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segunda-feira, 21 de abril de 2008

Notas Soltas - 119



- A recuperação de Saki -


Depois de ter passado a tarde de Domingo a ligar ao Vet., preocupada com o estado de saúde da Saki, que me parecia deteriorar-se cada vez mais…
E de ter passado esta manhã completamente em stress, só de imaginar como estaria a gatinha quando chegasse a casa ao fim do dia…
O Dr. PP. veio esta noite dar-lhe uma injecção de antibiótico. E a Saki, veloz como uma gazela, e ainda assustada com os 8 dias que passara fechada no canil/Gatil, conseguiu fugir para trás do sofá com uma seringa espetada no dorso. Felizmente, conseguimos controlar a situação e a Saki lá ficou meio rabugenta, ao lado do sofá a olhar para nós.

Entretanto, como me tornei mãe a tempo inteiro (apenas a Aiko tem estado a amamentar, pelo que tenho que orientar as mamadas das 2 ninhadas, controlando que os mais novinhos o consigam também fazer e não levem uma estalada da tartaruguita cheia de personalidade - filhota da Aiko) e estava preocupada com o estado de saúde da Saki, esta noite tive que recusar jantar com um casal de amigos (que vieram de férias da Tunísia, com muitas imagens de gatos na bagagem e nas cartas) e o H.
As minhas sinceras desculpas, Amigos! Mas fica combinado que têm que vir conhecer a Creche-felina ;)

Ao final da noite, a Saki regressou à maternidade improvisada.
Curioso, como em termos comportamentais, os animais se apercebem quando não se sentem bem, afastando-se dos filhotes, provavelmente para não os contaminar.


Um agradecimento muito especial à T., dos "Dias que Voam", pelas suas palavras amigas e todo o apoio dado, aqui!






- Fofinho, o gatinho do estacionamento: PARA ADOPÇÃO -



O Fofinho foi encontrado pela minha mãe no sábado à noite (19/04/08), num parque de estacionamento ao pé de sua casa (não nos bastava já o que temos passado com os restantes 6 dos quintais!).

Andava de um lado para o outro atrás de quem por ali passava, olhando para os carros completamente desnorteado, miando alto e bom som.

A minha mãe não conseguiu resistir a ver ali o animal naquelas condições e foi dar-lhe comida.
O Fofinho saltou-lhe para os braços, como se estivesse a pedir que o levassem dali.

O Fofinho, muito provavelmente, acabara de ser abandonado naquela zona não só devido às suas reacções, como também pelo facto de ainda se notar no pêlo do seu pescoço as marcas de que tivera uma coleira.

É um gato muito jovem e brincalhão, que gosta de dar aqueles miados de mimo, como se estivesse a falar connosco.

O Fofinho encontra-se para adopção.
Mas só será entregue a um eventual dono que saiba que a adopção não é um acto de ligeireza, e que temos que nos responsabilizar pela vida e bem-estar do animal.

Para mais informações contactar:
Cecília Carril
91. 423 06 69
carril.cecilia@gmail.com





domingo, 20 de abril de 2008

Dia de Nomear



Hoje foi dia de nomear...
Porque eles são muitos e quase todos de um tigrado idêntico (ou não fossem irmãos), e isto começa a ser uma grande baralhação falar da 1ª gata, da 2ª gata e da 3ª gata. E, assim, sempre é mais fácil entendermo-nos!...

Escolhi, estrategicamente, nomes japoneses, para ver se trazem melhores augúrios e sorte a estes pobres animais...



"SAKI" (咲希) - na foto a amamentar dentro da transportadora -, foi a primeira a sair do Canil/Gatil Municipal de Lisboa, a 16/04/08... por isso mesmo achei que os termos (SA) "renascer" e 希 (KI) "esperança" se lhe aplicavam muito bem.

A Saki esteve a manhã toda a amamentar os seus 4 filhotes. Mas, a meio da tarde, saíu da maternidade-improvisada e pôs aninhada a um canto, em cima de uns panos.

Como os seus bebés ficaram sozinhos resolvi aquecer um saco de água quente e colocar-lhes debaixo da manta, com muito receio de que pudesse vir a suceder o mesmo que à ninhada que falecera nas minhas mãos a 19/04/08.

Felizmente, os animais, em muitas coisas, são bem mais espertos do que nós humanos!...
E nem meia hora tinha passado, já um dos filhotes "abandonados" da Saki corria cegamente (os gatos recém-nascidos possuê ainda os olhos completamente fechados) em direcção à 1ª gata mãe...




A 1ª gata-mãe acolheu no seio da sua ninhada de 5 filhotes (com 5 dias a esta data) os 4 rebentos que a sua irmã Saki deixara para trás (com 1 dia apenas) - tal como já dera de mamar à ninhada falecida no sábado.

"AIKO" (愛子) - (AI) "amor, afeição" e (KO) "criança" - pareceu-me um nome mais que apropriado para esta verdadeira "mãe coragem".

