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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Bócas: 17/07/95 - 02/02/09








Nascera em casa da minha mãe, há 13 anos atrás, numa ninhada de 5 gatinhos (dos quais acabaríamos por ficar com 3), filhos da Maruska e do Fofinho.

Foi o último a nascer, já ao final dessa longa tarde, mas acabaria por ser o mais matulão e comilão, tendo também sido o primeiro a conseguir sair sozinho do ninho.

Dei-lhe o nome de Bócas, diminutivo das famosas “bombócas”.
Em bebé, só fazia asneiras, tendo mesmo conseguido a proeza de, com 5 meses, conseguir atirar ao chão um dos vasos mais altos da varanda de casa da minha mãe.

Conforme foi crescendo, transformou-se num pequeno panda, muito pachorrento, que adorava passar os seus dias a dormir, ou enfiado dentro da máquina de lavar roupa. Amigo de todos, mas com uma embirraçãozita de dominância para com o seu pai, e muito temido pelo seu irmão Tristão (apesar de nunca lhe ter feito mal).




01/02/09



Há cerca de uma semana atrás, o Bócas andava meio constipado e deixou de comer. A minha mãe levou-o ao Vet. e, após a realização de análises, foi-lhe diagnosticada insuficiência renal (com valores extremamente elevados).

Seguiu-se o tratamento (infelizmente, já bem conhecido para mim)...
3 (longos) dias a soro intravenoso na clínica veterinária, passados os quais se realizariam novas análises para verificar o avanço ou não da doença.

Mas o Bócas continuava a não querer comer nada...
Começou a ser alimentado à seringa, mas ferrava os dentes com muita força, como se nos estivesse a querer dizer que os nossos esforços eram em vão e já nada valeria a pena.

A última vez que o vi foi ontem, domingo, quando fui almoçar a casa da minha mãe... muito prostrado deitado no sofá, parecia não se sentir nada bem e estava sempre a vir para o chão, deitar-se por debaixo da mesa da sala (como se nos estivesse a querer avisar de algo).

Tirei-lhe aquela que sabia conscientemente que seria a sua última fotografia... como se quisesse, assim, e com ela perpetuar na minha memória todos os bons momentos vividos em 13 anos com o Bócas.

Nessa noite, o Bócas começou a miar de uma forma muito estranha, como se estivesse com dores e, simultaneamente, a chamar por nós (lembrámos-nos logo do caso da morte do nosso primeiro gato, o Garoto, que também miara por nós, antes de falecer).





Esta tarde, a minha mãe levou o Bócas, como combinado, ao Vet. para fazer novas análises... as quais acabaria por já não fazer.

Às 16h15 o Bócas teve que ser adormecido para sempre. Estava com 32º de temperatura e, segundo o médico, nenhum animal nessas condições se conseguia salvar.
O Bócas partiu ao colo da minha mãe... passados 7 dias de lhe ter sido diagnosticada a doença que lhe seria fatal.
Felizmente, não sofreu tanto como a minha Ninushka, sujeita a prolongado soro subcutâneo.

Eu estava numa reunião quando recebi a triste notícia... e tive que me conter tanto para não sair dali, que ainda não consegui sequer chorar em condições.






sábado, 31 de janeiro de 2009

Conta-me como foi...




Quando descemos à cave e nos pomos a remexer nos dois baús, sentimo-nos como crianças a descobrirem mistérios e segredos nos objectos em que tocamos, como se todos se tratassem de preciosidades ali esquecidas.

Todos os objectos têm uma estória... E todas as suas estórias estão impregnadas da vida de quem os possuiu antes de a nós eles terem chegado (o que os torna, de facto, imbuídos de uma mística muito especial).





Esta manhã, na "Livrarte", observada atentamente e bem de perto pela "Salva" (qual guardiã do mundo de mistérios daquela cave), descobri uma magnífica manta em estilo patchwork bastante original e fora do comum e uma pequena colcha de cetim a duas cores (que fará as delícias de uma das caminhas das minhas gatas).

Mais tarde, a Lúcia dir-me-ia: "Todos os objectos têm uma estória...".

E a estória da maravilhosa manta de patchwork teve resquícios de vedeta, uma vez que a mesma participou como adereço num dos episódios da série portuguesa "Conta-me como foi" (curiosa metáfora esta da associação de tal objecto com o próprio nome do programa).






Em relação à menina "Salva", já se tornou a vedeta da casa, fazendo as delícias dos clientes e amigos, ao passear-se delicadamente por entre as estantes repletas de livros. Tendo mesmo constituído um séquito de fãs que, diariamente, entram na loja apenas para a verem ou demandarem novas do seu estado.





É de salientar, por outro lado, o curioso facto de "Salva" ser a gata mais fotogénica que já conheci até hoje... não tendo sequer receio da aproximação da objectiva, apesar de ainda não se deixar tocar.





quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

A Cidade dos Gatos




"The city of cats and the city of men exist one inside the other,
but they are not the same city".


(Italo Calvino, in "As Cidades Invisíveis")








Naquele bairro, a cidade dos Gatos misturava-se todas as manhãs, através do vidro, com a cidade dos Homens.

"Salva", qual estátua de divindade egípcia, serena e imperturbável, por detrás da montra, fazia as delícias de todos os que por ali passavam naquelas manhãs agitadas...

