Mostrar mensagens com a etiqueta Cenas Triviais do Quotidiano. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cenas Triviais do Quotidiano. Mostrar todas as mensagens

domingo, 16 de agosto de 2009

"Curtas" - 17




E se os carrinhos de supermercado tivessem vida?


quarta-feira, 1 de abril de 2009

Ainda a reclamação contra o Supermercado "Feira Nova"




Depois de muita insistência da minha parte...







Afinal, parece que a Sra. Provedora do Cliente sempre me telefonou (uma única tentativa, por sinal, e quando me encontrava em reunião de trabalho)...






Por isso mesmo, e, sobretudo, pelo pedantismo na forma como lidou com o assunto, daqui seguiu nova resposta...












terça-feira, 24 de março de 2009

Resposta à Carta-Aberta ao Supermercado "Feira Nova"






Depois de 2 longos meses passados sobre o meu protesto, recebi hoje uma resposta ao mesmo...








Resposta, ou talvez não, dado que a senhora Provedora do Cliente do Grupo Jerónimo Martins não é muito clara naquilo que me pretende transmitir.

E deverei ser eu, enquanto lesada, a contactá-los para que me clarifiquem melhor a situação?! Só podem mesmo estar a brincar!...






Actualização de 26/03/09:

Após envio do meu contacto de telemóvel à senhora Provedora, continuo a aguardar que ela me ligue...







sábado, 21 de março de 2009

"Life's for Sharing"





Depois da semana hiper-activa que passou (novamente a trabalhar a 1000km/hora), só me apetecia mesmo era isto...










Numa estação de comboios de Londres, numa segunda-feira de manhã...
A música começa a tocar e cerca de 70 bailarinos, misturados com os passageiros, começam a dançar. A dança e a música são tão contagiantes que os passageiros começam a interagir com os bailarinos... não se percebendo, no final, quem são uns e quem são os outros.

Este show foi planeado e ensaiado durante 8 semanas, sem o conhecimento do público, para a gravação de um anúncio publicitário de uma marca de telemóveis.

Ora digam lá se não é mesmo contagiante?










quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Carta Aberta ao Supermercado "Feira Nova"




Para:
Linha de Apoio ao Cliente do "Feira Nova" (linhacliente@feiranova.pt)
Provedora do Cliente do "Feira Nova" (provedoradocliente@jeronimo-martins.pt)

Cc:
Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores (decolx@deco.pt)




Assunto: - Apresentação de Reclamação sobre o funcionamento das "Caixas Prioritárias" de utilização exclusiva no Supermercado "Feira Nova".




Exmos. Senhores,



Tomo a liberdade de dirigir esta missiva a V. Exas., enquanto consumidora e cliente regular do Vosso supermercado (nomeadamente através das Vossas lojas de Telheiras e da Belavista), para vos expressar o meu profundo desagrado pela criação daquilo a que V. Exas. entenderam apelidar de "Caixas Prioritárias".

Regra geral, não tenho nada contra esse tipo de caixas de atendimento especial e considero até bastante importante a sua existência enquanto factor de discriminação positiva; na medida em que, qualquer cidadão, deverá ver salvaguardadas as suas necessidades especiais enquanto cliente.

O que critico, isso sim, é o facto de essas "Caixas Prioritárias", no Vosso supermercado, apenas atenderem, única e exclusivamente, esse tipo de público.

Esta tarde, tive oportunidade de testemunhar na pele este facto quando, ao dirigir-me a uma caixa no supermercado "Feira Nova" da Belavista, apesar de não existir um único cliente sequer "com necessidades especiais" nessa mesma caixa, a empregada se ter recusado a atender-me, segundo as suas próprias palavras, por ser aquela "(...) uma caixa prioritária, que só atende grávidas ou pessoas com deficiências".