Finalmente, para a 3ª gatinha, que ainda não se deixou vislumbrar lá muito bem...
"YOKO" (陽子) - (YO) "sol, claridade" e (KO) "criança". A ver se lhe concede menos receio, para que deixe de estar escondida.




Ao final da tarde comecei a ficar mesmo muito preocupada com a Saki, pois, para além de estar apenas pele e osso e ter deixado de amamentar, encontra-se muitíssimo constipada e prostrada.
Depois de tudo aquilo por que já passámos, começo a ter muito receio pela saúde desta gatinha de olhos amendoados tristes.



Mais fotos aqui.




sábado, 19 de abril de 2008

Um dia de emoções à flor da pele



Na ninhada da gatinha tigrada/tartaruga (retirada do Canil/Gatil Municipal de Lisboa a 17/04/08), a qual nascera a 15/04/08 já dentro do Gatil, composta por 8 bebés (o 9º ficara já sem vida no consultório do veterinário municipal), 3 dos bebés estavam mais enfraquecidos e o Vet. que nos tem acompanhado aconselhou a dar-lhes biberão.

Depois da correria de ontem ao final da tarde, para conseguir comprar o último dos biberões para animais recém-nascidos que existia na loja (já fechada, mas cujo dono foi impecável ao abrir-me a porta), alimentei 2 dos bebés conforme aconselhado.
É uma sensação verdadeiramente impressionante ter nas nossas mãos aqueles seres minúsculos, ainda em formação, procurando com as suas pequenas boquinhas a tetina do biberão!

Infelizmente, esta manhã, os 3 bebés mais fracos (2 pretos/brancos e 1 preto) acabaram por falecer junto à gata-mãe.
Mais tarde viríamos a perceber que, muito provavelmente, esses bebés (juntamente com o que já havia falecido no Canil) não pertenciam à ninhada desta gata, mas sim à da gata preta que saíra no mesmo dia que ela.
Infelizmente, no meio da agitação da saída dos animais, de os deixar na clínica veterinária para observação e de todos os nervos à mistura perante uma situação deste tipo, nem nós nem o Vet. nos apercebemos desse facto (algo pelo qual hoje me tenho sentido bastante culpada!)… e a pobre gata-mãe (adoptiva), quase esquelética, desidratada e de estatura muito reduzida, também não conseguiu amamentar tantos animais (só seus tem 5).

O suplício maior para mim foi ter que retirar os corpos dos 3 bebés da maternidade improvisada… embrulhá-los em 2 toalhas pequenas brancas e fechá-los dentro de um saco… quando, na véspera, estivera a alimentar dois desses pequeninos seres a biberão nas minhas mãos.





A tarde foi passada novamente no Canil/Gatil Municipal de Lisboa, acompanhando a Mariana, que decidiu que iria adoptar o gato amarelo/laranja que permanecia prostrado apaticamente na cela 13, onde 4 dos animais que retirámos e a ninhada também (sobre)viveram durante 8 dias.

Uma tarde muito triste, em que me encontrava completamente desnorteada com tudo o que já se passara e com uma dor bem profunda cá dentro… sobretudo, quando tive que depositar os pequeninos corpos dos 3 bebés no carrinho de mão que se encontra à entrada do Canil/Gatil Municipal (nunca lidei lá muito bem com o conceito de morte, seja a de animais ou pessoas)…
Animais que nasceram ali dentro, e ali tiveram que regressar para ser cremados… triste ironia do destino, que apenas tenham conhecido a liberdade durante 1 dia!

Aquando da consulta com o veterinário municipal, curiosamente, acabamos por saber que, também, aquele animal havia sido capturado fruto da queixa que alguém fizera contra os gatos dos quintais das traseiras do meu prédio (algo que não nos havia sido dito quando ali estivéramos no domingo passado).
Mais curiosa ainda se torna toda esta história, quando nos apercebemos que, contrariamente aos 6 outros gatos já retirados do Canil/Gatil, este amarelo/laranja é de uma meiguice e doçura que quase evidenciariam ter-se dado com pessoas. E é então que relembro a história do casal de idosos (falecido este ano) que construíra uma barraca no seu quintal, para proteger os gatos… E fico a pensar que, talvez, aquele animal tivesse uma convivência diferente com estas pessoas.
E, afinal de contas, tudo parece ter uma ligação e encadear-se: uma história sobre gente bondosa, que me tocara particularmente; e acabar por ter que salvar os animais que eles próprios protegeram… todos eles, mesmo o que ficara sozinho na cela.

Uma tarde, no entanto, recompensadora, quando vi os olhos radiantes da Mariana e os miados de mimo do gatinho amarelo/laranja, ao partirem.

Muito obrigada do fundo do coração, Mariana, pela nova vida (mais feliz) que vais dar a este gatinho!
Um grande obrigada, também, à
Sónia… pois, se não fosse através do blog dela, nada disto teria sido possível!