Roubando-lhes algum tempo aos seus afazeres diários e fazendo-os parar, ficando ali especados, durante largos minutos, embevecidos a admirarem-na. Relembrando-lhes, assim, que a vida tem muito mais do que se lhe diga do que uma simples e constante correria em busca permanente de algo...





A cidade dos Homens, naquele bairro, ficara diferente desde a chegada de "Salva".

Ao alterar as formas, cruzando a imagem daquela pequena gata com a de todos os que paravam a observá-la, o vidro da montra daquela loja criara como que uma espécie de metamorfose entre a gata e o Homem... transformando a grande maioria dos indivíduos em seres mais afáveis, solidários e humanos.






sábado, 24 de janeiro de 2009

Das Utopias




"Das utopias

Se as coisas são intangíveis... ora!

Não é motivo para não quere-las...

Que tristes os caminhos, se não fora

A presença distante das estrelas!"


Mário Quintana, in "Espelho Mágico"








A "Salva" foi esterilizada na passada 5ª feira.

Entretanto, para além de se ter transformado no "Ai Jesus da Avenida", parece ter encontrado um apaixonado (que fica todas as manhãs embevecido, em frente à montra da "Livrarte", a observá-la atentamente; tendo hoje chegado mesmo a tentar entrar na loja para procurar a sua amada).

Enquanto isso, "Salva" brincava deliciada, na cave, com um dos ratinhos que a "madrinha" lhe oferecera. Depois de ter presenteado Lúcia com um longo e terno miado, à sua chegada à loja.

Naquele mundo forrado de utopias passadas - que é já o seu -, "Salva" movimenta-se como se sempre ali pertencera e dele fizesse parte há uma infinidade.
Por ali apareceu como uma pequena estrela, dando alento e novo ânimo a todos.
Comprovando que, quando o Homem quer, tudo é possível... E um pequeno gesto ainda pode ser sinónimo da solidariedade a nascer entre todos.





sábado, 17 de janeiro de 2009

Estórias com Gatos - 26




Os gatos são a companhia certa para quem gosta de ler.
Silenciosos e independentes,
respeitam a concentração de quem lê...
Aninhando-se no seu colo
e transmitindo-lhes uma imensa serenidade.






Quando uma amiga me falou sobre ela a semana passada, fiquei logo com vontade de a ir visitar e conhecer (para aqui poder narrar a sua estória, juntando-a às estórias originais de tantos outros gatos que se têm cruzado no meu caminho)...

A habitual e rotineira escassez de tempo para conseguir fazer tudo aquilo a que me proponho, apenas me permitiu visitá-la esta manhã.






Aparecera naquela rua há cerca de um mês e meio, encharcado pela água da chuva e com um ar muito adoentado. Por ali deambulara algumas horas e, provavelmente (devido ao frio que se fazia sentir), havia saído do tubo de escape de um dos carros dos vizinhos onde procurara abrigo.
Viram-no passar perto da paragem do autocarro, junto à Cafetaria. E não mais souberam o paradeiro de tal gato.

No dia seguinte, quando Lúcia abriu a porta da sua loja, eis senão quando, vislumbrou um vulto dourado a passear-se por cima da bancada central repleta de livros.
Sem que ninguém se apercebesse, e aproveitando-se da infinidade de livros aninhados pelo chão como camuflagem, o gatito escapulira-se por entre a porta aberta e ali pernoitara ao quentinho.





Lúcia apelidou-o de "Salvador". E ele, por ali, foi ficando...

Serenamente, calcorreando os estreitos corredores criados pelas bancadas; onde, também, se costuma esconder airosamente, para realizar investidas a inimigos imaginários, ou apenas para se escapulir às festas carinhosas e aos humanos que ainda teme.
Espraiando-se delicadamente ao sol quente das manhãs em cima das molduras antigas e dos livros que compõem a montra daquela livraria-alfarrabista.
Ali vivendo tranquilamente e, por vezes, dando os seus passeiozinhos até à árvore mais próxima.

Certo dia, Lúcia descobriu que, afinal de contas, "Salvador" era uma gatinha (estranho e raríssimo facto para um felino de pelagem completamente laranja)... e diminuindo-lhe o nome , pelo qual já respondia, passou a tratá-la por "Salva".





"Salva"
tem sido a mascote da livraria neste último mês.

Não se trata de nenhum golpe de publicidade, nem tão pouco de uma imitação de Dewey, o famoso gato da Biblioteca americana... Mas a verdade é que os transeuntes têm sido atraídos pela pacatez das sestas de "Salva" na montra e os clientes acham-lhe tanta piada que alguns até já consideram que se deveria começar a pagar para poder ir ali ver a gatinha.





"Salva"
, é uma lindíssima gatinha de cerca de 7 meses, muito franzina e ainda um pouco arisca.

Lúcia tem dois felinos em sua casa e, apesar de acreditar que o mais certo é "Salva" lhes ir fazer companhia (pois já se afeiçoou à gatinha), diz-nos que se aparecesse alguém interessado em a adoptar e lhe dar um bom lar ponderaria a hipótese.

Quanto a nós, acreditamos que são os gatos quem escolhem os seus donos (e não o inverso)... E que nada acontece por acaso nesta vida.
"Salva", a gatinha que apareceu na "Livrarte", quando esta loja está prestes a celebrar o seu 40º aniversário, veio dar-lhe uma nova vida!...





