpático, acolhedor e muito fashion restaurante.





Na Rua da Junqueira, mesmo em frente à Administração do Porto de Lisboa, por entre o metalizado dos novos edifícios, sobressai o verde-lima do restaurante "Kai Junqueira".

De dia funciona como restaurante, com uma muito caseira e boa comidinha (a 6,90€ o menú); e ao final da tarde/noite, segundo percebi, como ponto de encontro/lounge.

Um espaço muito simpático e bonito, que vale a pena conhecer!...







sexta-feira, 30 de maio de 2008

Notas Soltas - 126



- Fotografia jamais tirada... -


... mais uma que me arrependo profundamente de não ter tirado!




18h. Bairro do Armador, Belavista (Chelas).
Alguns jovens de origem africana jogam à bola no meio do passeio. Duas idosas conversam enquanto passeiam os seus fiéis amigos. Na soleira da porta de um dos enormes prédios, um velho olha o jogo dos adolescentes.

E ao longe, como pano de fundo de toda esta cena de vivência de bairro, as normalmente isoladas e sujas colinas da Belavista (finalmente desmatadas há apenas um mês), onde se vislumbra uma infindade de jovens, subindo velozes e em fila indiana em direcção ao Parque.

Cá em baixo, junto ao Feira Nova e ao metro é o caos completo de carros (tentando estacionar onde quer que seja - até mesmo no mal amado Bairro do Armador), polícias nas suas carrinhas de choque e funcionários municipais transportando caixotes de lixo (que dentro em breve estarão repletos das garrafas de cerveja e comida que os jovens que chegam empunham).




É pena que a Câmara Municipal de Lisboa só se lembre de limpar a cara da Belavista, transformando-a num local limpo e seguro, de dois em dois anos (acção feita expressamente sem ser para os seus moradores)!!!!
É pena que um grande festival de música, que pretende ser "Por Um Mundo Melhor", não faça mais pelo próprio espaço carenciado que utiliza em Lisboa!!!!

Eu não vou ao Rock in Rio... mas trabalho 4 dias por semana na Belavista!







- Encalacrada no Tempo -


Muito perto destas janelas, escondida por arbustos e árvores...








Ermida de Nossa Senhora da Conceição, junto à Quinta do Pombeiro (Parque da Belavista - Chelas) - construção do século XVIII.
Património da Câmara Municipal de Lisboa.







- Estórias com Gatos - XIV -



Os Herdeiros da Ninushka



Desde que esta história começou, os quintais parecem ter ficado amaldiçoados!...

Na verdade, fazendo agora uma retrospectiva de todos os acontecimentos, tudo começara bem antes disso, quando falecera o casal de idosos que protegia os gatos dos quintais e, mais tarde, quando a dona do Bosques da Noruega morrera também.
A queixa hipócrita e velada para o Canil/Gatil Municipal de Lisboa constituira, apenas, a estocada final do Homem sobre a Natureza!...

Hoje em dia, quando me ponho na janela da cozinha a fumar e olho para aqueles quintais desertos e sem vida, invade-me sempre uma sensação muito estranha e agoniante.

Porém, lá longe, na ponta mais à esquerda das traseiras, resistem ainda 2 colónias com cerca de 4 ou 5 gatos.

Em frente às minhas janelas, nos prédios do outro lado, vivem ainda Misha, Mikado e a gata tigrada (que nunca vem para os quintais do lado do meu prédio).



Misha continua a ir aparecendo por debaixo da janela do meu quarto. E, nos últimos tempos, à semelhança do que sucedera com a Ninushka, mal levanto os estores de manhã, ali está já ele à espera de comida, ou corre apressado na minha direcção (miando, enquanto envio para baixo o comedour preso a uns fios). Depois regressa sempre ao pequeno terraço do outro lado, onde vivera a sua dona.

Ainda não tive ocasião de aqui contar, mas, certo final de dia, andava eu completamente embrenhada no início desta outra história, estou a dar comida ao Misha, quando me deparo com a cabeça de uma senhora a espreitar no terraço em frente à minha janela.
Sorrio porque não havia muito mais a fazer perante tal situação.
E é, precisamente, neste ponto que a dita cuja senhora me pergunta como é que eu estava a dar-lhe comida.
Impossibilitada de visualizar toda a cena, vejo a senhora esgueirar-se para o terraço do lado e começar a observar-me.
E é então que me conta que a dona daquela gata havia falecido, mas que ela a continuava a alimentar.
Surpresa geral… afinal Misha era (e sempre foi) uma gata!
Uma gata já muito idosa, segundo me continua a contar a senhora, que, imagine-se, até chorara quando a sua dona falecera.
Pobre Misha… com mais sentimentos do que muitos humanos!



O Mikado perdera, também, este ano os seus protectores, passando a deambular erraticamente pelos diversos quintais, em busca de fémeas.

Aparece poucas vezes por debaixo da minha janela. Se bem que, nas últimas semanas, fruto de acompanhar a Misha para todo o lado (a quem tem muito respeitinho e deixa sempre comer em primeiro lugar), ou, talvez, por andar mais enfraquecido por "andar às gatas", tem aparecido mais frequentemente.
Esta manhã, por exemplo, mal abri a janela, deparei-me com ele assim...




Até já pensei em falar com a vizinha da dona da Misha, a ver se a senhora consegue apanhar o Mikado (que dorme, também, no seu terraço) e o mandamos castrar. Mas o tempo tem sido pouco para tudo aquilo que tenho tido que fazer (em termos pessoais e profissionais)!...