Ao fim da tarde, a 1ª gatinha que saíra do Canil/Gatil a 16/04/08 e se encontrava grávida, acabara de parir... ao lado da sua irmã tigrada/tartaruga e da ninhada desta.
No entanto, como a gatinha é muito nova, não sabia lá muito bem o que fazer, tendo deixado 2 dos recém-nascidos no canto oposto da maternidade-improvisada ainda com o cordão umbilical preso à placenta.
Peguei cuidadosamente nos recém-nascidos e coloquei-os estrategicamente próximo das 2 mães, para que a mais nova se apercebesse do que deveria fazer. Meia hora passada e nada, e os bebés afinal eram 4, mas a gata-mãe só se interessava por amamentar e mimar um deles.
Com a grande complicação, apercebi-me mais tarde, que a nenhum dos 4 ela cortara o cordão umbilical.

E eu, que nunca me vira metida nestas andanças, e apenas assisti uma vez a um parto felino (duma gata saudável que viveu em casa da minha mãe), acabei por ter que, de acordo com indicação do Vet., cortar o cordão umbilical aos 4 recém-nascidos e tratar de retirar da maternidade as placentas.
Não sei bem onde fui buscar forças para tudo isto (talvez ao facto de, na véspera, ter estado a alimentar 2 seres que, mais tarde, viriam a falecer)... mas posso dizer-vos que não é uma tarefa nada agradável!

Como, entretanto, esta 2ª gata-mãe já abandonara a meternidade, continuando a não perceber como deveria agir, tive que a fechar dentro de uma transportadora com os 4 filhotes.
Umas horas mais tarde, já estava a amamentá-los... e coloquei-os novamente na maternidade.

Cheguei ao final do dia de rastos de cansaço... e a pensar que, pelo bem da minha saúde, não me deveria meter neste tipo de coisas... mas é sempre mais forte do que eu!...




sexta-feira, 18 de abril de 2008

Ponto de situação sobre os 6 gatinhos dos quintais...



... que foram parar ao Canil/Gatil Municipal de Lisboa, após uma queixa de alguém que se sentia importunado/a com a presença dos mesmos:


4ª feira (16/04/08)

Saiu a primeira gatinha, que tinha dado entrada no Canil/Gatil a 08/04/08.
É uma gata tigrada, pequenina, lindíssima, de olhos muito grandes e arredondados. Tem o pêlo aparentemente rapado em alguns locais (provavelmente, porque algum dia foi abocanhada pela cadela da Dª. L., que os alimentava).
Está grávida, mas o parto ainda não está para breve. Ontem, ao final da tarde, na Clínica Veterinária, estava muito agitada e foi muito complicado para lhe retirar sangue (a ela e aos restantes animais) para análises pois estavam muito desidratados.


5ª feira (17/04/08)

Estive no Gatil para retirar os 4 gatos que tinham ficado reservados em meu nome no domingo. Uma das gatas estava grávida e teve 8 filhotes (um deles estava já morto, quando fomos atendidas pelo veterinário de serviço) dentro da cela onde se encontrava, no passado dia 15/04/08.

Para além da gata-mãe com os filhotes, saíram ainda: 1 gato preto anão; 1 gata tigrada; 1 gato/a preto (ainda não deu para saber sexo, pois estava muito nervoso).
Ficaram todos na clínica veterinária.

Na 5ª feira de manhã tive que tomar 2 anti-histamínicos, para conseguir voltar a entrar no Canil/Gatil.
Os 4 gatos que trouxemos estavam todos na mesma cela, amontoados (juntamente com os bebés) em cima de um pano que lá colocaram depois da gatinha parir.
Estava com muito receio de não os conseguir retirar, de algum ainda se assustar, e os funcionários do Canil o quererem apanhar de outra forma... Mas, curiosamente, correu tudo com uma grande serenidade: os 2 gatos pretos entraram sozinhos na transportadora e a gata-mãe deixou-me fazer festas e retirar a ninhada toda. Apenas a última tigrada deu alguma luta para entrar dentro da transportadora.

Ainda lá ficou um gato amarelo, lindíssimo e super meigo, que estava com este grupo na mesma cela.
No domingo, esse gato estava afastado do grupo, mas ontem já se enroscava neles (como que procurando refúgio e calor entre os seus semelhantes), lambendo também os bebés.
Fiquei com uma grande mágoa de não o poder também trazer.

O que me continua, cada vez mais, a impressionar nas deslocações ao Canil/Gatil Municipal de Lisboa é o olhar daqueles animais enjaulados... o seu comportamento em cativeiro.
Apesar de algumas coisas, lá dentro, já parecerem estar a mudar... ainda não é o ideal! Mas sobre isso falarei num outro dia, quando tiver as ideias mais assentes.


6ª feira (18/04/08)

Esta manhã saiu a última/o gata/o. Encontra-se na Clínica Veterinária, para observação.



Como devem calcular, no meio disto tudo, ando com a cabeça completamente feita em água... pois, também, tenho andado com muito trabalho no emprego.
Mas ando a tentar recuperar a tranquilidade (que perdi no dia em que soube o que sucedera a estes animais), para resolver tudo isto com muita serenidade e para que todos estes animais a recuperem também.