Quer contribuir para a esterilização da "Salva"?
Saiba como, aqui.








segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

CAT-Cam




Alguma vez pensaram como é que o/s vosso/s gato/s verá o mundo?
Como serão as cores e as texturas na sua visão?
Quais os temas que mais o atrairão?
O que fará durante o dia, durante a vossa ausência?



Actualmente já é possível ficarmos a saber tudo isso (e muito mais)... graças a, pelo menos, dois tipo de "Cat-Cam's".



Fotografias de Michael Benjamin



Cooper
é um dos mais recentes fotógrafos felinos (com direito a máquina fotográfica personalizada com a côr do seu pêlo e a expôr o seu trabalho num blog - que podem visitar aqui)... e corre o risco de ficar mundialmente reconhecido através dos mass media.







A julgar pelos exemplos de algumas das fotografias que aqui deixamos hoje, podemos atrever-nos a dizer que Cooper é muito melhor fotógrafo do que alguns de entre nós...

Já para não dizer que se encanta com paisagens (tão bonitas) e estímulos (tão reais) como as que o próprio Homem se encantaria (ou encanta).

É caso para citar a célebre frase de Leonardo Da Vinci:

"Chegará o dia em que os homens conhecerão o íntimo dos animais, e, neste dia, um crime contra um animal será considerado um crime contra a humanidade..."




Para todos os "donos" que queiram adquirir uma destas máquinas fotográficas felinas, poderão fazê-lo aqui ou aqui.








sábado, 3 de janeiro de 2009

Re-Desenhar o Ano




Não sei se, porventura, será apenas impressão minha, mas estes últimos anos parecem ter passado a correr... ou então fui eu que passei por eles mais apressada (ainda) do que é meu costume!

2008 então, passou de uma forma tão veloz que, como já aqui disse, quase fiquei surpreendida quando vi chegar a semana do Natal e, logo em seguida, a do final do ano.
Parecia que estava tudo a correr em modo 2 vezes mais acelerado do que o normal!








Passou tão veloz que apenas há muito pouco tempo consegui finalmente comprar a minha agenda para o novo ano (coisa que, noutras épocas, fazia de uma forma consideravelmente atempada e metódica)...
E, logicamente, já só consegui apanhar as de capa mole, que não fazem parte das minhas preferências.

Com tamanha aceleração das nossas vivências, durante o ano que passou, acabei por não chegar sequer a tomar (ou escrever) qualquer tipo de novas resoluções para 2009... daquelas que nos acalentam culturalmente, e que gostamos de acreditar piamente que vamos conseguir perpetuar durante os 12 meses que se avizinham.

Fica apenas uma, cuja motivação já vinha de longe (quando durante 1 ano e meio a mantive até!), e agora me parece fazer cada vez mais sentido de ser levada adiante: entrei em 2009 deixando de comer carne de animais (com todas as implicações éticas e de crença numa Causa, que o acto em si implica).








Quanto a 2009, o novo ano, foi re-desenhado a duas cores, na capa mole (de que continuo a não gostar) do meu Moleskine, com o animal que me tem "perseguido" nestes últimos anos (como se de um totem se tratasse)... para que assim possa encontrar forças para re-desenhar também eu mais um outro ano.










sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Dias com Chuva




O ano terminou e o novo começou com chuva...
A chuva não tem parado de cair... e o nevoeiro instalou-se... inundado estes dias com melancolia.





A roupa continua indefinidamente à janela, esperando que a chuva pare e lhe dê alguma hipótese de secar.

Face à instabilidade do clima, a cortina de banho da Loja do Gato Preto que me ofereceram há alguns meses, tem dado imenso jeito como protector da roupa que por ali continua estendida.







Lá em baixo, outros gatos aproveitam as maravilhas de terem um novo espaço mais quentinho.

Misha, a velhinha rabinho de raposa, tem passado praticamente os dias inteiros a dormitar na nova casota, refastelada e serena, como que relembrando os dias em que viveu protegida por outrem. Apenas se predispondo a sair dali quando vê a sua filha Luana dirigir-se a algum lado.

Os dias correm mais tranquilos pelos quintais, mau grado a chuva!...






Um feliz ano novo a todos os que continuam a acompanhar este blog!






segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

"BZ Moi!"








Face à adesão que o projecto paralelo que iniciámos aqui tem tido, decidimos criar-lhe uma marca diferente da do Bazar dos Ronrons, com um nome que fosse simultaneamente original e ficasse no ouvido.

Dadas as características deste projecto, que deriva directamente do Bazar dos Ronrons (mas foi alargado a um público mais heterogéneo), optámos por lhe chamar "BZ Moi!", sendo isto a abreviatura de "Bazar Moi!"... ou seja, os artigos semelhantes aos do Bazar dos Ronrons que posso obter com fotografias minhas, da família, de amigos, das férias, dos momentos especiais, etc.







O BZ Moi! passa, a partir de hoje, a ter um website especial (servindo, também, como cartão de visita a todos os interessados); mantendo-se, simultaneamente, todas as actualizações sobre o seu desenvolvimento no website do Bazar dos Ronrons.



