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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Através do Espelho - 19










Passados quase dois meses, as técnicas responsáveis pelo projecto da Gebalis - "Os Guardiões do Jardim" - continuam a vir mensalmente verificar o estado de cada uma das floreiras instaladas no bairro, de modo a que os resultados da avaliação desta iniciativa possam vir a ser publicados no jornal local.










E, graças às mãos da Dª. L., não há margem para dúvidas que a "nossa" floreira é uma das mais bonitas aqui do bairro.
















sexta-feira, 17 de abril de 2009

Os Gatos dos Quintais








A minha vida dava um verdadeiro filme... e com (muitos) gatos à mistura!

Depois da saga da busca pela Luana, desta feita, apareceu-nos nos quintais das traseiras um gato preto enorme, o qual não parava de perseguir desalmadamente Luana e de bater em todos os restantes machos.

Mais tarde, veio a descobrir tratar-se do velhote Pelé, um dos gatos que vive neste jardim comunitário, e daí tinha fugido com o cio.






quarta-feira, 15 de abril de 2009

terça-feira, 31 de março de 2009

"Os Guardiões do Jardim"







No seguimento da vandalização das floreiras, a Gebalis decidiu colocar-lhes cimento, de forma a prendê-las ao chão.
No caso da nossa só passados 2 dias tal aconteceu... Mas ninguém voltou a destruir a "nossa" floreira.

Entretanto, desde que, na 6ª feira ao fim da tarde, pedira à Dª. L. (vizinha e residente no prédio onde está localizado o nosso escritório) se nos podia regar a floreira durante o fim-de-semana, esta senhora passou a assumir a função de zeladora das plantas como sua. E, todos os dias, consegue antecipar-se-nos a regar a floreira.









quinta-feira, 26 de março de 2009

"Os Guardiões do Jardim"




Nem um dia durou a iniciativa "Os Guardiões do Jardim" , sobre a qual vos falei aqui!...

Esta manhã, quando alguns colegas chegaram ao escritório (eu tinha ido para a Bobadela), depararam-se com este panorama...





Fotografias de José Antônio de Oliveira





Alguém decidiu destruir a "nossa" floreira (e as restantes floreiras colocadas em mais 6 instituições que trabalham no Bairro do Armador - Chelas), deitando-a ao chão e espalhando toda a terra. Não contentes com tal acto, roubaram ainda uma planta a cada instituição, deixou as outras no meio do chão de forma a que fossem morrendo com o calor...

As plantas serão novamente plantadas na floreira ao final da tarde de hoje; e, caso a derrubem de novo, será a nossa última tentativa e levaremos as plantas para nossas casas.








quarta-feira, 25 de março de 2009

Através do Espelho - 16






"Através do Espelho" foi uma rubrica criada, há alguns anos atrás, neste blog, como forma de compensação (ou descompressão) pelo facto de trabalhar num local onde as janelas não abrem... e os seus vidros espelhados servirem como atracção da grande maioria dos transeuntes que por ali passam.

Durante meses a fio, temos assistido às mais engraçadas e, também, inusitadas situações, protagonizadas por quem imagina que, por detrás daquele espelho, não existe vivalma.

E esta tarde, vivemos um daqueles grandes momentos, dignos de homenagem nesta rubrica!...






Eles chegaram e foram-nas descarregando... grandes floreiras de pedra, em seguida, a terra. E, depois, desapareceram para a parte mais baixa do bairro.





Quando regressaram, passados alguns largos minutos, vinham carregados com plantas e acompanhados por utentes de uma associação de apoio a indivíduos com deficiências mentais. Todos trajando um avental verde ou uma t-shirt alusiva ao nome deste projecto.






Resolvemos sair e ir cumprimentá-los por tão interessante iniciativa. E aí, a abordagem passou a ser feita sem o espelho.





Alguns de entre nós, decidiram deitar mãos à obra e auxiliar na plantação nas floreiras do Projecto "Os Guardiões do Jardim".