Peço muitas desculpas a todos os outros amigos, com quem deixei de manter contacto mais regular e, também, de visitar os vossos blogs... mas, como devem imaginar, não tem sido fácil estar em todo o lado ao mesmo tempo.



Não posso deixar de aproveitar para aqui agradecer publicamente às duas únicas pessoas que, no local em que moro, se preocuparam verdadeiramente com o destino destes animais e não ficaram de braços cruzados: - a C. e a F., que me acompanharam desde o início de toda esta história e foram diversas vezes ao Canil/Gatil retirar alguns dos animais (no caso da F., entrou naquelas instalações mesmo sabendo que isso ainda lhe poderia deteriorar mais a sua saúde).

Agradecer, também, a toda a equipa da Clínica Veterinária que nos tem acompanhado (de uma forma excepcionalmente humana) nesta história: ao P., à MA, à I. e à C. ... porque, sem eles, nada disto seria possível!
Muito obrigada!






domingo, 13 de abril de 2008

Um ano depois... tenho que regressar ao mesmo local



Nunca mais esperei aqui voltar a entrar!...

Infelizmente, por vezes, nas nossas vidas, parece que há situações que já se encontram pré-destinadas (mesmo quando não são desejadas).
E, esta tarde, praticamente, um ano depois da primeira vez que lá fui, regressei... por uma boa causa (e porque, simplesmente, não viveria de consciência tranquila comigo própria, se me tivesse resignado e ficado de braços cruzados!).

Por entre uma infinidade de muitos outros nas mesmas condições de detenção, ali se encontram os 6 gatinhos dos quintais das traseiras do meu prédio...
4 deles na mesma cela, aninhados uns contra os outros, um deles mia de dor (ou, talvez, pânico) quando ouve a nossa voz; 2 gatinhas tigradas em celas separadas, completamente isoladas e sozinhas, enroscadas nos cantos das gaiolas, com os olhos terrivelmente petrificados.

Ficaram "reservados" e, agora, conforme dita o regulamento, teremos que aguardar que se perfaçam os 8 dias de estadia de cada um deles, para os podermos ir indo buscar no decorrer da próxima semana.

Pena que nem todos os indivíduos conheçam este local, pois, certamente, que pensariam duas vezes, antes de abandonar animais ou de os denunciarem para consequente recolha!

Quanto a mim, estou de rastos!...




sábado, 12 de abril de 2008

Estórias com Gatos - XIII



"Chegará o dia em que os homens conhecerão o íntimo dos animais,
e, neste dia, um crime contra um animal
será considerado um crime contra a humanidade..."


Leonardo da Vinci (1452-1519)







Era a colónia mais ostracizada dos quintais das traseiras do meu prédio, desde que lhes destruíram o telhado do quintal, onde outrora haviam sido protegidos.

Ainda assim, a natureza continuava a seguir o seu ritmo…
E muitos filhotes iam nascendo, crescendo, brincando e tentando sobreviver conforme podiam.

Nas últimas semanas, quando me viam, de manhã, a dar comida ao Misha e ao Mikado, duas gatinhas tigradas empoleiravam-se no muro da minha vizinha de baixo, a miar desesperadas com fome.
Atirava-lhes alguns biscoitos de ração seca, e ali ficavam de focinho no chão a petiscar. Pareciam pequenos ratos magricelas, apesar da Dª. L. também os alimentar no seu quintal.

Desde 4ª feira passada, deixei de os ouvir a miarem de manhã, por debaixo das janelas da Dª. L. Os estores desta encontravam-se fechados desde então. E apenas na 6ª feira à noite vi um dos tigrados mais pequenos a deambular pelo quintal sobranceiro ao da Dª. L.

Esta manhã, informaram-me que a “senhora aleijada”, que mora no R/c ao lado do da Dª. L., tinha chamado os funcionários do Canil/Gatil Municipal de Lisboa para irem recolher os animais.
Vieram em duas fase, segundo me contou a minha vizinha de baixo, e ainda faltaria apanhar um dos gatos (o tal que eu vira na 6ª feira à noite). Colocaram armadilhas com comida no quintal, para os apanharem.
E a Dª. L., não aguentando assistir da sua janela ao triste espectáculo de ver os animais enjaulados a chorarem atirando-se contra as grades para tentarem fugir, partira para casa do seu irmão.

Relembro agora, com muita tristeza, a última vez que falei com a Dª. L., no fim-de-semana passado, e lhe perguntei se não haveria possibilidade de tentarmos esterilizar aquela colónia; tendo me ela respondido que aqueles gatos não se deixavam apanhar...
E a Dª. L. a falar-me do gatinho preto anão, a quem até dera um nome, e queria tentar adoptar, apesar da sua cadela não gostar lá muito de felinos...
E as duas gatinhas tigradas que, empoleiradas no muro do quintal da vizinha de baixo, me começaram a miar todas as manhãs, pedindo comida com um olhar entristecido...