Conforme fui esclarecida, mais tarde, por uma outra funcionária (essa sim que, finalmente, se dignou a atender-me), quando lhe perguntei se, de facto, essas caixas prioritárias serviam unicamente esse tipo de clientes mesmo que, durante um dia de trabalho, não aparecesse nenhum cliente que se inserisse neste grupo restrito: "(...) a colega pode ali estar 8 horas por dia sem que venha nenhum desses clientes, mas tem que ali estar, mesmo que não esteja a fazer nada e eles [presumo que se referisse à administração da loja] sabem" -[citação na íntegra da resposta que me foi dada por essa segunda funcionária].

Ora, V. Exas. permitam-me a ousadia das minhas palavras mas, sinceramente, num país onde a taxa de desemprego roça os 10% e os índices de produção do país são dos mais baixos no contexto europeu, manter alguns funcionários em cada loja à frente destas "caixas prioritárias" atendendo em média, certamente, 3 ou 4 clientes por dia (e não fazendo mais nada no restante período de tempo) - ou melhor, pagar-lhes para não fazerem praticamente nada - é mesmo de bradar aos céus!

Por outro lado, e caso não tenham a devida consciência desse acto, ao praticarem este tipo de discriminação positiva para salvaguardarem os direitos e necessidades de alguns clientes "especiais", encontram-se também a discriminar pela negativa todos os clientes "não-especiais" que não poderão ser atendidos nesse mesmo tipo de caixas.

Sinto-me profundamente ofendida nos meus direitos, garantias e interesses legítimos enquanto consumidora e cidadã de um país democrata.

E gostaria que V. Exas. tomassem as devidas providências para que esta situação seja reposta de uma forma não discriminatória, ou seja, que essas "caixas prioritárias" passem também a atender clientes "não-especiais".

Caso esta minha solicitação não possa ser devidamente atendida, agradecia, então, que me informassem se "hipertiroidismo" (= doença crónica) e "prolapso da válvula mitral" (= má formação congénita) poderão ser consideradas como "deficiências", uma vez que passarei então a utilizá-las (por serem doenças de que padeço) para ver salvaguardado o meu direito a ser atendida em qualquer caixa que seja do Vosso Supermercado.

Sem outro assunto de momento. E, antecipadamente, grata pela atenção dispensada. Fico a aguardar uma resposta da Vossa parte.



Com os melhores cumprimentos,


(A. C.)






quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Conversa




Final de um dia de trabalho. No autocarro, de regresso a casa.
Sentados num banco do extremo oposto em que viajo, um casal dos seus 70 e muitos anos, trajando humildemente.

Ele deixa de olhar o trajecto pela janela, vira-se para ela e diz: - "Antigamente tínhamos tanta conversa, e agora nem dizemos nada!"

Ela retorque-lhe intempestivamente: - "Oh senhor, deixe-me que eu não tenho vontade de falar!"

Ele volta a perscrutar o horizonte, através da janela do autocarro embaciada pela chuva e pela respiração dos inúmeros passageiros.

Passados alguns minutos, ela vira-se para uma outra passageira, no banco ao lado do seu, e começa a discorrer sobre as hipóteses pelas quais o trânsito se encontra ali parado.







domingo, 7 de dezembro de 2008

Sala-"Sale"







A minha amiga Marta vai estar 2 anos em Nova Iorque, a fazer o seu doutoramento.

Arrendou a casa, tenciona vender o carro e, este fim-de-semana, fez uma "garage sale" para, segundo as suas próprias palavras, "(...) dar aos amigos e conhecidos (e aos seus amigos e conhecidos!) a fantástica oportunidade de adquirir alguns dos meus maravilhosos haveres a troco de alguns trocos (assim tipo "a cigana está a dar", não sei se estão a ver, é o que diz a senhora aqui da praça)".





Como a Marta não tem garagem, o evento foi mesmo a modos que organizado na sua sala... uma verdadeira "sala-sale".

Um agradável final de tarde passado entre uma sessão de visionamento de fotografias da sua última viagem ao Japão e os miminhos ao Funcho.





