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domingo, 29 de novembro de 2009

Uma simples sombra que passa...







Vídeo de MusicaEternal
Música: "Redemption" de Lisa Gerrard




"A vida é uma simples sombra que passa (...); é uma história contada por um idiota, cheia de ruído e de furor e que nada significa."

William Shakespeare
in"Macbeth".






quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Muito obrigada!




Diariamente embrenhada em lutas pelos Direitos Humanos e os Direitos dos Animais, poucos são os motivos que me vão sobrando para sorrir...
E há já muito tempo que não me chegavam as lágrimas aos olhos por algo de positivo!...

Por isso mesmo, fiquei demasiado comovida com o motivo que ontem me levou a chorar.



Muito obrigada, Vânea e Anne Claire, pelo telefonema de ontem e pelas palavras Amigas!




sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Como pássaros num ténue fio




Não sei se foi por causa do 09/09/09, ou dos 8 anos passados sobre o 9/11, mas a verdade é que esta semana foi propícia a umas quantas desgraças (pessoais) com colegas do emprego e a andarmos todos num estado de rastilho puro.

Para culminar a semana, a falta de electricidade depois do almoço, manda-nos para casa de fim-de-semana antecipado... como que para evitar que o rastilho se acenda.

Um fim-de-semana a precisar de muita serenidade e pensamentos positivos, como o do som da música produzida pela posição de pássaros num fio eléctrico...




segunda-feira, 24 de agosto de 2009

"Fade Into..."






Mazzy Star - "Fade into You"




"(...) Fade into you
Strange you never knew

Fade into you

I think it's strange you never knew

I think it's strange you never knew
"






quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Há coisas que não se esquecem...






Georges Moustaki - "Le Temps de Vivre"




.. Como a primeira vez que ouvimos determinada canção.






sábado, 25 de julho de 2009

Um dos vídeos mais lindos de sempre...






Vídeo de BRIGHT EYES - "First Day Of My Life"





"This is the first day of my life
I swear I was born right in the doorway
I went out in the rain suddenly everything changed
They're spreading blankets on the beach

Yours is the first face that I saw
I think I was blind before I met you
Now I don’t know where I am
I don’t know where I’ve been
But I know where I want to go

And so I thought I’d let you know
That these things take forever
I especially am slow
But I realize that I need you
And I wondered if I could come home

Remember the time you drove all night
Just to meet me in the morning
And I thought it was strange you said everything changed
You felt as if you'd just woke up
And you said “this is the first day of my life
I’m glad I didn’t die before I met you
But now I don’t care I could go anywhere with you
And I’d probably be happy”

So if you want to be with me
With these things there’s no telling
We just have to wait and see
But I’d rather be working for a paycheck
Than waiting to win the lottery
Besides maybe this time is different
I mean I really think you like me"







sexta-feira, 3 de julho de 2009

A razão da minha ausência




Depois do sucedâneo de eventos do mês passado, quando esperávamos que o trabalho começasse a acalmar mais, somos brindados com uma auditoria (que nos deixa uma semana inteira - e mais alguns dias da semana que findou - a trabalhar sempre no mesmo e sem cabeça para mais nada).

Quando esperava que as coisas começassem a acalmar mais, com a proximidade das férias de Verão, acabo por passar uma das piores semanas, também, a nível pessoal (devido a alguns casos com animais): uma casa antiga onde habitava uma colónia de gatinhos foi demolida na zona onde moro e os animais acabaram por ser todos apanhados pelo Canil/Gatil Municipal de Lisboa; na véspera desse fatídico acontecimento, à noite, um cão (que tinha donos, mas o traziam à rua sem trela e muito poucas vezes) foi atropelado na minha rua... e foi horrível, porque o animal morreu logo ali e ainda estive a ajudar os donos, que não sabiam onde o deviam levar.