Era a colónia mais ostracizada dos quintais das traseiras do meu prédio...
7 gatos que se tornaram um "incómodo" para alguém que, precisamente, pelo estado em que se encontra deveria ser mais tolerante para com os seres vivos que não se podem defender. Alguém que lhes destruiu o telheiro onde sempre viveram... e que, agora, lhes quis dar a estocada final.

Lamentável que o Homem ainda não tenha aprendido nada com o íntimo dos animais...
Pois saberia, então, que ele próprio é o único ser vivo neste planeta que consegue atraiçoar e fazer mal a outrém com plena consciência racional dos seus actos (o que é terrível, só de pensar que alguém consegue viver de consciência tranquila após ter enviado seres vivos para uma morte certa)!





quinta-feira, 13 de março de 2008

Notas Soltas - CXII



- Agradecimento -


Um muito obrigada (especial) a ti, Paulo!...

Por não teres deixado este assunto atroz cair em esquecimento e por teres conseguido que isto fosse hoje notícia no telejornal da SIC.

Que um dia (mais cedo do que esperamos!), seja, finalmente, possível terminar com este mundo paralelo disforme!!!





- Às "Quintas na Bobadela - XVII -


Retomar uma rubrica que andava meio esquecida, devido ao excesso de trabalho...





Augúrios da chegada (antecipada) da Primavera, no caminho para o emprego, esta manhã...


Um gato já velhote e um pouco quezilento, começou a ser alimentado por uma senhora ainda no velho Centro. Com a mudança para o novo Centro, duas ruas abaixo, no ano passado, seguiu-nos, transformando-se na nova mascote...
Todos os dias à porta, à espera de comida e um pouco de atenção. Agora até já nos recebe com miados de mimo.





- Resposta ao Desafio da T-


... Já tinha respondido a um outro muito idêntico, por isso, aqui ficam novamente as respostas (clicar aqui).
Aproveitando para responder mais abaixo aos itens que não estavam incluídos na minha resposta anterior.


Se eu fosse um metal seria… prata, por causa da cor.

Se eu fosse um perfume seria... "Light Blue" da Dolce&Gabbana (porque tem mesmo um cheiro único, que adoro sentir na minha pele).

Se eu fosse uma peça de roupa seria… uma écharpe em tecido indiano (porque adoro e faço colecção de écharpes e chachecóis).


sábado, 16 de fevereiro de 2008

Passeio Matinal





Pequenas casas térreas na Rua dos Arneiros
(morada da minha nova amiga).




Beco do Vintém das Escolas
(os graffitis também podem ser arte, mas não por estas paragens).




segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Jardim Comunitário



"Sim, o homem é o seu próprio fim. E é o seu único fim.
Se quer ser qualquer coisa, tem de ser nesta vida. (...)
Os conquistadores são os que podem mais.
Mas não podem mais do que o próprio homem quando ele o quer."

Albert Camus, in "O Mito de Sísifo"






De início, era um simples terreno vazio, que sobrara entre dois quarteirões de prédios de ruas vizinhas.
Nenhuma entidade responsável se decidira a fazer o que quer que fosse pelo dito cujo terreno. Até que os moradores vizinhos se uniram e meteram mãos à obra, transformando aquele espaço-de-ninguém num aprazível jardim comunitário.

Sabia da sua existência, mas nunca por ali havia passado...
Esta manhã, para encurtar caminho até à paragem de autocarro, decidi ir por ali. E o espanto foi imenso, quando vi o tamanho e a beleza daquele lugar.




Comecei a tirar algumas fotos. Até que uma senhora, que por mim, passou indicou-me um outro local escondido naquele jardim, que "esse sim, merece a pena ser fotografado!", segundo as suas palavras.

Uma senhora de bata aos quadrados azuis e olhar terno de menina, sentada numa esplanada improvisada, dava de comida a uma gata, um dos dois felinos que habitam aquele jardim, segundo viria a descobrir mais tarde.





Pausa na minha atribulada e atrasada manhã, para uma conversa com mais uma dessas pessoas que aqui no blog vou "coleccionando".
À despedida transmito-lhe os meus sinceros parabéns (extensivos a todos os seus vizinhos) pelo excelente trabalho que ali realizaram...
E prometo (a mim própria) ali regressar, muitas e muitas vezes, quando me apetecer desanuviar e pensar que me encontro longe do rebuliço da cidade.




Surgiram nos E.U.A., durante os anos 70, quando um movimento de habitantes começou colectivamente a recuperar determinados espaços urbanos, dentro dos seus bairros, votados ao abandono, transformando-os em "jardins comunitários".
Cada um desses jardins cristalizava as aspirações do grupo de cidadãos que estivera na sua origem.

A primeira vez que vi algo semelhante a este jardim foi em Bayonne (França), num terreno junto ao rio, cedido pela Mairie, para que os habitantes mais desfavorecidos e excluídos de um determinado bairro da cidade pudessem ali ocupar os seus tempos livres.
O conceito era mais compartimentado e menos colectivo do que este jardim de Lisboa, uma vez que, em Bayonne, cada habitante tinha direito a uma pequena parcela de terreno, protegida com vedação... "rivalizando" cada um deles entre si, de modo a transformar a sua parcela em algo mais belo do que a do vizinho.