E ainda tive oportunidade de adquirir este muito funcional estendal interior (o ideal para uma casa pequena e com alguns felinos à mistura) por apenas 1€.

Em tempos de "recessão" como a que se avizinha, daqui a nada ainda começamos a trocar entre os nossos amigos e conhecidos os bens essenciais para a nossa sobrevivência.







segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Gritos na Estação






Estação de metro da Alameda. Final da tarde, hora de ponta.

Atravessando o imenso átrio que liga a linha vermelha à linha verde, o som de uma mulher que vocifera contínua a repetitivamente “O reino dos céus está próximo!” repercute-se por toda a estação.

Ecoa por entre as escadas rolantes, onde os inúmeros passantes se atarefam a chegar o mais depressa possível a um qualquer destino…
Não dispondo de tempo para olhar, para sequer parar.

Ninguém consegue ver quem grita… E, no entanto, ela encontra-se ali bem visível, no topo do balcão da linha verde, entoando o seu refrão repetitivo junto às escadas rolantes.

Na retaguarda três seguranças falam entre si, entreolhando, de quando em vez, a mulher que grita, como que aguardando por um acto (ainda) mais imprevisível.





Faz-me lembrar a história deste homem, com quem nunca ninguém sequer falou.









sexta-feira, 19 de setembro de 2008

"Pickpocket"




Sexta-feira, 17h.

Entro na carruagem de metro na Alameda, completamente esbaforida com o tempo seco e abafado que se faz sentir. Sento-me ao lado de um homem de ascendência africana que parecia dormitar encostado ao vidro da janela e tiro o casaco.
A meio caminho entre a estação seguinte, ouve-se: - “O senhor vai sair connosco na próxima estação, sim?!”

Absorvida pelos meus pensamentos, detecto que a frase provinha de um dos dois homens consideravelmente entroncados, que pareciam falar entre si perto da porta da carruagem.

Sem perceber lá muito bem o que se passa, por momentos, penso que entrei num filme de espionagem onde se desenvolve algum ajuste de contas entre gangs.
Os restantes passageiros entreolham-se, sem compreenderem nada.

O metro chega à estação de Arroios. O passageiro ao meu lado permanece sentado, até que o mesmo homem que lhe dirigira a palavra o chama.
Ao levantar-se para sair, o homem atira de viés para o banco em frente uma carteira verde de senhora.

Fico a olhar incrédula para a cena. E, no tempo que espaceja o eu tomar alguma atitude (para alertar que deixara cair a carteira), ouve-se:
- "Calminha aí, amigo, não te armes em pianista, que músicos somos nós!" – clama o homem entroncado, colocando-lhe a mão por cima do ombro e apanhando a carteira.

Ao saírem da carruagem, enquanto o metro se afasta, observamos o homem de ascendência africana sentado num dos bancos da estação com os dois homens entroncados à sua frente.

Dentro da carruagem, um casal de turistas espanhóis de olhar surpreendido abre as malas de mão, para verificar se ainda lá estão as suas carteiras.
Incrédula, acabo por fazer o mesmo gesto.







quarta-feira, 2 de julho de 2008

Dualidade




O metropolitano chega à estação de Campo Grande.
Como habitualmente, as pessoas entram esbaforidas, com pressa de encontrarem um lugar onde se sentar, como se o cansaço da véspera não tivesse sido saciado com o sono da noite.

Uma senhora de meia idade e óculos escuros entra carregada com diversos sacos e uma mochila. Pede licença para passar para o assento junto à janela.
Ao sentar-se, olha em volta, para mim e para os dois homens ali sentados e diz:
- “Ora, então, muito bom dia a todos!”
Os 3 retorquimos-lhe igualmente com um bom dia.
- “Desculpai mais é a força do hábito… em Angola era assim… e é defeito profissional. Mas as pessoas já não estão habituadas a dar os bons dias umas às outras. Por isso desculpai!”