Este projecto que visa a colocação de uma floreira e respectivas plantes junto a cada uma das instituições que trabalha em cada bairro municipal, é levado a cabo pela Gebalis. E pretende-se, essencialmente, com o mesmo:

- Fomentar valores de pertença e de estima pelos espaços verdes existentes no Bairro
- Envolver a Comunidade residente no Bairro;
- Diminuir os actos de vandalismo;
- Motivar a Competição saudável para atingir um mesmo fim (o da preservação de espaços verdes dentro de cada bairro).


A ver vamos, se a nossa floreira se desenvolverá (vindo a constituir o orgulho do bairro), ou se não a decidirão regar com o líquido amarelo com que nos costumam brindar todas as manhãs as grades da porta!...












quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Contrastes





Telheiras



Bairro do Armador - Chelas






E estes resplandecentes dias de sol a lembrarem-nos que a Primavera está (quase) a chegar!...









quinta-feira, 12 de junho de 2008

Santo Antoninho






A foto é do ano passado (porque este ano preciso mesmo é de muita paz, sossego e do aconchego do lar), mas marca aqui a presença de uma das festividades, cuja alegria e colorido popular mais me agradam!...




sexta-feira, 30 de maio de 2008

Notas Soltas - 126



- Fotografia jamais tirada... -


... mais uma que me arrependo profundamente de não ter tirado!




18h. Bairro do Armador, Belavista (Chelas).
Alguns jovens de origem africana jogam à bola no meio do passeio. Duas idosas conversam enquanto passeiam os seus fiéis amigos. Na soleira da porta de um dos enormes prédios, um velho olha o jogo dos adolescentes.

E ao longe, como pano de fundo de toda esta cena de vivência de bairro, as normalmente isoladas e sujas colinas da Belavista (finalmente desmatadas há apenas um mês), onde se vislumbra uma infindade de jovens, subindo velozes e em fila indiana em direcção ao Parque.

Cá em baixo, junto ao Feira Nova e ao metro é o caos completo de carros (tentando estacionar onde quer que seja - até mesmo no mal amado Bairro do Armador), polícias nas suas carrinhas de choque e funcionários municipais transportando caixotes de lixo (que dentro em breve estarão repletos das garrafas de cerveja e comida que os jovens que chegam empunham).




É pena que a Câmara Municipal de Lisboa só se lembre de limpar a cara da Belavista, transformando-a num local limpo e seguro, de dois em dois anos (acção feita expressamente sem ser para os seus moradores)!!!!
É pena que um grande festival de música, que pretende ser "Por Um Mundo Melhor", não faça mais pelo próprio espaço carenciado que utiliza em Lisboa!!!!

Eu não vou ao Rock in Rio... mas trabalho 4 dias por semana na Belavista!







- Encalacrada no Tempo -


Muito perto destas janelas, escondida por arbustos e árvores...








Ermida de Nossa Senhora da Conceição, junto à Quinta do Pombeiro (Parque da Belavista - Chelas) - construção do século XVIII.
Património da Câmara Municipal de Lisboa.







- Estórias com Gatos - XIV -



Os Herdeiros da Ninushka



Desde que esta história começou, os quintais parecem ter ficado amaldiçoados!...

Na verdade, fazendo agora uma retrospectiva de todos os acontecimentos, tudo começara bem antes disso, quando falecera o casal de idosos que protegia os gatos dos quintais e, mais tarde, quando a dona do Bosques da Noruega morrera também.
A queixa hipócrita e velada para o Canil/Gatil Municipal de Lisboa constituira, apenas, a estocada final do Homem sobre a Natureza!...

Hoje em dia, quando me ponho na janela da cozinha a fumar e olho para aqueles quintais desertos e sem vida, invade-me sempre uma sensação muito estranha e agoniante.

Porém, lá longe, na ponta mais à esquerda das traseiras, resistem ainda 2 colónias com cerca de 4 ou 5 gatos.