Espaços de solidariedade e troca, expressão de uma vitalidade social que ainda não está perdida nas grandes cidades...
Gostei deste conceito comunitário!






sábado, 1 de dezembro de 2007

Estórias com Gatos - VII



Os gatos mais dedicados aos donos, quando morrem, enviam quase sempre um semelhante... qual anjo, para continuar a velar pelos seus donos.





Maruska (m. 12/07/06) - Miusha (chegada em Agosto/06)




Strauss (m. 15/11/07) - Joli (chegada a 28/11/07,
apesar de já andar a rondar a janela desde 15/10/07)




quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Notas Soltas - XCII



- Strauss (em memória) -



N. 2000 - M. 15/11/07


Depois de muitas atribulações, durante cerca de um ano, foi feliz em casa da minha mãe... quis o destino e uma estranha doença, que partisse hoje, de mansinho.






- Asas de Liberdade -







Libertação de aves (águias e grifos) tratadas no LxCRAS em Sagres. Com a participação de alguns requerentes de asilo e refugiados, a convite da Divisão de Educação e Sensibilização Ambiental da C. M. Lisboa.

Mais fotografias aqui.





Cânticos de Kashmira, na entrada da Ponte 25 de Abril.


Uma experiência única e muito emocionante. A terminar com músicas dos pontos mais díspares do mundo, na viagem de regresso a Lisboa.






segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Estórias com Gatos - VI



O Matias foi resgatado do Canil/Gatil Municipal de Lisboa no mesmo dia que esta outra gatinha, há seis meses atrás. Cabia-nos quase na palma das mãos, mas conseguira resistir a 7 dias naquele antro, sendo o único sobrevivente de uma ninhada de 3 gatos que ali fora deixada pelos donos.




Fotografias de M. Vargas



O tempo passou e a família que lhe deu acolhimento e o carinho (que faltara nos primeiros meses de vida) não conseguiu resistir aos seus encantos.

Hoje, o Matias é um gato muito feliz, amado e bem tratado (a julgar pelo tamanho com que ficou, ninguém diria que um dia ele foi assim)!


Muito obrigada, Mónica, por tudo o que tens feito pelo Matias! :)







quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Alimentar o Gato






A cena costumeira aqui de casa, todas as manhãs, com esta menina!...




terça-feira, 9 de outubro de 2007

Estórias com Gatos - V


Fotografias de Cláudia Leal



Há sete meses atrás, deparámo-nos com esta gata, que tinha sido abandonada à porta da loja de animais onde costumamos ir às compras.
O que mais me impressionou, para além do próprio acto de abandono, foi a tristeza patente nos seus olhos...
No dia seguinte, a gatinha dos olhos tristes, foi adoptada.

Hoje recebemos notícias e fotos da Chantie Lee, que pesa, actualmente, 6 kgs e "adoptou" 2 novos filhotes, o Leonidas e a Anna Lua.
É um contentamento para a alma saber que ainda há histórias com finais felizes!...

Mais fotografias do antes e do depois, aqui.

Muito obrigada à dona da Chantie Lee pelas fotos e pela nova vida que deu a esta gatinha!




sábado, 15 de setembro de 2007

2 anos...



... depois, a Ninushka continua a aparecer.


sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Notas Soltas - LXXXV



- 1º Aniversário -


O meu afilhado (Tarek) fez hoje um ano. O que deu direito a reunião em casa dos papás babados com os padrinhos e tios.
E muitas prendinhas...



... para os papás brincarem com o menino (e se divertirem, também, um bocadinho)...




... e para o menino controlar os seus acessos de G.I. Joe e deixar de "morder" fios de computador :))





- O Ataque dos Jornais Gratuitos -


Diariamente, nas mais diferentes situações, somos constantemente "atacados" com publicidade ou folhetos que não nos interessam para nada... mas que, por um motivo ou por outro, acabamos por aceitar, antes de os atirar para o primeiro caixote do lixo por onde passamos (ou os deixar espalhados no meio do chão ou nos assentos do metropolitano).

Telheiras, 9h.
Há já quase uma semana que, para acedermos à entrada do metropolitano, temos que conseguir ultrapassar e desenvencilharmo-nos de 3 senhoras que laboriosa e insistentemente, no cimo do jardim, nos tentam impingir os chamados "jornais gratuitos".