Tenho a perfeita noção que, com o passar dos tempos, me tenho vindo a tornar muito chatinha (para quem me rodeia) e um pouco obcecada com tudo isto a propósito dos animais...
A verdade é que também eu anseio por voltar a ter uma vida normal (como tinha dantes!), longe destas confusões, sem estar sempre a receber milhentos apelos de adopções ou pedidos de ajuda por dia, sem me estarem sempre a aparecer cães atropelados à frente ou gatos a precisarem de apoio...
Nas últimas semanas, começo a sentir-me muito esgotada (física e emocionalmente), como se estivesse sempre a lutar contra ventos e marés, pela promoção dos direitos do Homem (a nível profissional) e pelos Direitos dos Animais (fora do emprego)... e eu sou apenas uma, e não consigo mudar o mundo, se as próprias instituições não estiverem predispostas a mudar de mentalidade.
Mas o facto é que, desde que há 2 anos atrás entrei pela 1ª vez no Canil/Gatil, a minha vida mudou e sinto que não posso ficar de braços cruzados perante tudo isto!...
O que aconteceu na altura, há 2 anos atrás, persiste ainda...
E é por isso, que isto tem que acabar... ou estaremos condenados a viver num país de 3º mundo, em que perdemos completamente o respeito pelos outros seres vivos (já para não falar que o começamos também a perder, actualmente, pelos nossos semelhantes).






quarta-feira, 10 de junho de 2009

Corners of my Home - 35




Porque a vida nem sempre é tão cor-de-rosa como, por vezes, gostamos de a mostrar...
Porque os nossos jardins nem sempre são bonitos e, algumas vezes, podem transformar-se em verdadeiras selvas...
Porque o meu lado maníaco-organizado só funciona mesmo no trabalho, apesar de alguns colegas continuarem a acreditar que em casa não posso ser tão desorganizada quanto digo...

Hoje deixo-vos aqui fotos do estado a que chegou a minha varanda, depois de durante um ano ter sido completamente votada ao abandono.





A minha linda varanda, que costumava ser muito gabada pelos vizinhos, onde eu tinha flores de Inverno e outras diferentes no Verão, passou a ser completamente ignorada.

Como costumo explicar, tinha que fazer uma opção entre salvar 2 ninhadas de gatos e 3 gatas adultas, ou fazer com que as plantas da minha varanda sobrevivessem... e, como o tempo é cada vez mais curto para se conseguir fazer tudo aquilo que pretendemos, uma das duas situações teria que ser protelada.

Penso que, nessa altura, fiz a melhor escolha!
Mas o facto é que a minha Tamarix morreu, assim como toda a réstia de vida que ainda ali houvesse na varanda.





Esta tarde vi os primeiros sinais de vida regressarem à varanda. E continuei o trabalho de re-plantação.









segunda-feira, 18 de maio de 2009

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Notas Soltas - 140




- Fim de Tarde com Livros -





Quem ama verdadeiramente os livros, oferece-os aos amigos, em singelas e bonitas alusões... e um simples "obrigada" não é suficiente para agradecer toda a amizade e companhia que nos são concedidas!

"Salva" anda fora e dentro, numa liberdade que espelha a sua alma felina... mas regressa sempre à Casa-Mãe.

Naquele mundo que é seu, aproxima-se devagarinho de quem lhe quer bem e por ali fica a brincar displicentemente... Lá em baixo, na cave, faz a festa com um pequeno novelo de linha verde, emaranhado numa das cadeiras. De quando em vez, num terno miado de mimo, chama a sua protectora, deixando-a fazer-lhe algumas ténues festinhas na cauda.
Depois, cansada de tanta brincadeira, aninha-se na sua caminha e ali fica, a dormir o sono dos justos... com um olho sempre aberto, permitindo que a objectiva da máquina fotográfica e as minhas mãos se aproximem cada vez mais.

"La vraie liberté c'est de pouvoir toute chose sur soi"... tal como os gatos.






- Regar as Plantas -


22h... e a chuva continua a cair incessantemente...

Desço para ir deitar o lixo fora e deparo-me com a porta do prédio completamente escancarada, com um dos vasos da entrada da escada a servir-lhe de travão.
Lá fora, no patamar coberto, a minha vizinha de baixo, em roupão, a guardar um outro vaso de uma das plantas da escada... que se encontra perto do caixote do lixo, a ser regada pela chuva.