Todos os lucros obtidos com os trabalhos realizados no âmbito do BZ Moi!”, à semelhança do Bazar dos Ronrons, continuarão a reverter a favor das despesas de alimentação e manutenção de 9 gatos dos quintais de um bairro de Lisboa, assim como de 4 gatos que mantemos em FAT (Família de Acolhimento Temporário) após terem sido resgatados do Canil/Gatil Municipal de Lisboa (toda a história aqui) e de outros animais que continuamos a auxiliar.









domingo, 30 de novembro de 2008

Pintura (em tons cinza) sob o Mar








A última vez que lá tínhamos ido, o tempo também não estava nada convidativo. Mas sabe bem ir desanuviar a cabeça para longe, quando nos sentimos cansados.

A nostalgia de um passado longínquo invade-me sempre quando ali regresso.

As pessoas e os lugares deixaram de ser os mesmos, permanecendo apenas as casas apalaçadas com que noutros tempos fantasiávamos (e os gatos, que me continuam a perseguir sempre, para onde quer que vá)... e o Penedo do Guincho, imutável, mesmo quando o mar conseguiu já consumir grande fasquia da terra.

O "Mar Lindo" (pensão residencial), caído em ruína e abandono, da última vez que ali estivéramos, parece estar agora a ganhar uma nova vida.
O que, lamentavelmente, já não se pode dizer da antiga estação dos correios ali bem perto, com vista para o mar.

O que me entristeceu consideravelmente foi ver que na Casa do Pinheiro, este foi violentamente cortado e retirado do seu jardim... Uma árvore centenária, que abrigava os mais diversos animais, e conferia toda uma beleza de final de século àquela casa... Faz pena, muita pena!

As ruas da pequena vila de Santa Cruz encontravam-se inundadas de uns tão estranhos quão horrendos candeeiros, aprisionados aos candeeiros comuns de rua, quiçá preparando-se já para a festa natalícia. Quase acreditaríamos ter sido invadidos por estranhos seres intergalácticos.

Ao final do dia, antes de regressarmos, sinto que a minha Santa Cruz já não é esta... Este local espartilhado no tempo, onde se cruzam ainda résteas de um passado que teimam em violentamente delapidar e toda uma modernidade sem sentido, feita de exagero.

Estranha sensação esta, a de se tentar conciliar o local presente desfigurado com as memórias do passado que lá se viveu!...







sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Notas Soltas - 138



- PROCURA-SE: Charlie, gatinho cinzento muito meigo -







O gato Charlie foi encontrado a vaguear à noite na rua pela Rodrigues há 2 anos atrás. A Rodrigues não o conseguiu deixar sozinho na rua e arranjou-lhe um novo lar.

Acompanhei esta história bem de perto e sei como a minha amiga está a passar um mau bocado com toda esta situação. Por isso mesmo, lanço aqui o apelo , na esperança que ainda consigamos encontrar o Charlie.

Já se passou muito tempo desde o seu desaparecimento, mas existem casos extraordinários de gatos que são encontrados muito tempo depois de terem desaparecido... ver aqui.






O Charlie desapareceu em meados de Fevereiro de 2007, perto dos Capuchos (Caparica).

O seu dono sofreu um acidente de viação num cruzamento em Lazarim, perto do colégio Campo de Flores, e o Charlie fugiu assustado. Este cruzamento fica a cerca de 1,5 Km de casa (na Rua da Estrelinha, nos Capuchos). Na altura, procurou-se por todo o lado, sem êxito.

Continuamos à procura do Charlie, na esperança de que alguém saiba do seu paradeiro ou o tenha visto na estrada, nessa data.


Características do Charlie:

- gato adulto muito meigo e calmo;

- pêlo cinza (cor principal) e branco (cor secundária);

- mancha distintiva, de cor cinza, no lado esquerdo do nariz;

- olhos amarelos;

- porte médio (aspecto robusto);

- na altura do seu desaparecimento, não tinha coleira.


Contactos:


José Rendeiro - 91 811 19 08 / jrendeiroy@hotmail.com


Rosa Caldeira – 91 902 55 55 / rosacaldeira@gmail.com














Depois da "depressão" de ontem, nada melhor do que um miminho como este, terminando a tarde entre os colegas a ver fotografias de outros tempos.

Estamos mesmo a ficar velhos!...







- Brites -






A Brites (ex-Myrna) é uma das filhas da Aiko. Nascida dentro do Canil/Gatil Municipal de Lisboa, e daí retirada juntamente com a sua mãe e irmãos a 17/04/08.

Em Julho foi adoptada por um casal de amigos, ganhando também um novo "irmão" que, por acaso, é meu afilhado.




Esta noite fomos fazer companhia ao "pai" das crianças, por a "mãe" estar longe e ele estar quase a enlouquecer por apenas falar com os "filhos" nestes últimos dias.

Até deu gosto ver as duas crianças em cenas tão ternurentas!...






segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Notas Soltas - 136




- Hora de Inverno -





Ontem.
Acordar às 6h30 da manhã e já não conseguir dormir. Trabalhar em casa desde as 8h até às 11h... e, quando chegou ao meio-dia, parecia que já ia a 1000Km/hora, tal não era a infinidade de tarefas já realizadas.
Passar a tarde a pensar que o dia nunca mais termina. Lanche com uns amigos. Chego a casa ainda são 19h30... e o dia que nunca mais termina!
Finalmente, adormeço no sofá... e acordo às 2h da manhã, para me meter direitinha na cama, plena de cansaço por um dia que parece ter sido vivido a duplicar.