A primeira a aparecer, já lá vão quase 4 anos, foi a sessentona do "Destak". Uma loura oxigenada na reforma, que consegue cativar a grande maioria dos que por ali passam a caminho do emprego.
Durante estes 4 longos anos, tenho conseguido sempre evitá-la, respondendo-lhe apenas com um "Não, muito obrigada", quando diariamente estica o jornal à minha frente, tentando passá-lo para as minhas mãos.
No entanto, devo confessar que nutro uma enorme admiração pelo trabalho desta mulher e o afinco com que o elabora: a forma como convincentemente grita "É o Destak!"; a indumentária que todos os dias ostenta (t-shirt e boné vermelhos com menção ao nome do jornal... o que numa senhora de 60 anos quase parece meio ridículo - e me leva, quase sempre, a pensar nas necessidades que uma mulher daquela idade não passará, para se ter que sujeitar a um trabalho daqueles); o charme e brejeirice populares com que todos os dias mete conversa com quem passa, acabando por impôr uma "relação" omnipresente a todos os que aceitam aquele jornal. Um verdadeiro caso de sucesso naquilo que faz, esta mulher!
Não fôra o facto de eu própria poder ser considerada como o seu único caso de insucesso... já que nunca lhe aceitei nenhum jornal.

Há cerca de 3 meses, apareceu o "Meia Hora" que, segundo a jovem que o distribui em Telheiras ao lado da sessentona, "É o primo do Destak!"... uma vez que até pertencem ambos ao mesmo grupo mediático. Supostamente, este "Meia Hora" pretende ser algo mais do que o seu primo "Destak" (daí poder ler-se em 30 minutos), e, simultaneamente, competir com outros jornais diários nacionais ("Diário de Notícias" e "Público")... apesar de se tratar de um "gratuito".

Mais recentemente, apareceu (ainda) o "Global Notícias"...
O que fez com que a amigável coexistência que exstia até à data em Telheiras, à entrada do metropolitano, se reconfigurasse por completo!
A sessentona do "Destak" passou a tomar a dianteira das operações, encontrando-se agora posicionada quase à saída da paragem de autocarros existente a alguns quilómetros da entrada do metropolitano. Quando um autocarro pára e os passageiros se começam a dirigir para a rampa que desce o jardim (dando acesso ao metropolitano), para além dos "Bons Dias... É o Destak!", a sessentona vocifera palavras de ordem para a sua colega mais jovem do primo "Meia Hora".
Posicionada no local outrora ocupado pela sessentona do "Destak", a sua colega do "Meia Hora" acotovela a recém chegada jovem do "Global Notícias" (que, apenas, sorri), tentando conquistar posição entre os transeuntes.

Apesar da feroz guerra que se tem vivido à entrada da estação de metropolitano de Telheiras, no final, olho à minha volta e apercebo-me que todos os indivíduos levam pelo menos 3 jornais nas mãos... havendo alguns que ainda sentem vontade de, já dentro da estação, irem buscar o "Metro" (que não possui distribuidor humano, mas consegue alcançar alguma supremacia face aos seus congéneres, devido a possuir uma banca dentro das instalações do meio de transporte que lhe dá o nome).

Em 2002, quando vivi em Paris, França assistia incrédula às primeiras guerras entre os jornais gratuitos, as quais encontravam o seu campo de batalha nas ruas, onde os seus distribuidores se enfrentavam e agrediam fisicamente.

Nunca esperei chegar a assistir a tal espectáculo em Portugal, país de brandos costumes e de povo que "não está para se chatear com nada"... sobretudo, devido a jornais gratuitos que trazem a informação do dia sistematizada bem ao estilo "fast food", ou seja, lê-se rápido (no tempo de uma viagem de metro), fica-se com uma ligeira ideia, mas, no essencial, o leitor não tem margem de manobra ou pensamento crítico sobre aquilo que acabou de ler.

Dirão, provavelmente, os defensores deste tipo de jornais que os mesmos são gratuitos e, logo, não se poderá esperar muito mais... que a vida actual é demasiado stressante e há pouco tempo para se ler em condições um jornal normal... que este tipo de jornais poderá mesmo vir a cultivar o gosto pela leitura na população portuguesa.
Digo eu, então (e de uma forma jocosa), que talvez seja por todos esses motivs que, existindo 4 jornais gratuitos diferentes, a maioria das pessoas os lê a todos (e não escolhe apenas um), para ficarem com uma ideia mais abrangente sobre a informação do dia (já que é sistematizada de uma forma tão concisa em todos eles, ter-se-á que fazer o apanhado geral do puzzle dos 4 jornais). No que diz respeito ao incremento pelo gosto de ler, infelizmente, não tenho visto muitos indíviduos nos transportes públicos a lerem Livros (com letra maiúscula), como sucedia, por exemplo, no metropolitano de Paris.

O que considero ainda mais curioso é que tanto o "Meia Hora" como o "Global Notícias" pertencem a 2 grupos mediáticos que detêm outros jornais diários (não gratuitos) de grande destaque. Ou seja, nesta guerra dos "gratuitos" vale mesmo tudo e parece que o público deste tipo de jornais tem vindo a aumentar consideravelmente (para que grupos de media se dêem ao trabalho de estar a criar novos jornais gratuitos - quando já têm os diários que lhes dão algum lucro).

Lamentavelmente para o sucesso de vendas da sessentona do "Destak" de Telheiras, tenho muito orgulho em afirmar que eu continuarei a ser a sua maior lacuna... bem como dos distribuidores dos restantes jornais gratuitos.
Não consigo compactuar com informação "fast food", tendente a criar analfabetos funcionais. E, nesse sentido, prefiro continuar a tirar algum espaço nas minhas manhãs e horas de almoço para ler dois dos principais jornais diários, na internet.