No inusitado da cena, a Dª. L. parece nem sequer me vislumbrar, tal é o acentuado do odor a etílico.
Aparece o vizinho do 3º andar Esq., meteorologista de profissão. E a Dª. L. pergunta-lhe se no dia seguinte irá continuar a chover.






- 1 semana -


Depois de uma semana, hoje, finalmente, consegui chorar.

Tenho andado, desde essa data, a meter tudo para dentro e a acumular... parecendo quase uma bola de neve, prestes a rebentar.








quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Mudar de Vida






Humanos - "Muda de Vida" (letra e música de António Variações)





Apetecia-me mudar de vida!...

Dar um estalo com os dedos e que tudo na minha vida sofresse uma alteração de 180º, para não ter que viver sempre as mesmas coisas, da mesma forma... numa rotina que se torna muito atrofiante.









sábado, 3 de janeiro de 2009

Re-Desenhar o Ano




Não sei se, porventura, será apenas impressão minha, mas estes últimos anos parecem ter passado a correr... ou então fui eu que passei por eles mais apressada (ainda) do que é meu costume!

2008 então, passou de uma forma tão veloz que, como já aqui disse, quase fiquei surpreendida quando vi chegar a semana do Natal e, logo em seguida, a do final do ano.
Parecia que estava tudo a correr em modo 2 vezes mais acelerado do que o normal!








Passou tão veloz que apenas há muito pouco tempo consegui finalmente comprar a minha agenda para o novo ano (coisa que, noutras épocas, fazia de uma forma consideravelmente atempada e metódica)...
E, logicamente, já só consegui apanhar as de capa mole, que não fazem parte das minhas preferências.

Com tamanha aceleração das nossas vivências, durante o ano que passou, acabei por não chegar sequer a tomar (ou escrever) qualquer tipo de novas resoluções para 2009... daquelas que nos acalentam culturalmente, e que gostamos de acreditar piamente que vamos conseguir perpetuar durante os 12 meses que se avizinham.

Fica apenas uma, cuja motivação já vinha de longe (quando durante 1 ano e meio a mantive até!), e agora me parece fazer cada vez mais sentido de ser levada adiante: entrei em 2009 deixando de comer carne de animais (com todas as implicações éticas e de crença numa Causa, que o acto em si implica).








Quanto a 2009, o novo ano, foi re-desenhado a duas cores, na capa mole (de que continuo a não gostar) do meu Moleskine, com o animal que me tem "perseguido" nestes últimos anos (como se de um totem se tratasse)... para que assim possa encontrar forças para re-desenhar também eu mais um outro ano.










quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Para você ganhar belíssimo Ano Novo




Mais um ano que se passa, com o tempo sempre a correr (cada vez mais veloz!), fazendo com que quase nos esqueçamos destes marcos importantes da nossa cultura!...

A semana passada, em vésperas de Natal, quase me pareceu estranho o mesmo já ter chegado, tal não fora a velocidade e ritmo atroz com que vivera o resto dos meses.

Hoje, ao chegar ao último dia de mais um ano, sinto-me sobretudo muito cansada, extenuada de tudo e sem vontade para fazer o que quer que seja (para isso muito contribuirá certamente o facto de me encontrar de férias), quanto mais tomar resoluções como em anos passados.

Este deveria ser um dia de festa, de deitarmos para trás das costas todos os problemas e agruras e pensarmos que o próximo ano será bem melhor. Mas, a verdade é que o clima geral de instabilidade não me parece ter contaminado para tal.
Mais um ano que se finda, com receio do que por aí ainda possa vir no próximo ano!...
Melhores dias virão...





"Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,

Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido

(mal vivido ou talvez sem sentido)

para você ganhar um ano

não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,

mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,

novo até no coração das coisas menos percebidas

(a começar pelo seu interior)

novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,

mas com ele se come, se passeia,

se ama, se compreende, se trabalha,

você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,

não precisa expedir nem receber mensagens

(planta recebe mensagens?

passa telegramas?).

Não precisa fazer lista de boas intenções

para arquivá-las na gaveta.