Em frente às minhas janelas, nos prédios do outro lado, vivem ainda Misha, Mikado e a gata tigrada (que nunca vem para os quintais do lado do meu prédio).



Misha continua a ir aparecendo por debaixo da janela do meu quarto. E, nos últimos tempos, à semelhança do que sucedera com a Ninushka, mal levanto os estores de manhã, ali está já ele à espera de comida, ou corre apressado na minha direcção (miando, enquanto envio para baixo o comedour preso a uns fios). Depois regressa sempre ao pequeno terraço do outro lado, onde vivera a sua dona.

Ainda não tive ocasião de aqui contar, mas, certo final de dia, andava eu completamente embrenhada no início desta outra história, estou a dar comida ao Misha, quando me deparo com a cabeça de uma senhora a espreitar no terraço em frente à minha janela.
Sorrio porque não havia muito mais a fazer perante tal situação.
E é, precisamente, neste ponto que a dita cuja senhora me pergunta como é que eu estava a dar-lhe comida.
Impossibilitada de visualizar toda a cena, vejo a senhora esgueirar-se para o terraço do lado e começar a observar-me.
E é então que me conta que a dona daquela gata havia falecido, mas que ela a continuava a alimentar.
Surpresa geral… afinal Misha era (e sempre foi) uma gata!
Uma gata já muito idosa, segundo me continua a contar a senhora, que, imagine-se, até chorara quando a sua dona falecera.
Pobre Misha… com mais sentimentos do que muitos humanos!



O Mikado perdera, também, este ano os seus protectores, passando a deambular erraticamente pelos diversos quintais, em busca de fémeas.

Aparece poucas vezes por debaixo da minha janela. Se bem que, nas últimas semanas, fruto de acompanhar a Misha para todo o lado (a quem tem muito respeitinho e deixa sempre comer em primeiro lugar), ou, talvez, por andar mais enfraquecido por "andar às gatas", tem aparecido mais frequentemente.
Esta manhã, por exemplo, mal abri a janela, deparei-me com ele assim...




Até já pensei em falar com a vizinha da dona da Misha, a ver se a senhora consegue apanhar o Mikado (que dorme, também, no seu terraço) e o mandamos castrar. Mas o tempo tem sido pouco para tudo aquilo que tenho tido que fazer (em termos pessoais e profissionais)!...





sexta-feira, 14 de março de 2008

"Estereótipos"



Quando, ao final de uma 6ª feira à tarde em Chelas (Bairro do Armador), um grupo de jovens nos bate insistentemente à porta da loja (onde o escritório fica localizado), proferindo, por entre risos, palavras de ordem como: “Isto é um assalto!”

Nenhum de nós imaginaria que se tratava apenas de um peddy-paper e que o grupo de jovens queria saber se haviam deixado na nossa organização alguma pista para o seu jogo.

Subtilezas de trabalhar num bairro social... e mente muito pré-formatada.



quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Com papas e bolos...




22h…
Algumas janelas dos prédios das traseiras ainda têm as luzes acesas, o resto evade-se na penumbra da noite.
Retiro a roupa já seca estendida no varão da janela do quarto. No quintal do prédio ao lado, acende-se uma luz e aparece a Dª. L.

- “Oh menina, menina… o gato nunca mais apareceu!”

O gato a que se refere é, nada mais nada menos, do que a Ninushka, a qual já lhe dissera (das inúmeras vezes que me via à janela a dar-lhe comida e tentava meter conversa comigo) tratar-se de uma gata e não de um gato.

- “Pois não.” – respondo laconicamente. – “Há mais de um mês que não a voltei a ver.”

- “Se calhar está para aí morto em qualquer lado.” – retorque-me a Dª. L., num tom meio paranóico e abstendo-se de qualquer tipo de sentimento - "De que cor era ele?"

- "Preto e amarelo" - respondo, lembrando-me, por breves momentos, das inúmeras vezes que as minhas gatas se põem à janela da cozinha, que fica bem próxima do campo de alcance visual da janela da Dª. L.