- A Estrela "Pulada" -



Em miúda já adorava olhar o céu e ir aprendendo os nomes das constelações e estrelas com o meu avô.
A que mais me fascinava era, sem dúvida alguma, a Estrela Polar, sempre brilhante e sobressaindo perante as outras estrelas.

Nas férias de Verão, à noite, em Santa Cruz, o meu avô pedia-me sempre para apontar a famosa estrela de que tanto gostava.
E eis senão quando, uma bela noite de nevoeiro, apontando para o ponto mais luminoso no céu (que, por acaso, se viria a confirmar tratar-se de um candeeiro), eu digo: - "Olha 'Vô, é a estrela pulada!".







segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Soluções Radicais



Quando uma gata, para beber água, nos entorna mais de metade do bebedouro na cozinha todos os dias...


Não há nada como recorrer a soluções radicais: bebedouro em plástico com plástico aderente na parte inferior e prato em inox no interior.



quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Notas Soltas - LXXXIV


Depois do enorme caixote com livros de Antropologia que há quase um ano jazia no chão do escritório, hoje foi dia de trazer a 2ª leva dos inúmeros outros livros que ficaram em casa da mãe (a julgar pelos que ainda lá ficaram, terei ainda que fazer mais dez mudanças, certamente!!).

Como a estante ainda é apenas uma, a arrumação terá que ir sendo gradual e por áreas temáticas (para não me desorganizar muito a cabeça, que já de si costuma andar bastante baralhada).

Gostei muito de como ficou este cantinho das viagens (perto do da fotografia), a trazer-me tão boas recordações!...







- Estórias com Gatos - IV -


Cristovão, o gato do Colombo



No início de Julho, encontraram-no no 2º piso do Centro Comercial Colombo, na zona da restauração, junto àqueles blocos com plantas que ficam em frente à Pans & Company e à Casa das Sopas.

Era alimentado por duas senhoras da limpeza. E descia pelas árvores, comendo nas pedrinhas; quando acabava de comer, trepava logo pelas árvores acima para se esconder.



Segundo as ditas senhoras da limpeza que o alimentavam, terá aparecido ainda pequeno no Centro Comercial, começando, mais tarde, a aventurar-se pela zona das refeições.
E, assim, foi ali vivendo, brincando e comendo, nas árvores de um grande centro comercial!

Mas um local assim não fora feito para a vida de um felino... ainda que não conhecesse outro local para viver, nem tão pouco outro congéneres da sua raça.



Reza, ainda, a história que, naquele mesmo centro comercial, viveu durante oito anos um outro gato, que só aparecia à noite, andava pelos corredores internos e até acompanhava um dos seguranças nas suas rondas pelos armazéns... depois, um dia, desapareceu.
Há 3 anos que existe, também, um outro gato, no piso térreo do Centro Comercial Colombo... mas esse quase nunca se deixa ver e só aparece depois do horário de expediente.

Se um gato for discreto até não há problemas em permanecer no Centro Comercial... faz-se de conta que não existe (como alguém diria mais tarde)!

Mas a situação do gato Cristovão do Colombo estava a tornar-se insustentável pois ele deixara de ser discreto: comia à vista de todos (para regalo de alguns clientes e nojo de muitos outros, que se levantavam das mesas mal o viam), brincava horas a fio nos galhos de uma árvore (observando muito interessado os humanos que ali perto se sentavam) e já caminhava tranquilamente por entre as mesas.

Por isso, uma bela noite, o Cristovão do Colombo foi "caçado" e passou a viver numa FAT (Família de Acolhimento Temporário) com outros felinos.







segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Notas Soltas - LXXXIII



- A Saga das Estantes - VI -


Finalmente, consgui arranjar um tempinho para tratar da arrumação (gradual) da minha estante.


O cantinho da fotografia já se encontra operacional.


E o caixote que, há cerca de um ano e meio, se encontrava no escritório a ser destruido pelas 'nininhas...


... foi lá para cima...


... 4 anos de Antropologia em 2 prateleiras e meia!






- As nossas Noites -


Sábado à noite foi tempo de estar com um casal de amigos que já não víamos há cerca de um mês.
Pôr a conversa em dia, ver as tropelias do nosso afilhado...



... e chegar a casa às 5h da manhã, por termos passado mais de metade da noite a jogar Pictionary e Trivial Pursuit.

As nossas noites já não são o que eram!... :)




quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Feriado passado à Chuva e ao Sol

... para ver o cortejo etnográfico (que não chegou a acontecer por causa do tempo "invernal" desta manhã) e rever alguns amigos...




Pisando (com alguma vergonha de cor) a areia da praia pela primeira vez este ano.



E os felinos a cruzarem-se sempre no meu caminho, quando me deparo com estes gatos que habitam a Casa do Pinheiro.