Sorriu e saio da carruagem com a minha fértil imaginação ainda a discorrer sobre as diversas hipóteses do métier daquela senhora.




Ao chegar ao emprego, leio os matutinos e deparo-me com esta notícia...



A indiferença cada vez maior do Homem perante qualquer outro ser humano não deixa de me surpreender!...




domingo, 1 de junho de 2008

As bandeiras de Portugal são como...



... o Pai Natal!





Há quem as tenha deixado do lado de fora, carcomidas pelo sol e rasgadas pelo vento, desde o (passado) Euro 2004... tal como alguns Pais Natal que ainda por aí existem (na Av. de Ceuta, por exemplo, numa curiosa janela, coexistem alegremente ambas as figuras simbólicas, apesar do Pai Natal já ter bastante pó e se encontrar meio acinzentado).
E, agora, surgem outras novas, com cores bem mais luzidias, à venda em qualquer supermercado ou nas lojas dos chineses.

E o que dizer, então, dos concidadãos patriotas, que hoje saíram à rua com os seus cachecóis da selecção, empunhando as cores verde e vermelho... apenas porque a Selecção embarcou rumo à Suíça?!
Eu bem sei que Primavera ainda não a tivémos e Verão nem vê-lo, mas esta tarde esteve um calor considerável, senhores, mais valia terem substituído os cachecóis por lencinhos, que sempre fazia o mesmo efeito e vos daria menos calor!!

O que interessa agora o famoso aumento da gasolina e dos bens de consumo essenciais à sobrevivência de qualquer um de nós... ou o facto de se continuarem a construir gigantescos hospitais privados, quando o Sistema Nacional de Saúde funciona mal e porcamente???
O que interessa, de facto, é assistir ao embarque da selecção e ver como as diversas cadeias de televisão são ainda mais exaustivas na descrição de tal momento do que se se tratasse de uma catástrofe natural.

É, deveras, aliciante verificar como os nossos conterrâneos se conseguem sempre alienar com estas coisas do futebol e do (suposto) orgulho patriota, que deriva sempre dos jogos (do Nós contra os Outros)!!
Podemos estar a morrer à míngua e sem ordenados que cheguem até ao fim do mês, mas é sempre bom termos um cartão visa da selecção portuguesa, ora pois então!!

Todos se queixam nos transportes públicos e nos cafés a propósito do estado da nação... mas a verdade é que ninguém mexe uma palha para fazer o que quer que seja!
Em contrapartida, começam já todos (ou a grande maioria) aos pulos pela selecção!...

Bem dizia o outro, que a política dos três F's era o que esta nação precisava!





sexta-feira, 30 de maio de 2008

Notas Soltas - 126



- Fotografia jamais tirada... -


... mais uma que me arrependo profundamente de não ter tirado!




18h. Bairro do Armador, Belavista (Chelas).
Alguns jovens de origem africana jogam à bola no meio do passeio. Duas idosas conversam enquanto passeiam os seus fiéis amigos. Na soleira da porta de um dos enormes prédios, um velho olha o jogo dos adolescentes.

E ao longe, como pano de fundo de toda esta cena de vivência de bairro, as normalmente isoladas e sujas colinas da Belavista (finalmente desmatadas há apenas um mês), onde se vislumbra uma infindade de jovens, subindo velozes e em fila indiana em direcção ao Parque.

Cá em baixo, junto ao Feira Nova e ao metro é o caos completo de carros (tentando estacionar onde quer que seja - até mesmo no mal amado Bairro do Armador), polícias nas suas carrinhas de choque e funcionários municipais transportando caixotes de lixo (que dentro em breve estarão repletos das garrafas de cerveja e comida que os jovens que chegam empunham).




É pena que a Câmara Municipal de Lisboa só se lembre de limpar a cara da Belavista, transformando-a num local limpo e seguro, de dois em dois anos (acção feita expressamente sem ser para os seus moradores)!!!!
É pena que um grande festival de música, que pretende ser "Por Um Mundo Melhor", não faça mais pelo próprio espaço carenciado que utiliza em Lisboa!!!!