Ela não desarma e continua o interrogatório...

- "Até já tinha perguntado aí à Dª. L. [a minha vizinha de baixo que, curiosamente, tem o mesmo nome que a senhora que comigo falava] o que se passava."

- “Pois…” – insinuo um lamento, que me sai num tom profundamente irritado. Para depois lhe acrescentar…

- “Então e a senhora já não tem aí o seu toldo?” - referindo-me a um toldo branco de dimensões enormes, que lhe cobria toda a parte superior do quintal, impedindo a vizinhança de praticar atitude semelhantes às que a própria Dª. L. costuma ter, quando se coloca toda esticada na sua janela de R/c a verificar o que se passa nas janelas dos vizinhos.

- “Não. Rompeu-se e ficou estragado.”

Em jeito de conclusão, resta dizer que, na véspera, enquanto fumava um cigarro à janela da cozinha, vislumbrara um jovem gato desta colónia dos quintais a passear-se entusiasmado por cima do toldo da Dª. L...
O que me deu uma certa vontade de rir, quando esta noite lhe perguntei pelo seu toldo.








Cena do Quotidano da priminha**

** Ainda montamos uma cadeia de fabrico de Cenas Triviais do Quotidano.





quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Notas Soltas - XCIII







- Depois de uma longa espera... -


Os nossos desejos foram hoje realizados... tendo aberto, finalmente, um restaurante de sushi no local onde tantas vezes durante a semana costumamos almoçar!

Mitsuba!

Fotografia de José Antônio de Oliveira








sábado, 22 de setembro de 2007

Notas Soltas - LXXXVI


Miyuki ao estilo do primo.


Tarde passada no IKEA a ajudar o mano com aquisições para a casa nova. Nós e mais centenas de outras pessoas que enchiam a loja... até parecia que andavam a oferecer mobílias ao desbarato!






- O outro lado do Horror -


Ao ler o jornal esta manhã, deparo-me com uma notícia que me deixa a pensar bastante!...
Um album de fotografias que retrata a vida dos oficiais do campo de concentração de Auschwitz encontra-se actualmente exposto no Museu do Holocausto dos E.U.A.

Um album que nos mostra a vida de homens e mulheres, aparentemente, iguais a tantos outros, iguais a nós próprios... que foram, contudo, os carcereiros de um dos maiores horrores da humanidade.

Torna-se muito difícil conseguir imaginar que alguém pudesse ter uma vida tão normal e dormir descansado quando, simultaneamente, estavam a ser cometidas tamanhas atrocidades a outros seres humanos!!!






- Feira da Luz -


Carnide, 21/09/07.






- "Morte Anunciada" -


Fotografia de José Antônio de Oliveira


Passado mais de um ano sobre "Aspectos do Inverno em Lisboa", a crónica da morte anunciada do local onde a primeira fotografia havia sido tirada.







sexta-feira, 3 de agosto de 2007

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Cenas Triviais do Quotidiano - XI



8 horas da manhã.

Termino de me arranjar na casa-de-banho. As minhas manhãs transformaram-se num autêntico corta-mato, para conseguir apanhar o autocarro das 8h11... e demorar 45 minutos até ao emprego, no outro lado da cidade.

Vou até à janela do quarto nas traseiras e preparo-me para estender a toalha de banho, quando, subitamente, me apercebo do vulto de uma vizinha, agachada no seu terraço a espreitar para um dos quintais do lado da minha rua.

Resta dizer que as traseiras de minha casa confluêm com as traseiras dos prédios da rua paralela, formando um aglomerado geométrico de pequenos quintais (como sucede na maioria dos prédios antigos), onde os pássaros começam a cantarolar em uníssono logo de manhãzinha, os gatos vivem numa harmoniosa liberdade e, por breves instantes, sentimos que o campo invadiu a cidade.

