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segunda-feira, 29 de outubro de 2007

"Êxodo Involuntário"





aqui tinha falado dele e do seu projecto para dar vida a um mural...

Contra ventos e marés (e, sobretudo, contra a doença), essa tela-mural ergueu-se finalmente hoje...



"Êxodo Involuntário"
- exposto no Auditório Ângelo Vidal D'Almeida Ribeiro do CPR (Bobadela, Loures).




sábado, 21 de outubro de 2006

Notas Soltas - II


- Bordeaux -

A noite passada, sonhei com amplos corredores em tons de bordeaux, que eu tinha que ir percorrendo infindavelmente.
Até à data, tinha conseguido que o meu sub-consciente não se deixasse afectar pela sobrecarga de trabalho e stress em que tenho andado... mas agora, o cérebro ficou mesmo danificado e já não há melhoras possíveis!...




Há alguns meses atrás, a minha vizinha de baixo (que tem o cabelo cor de breu, quase parecendo uma bruxa ou ave de mau agoiro e se mete nos etílicos - quiçá para aperfeiçoar o seu dom de falar sobre a vida dos vizinhos da rua toda), cortou a enorme nespereira que tinha no seu quintal.
Há alguns dias, deparei-me com esta planta imponente em tons de bordeaux, bem por detrás do pouco que sobrou da nespereira.
Não sei de que planta se tratará (talvez a priminha me possa ajudar, nesta pertinente questão)... mas esta manhã, quando abri a janela do quarto, e, mais uma vez, olhei para ela, só me fez lembrar aquelas plantas surrealistas que apareciam nos desenhos animados da Alice no País das Maravilhas.


- Frase do dia -

"(...) o cozinheiro até era preto, mas era uma boa pessoa."

E pergunto eu, o que é que uma coisa tem a ver com a outra?
Quando somos obrigados a ouvir este tipo de comentários, no restaurante a que, habitualmente, temos que ir todos os sábados em família, dá-me náuseas.


- Desanuviar -

Tarde passada no CCB com dois amigos, para ver se conseguia desanuviar um bocado a cabeça.

Mas esta estranha melancolia continua cá dentro... parece que o simples facto de ter parado e dever descansar me causa estranheza e me deixa neste estado. Provavelmente, o melhor seria continuar, também, no fim-de-semana, agitada a 1000km/hora, para ver se não perdia o ritmo e se, pelo menos, não me sentia melancólica!
E a chuva que não pára.

A (muito anseada) visita a esta exposição ficará para a sua edição do próximo ano, pois as infindáveis filas para comprar bilhete continuam a não ajudar muito. E amanhã já é o último dia da exposição, em Portugal.

sexta-feira, 20 de outubro de 2006

Notas Soltas


Acordar de madrugada com (mais) um grande temporal e não conseguir voltar a adormecer. Pelo menos, fiquei com bastante tempo disponível para me ir arranjando au ralenti, como eu gosto, pois só assim consigo ir acordando de bom humor.
A chuva não pára de cair há dias consecutivos!...

Ao iniciar o dia, uma boa (e muito inesperada) notícia, ajuda a levantar-me a moral e o ego!...


- Espaços Vazios -

Começo a fotografar, sucessivamente, as diversas salas. Espaços amplos e vazios, onde o novo mobiliário começa a conquistar alguns recantos, conferindo novas tonalidades ao edifício.
Sinto-me, particularmente, atraída por aqueles dois pátios interiores, pois, qualquer que seja o estado do tempo (faça um sol radiante ou uma chuva intensa), ganham uma luminosidade e vida muito especiais. Aquelas (ainda) jovens árvores de folha bordeaux, os "chorões" junto aos pequenos lagos e os imensos mantos de flores rosa que se estendem na entrada dão a pincelada final de cor a todo o edifício.
Por breves instantes, começo a imaginar aqueles espaços vazios a encherem-se de vida. Sorrio e penso em como será feita a apropriação de cada um daqueles espaços, por cada um desses indivíduos, vindos de países tão longínquos e culturas tão diferentes.


- Retrato do Artista em Processo Criativo -

Hoje senti-me deliciada ao ouvir um pintor famoso falar, durante horas a fio, sobre um hipotético projecto para dar vida a um mural.
As cores, as formas e o sentimento jorram das suas palavras singelas, ao descrever uma simples ideia. E ficamos como que enfeitiçados, enleados nessa teia mágica que ele próprio vai construindo na sua imaginação, vislumbrando já, por breves instantes, a sua obra em criação.
M. fala, apenas, daquilo que gostaria de fazer se ainda fosse novo, se o tempo pudesse voltar para trás e ele ali ficasse durante algumas noites, junto àquela imensa parede alva, a trabalhar, acompanhado apenas por um termo com chá quente e uma manta, por causa da humidade.
Há alguns anos que as suas mãos começaram a inchar desmesuradamente e as pernas arrastam-se com uma enorme dificuldade, não conseguindo já acompanhar a rapidez do seu raciocínio.
M. tem consciência de que já não é o mesmo. Apesar da sua mente viajar ainda por universos distantes do imaginário, trazendo-lhe um sem número de ideias para hipotéticas obras, o processo criativo é drasticamente castrado pelo seu corpo envelhecido, que lhe coloca algumas restrições a pintar.


- O Fim -

Passo toda a manhã fora do escritório e, quando aqui regresso, aproveito para dar uma vista de olhos pelos jornais online e pelo Bloglines, para ver as actualizações dos blogs que costumo ler diariamente.
Fico perplexa, ao deparar-me com o fim deste blog.
Um blog que conheci por mero acaso, tendo, algum tempo mais tarde, descoberto tratar-se a sua autora de uma "colega" antropóloga, que até conhecia uma amiga minha dos tempos de Fac. (este mundo é mesmo uma aldeia!).
Durante um ano, acompanhei os seus posts e as suas maravilhosas fotografias e pensamentos. Fiquei com pena deste fim antecipado. Mas compreendo os seus motivos, pois um novo começo lhe deu outro alento para as coisas da vida.
Fico a aguardar novas histórias, para quando o teu "começo" já for mais crescidinho, Reticências!
Tudo de bom para ti, Amiga! :)