Porquê a mudança para a "Hora de Inverno", quando nos afecta tanto o organismo chegar a casa, depois de um dia de trabalho, e já não ter luz solar?!!!!








- Estórias com Gatos - 24 -




O Desaparecimento da Xica







A Xica é uma gata preta e branca que vivia na mesma casa do Usha; e, devido a um problema oftalmológico, já não via muito bem (tendo, também, os olhos com um formato fora do comum).

Era costume ver Usha deambular pelas ruas de Benfica, junto do Mercado, sem que ninguém se parecesse importar com a sua sorte (dando por certo e atenuante de todos os perigos o seu hábito de saltar pelo quintal, dar a volta ao quarteirão e colocar-se à porta da frente, aguardando que lha abrissem)...

Desta vez, quis o destino que fosse a gata Xica a desaparecer (não sei muito mais pormenores, mas, certamente, terá, também, fugido através do quintal), andando perdida na zona de Benfica .
A sua dona lançou este apelo acima.

Caso saiba do seu paradeiro, contacte, pff. um dos números de telemóvel indicados.







- Estórias com Gatos - 25 -










O Félix tem cerca de 2 meses e, durante algum tempo, viveu na Clínica Veterinária Ani Aid, onde era tratado como um lorde, com todos os mimos e brincadeiras... mas não aparecia ninguém interessado em o adoptar, devido a preconceitos ridículos por causa da cor da sua pelagem.

Quis a sorte (ou o destino, que escreve sempre certo por linhas tortas) que me cruzasse com ele, exactamente, uma semana após o falecimento da minha Ninushka.

Enquanto fazia a montra do "Bazar dos Ronrons" na Ani Aid, uma senhora aguardava com a sua cadela na sala de espera... Momentos mais tarde, havia de a ver estendida sobre a marquesa, enquanto a sua dona saía do consultório lavada em lágrimas.
Explicaram-me depois que a cadelinha tinha um cancro e tinha tido que ser eutanasiada, por já nada mais haver a fazer por ela.
Logo após esta explicação, perguntaram-me se já tinha visto o bebé preto que lá tinham na clínica.

Acredito que, nesta vida, nada acontece por acaso!...
Uma semana após a eutanásia da minha Ninushka, deparei-me com esta inusitada situação... E, passados 4 dias fiz aquilo que a minha consciência-lógica considerava como mais um (dos meus inúmeros) encargo, mas o meu coração me dizia ser o mais acertado.

Félix está cá em casa há 20 dias e já se "enturmou" com todos, passando horas em animadas brincadeiras... ou dormindo aninhado junto da "mamã-gata" de adopção.
Faz-me lembrar imenso o meu afilhado em bebé.

Em alguns momentos, tenho a certeza absoluta que há uma luzinha lá longe - onde quer que seja - que nos continua a acompanhar e a velar por nós.










sábado, 18 de outubro de 2008

Estórias com Gatos - XXIII








O Tareco morava, há largos anos, no Adro da Igreja de Benfica e era bem conhecido de todos os transeuntes que por ali passavam.

Reza a estória, segundo a vizinhança, que o Tareco sempre gostou de dar o seu passeiozinho ao ar livre, apesar de ter alcofa e comida dentro da casa da sua dona ali mesmo no Adro da Igreja.

Um dia, quando esta se mudou para outra casa, vá-se lá saber porquê, o Tareco ficou para trás...

E por ali foi ficando, no largo do Adro da Igreja, protegido e alimentado pelos vizinhos da sua antiga dona e os donos do café bem perto.

Da Primavera ao Verão, passava as tardes espraiado serenamente ao sol junto do cruzeiro.
E, se alguém por ali passava e se metia com ele, roçava-se pelas suas pernas, dando miados suaves de prazer.
De Inverno e à noite, acompanhava silenciosamente os que ali mesmo ao lado, na Igreja, velavam os seus entes queridos; e depois, recolhia-se na escada do prédio onde a sua dona habitara, e agora os vizinhos caridosos lhe davam guarida.

O Tareco era um pouco da alma daquele espaço de Benfica, enclausurado entre o antigo e o moderno, entre o misticismo e os afazeres quotidianos...







O Tareco deixou de ser visto no Adro da Igreja de Benfica há já algumas semanas!...

Como é um gato extremamente meigo e sociável, na melhor das hipóteses, poderá ter sido recolhido por alguém que por ali tenha passado e o julgara abandonado.
Do mal o menos, se assim foi e obteve um novo lar!...

Em qualquer dos casos, se tiver mais alguma informação sobre o paradeiro deste gato, entre, pff. em contacto com os senhores do Café do Adro da Igreja de Benfica (Tel. 21. 760 48 45)... pois existem muitas pessoas preocupadas com o destino que este gato terá tido.

Muito obrigada!









segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Abertura do "Bazar dos Ronrons"









Tal como já aqui tinha pré-anunciado, abrimos hoje o "Bazar dos Ronrons"!...

Uma espécie de loja de solidariedade online com produtos home-made, feitos à base de uma das minhas paixões: a Fotografia.


No "Bazar dos Ronrons", através da venda de postais e outros produtos com fotografias (alusivas aos gatos que temos vindo ajudar e a outros temas muito diversificados), esperamos poder ir angariando algumas verbas que nos ajudem a
fazer face aos gastos que temos tidos com os 2 casos que temos vindo a acompanhar.