Começo a puxar o arame do estendal e apercebo-me então que a dita cuja vizinha do prédio em frente (cujo terraço fica a um nível mais elevado do que o dos restantes quintais, na medida em que se trata do único prédio do pós anos 50/60 ali existente) está a tentar chamar alguém do quintal que se localiza um prédio a seguir ao meu.
Da minha janela, olho para a senhora ao longe. Ela olha para mim e murmura qualquer coisa, de que apenas compreendo a palavra "ladrão" e a frase "veja bem, com duas cadelas e não lhe fizeram nada".

É então que a Dª. L. (vizinha do tal R/c do prédio colado ao meu) aparece no seu quintal, num frenesim e berreiro absolutos, gritando: - "Ladrãaaaao! Ladrão!".

Inicia-se, então, o diálogo da Dª. L. com a vizinha do terraço mais elevado. E, pelo que consegui perceber (dada a distância do meu prédio da ocorrência desta cena), a vizinha do prédio em frente, andava no seu terraço mais elevado a regar as suas inúmeras plantas, quando se apercebe da presença de um homem em cima do seu telheiro.
Assustada gritou-lhe: - "O senhor saia já por onde entrou!".
E o ladrão, desnorteado, saltou para o terraço ao lado, deu alguns passos e, vendo-se num precipício, optou por saltar para o quintal da Dª. L. (o que não queria dizer que tivesse sido por aí que ele entrou), alguns metros consideravelmente mais abaixo.

O dito cujo ladrão teve tanta sorte (apesar da sua notória azelhice para o métier) que, devido à canícula que se fazia sentir nos últimos dias, a Dª. L. deixara a porta de acesso ao quintal aberta, para arejar a casa.
E o ladrão não está de modas e vai de entrar em casa da Dª. L., percorrer todo o corredor até à porta de entrada, meter as mãos à chave, destrancar a porta e sair ligeiro.
E é, precisamente, nesta fase, quando o ladrão abre a porta de sua casa para fugir, que a Dª. L., que dormitava com o marido no seu quarto (mas já andara a estender roupa às 6h30, segundo, mais tarde, haveria de fazer constar na vizinhança), acorda espavorida e começa a berrar.

Salto na história...

E já temos a Dª. L. no seu quintal, após o momento de frenesim e berreiro absolutos, a contar às vizinhas (neste caso, a do terraço mais elevado e eu) o que se passara e como havia tido sorte de não lhe terem feito mal, nem tão pouco roubado o seu ordenado e o telemóvel que deixara pousados na mesa da sala.

Neste ponto, entra em cena a vizinha do 3º andar Dto. do prédio em frente da rua paralela à nossa (minha e da Dª. L.). Mulher muito baixa que, apenas, quando assoma à janela parece crescer um pouco, talvez, devido a algum banco ou acrescento que ali foi feito para que consiga estender a roupa. A sua diminuta estatura é compensada com o elevado grau e proficiência que esta senhora tem para passar horas à janela a ver o que os vizinhos dos prédios em frente andam a fazer (estas duas características terão, certamente, degenerado de família, uma vez que a sua mãezinha também padece de ambas).
Surge então, altaneira, na sua janela a vizinha do 3º Dto. do prédio em frente.
Cá por baixo, ao nivel do terraço mais elevado e do quintal da vizinha visitada pelo ladrão, discute-se a aparência deste último.
- "Coitado, ele até tinha ar de desgraçado!" - profere a vizinha do terraço mais elevado.
- "Coitado??? Coitado? Eu dizia-lhe quem é o coitado, com o enxerto de porrada que lhe dava, se o apanhasse!" - vocifera, indignada, a Dª. L.
E a vizinha diminuta do 3º Dto. do prédio em frente: - "Mas ele era preto?"
Por breves momentos, tive mesmo vontade de largar o meu papel de espectadora de toda aquela cena e perguntar alto e bom som (eu que até costumo falar sempre muito baixinho), da minha janela, se ela achava que o roubo era um qualquer atributo de pessoas de uma cor diferente da nossa.
Mas pensei... "É melhor não! Deixa-te mas é estar quietinha, porque o tempo está a passar e já te estás a atrasar para ir para o emprego!".