Eu não vou ao Rock in Rio... mas trabalho 4 dias por semana na Belavista!







- Encalacrada no Tempo -


Muito perto destas janelas, escondida por arbustos e árvores...








Ermida de Nossa Senhora da Conceição, junto à Quinta do Pombeiro (Parque da Belavista - Chelas) - construção do século XVIII.
Património da Câmara Municipal de Lisboa.







- Estórias com Gatos - XIV -



Os Herdeiros da Ninushka



Desde que esta história começou, os quintais parecem ter ficado amaldiçoados!...

Na verdade, fazendo agora uma retrospectiva de todos os acontecimentos, tudo começara bem antes disso, quando falecera o casal de idosos que protegia os gatos dos quintais e, mais tarde, quando a dona do Bosques da Noruega morrera também.
A queixa hipócrita e velada para o Canil/Gatil Municipal de Lisboa constituira, apenas, a estocada final do Homem sobre a Natureza!...

Hoje em dia, quando me ponho na janela da cozinha a fumar e olho para aqueles quintais desertos e sem vida, invade-me sempre uma sensação muito estranha e agoniante.

Porém, lá longe, na ponta mais à esquerda das traseiras, resistem ainda 2 colónias com cerca de 4 ou 5 gatos.

Em frente às minhas janelas, nos prédios do outro lado, vivem ainda Misha, Mikado e a gata tigrada (que nunca vem para os quintais do lado do meu prédio).



Misha continua a ir aparecendo por debaixo da janela do meu quarto. E, nos últimos tempos, à semelhança do que sucedera com a Ninushka, mal levanto os estores de manhã, ali está já ele à espera de comida, ou corre apressado na minha direcção (miando, enquanto envio para baixo o comedour preso a uns fios). Depois regressa sempre ao pequeno terraço do outro lado, onde vivera a sua dona.

Ainda não tive ocasião de aqui contar, mas, certo final de dia, andava eu completamente embrenhada no início desta outra história, estou a dar comida ao Misha, quando me deparo com a cabeça de uma senhora a espreitar no terraço em frente à minha janela.
Sorrio porque não havia muito mais a fazer perante tal situação.
E é, precisamente, neste ponto que a dita cuja senhora me pergunta como é que eu estava a dar-lhe comida.
Impossibilitada de visualizar toda a cena, vejo a senhora esgueirar-se para o terraço do lado e começar a observar-me.
E é então que me conta que a dona daquela gata havia falecido, mas que ela a continuava a alimentar.
Surpresa geral… afinal Misha era (e sempre foi) uma gata!
Uma gata já muito idosa, segundo me continua a contar a senhora, que, imagine-se, até chorara quando a sua dona falecera.
Pobre Misha… com mais sentimentos do que muitos humanos!



O Mikado perdera, também, este ano os seus protectores, passando a deambular erraticamente pelos diversos quintais, em busca de fémeas.

Aparece poucas vezes por debaixo da minha janela. Se bem que, nas últimas semanas, fruto de acompanhar a Misha para todo o lado (a quem tem muito respeitinho e deixa sempre comer em primeiro lugar), ou, talvez, por andar mais enfraquecido por "andar às gatas", tem aparecido mais frequentemente.
Esta manhã, por exemplo, mal abri a janela, deparei-me com ele assim...




Até já pensei em falar com a vizinha da dona da Misha, a ver se a senhora consegue apanhar o Mikado (que dorme, também, no seu terraço) e o mandamos castrar. Mas o tempo tem sido pouco para tudo aquilo que tenho tido que fazer (em termos pessoais e profissionais)!...





quarta-feira, 21 de maio de 2008

Notas Soltas - 125


Caído ontem à tarde dos céus de Chelas, enquanto falávamos sobre um problema complicado de trabalho.
"Olho gordo", como diria o meu colega ZA?
B. e eu ficamos a olhar para a janela e desmanchamo-nos a rir.