Ao adquirirem os produtos que aqui passaremos a vender, as pessoas saberão que estão a contribuir para uma causa... para que possamos continuar a ajudar os "Gatos dos Quintais" deste bairro lisboeta em que resido.

Visitem o nosso
"Bazar dos Ronrons" ainda em fase de construção e ajudem, pff., a divulgá-lo junto dos vossos contactos.

Muito obrigada!







domingo, 17 de agosto de 2008

Notas Soltas - 132




- Estórias com Gatos - XXI -



- Usha, o gato que se passeia -





Ontem à noite, depois de jantar, descemos para ir deitar fora o lixo e tomar um café ali perto de casa.

Enquanto o H. lutava ferozmente com o caixote verde para lá conseguir enfiar o saco do lixo e eu estava parada ao lado a olhar para ele, aparece-nos vinda a correr do outro lado da rua, direitinha a nós, uma gata alaranjada a miar.
Faço-lhe festas na cabeça e começa a roçar-se pelas minhas pernas, enquanto continua a miar; e reparo que tem uma coleira castanha com aplicações em forma de peixinhos.

Seguimos caminho para o café e a gata vem atrás de nós.
A esta altura, começa o meu coração a bater mais forte e o estômago a ficar todo embrulhado, só de pensar na hipótese do pobre animal poder ter sido ali abandonado (devido à existência de uma clínica veterinária naquela rua – e já não ser a primeira vez que realizam tal “feito”), ou de andar por ali perdido.
Duas portas mais adiante, a gata pára e ali fica, especada no meio do passeio, a olhar para nós enquanto nos afastamos.
Continuo a andar e a olhar para trás, deixando de ouvir o que quer que seja que o H. me estava a contar e salientando, apenas, que, de facto, até parece que atraio este tipo de situações inusitadas com gatos.

Quando saímos do café, peço para fazermos o mesmo trajecto.
Nem vivalma da pobre gata, penso. Eis senão quando, vinda do nada, tal como na primeira investida, aparece a felina alaranjada a miar para nós. Faço-lhe festas e aninha-se na soleira de uma porta.





Depois de uns bons 10 minutos ali parados a tentarmos decidir o que fazer, não conseguimos ignorar o pobre animal e levamo-lo para casa, ficando comodamente instalada na minha casa-de-banho.
Uma série de telefonemas mais tarde, chega a hipótese de se tratar de uma gata residente num prédio ali da rua, que alguém já socorrera do ataque de um cão e dizia tratar-se de um felino que costuma fugir de casa através de um quintal.

Esta manhã, comecei em vão a busca desesperada pelos seus donos...
O facto de ser fim-de-semana prolongado não me ajudou em nada, nem tão pouco um casal de vizinhos (muito pouco compreensivo e solidário) dos donos do animal.
Já quase em desespero, ao final da tarde, deixo-lhes um pequeno bilhete com o meu contacto por debaixo da porta.

Finalmente, por volta das 21h, liga-me uma rapariga, intitulando-se como a dona do gato. Sim, porque, afinal de contas, era um gato, castrado como se fazia noutros tempos, o que dava azo a uma certa confusão.
Pego no pobre gato, num estado já meio entre o enfadado por se encontrar fechado numa casa-de-banho e o "feliz da vida e sempre com a cauda a abanar" por estar quentinho e não ao relento, e levo-o a casa da sua dona, do outro lado da rua.

Fico, então, a saber que o velhote gato Usha partilha a casa com duas gatas e que até têm direito a uma daquelas portinholas (ou "gateiras") para poderem entrar e sair de casa da dona para um magnífico quintal.
Usha apareceu há cerca de 2 anos naquele quintal e por ali foi ficando. Gosta de dar as suas voltinhas pelo quarteirão, uma vez que saindo pelo quintal nas traseiras do Mercado, contorna uma rua, dá mais uma volta e vai ter ao início da rua da sua dona... por ali ficando, à espera que alguém lhe abra a porta principal, para voltar a entrar em casa.
As voltinhas de Usha pelo quarteirão são já famosas no bairro (pelo menos para alguns residentes, nos quais eu própria não me incluía!), havendo até uma senhora que já o recolheu por duas vezes.

Segundo uma outra vizinha ("mais antiga" no bairro), Usha teria sido ali deixado naquele quintal, quando os seus donos se mudaram, sendo estes seus hábitos bem ancestrais... e, tendo ele adoptado, a nova moradora.

Usha está velho, escanzelado e enfraquecido. Tem um olhar muito triste, apesar de ser extremamente meigo.

Se apenas os animais pudessem falar... e contar-nos todas as (suas) histórias já vividas!...






- Fim de tarde nos Quintais -




Misha e Luana em contemplação... ou vice versa.





quinta-feira, 7 de agosto de 2008

O Gato Schrödinger












Muito obrigada ao PMBC pela oferta do calendário com o Gato Schrödinger, o qual teve melhor sorte que o da experiência!

Fantásticas gravuras de António Jorge Gonçalves e texto de Nuno Artur Silva.

A visitar, também, o excelente site com desenhos feitos em estações de metropolitano de todo o mundo por António Jorge Gonçalves.









sexta-feira, 1 de agosto de 2008

A "Rabinho de Raposa"




As parcas “aventuras-com-animais” em que, nos últimos anos, me tenho visto enleada têm sido, quase sempre, preenchidas com a descoberta de grandes "personagens"…

Pessoas cujas vidas e pequenos gestos diários trouxeram algo de único e muito precioso ao tempo que passaram neste mundo.
Pessoas que, na maioria dos casos, findaram sozinhas e esquecidas os seus próprios dias…
Mas cujas histórias de vida, certamente, dariam direito a uma bela narração no papel.