Não precisa chorar de arrependido

pelas besteiras consumadas

nem parvamente acreditar

que por decreto da esperança

a partir de Janeiro as coisas mudem

e seja tudo claridade, recompensa,

justiça entre os homens e as nações,

liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,

direitos respeitados, começando

pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um ano-novo

que mereça este nome,

você, meu caro, tem de merecê-lo,

tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,

mas tente, experimente, consciente.

É dentro de você que o Ano Novo

cochila e espera desde sempre."



Carlos Drummond de Andrade








sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

De Férias...




... FINALMENTE!

As tão ansiadas férias... para desanuviar a cabeça, descansar e fazer as 1001 coisas para as quais deixei de ter tempo durante o resto do ano.








quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Precisa-se de uma nova alma






Yaël Naïm - "New Soul"




Provavelmente, é só mesmo cansaço físico, aliado ao que esta época transporta sempre de tristeza, nostalgia e compaixão...

Mas ando mesmo a precisar de músicas que ponham o meu estado de espírito mais para cima (senão não aguento até à passagem de ano)!...









domingo, 30 de novembro de 2008

Pintura (em tons cinza) sob o Mar








A última vez que lá tínhamos ido, o tempo também não estava nada convidativo. Mas sabe bem ir desanuviar a cabeça para longe, quando nos sentimos cansados.

A nostalgia de um passado longínquo invade-me sempre quando ali regresso.

As pessoas e os lugares deixaram de ser os mesmos, permanecendo apenas as casas apalaçadas com que noutros tempos fantasiávamos (e os gatos, que me continuam a perseguir sempre, para onde quer que vá)... e o Penedo do Guincho, imutável, mesmo quando o mar conseguiu já consumir grande fasquia da terra.

O "Mar Lindo" (pensão residencial), caído em ruína e abandono, da última vez que ali estivéramos, parece estar agora a ganhar uma nova vida.
O que, lamentavelmente, já não se pode dizer da antiga estação dos correios ali bem perto, com vista para o mar.

O que me entristeceu consideravelmente foi ver que na Casa do Pinheiro, este foi violentamente cortado e retirado do seu jardim... Uma árvore centenária, que abrigava os mais diversos animais, e conferia toda uma beleza de final de século àquela casa... Faz pena, muita pena!

As ruas da pequena vila de Santa Cruz encontravam-se inundadas de uns tão estranhos quão horrendos candeeiros, aprisionados aos candeeiros comuns de rua, quiçá preparando-se já para a festa natalícia. Quase acreditaríamos ter sido invadidos por estranhos seres intergalácticos.

Ao final do dia, antes de regressarmos, sinto que a minha Santa Cruz já não é esta... Este local espartilhado no tempo, onde se cruzam ainda résteas de um passado que teimam em violentamente delapidar e toda uma modernidade sem sentido, feita de exagero.

Estranha sensação esta, a de se tentar conciliar o local presente desfigurado com as memórias do passado que lá se viveu!...







quinta-feira, 27 de novembro de 2008

De volta à realidade









Depois de 2 dias totalmente alheada da realidade, a trabalhar neste espaço tão zen (e com um jantar na magnífica Sala do Arquivo da Câmara Municipal de Lisboa), em mais um dos nossos congressos internacionais... retomo à realidade...

Exausta e ainda com tantos prazos simultâneos a cumprir para conseguir entregar projectos e outros afins.

No meu caso, este cansaço físico e mental, costuma ser acompanhado de uma profunda tristeza e quase depressão, o que me deixa verdadeiramente de rastos!...






segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Notas Soltas - 136




- Hora de Inverno -





Ontem.
Acordar às 6h30 da manhã e já não conseguir dormir. Trabalhar em casa desde as 8h até às 11h... e, quando chegou ao meio-dia, parecia que já ia a 1000Km/hora, tal não era a infinidade de tarefas já realizadas.
Passar a tarde a pensar que o dia nunca mais termina. Lanche com uns amigos. Chego a casa ainda são 19h30... e o dia que nunca mais termina!
Finalmente, adormeço no sofá... e acordo às 2h da manhã, para me meter direitinha na cama, plena de cansaço por um dia que parece ter sido vivido a duplicar.