- "Então e não acha melhor apresentar queixa na Polícia, Dª. L.?"
- perguntei, então, tentando terminar toda aquela cena que já ia longa.
- "Para quê? Eles não fazem nada!!" - respondeu-me a Dª. L.
Face a tão elucidativa e peremptória resposta, nada mais havia a fazer. Apenas lhe disse que tivesse calma e que descansasse depois daquele susto. E preparava-me já para me despedir, fechar a minha janela e arrancar para o emprego, quando a Dª. L. se aproxima mais do muro do seu quintal que fica do lado da minha janela, e, numa perfeita metamorfose transfigura o seu rosto, dizendo-me: - "Sabe, ontem, estavam aí os seus gatos à janela. São tão lindos!".

E eu vou para o trabalho a pensar que, realmente, há coisas que nunca mudam numa vizinhança.








sábado, 28 de julho de 2007

Notas Soltas - LXXIV



- A Saga das Estantes - III -

Depois de 6 meses e de uma saga que parecia infindável, consegui esta noite (6ª feira) adquirir todo o módulo da estante nº 3 (o dinheiro não é suficiente para comprar os restantes módulos, por isso, está visto que a saga persistirá), que já aqui está à espera dos 3 pacotes que ficaram de cá vir entregar-me.





- O sossego terminou!... -

A vizinha de baixo (a cusca-mor do prédio - aliás, da rua inteira -, que é propensa a vapores etílicos ao final da tarde) regressou de férias.

Durante cerca de 2 semanas, o prédio não foi o mesmo... e a tranquilidade reinava!





- Disparidades -


Telheiras (Esq.) - Chelas, Bairro do Armador (Dir.)

Até no acesso aos bens essenciais!...





- Pequena supresa... -

... para o ZA, que regressa de férias na 2ª feira.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Através do Espelho - VI





Chelas. Bairro do Armador.

Através do espelho... Um carro com o motor ligado desde as 11h até às 17h, em plena via pública.
Alguém se incomoda com tal situação e chama a Polícia. Enquanto três polícias olham para o carro, alguém grita da janela do prédio em frente: - "É meu! O carro é meu!"
Passados uns minutos, uma rapariga aproxima-se dos polícias e diz qualquer coisa. A conversa é curta e ninguém lhe pede os documentos da viatura.
Os polícias partem dentro do carro patrulha. E a outra viatura continua em plena via pública, com o motor ligado, a jorrar gases e gases de combustível para o ar.


terça-feira, 17 de julho de 2007

Notas Soltas - LXXI

No meu portfolio-projecto de fotos do bairro onde trabalho, faltava mesmo a deste cãozinho tripé que todas as manhãs e finais de tarde vem à rua passear.
Não se pode dizer que esteja lá muito estimado ou seja muito prendado pelos seus donos... mas, pelo menos, não passa os seus dias fechado num atrelado de automóvel, como um outro cão do mesmo bairro (do qual tive hoje conhecimento).





- Desfasamento -


É sempre com uma imensa sensação de desfasamento que recebo a meio do ano os catálogos das empresas de venda de roupa por correio.

Hoje a sensação ainda foi mais profunda, dado que, apesar de todos duvidarmos um pouco, nos encontramos em pleno Verão... e eu a folhear modelos de gorros, cachecóis, camisolões e outros afins.

O clima já não é o que era... como dizem os mais "antigos"!






domingo, 15 de julho de 2007

Kova M.




Teatro Fórum - Mini Festival, na Cova da Moura.

Promovido pelo Grupo de Teatro do Oprimido, no âmbito de um projecto EQUAL, em parceria com a Associação Cultural Moinho da Juventude.

Uma excelente forma de criar empowerment colectivo (e individual) das comunidades.
Uma tarde muito divertida e bem passada!




quarta-feira, 11 de julho de 2007