Esta é uma homenagem muito sentida a uma dessas "personagens", uma grande Senhora, que, infelizmente, não tive a oportunidade de conhecer senão através das palavras das suas vizinhas (que, nas últimas semanas, tenho escutado atentamente), dos risos quentes que noutros tempos me chegavam vindos do seu terraço… e dos olhos das duas gatas que sempre protegeu em vida.







"Quero, um dia, dizer às pessoas que nada foi em vão...
Que o amor existe,
que vale a pena se doar às amizades e às pessoas,
que a vida é bela sim
e que eu sempre dei o melhor de mim...
e que valeu a pena."

Mário Quintana








Rezam as memórias dos mais antigos que, em tempos idos, aqueles quintais haviam sido habitados por um número infindável de gatos, de todas as cores, pelagens e feitios.

Os felinos viviam em paz e tranquilidade nas suas lides quotidianas: ora espraiando-se ao sol quente da tarde, ora vagabundeando monotonamente de quintal em quintal… naquele pátio interior, fruto da confluência das traseiras dos prédios de duas das principais ruas de Benfica.

Dª. Luísa morava no 1º Esq. do prédio amarelo, num andar cuja cozinha terminava com uma imensa varanda fechada de cortinas alvas, que se abria sobre um pequeno terraço.
No seu pequeno terraço, debruado a buganvílias carmim, Dª. Luísa recebia diariamente a visita de inúmeros desses gatos dos quintais, a quem oferecia alimento e abrigo.

A “Rabinho de Raposa” (também conhecida por alguns como Misha) era bebé quando por ali começou a aparecer há muitos anos atrás (cerca de 18 no total), ainda o "Shaka" (cão da Dª. Julieta, a vizinha do lado e grande amiga de Dª. Luísa) era vivo.
Ninguém sabe ao certo de onde a Rabinho de Raposa apareceu, mas a sua pelagem de Bosques da Noruega deixava indiciar que a sua linhagem seria, eventualmente, originária daquele barracão de alumínio e vidro, à frente dos terraços, onde um vizinho do mesmo prédio amarelo fazia criação de gatos de raça para seu sustento.

Shaka, o Bichon Frisé, nascido na África do Sul, a quem haviam concedido nome de rei, não tolerava a presença dos restantes felinos no terraço da vizinha, apenas se predispondo a entendimento com a bela (e quase nobre pela pose) Rabinho de Raposa.

Dª. Luísa era viúva e, apenas de tempos a tempos, recebia a visita de algum familiar. No entanto, tinha uma perfeita adoração por uma das suas sobrinhas, a qual considerava como o seu “Ai Jesus!”.
Com a distância física e o esquecimento moral dos que lhe eram próximos pelo sangue, Dª. Luísa acabou por ter que tecer a sua própria família no prédio onde viveu durante mais de 30 anos (afinal de contas, sempre possuíra veia de artista e tecia tapetes de Arraiolos como ninguém!): Dª. Julieta, a vizinha do lado, era a amiga de todas as ocasiões, com quem compartilhava o seu amor pelos animais; Dª. Helena, a vizinha do 2º andar, a sua confidente dos últimos anos, quando se apaixonara e não sabia o que as restantes vizinhas iriam comentar nas suas costas por receber visitas diárias do seu homem.

Dª. Luísa era, sobretudo, uma mulher muito avançada e emancipada para o seu próprio tempo!...

Apaixonada sim, mas com as devidas distâncias (e cautelas), mantendo-se cada um na sua própria casa – ou não fora o facto de ser Aquariana lhe conceder essa intempestividade quotidiana de quem anseia sempre por mais liberdade interior.

No que diz respeito aos ciclos reprodutivos dos felinos dos quintais, foi, também, Dª. Luísa que, por sua livre auto-recriação, decidiu passar a dar a pílula a todas as gatas, quando descobriu que a maioria dos gatos que ali nasciam das ninhadas sucessivas da “sua” Rabinho de Raposa terminavam os seus dias envenenados num quintal não muito longe do seu pequeno e aprazível terraço.

E foi assim que no seu pequeno terraço passaram a viver (protegidas) apenas a Rabinho de Raposa e uma das suas filhas que nunca dali se afastara (gata a quem nunca apelidara, talvez, por ser arisca; e a quem alguém, meses mais tarde, viria a nomear como Luana, por ter focinho de lua cheia).
Protegidas por entre as buganvílias e outras flores matizadas, Rabinho de Raposa e Luana tinham, também, o privilégio de pernoitar na varanda fechada de Dª. Luísa e, de vez em quando, de entrarem em sua casa.
Rabinho de Raposa, apesar da atitude de princesa e de nunca arranhar nada dentro de casa (ao contrário de Luana), tinha alma de viandante e, tal como a sua protectora, não gostava de se sentir aprisionada... pelo que gostava de ir sempre dar as suas voltinhas pelos quintais, tendo descoberto um outro 1º Esq. onde abundavam as iguarias para felinos.