Porquê a mudança para a "Hora de Inverno", quando nos afecta tanto o organismo chegar a casa, depois de um dia de trabalho, e já não ter luz solar?!!!!








- Estórias com Gatos - 24 -




O Desaparecimento da Xica







A Xica é uma gata preta e branca que vivia na mesma casa do Usha; e, devido a um problema oftalmológico, já não via muito bem (tendo, também, os olhos com um formato fora do comum).

Era costume ver Usha deambular pelas ruas de Benfica, junto do Mercado, sem que ninguém se parecesse importar com a sua sorte (dando por certo e atenuante de todos os perigos o seu hábito de saltar pelo quintal, dar a volta ao quarteirão e colocar-se à porta da frente, aguardando que lha abrissem)...

Desta vez, quis o destino que fosse a gata Xica a desaparecer (não sei muito mais pormenores, mas, certamente, terá, também, fugido através do quintal), andando perdida na zona de Benfica .
A sua dona lançou este apelo acima.

Caso saiba do seu paradeiro, contacte, pff. um dos números de telemóvel indicados.







- Estórias com Gatos - 25 -










O Félix tem cerca de 2 meses e, durante algum tempo, viveu na Clínica Veterinária Ani Aid, onde era tratado como um lorde, com todos os mimos e brincadeiras... mas não aparecia ninguém interessado em o adoptar, devido a preconceitos ridículos por causa da cor da sua pelagem.

Quis a sorte (ou o destino, que escreve sempre certo por linhas tortas) que me cruzasse com ele, exactamente, uma semana após o falecimento da minha Ninushka.

Enquanto fazia a montra do "Bazar dos Ronrons" na Ani Aid, uma senhora aguardava com a sua cadela na sala de espera... Momentos mais tarde, havia de a ver estendida sobre a marquesa, enquanto a sua dona saía do consultório lavada em lágrimas.
Explicaram-me depois que a cadelinha tinha um cancro e tinha tido que ser eutanasiada, por já nada mais haver a fazer por ela.
Logo após esta explicação, perguntaram-me se já tinha visto o bebé preto que lá tinham na clínica.

Acredito que, nesta vida, nada acontece por acaso!...
Uma semana após a eutanásia da minha Ninushka, deparei-me com esta inusitada situação... E, passados 4 dias fiz aquilo que a minha consciência-lógica considerava como mais um (dos meus inúmeros) encargo, mas o meu coração me dizia ser o mais acertado.

Félix está cá em casa há 20 dias e já se "enturmou" com todos, passando horas em animadas brincadeiras... ou dormindo aninhado junto da "mamã-gata" de adopção.
Faz-me lembrar imenso o meu afilhado em bebé.

Em alguns momentos, tenho a certeza absoluta que há uma luzinha lá longe - onde quer que seja - que nos continua a acompanhar e a velar por nós.










sexta-feira, 10 de outubro de 2008

1 semana




Faz hoje 1 semana... E a dor parece que ficou mais viva.
Às vezes, nem me parece possível que ela já não esteja aqui connosco... é demasiado estranho ela já não fazer parte da minha vida, como se o seu lugar sempre tivesse sido aqui.

E o dia hoje, também, foi muito estranho!...
Não parei um único minuto, com a quantidade de tarefas em simultâneo que tive esta manhã... O que, por um lado, não me deixou a cabeça liberta para pensar na tristeza que sinto pela sua falta.

À tarde, quando fui tratar desta montra, aconteceram uma série de coincidências estranhas: na sala de espera, uma cadela aguardava com a sua dona para ser, também, ela "adormecida"; um casal interessado em adoptar um gatinho bebé tigrado (ficaram de conhecer, durante o fim-de-semana, um destes bebés); enquanto, num dos consultórios, um pequeno gato preto de 3 meses aguardava quem se rendesse aos seus encantos (sem pensarem nos preconceitos associados à cor do seu pêlo)...

A vida, na maioria das vezes, é feita de pequenos sinais, que nos indicam como agir... nós é que, quase sempre, passamos por eles sem nos apercebermos.