- No País dos Rodinhas -


Há 2 dias consecutivos que tem sido, ainda, mais difícil conseguir chegar ao emprego, com o trânsito caótico que se tem feito sentir.

Alguém se lembra da Bruxa da Chaleira?





Talvez nos pudesse transformar a todos em "rodinhas".
E assim, mesmo aqueles que têm que andar de transportes públicos, conseguiriam chegar a horas aos seus locais de trabalho!









quarta-feira, 14 de maio de 2008

Qual o resultado...



... de uma reunião non stop das 10h às 14h, numa sala em que as janelas não abrem e dois colegas estão muito constipados?

A maior carraspana deste ano, ora pois então!

Regressei a casa cheia de dores de garganta (apesar de há anos que não tenho amígdalas), sinto-me febril e tenho o corpo todo moído.




sábado, 10 de maio de 2008

Entre Amigos






Um jantar em casa de um casal de amigos, ontem à noite, deu-me, finalmente, a oportunidade de conhecer a famosa Bimby (de quem tantas maravilhas costumava ouvir duas colegas de trabalho dizerem e apenas conhecia a versão t-shirt).
E a verdade é que, depois desta primeira experiência (de ver confeccionar e de saborear o jantar), fiquei mesmo rendida aos encantos desta maravilha da tecnologia moderna!
Não fora o preço exorbitante de proibitivo deste pequeno aparelhinho (que, simplesmente, dá para confeccionar tudo e mais alguma coisa, num tempo record e utilizando pouquíssima louça), e eu era já a próxima cliente das suas demonstradoras... já que para o ritmo acelerado de vida a que tenho andado isto era mesmo o ideal da salvação (e terminavam-se as tardes de domingo a fazer comida para toda a semana)!

Fora o outstanding conhecimento da famosa máquina, foi mais um daqueles agradáveis momentos passado entre amigos, a ouvir (e ver) as crónico-fotos de viagem, pôr a conversa toda em dia e assistir a um excelente cómico.



Adorei mais este momento que passámos juntos, S&T! E muito obrigada pelos caramelos!
O vosso "puto" está girissímo e enorme! Pensem no que vos disse sobre a questão da/o irmã/o!





sábado, 26 de abril de 2008

Pequenos momentos mágicos dos nossos dias



21/04/08




Video de tfoy60





Já o tinha visto uma vez, quando atarefada me dirigia à hora de almoço para uma consulta médica.
Esta manhã volei a encontrá-lo.

Entrou no Campo Grande, com aquele instrumento rectangular ao pescoço e começou a tocar uma melodia popular, daquelas que nos ficam no ouvido.
Os pequenos sticks que balança, tocando nas cordas distendidas de uma forma proporcional e simétrica daquele estranho instrumento, produzem um som que quase se diria etéreo... O que faz com que todos os passageiros daquela carruagem fiquem como que encantados a olhar para ele.

Aproximei-me, maravilhada com aquele som. Depositei-lhe duas moedas no copo de plástico que jaz em cima daquele rectângulo de madeira que trazia pendurado ao pescoço e perguntei-lhe qual o nome do seu intrumento.

- "Cymbal. Da Roménia" - responde-me sorrindo. - "Obrigada!"

A fotografia ou vídeo a produzir com aquele homem de estatura pequena e forte, cuja figura se assemelha à de um monge asiático, teve que ficar para uma outra ocasião, pois a minha paragem de saída aproximava-se... e, mais uma vez, ia com pressa.