Com o passar dos anos e os consequentes achaques de saúde, Dª. Luísa teve, um dia, que ser internada no hospital.
Nesse preciso momento, o seu pensamento encontrava-se muito mais distante da doença que a assolara... percorrendo o seu aprazível terraço, implorando às vizinhas que tratassem das duas gatinhas na sua ausência.

Alguns meses mais tarde, Dª. Luísa foi encontrada sentada na sua cozinha, como que adormecida… para todo o sempre (apenas a alguns dias de completar o seu 78º aniversário, no mês de Fevereiro de 2008).
O seu “enorme” e precioso coração, que todos os seres amava e protegia, havia parado bruscamente.

Rezam as memórias mais recentes que, no seu funeral, o seu apaixonado de outros tempos não conseguira evitar o pranto ao vê-la partir; tal como, no seu aprazível terraço, a Rabinho de Raposa ficara com os seus olhos felinos em lágrimas, enquanto dormitava na varanda fechada que fora de Dª. Luísa.

A família de sangue foi célere em arrecadar os bens e pertences de Dª. Luísa, despindo o outrora aprazível terraço de toda a vida vegetal e animal.
Rabinho de Raposa e Luana foram votadas ao abandono e enxotadas para longe, tendo encontrado abrigo no quintal vizinho de Dª. Julieta, que as continuou a proteger por se tratarem da única herança que a amiga de longa data lhe havia deixado.

Em pleno mês de Março, início da Primavera, os quintais estavam impregnados de um odor a flores murchas… como se a própria natureza sentisse a dor da perda deste imenso coração.

Em Abril, após a morte de Dª. Luísa e de um outro casal, a harmonia e beleza da vida nos quintais pareceram, por momentos, conseguir ser arrebatadas pela desumanidade do Homem.

Felizmente, durante o mês de Maio, a natureza e a própria vida conseguiram vingar por onde a agrura se quis instalar...
Os 6 filhotes de Luana nasceram no tanque da vizinha do R/c. Protegidos, durante meses a fio, das chuvas e do frio, pelo corpo e pêlo da Rabinho de Raposa, sua avó; que, mais tarde, ensinaria a sua filha Luana a pegar-lhes pelo cachaço e a trazê-los para o terraço que outrora pertencera a Dª. Luísa.

Rezam as vozes de quem viveu (bem) de perto toda esta história que não há mãe tão protectora e diligente como a Rabinho de Raposa… que só lhe falta saber expressar-se na nossa própria língua.
Há, ainda, quem diga que os animais adquirem as qualidades dos humanos com quem mais convivem!






terça-feira, 22 de julho de 2008

Luana e os seus 5 bebés




Há quem diga que tenho bicho-carpinteiro... que não consigo passar os meus dias sem me enlear em grandes peripécias ou histórias "rocambolescas"... que, quando me meto numa, sigo a velocidade tipo TGV.

Ainda mal refeita desta história, deixei de conseguir dormir sossegada quando voltei a ver vida nos quintais das traseiras... pressentindo o que, num futuro próximo, poderia suceder novamente.

Podem considerar loucura, mas como sou eu própria que aqui moro, e deixar de ir às janelas das traseiras estender roupa (por correr o risco de ver gatinhos bebés a morrerem de fome) não estava nos meus planos...
Da ideia à acção, consegui falar com as vizinhas do prédio em questão, conciliar diferentes personalidades e organizar algo.





Luana, a filha e grande comparsa de Misha, foi ontem apanhada, juntamente com 5 dos seus 6 bebés.

Um imenso obrigada à minha amiga S. e ao T., que colaboraram de uma forma indescritível nesta "operação-de-amadores-inexperientes" sem recurso a armadilhas e apenas com a ajuda de um lençol turco e uma transportadora, sob a torreira do sol!!!




A gata Luana foi esta manhã esterilizada, fará o pós-operatório no Vet. e, mais ou menos, daqui a uma semana, seguirá para os quintais onde sempre viveu em paz com a sua mãe e protegida por uma grande senhora.

Os 5 bebés (4 machos e 1 fémea) seguem na próxima 6ª feira para uma FAT (Família de Acolhimento Temporário), que os sociabilizará com os humanos, dado que estes pequerruchos pouco contacto tiveram com pessoas, para além de se encontrarem muito assustados com tudo o que lhes aconteceu (o que mais me impressionou foi ver que os 5 bebés, que se encontravam dentro de uma maternidade-improvisada numa das salas do Vet., conseguiram, durante a noite, esgueirar-se por entre o gradeamento da box e saltar para junto da sua mãe).

Dentro em breve, estes bebés (com cerca de 2 meses) estarão disponíveis para adopção.
Caso estejam interessados ou conheçam alguém responsável que o esteja, entrem em contacto comigo, pff., para o endereço de e-mail que aparece no meu perfil.

Muito obrigada!





segunda-feira, 7 de julho de 2008

"Curtas" - XI




Quanto mais conheço (algumas) pessoas... mais gosto dos animais!...




"The Cat Came Back", de Cordell Barker (1988) - National Film Board of Canada.




Baseada numa antiga canção tradicional, esta "curta" de animação fala-nos de uma forma algo humorística sobre a triste história de um felino tenaz e do dono desesperado por se ver livre dele.




quinta-feira, 5 de junho de 2008

"Histoire de Pieds" - 3







Para que estes meninos não caiam no esquecimento de todos...
É só para avisar que eles, ainda, se encontram para adopção!