Ao sair do metro recordo-me daquela senhora de vestes brancas e longos cabelos alvos, que tocava harpa numa das estações do metropolitano de Paris... e de tantos outros, que passaram no concurso lançado pela RATP, para poderem tocar livremente nas estações desse metropolitano europeu.
Não estão a roubar nem a incomodar ninguém. Apenas alegram o cinzento da monotonia dos nossos dias, como me dizia um amigo francês, nos meus primeiros meses de estadia em Paris, há alguns anos atrás.





terça-feira, 25 de março de 2008

Teoria da Proximidade de Pensamento



Às 18h, ainda no emprego, falo com a I. sobre a E. (minha ex-estagiária), que encontrei outro dia no metro.
Mais tarde, no regresso a casa, encontro a E. na estação de metro Baixa-Chiado. Falamos sobre o portátil dela, que se avariou subitamente, e digo-lhe que o T., meu irmão, o pode arranjar por um preço mais em conta, caso ela esteja interessada. A E. sai na estação Avenida, para ir à Cinemateca.
Chegamos à estação Marquês de Pombal, olho em frente e vejo o T., na mesma carruagem que eu.

Teoria da proximidade de pensamento? Ou estudo para uma cena saída de um filme?





sexta-feira, 14 de março de 2008

"Estereótipos"



Quando, ao final de uma 6ª feira à tarde em Chelas (Bairro do Armador), um grupo de jovens nos bate insistentemente à porta da loja (onde o escritório fica localizado), proferindo, por entre risos, palavras de ordem como: “Isto é um assalto!”

Nenhum de nós imaginaria que se tratava apenas de um peddy-paper e que o grupo de jovens queria saber se haviam deixado na nossa organização alguma pista para o seu jogo.

Subtilezas de trabalhar num bairro social... e mente muito pré-formatada.



segunda-feira, 10 de março de 2008

Notas Soltas - CX


Depois da era dos post-it's informáticos, o novo divertimento lá no emprego: criar Wee-Mee's para os nossos perfis no Skype.


O Cat's Corner cá de casa.
Já mencionado aqui e aqui.




segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Notas Soltas - CVIII



- Post em honra da Priminha -




Veio agarrada a uma mola, enquanto retirava a roupa do estendal.
Por pouco, não me ia parar dentro da boca, devido à minha cabeça sempre no ar... porque tenho esta estranha mania de pegar sempre em três molas (duas com uma única mão, para ir prendendo a roupa no arame, e a terceira agarrada entre os lábios) e, ainda, ia estender mais roupa.

Tentei apanhá-la com uma ponta de papel e coloquei-a no parapeito da janela da cozinha, onde me aparecem sempre diferentes animais (quase se poderia dizer que vivo em pleno campo, nas traseiras do meu prédio), o que sempre é melhor do que as migalhas do almoço e jantar da vizinha do 3º Esq.

Mas não contente com o local onde a pobre criatura ficara, ali meio perdida, tentei apanhá-la de novo, enquanto ia ficando encurralada por uma teia de aranha perto do final do arame da roupa.

E agora, passou a viver, feliz e contente, dentro da minha estufa (que tem abertura lateral, não se preocupem!).

Para uma 2ª feira em que já quase explodia ao pensar em tudo o que me sucedera (e chegava à triste conclusão que, de facto, deveriam proibir a minha saída de casa neste dia da semana), foi mesmo uma boa nova, esta Joaninha!




- A Cusquice -


Depois das atribulações de sábado à noite, não há nada melhor do que, no dia seguinte ao fim da tarde, a Vice-Cusca Mor aqui da rua vir tocar directamente à nossa campaínha e perguntar o que sucedera na véspera!...

Com a Cusca-Mor da rua (que, logo por azar, reside no mesmo prédio que eu!) fora do activo por período incerto, devido aos vapores etílicos a terem feito dar uma queda em que partiu o braço direito e magoou a cabeça, o apoio nas suas lides domésticas e no métier da cusquice tem sido efectuado pela Dª. L. (que, curiosamente, até tem o mesmo nome que ela).

Como me dizia a minha mãe no sábado à noite: - "Amanhã o bairro inteiro já sabe que foste tu que chamaste a Polícia!"